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Archive for the ‘Vida’ Category

Falecimento do Padre Manuel Augusto da Costa Pinto

O Senhor Deus, Pai de Misericórdia Infinita, chamou à Sua presença, o nosso irmão sacerdote Pe. Manuel Costa Pinto.

Nasceu a 7 de maio de 1928.

Foi ordenado Sacerdote a 22 de dezembro de 1964.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em comunhão com o seu presbitério e com toda a Diocese de Lamego, reza ao Senhor por este irmão sacerdote, agradecendo a Deus o dom da sua vida e do seu ministério sacerdotal, na esperança da sua ressurreição em Cristo Jesus, até àquele dia em que também nós seremos chamados para a Sua morada eterna.

Aos familiares e amigos, a comunhão na dor, na oração e na fé.

A celebração da Santa Missa, de corpo de presente, é neste Domingo, pelas 17h00 na Igreja Matriz de Cetos, Zona Pastoral de Castro Daire.

Que o Deus da Vida lhe conceda a vida eterna.

RELEVÂNCIA E PRESENÇA | Editorial Voz de Lamego | 5 de junho de 2018

RELEVÂNCIA E PRESENÇA

A recente votação parlamentar “adiou” a legalização da eutanásia, já que os seus promotores não descansarão enquanto não puderem inscrever mais esse “avanço” na legislação portuguesa. Tal como na questão do aborto, o tema voltará à ordem do dia e os “arautos do progresso” inscreverão mais essa página na história lusa.

A este propósito, e a par dos defensores de tal prática, muitas foram os portugueses que se fizeram ouvir apelando ao “não”. E se noutros tempos caberia, maioritariamente, aos bispos e padres tal apelo, a verdade é que se ouviram outras vozes e se viram outros rostos nas manifestações concretizadas. O facto mostra que a Igreja cresceu, dando vez e voz a quem não é ministro ordenado, proporcionando aos fiéis leigos afirmarem-se como sujeitos.

Num tempo marcado pelo fim da cristandade e consequente perda de relevância da Igreja no debate público, saúda-se e sublinha-se a aparição de vozes formadas e informadas que enriquecem o debate e, de alguma forma, podem colmatar a ausência da hierarquia, tantas vezes ignorada pelos grandes meios de comunicação.

A Igreja sabe e assume que a perda de relevância no debate, a ausência do convite ou a invisibilidade a que, involuntariamente, é muitas vezes votada em nada diminuem a sua determinação em permanecer fiel ao Senhor, cumprindo a missão de anunciar o Evangelho, servir a humanidade e ser “sacramento de salvação”.

Porque enquanto a Igreja estiver disponível para servir, acolher, escutar, ocupar-se dos mais frágeis, marcar presença nos lugares não cobiçados… a Igreja permanecerá.

É verdade que a Igreja pode ter perdido a relevância de outros tempos, mas para ser fiel Àquele que a fez nascer será sempre mais importante estar presente, promovendo e defendendo a dignidade de todos.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/27, n.º 4464, 5 de junho de 2018

Paróquia de Almacave – Festa da Vida

A Catequese Paroquial de Almacave, celebrou com os catequizandos da Adolescência a sua FESTA DA VIDA fazendo assim, com aqueles que presentes, um tempo de reflexão e convívio conjunto sobre a temática da VIDA.

Estando nesta altura os decisores políticos a debater o problema de fim de Vida, numa tentativa de se legalizar mais um procedimento recorrente de morte, entre as muitas opiniões que se dividem, tivemos a nossa juventude, do Grupo Almacave Jovem e dos catequizandos, a refletir sobre o valor da Vida e o empenho a ter na sua defesa.

Começando com um tempo de atividades lúdicas e recreativas, organizadas pelo Grupo de Jovens, passou-se depois a um tempo de encontro, por grupos, onde todos, catequizandos, catequistas e jovens, elaboraram as frases de meditação para o ofertório e os pensamentos e palavras alusivas à VIDA.

Depois dos ensaios para os cânticos da Eucaristia e de um pequeno lanche, encaminharam-se para a Celebração Eucarística onde marcaram presença em conjunto com diversos familiares que os quiseram acompanhar.

