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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Editorial Voz de Lamego – Fofoca, pecado que brada ao Céu

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Aos pecados que bradam ao Céu, o Papa Francisco tem acrescentado mais alguns e talvez por isso haja alguns cristãos que se sentem incomodados e o contestem mais abertamente.

Um desses pecados é a “economia que mata”, cuja preocupação são as percentagens e não as pessoas. A bolsa de valores cai um por cento e logo disparam os alarmes em todo o mundo. Morre um pobre à fome, são mortas dezenas de pessoas em disputas territoriais, ideológicas ou religiosas, afunda-se um barco de refugiados, e não se passa nada… uma pessoa na berma da estrada e já não toca o coração de quem passa, os samaritanos escasseiam e a comunicação social já não provoca. É mais um! São mais umas centenas. São números! A repetição de imagens violentas, das desgraças alheias, da curiosidade mórbida, já não choca e se choca é momentaneamente, depois cada um segue a sua vida. Os títulos dos jornais, invariavelmente fixam-se nas tricas políticas, nos rating’s, na bolsa de valores, nos escândalos financeiros ou na diversão desportiva. A erradicação da pobreza é possível, mas falta a vontade política.

Outro dos pecados que bradam ao céu e que o Papa Francisco tem denunciado é a “fofoca”, o boato, o disse-que-disse, a insinuação. É um pecado mortal, mata a relação com o outro, a sua honra e o seu bom nome. O Santo Padre tem insistido reiteradamente neste malefício nas comunidades e nas famílias. É feio, muito feio, participar na Missa e logo depois dizer mal do outro. É uma expressão popular, mas que resulta da experiência do Papa também no ambiente da Cúria romana. Quanto mal faz à família uma fofoca, um comentário, uma insinuação! Quanto faz mal às comunidades. “Às vezes falamos mal das pessoas enquanto esperamos o sacerdote” (Papa Francisco). Isso é feio, muito feio.

Na vida de Jesus Cristo existem situações em que a calúnia, as falsas acusações, os boatos vão minando a relação com as pessoas mais simples. Alguns fariseus e doutores da Lei vão lançando suspeitas sobre Jesus. É conhecida, por exemplo, a ocasião em que Maria e os seus parentes vão ao encontro de Jesus para O trazerem para casa, pois dizia-se que Ele estaria possesso.

Numa ou outra Carta, São Paulo queixa-se das palavras venenosas que alguns espalham nas comunidades, criando divisões e espalhando a confusão.

Ao longo da história da Igreja e da humanidade houve muita gente morta por causa de boatos, calúnias, insinuações, muitas pessoas que perderam o emprego, a família e que foram expulsos da sua pátria.

Fica a recomendação para mim e para ti, para todos, sacerdotes e leigos, mais avançados na idade ou mais imberbes: quando falarmos dos outros pensemos no mal que podemos semear ou no bem que podemos ajudar a multiplicar.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/45, n.º 4482, 23 de outubro de 2018

Editorial Voz de Lamego – Novidade do Evangelho e da evangelização

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O tom está dado. Viveremos um ano missionário extraordinário. O Papa definiu outubro de 2019 como mês missionário extraordinário. Os bispos portugueses, não querendo ficar atrás, propõem-nos um ano inteiro, de outubro a outubro.

Quanto tempo é necessário para tomarmos consciência da missão evangelizadora que a todos diz respeito enquanto batizados? A resposta seria: a vida toda! Na sua Carta Pastoral para este ano, o nosso Bispo dá o mote: “Anunciar o Evangelho é a vocação própria da Igreja”. Não há outro jeito, anunciar o Evangelho é uma “obrigação” de todo o cristão. Não há cristão que não esteja comprometido com a missão, isto é, com o anúncio do Evangelho. Somos discípulos missionários.

Em vésperas do Dia Mundial das Missões, a Diocese de Lamego, através da CEFÉCULT (Centro de Estudos Fé e Cultura), organiza uma conferência com D. António Couto, para esta sexta-feira, subordinada ao tema “Todo o cristão tem uma missão, todo o cristão é uma missão”.

No último ano pastoral, a acentuação foi colocada na caridade, como rosto indelével da Igreja. É uma acentuação inclusiva. A caridade leva-nos a anunciar Jesus e a libertação que Ele nos traz. E vice-versa, o anúncio do Evangelho agrafa a caridade, o serviço ao outro.

Queremos uma Igreja em saída, dessedentada, em busca das ovelhas dispersas e perdidas, uma Igreja que segue o Seu Senhor, que veio precisamente para aquelas multidões que eram como ovelhas sem pastor, para as reunir e congregar. É o mandato de Jesus: Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura.

Voltando-se mais para a Igreja, em três anos sucessivos, a Diocese não deixará de ser anunciada e rezada em prisma missionário, pois é a única forma de ser Igreja. É chamada e enviada em missão, aos de dentro, mobilizando-os e convertendo-os, e aos de fora, testemunhando a alegria do encontro com Jesus. Não em lógica prosélita, mas em dinâmica de desafio, interpelação, por atração! A todos, em todo o tempo, em toda a parte, a todas as pessoas.

Então é sempre a mesma coisa? Claro que não. É sempre a novidade de Jesus, do Seu Evangelho, da Sua vida como dom, vida oferecida e partilhada, e elevada. Quando os e-namorados repetem milhentas vezes “eu amo-te”, nunca é repetição, é sempre novo, é sempre música para os ouvidos e para o coração da pessoa amada. Preciso de ti! Vai correr tudo bem! Acredita em ti. Porquê dizer a mesma coisa, porquê a necessidade de ouvir o mesmo todos os dias ou várias vezes ao dia? Não bastava uma vez para sempre! E a Mãe ao dizer ao filho, a toda a hora, o quanto gosta dele, será uma repetição enfadonha?! Claro que não, a Mãe sente-o e precisa de o exprimir e o filho pode até achar de mais, mas ganha confiança, autoestima, sabe que pode sempre regressar aos braços e ao colo da mãe.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4481, 16 de outubro de 2018

Falecimento da Mãe do Pe. Carlos Carvalho

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Senhor da vida e da morte, Deus chamou à Sua presença a Sra. D. Ermelinda de Jesus Rodrigues, Mãe do reverendo Pe. Carlos Manuel Rodrigues de Carvalho, Pároco de Antas (São Miguel), de Aveloso (Nossa Senhora do Pranto), da Beselga (Santa Cruz), de Ourozinho (Senhora da Assunção), de Prova (São João Baptista), de Seixo (Santa Maria Madalena) e de Sernancelhe (São João Baptista).

O Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, em nome do Presbitério de Lamego que encabeça e da Diocese de Lamego a que preside no pastoreio, manifesta a comunhão com o reverendo Padre Carlos e com os restantes familiares e amigos, confiando a D. Ermelinda à misericórdia benevolente de Deus Pai.

O funeral realizar-se-á no sábado, 13 de outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial do Souto.

Unimo-nos em oração ao Pe. Carlos e, com  fé na ressurreição, confiamo-la a Deus na eternidade.

Abertura do ano catequético na Paróquia de Almacave

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Dado que, no final do ano não foi possível realizar a já habitual festa de Encerramento da Catequese Paroquial de Almacave, fez-se a opção de iniciar o ano catequético de 2018/2019, em festa com o convívio de toda a Comunidade de Almacave que se quis associar a este evento que decorreu no Parque Isidoro Guedes, no dia 6 de Outubro.

Foram centenas as crianças, as famílias e muitos lamecenses que estiveram presentes, tendo mesmo os Lobitos do acampamento LOBIDOURO estado presentes e participado na festa.

Se a Igreja deve ser alegria e, mais ainda, alegria do anúncio, neste Ano Missionário 2019, foi grato ver o espírito que ali reinava através de diversas atividades lúdicas da empresa Canários Infantis, que a todos foi atendendo com muito profissionalismo e carinho.

Na continuação, no Domingo dia 7 de outubro, decorreu a Eucaristia da receção aos catequizandos do 1º ano, com uma parte da totalidade dos inscritos. Muitas foram as famílias que os acompanharam e que depois estiveram presentes na reunião que se realizou no Centro Paroquial de Almacave onde, além dos diversos avisos, os catequizandos e as suas famílias tiveram oportunidade de conhecer as catequistas que os irão orientar, o espaço e as salas em que os seus filhos terão a sua catequese de iniciação.

O Coro de Pais e Filhos de Almacave continua a saga da sua missão acolhendo todos os familiares que se pretendam juntar e esperam continuar a fazer a animação da Eucaristia dominical das 10 horas, realizando-se os seus ensaios pelas 11 horas, no mesmo espaço e tempo em que os seus filhos se encontram, na Catequese.

Que Santa Maria Maior de Almacave abençoe o nosso Ano Catequético e ilumine a nossa Paróquia neste Caminho de Missão

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4480, 9 de outubro de 2018

Editorial Voz de Lamego – A salvação não se nega a ninguém

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Expressão popular que sublinha a ligação mínima entre as pessoas quando a relação, mais próxima, mais pessoal, mais familiar, se quebrou. O vínculo de confiança e cumplicidade foi quebrado, mas não o que está na base da convivência social, humana e cristã.