A celebração presidida por Monsenhor Bouça Pires, e concelebrada pelos sacerdotes Pe José Abrunhosa e Pe Luís Rafael Azevedo, foi assim momento de festa e de oferenda pela VIDA destes jovens e acima de tudo pela VIDA, dom da Criação de Deus que devemos respeitar e usufruir com todas as dádivas que esse mesmo DEUS pôs ao nosso dispor.

Neste sentido, o Grupo de Jovens elaborou uma pequena lembrança para estes catequizandos, contendo algumas sementes num gesto simbólico de convite à VIDA que se prolongue na natureza e, no respeito pelo dom maravilhoso que temos ao nosso alcance.

Assim, a sensibilização às gerações futuras poderá ser um tempo de responsabilização sobre o seu advir, pois todas as decisões agora tomadas serão aqueles que eles irão herdar, para o bem ou para o mal.

Que Santa Maria Maior os ilumine e ajude a caminhar na fé e na defesa da VIDA.

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 88/26, n.º 4463, 29 de maio de 2018

EUTANÁSIA – PSEUDO-AVANÇO | Editorial Voz de Lamego | 29 de maio

EUTANÁSIA – PSEUDO-AVANÇO

Os deputados eleitos pelos portugueses para os representarem na Assembleia da República discutem e votam, hoje, propostas legislativas destinadas a legalizar a prática da eutanásia, assumida  como prioridade por alguns desses eleitos.

A sociedade actual lida mal com a velhice, esconde a morte e detesta estar dependente e perder a autonomia. A idade provoca limitações físicas e a perda de faculdades, as rugas não poderão ser continuamente disfarçadas e a eficiência deixará a desejar. Como continuar a viver numa sociedade que privilegia o individualismo e a eficácia? Como aparecer com as marcas da idade quando o aspecto físico é tão valorizado? Em que alturas da vida ou em que circunstâncias uma vida perde dignidade?

Por outro lado, o culto da liberdade individual (autonomia que não tolera a presença do Outro) leva a querer deixar a cada um a decisão de antecipar a morte. Mas poderá alguém gravemente doente ou afectivamente abandonado ser totalmente livre para antecipar o fim?

Certamente que ninguém poderá ser obrigado a solicitar tal acto, mesmo que legalmente possível, e que os profissionais de saúde poderão evocar reservas de consciência. Mas, como noutras vezes, não faltarão pedidos para morrer nem voluntários para satisfazer tais vontades.

Opiniões contra e a favor têm sido expressas por muitas pessoas, com toda a legitimidade. Como crentes, sabemos que a vida é um dom recebido e que em todos os momentos da vida não estamos sós, porque estamos na mão de Deus. Assim, viver a vida toda é louvar o seu Criador e assumi-la em todos os momentos um acto de gratidão e fidelidade.

Desconhecendo o desfecho da votação, mas esperando que tal iniciativa não venha a ter sucesso, será, no entanto, de esperar que os seus proponentes não desistirão facilmente e tudo farão para concluir mais um “pseudo-avanço civilizacional”.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/26, n.º 44592, 29 de maio de 2018

TESTEMUNHO E PROTAGONISMO

TESTEMUNHO E PROTAGONISMO

O testemunho é fundamental na Igreja e na vida do crente, como facilmente se verifica na história da instituição e de cada baptizado. Sem o testemunho dos primeiros cristãos e das gerações que se seguiram não teria sido possível concretizar a missão de anunciar, celebrar e viver o Evangelho. Perante a constatação/desafio “Vós sois testemunhas de todas estas coisas”, segue-se o mandamento “Ide por todo o mundo”.

Diante da missão a cumprir, os baptizados, individualmente ou em assembleia convocada (Igreja), não estão sós: o Espírito Santo vem em seu auxílio para congregar, acompanhar, fortalecer, animar, ajudar a ver e a decidir.

O Espírito participa na heroicidade protagonizada por quem se esforça para ser autêntico, próximo, bom samaritano, disponível… Numa palavra, o Espírito é decisivo para o testemunho, tão fundamental na evangelização: “o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, ou então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (Paulo VI, EN 41). O testemunho confere credibilidade e apresenta-se como sadia provocação e singular ensinamento.

A história apresenta-nos grandes testemunhos de vida e de fé, autênticos heróis. Mas também os vemos hoje, à nossa volta, nas mais variadas ocupações, no silêncio ou em lugares de decisão, no serviço prestado e no gosto de viver, na festa ou no sofrimento… Talvez não sejam notícia, nem os seus gestos discretos justifiquem reportagens ou fenómenos “virais” nas redes sociais, tantas vezes ocupadas por um certo narcisismo estéril.

Talvez seja preciso mudar de heróis, privilegiando o real face ao virtual, discernindo entre o ser e o parecer, escolhendo quem ensina a viver com verdade, seguindo quem aponta caminhos novos pelas opções que faz e exemplos que deixa…

O Espírito Santo, “protagonista da missão”, não cessa de vir para fazer de todos “protagonistas do testemunho”.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/24, n.º 44590, 15 de maio de 2018

EUTANÁSIA – VIDA | Editorial Voz de Lamego | 8 de maio de 2018

EUTANÁSIA – VIDA

Entre os dias 13 e 20, ligando as solenidades da Ascensão e do Pentecostes, viveremos a Semana da Vida. O tema escolhido, “Eutanásia… o que está em jogo?”, não é alheio ao debate já iniciado por quem anseia aprovar legislação favorável.

Eutanásia poderá traduzir-se por “boa morte” e ser compreendida como um acto médico que provoca intencionalmente a morte de um paciente com a finalidade de lhe aliviar o sofrimento, seja agindo com esse fim (eutanásia activa), seja abstendo-se de agir (eutanásia passiva).

Os seus defensores dirão sempre que a possibilidade legal não obriga a quem pensa de maneira contrária e não deixarão de sublinhar a liberdade individual.

Os que pensam de maneira contrária rejeitarão tais medidas legislativas e condenarão tais práticas, referindo-se-lhe como um homicídio e propondo a existência de cuidados paliativos acessíveis a todos.

Trata-se de evitar o “dever de matar” quando alguém propõe o “direito de morrer”, valorizando todas as vidas, também as que estão marcadas pela doença, pela deficiência ou pela idade. Porque a dignidade do ser humano se assegura com a vida e não com a morte. Por isso, enveredar por esta via pode apenas significar que a sociedade se demite de tratar os seus.

E se o médico se enganar no diagnóstico? A eutanásia poderá ou não fragilizar o doente e abalar a sua confiança nos hospitais? Um doente, um idoso ou limitado físico tenderá a ver-se como um fardo para alguém? Haverá tentações economicistas? Irão os cuidados paliativos ser incrementados ou deixarão de ser a primeira opção? Que consequências para a sociedade?

Há uns anos, “morrer com dignidade” seria ter acesso aos cuidados paliativos; hoje será um pedido de morte. Ao mesmo tempo que se cultiva a beleza, a festa, o corpo ou a eterna juventude, temos dificuldade em aceitar a fraqueza e a fragilidade.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/23, n.º 44589, 8 de maio de 2018

Dia Internacional do Voluntariado no Hospital de Lamego

No dia 5 de Dezembro, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado. A Liga dos Amigos do Hospital de Lamego, associação especialmente vocacionada para o apoio voluntário aos doentes hospitalizados, pretendeu valorizar esta data, sobretudo para manifestar aos seus Voluntários o muito apreço que lhe merece o seu trabalho altruísta, generoso e abnegado.

Houve um primeiro evento celebrativo, no próprio dia 5 de Dezembro, no qual a Direção e alguns Voluntários visitaram todos os doentes internados a quem deixaram, para além de uma palavra de conforto e de ânimo, uma pequena lembrança.

O momento mais forte destas comemorações, foi a Missa, celebrada na Igreja Catedral, no dia 9 de Dezembro, presidida pelo Senhor Cónego José Ferreira, em representação do Senhor Bispo da Diocese, e concelebrada pelo Monsenhor José Guedes. Nela agradecemos a Deus por todos, os vivos e os já falecidos, que contribuíram ou continuam a contribuir para a realização dos objetivos da Liga. Durante a cerimónia religiosa, foram impostas batas a novos Voluntários. O Coro da Liga abrilhantou, com a perfeição da sua interpretação, a Eucaristia. Ler mais…