Nas nossas aldeias, nas pessoas de mais idade, existe esta prática, esta consciência que “Bom dia” ou “Boa tarde” é o mínimo para uma pessoa decente, para uma pessoa de bem. O outro pode até não responder, fazer de conta, virar a cara para o lado, responder torto, dizer algum palavrão, mas a minha consciência leva-me a cumprimentá-la de qualquer jeito, mesmo que continue a desejar-me mal. E logo se acrescenta que essa é uma atitude cristã. O cristão não pode andar de costas voltadas para o outro.

Num primeiro momento, muitas vezes, é difícil cumprimentar o outro, ainda que a correr!

“Não lhe falo, não fala para mim, mas dou-lhe sempre a salvação, a salvação não se nega a ninguém. Primeiro não me respondia, agora já vai respondendo. Mas mesmo que não me respondesse, continuava a dar-lhes a salvação. Nós não somos animais. Temos contas a dar a Deus e Deus não quer que andemos de candeias às avessas. Claro que não seremos amigos, pelo menos como dantes. O que ela me fez não se faz a ninguém, nem ao pior inimigo! Mexer com a minha família, com o meu bom nome, isso é que não, mas não lhe quero mal, desejo para ela o que desejo para mim e para os meus. E se a visse numa valeta não deixaria de lhe deitar a mão. Não, nem pensar. Deus me livre! Seria o/a primeiro/a ajudar. Afinal, somos cristãos, somos irmãos. Foi isso que aprendi na doutrina. Foi isso que os meus pais sempre me ensinaram. Ajudar, fazer o bem sem olhar a quem e dar sempre a salvação. A salvação, a salvação não se nega a ninguém, a ninguém, mesmo que custe e que tenhamos que engolir em seco!”.

O estilo de Jesus vai ainda mais longe. Perdoar 70×7, perdoar sempre. Procurar reconciliar-se com quem nos fez mal e não apenas a quem fizemos mal. Perdoar é divino. Há quem diga que Jesus, na Cruz, teve essa dificuldade e por isso pede ao Pai que lhes perdoe, pois não sabem o que fazem”! Ele por agora ainda não consegue perdoar-lhes! Do Papa Francisco um apelo semelhante: se não conseguires ainda perdoar a tal pessoa, reza por ela, para que aos poucos Deus dilate o teu coração.

Uns dias depois do início do novo ano pastoral… se a salvação não se nega a ninguém, então o compromisso (obrigatório) de levarmos a salvação a toda a gente!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4480, 9 de outubro de 2018

CONVITE à ALEGRIA | Editorial Voz de Lamego – 5.dezembro.2017

ROME, ITALY - MARCH 27, 2015: The fresco of Immaculate Conceptio

CONVITE À ALEGRIA

Na próxima sexta-feira, 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. Uma festa que nos fala de um Deus que ama, que se ocupa e preocupa com as suas criaturas e nos mostra como o mal não vencerá.

O relato da Anunciação é o texto evangélico do dia, convidando a viajar até uma insignificante terra da Galileia, a entrar numa singela habitação e a testemunhar o encontro/diálogo entre o mensageiro divino e uma discreta jovem que se disponibiliza para participar no plano de Deus.

No chamamento/convite de Deus a Maria percebemos que, mais do que um desenvolvimento de capacidades humanas, a vocação será, sobretudo, abertura à novidade do alto e a confiança n’Aquele para quem “nada é impossível”. Consciência dos limites humanos e confiança na misericórdia divina.

“Alegra-te!” é a primeira palavra do anjo Gabriel, um convite, em tom imperativo, à alegria messiânica. Como alguém notou, o anjo não pede a Maria para se ajoelhar, esconder ou rezar; no início do anúncio/diálogo é pedido a Maria que se alegre. E que razões, humanamente falando, teria Maria para se alegrar? Talvez tantas como aqueles que, também hoje e em tantos lugares da terra, se sentem esquecidos de Deus, experimentam o ódio e a indiferença humanas ou se vêem privados de tudo e também da esperança!

Mas o convite mantém-se. Porque é o amor de Deus por todos e cada um que torna possível tal alegria, que não pode confundir-se com a gargalhada ruidosa, o gozo que vem do ter ou aparência que ilude. A humanidade é convidada a alegrar-se porque se sabe e se sente amada.

A Incarnação anuncia a derrota do mal e o sim de Maria ilustra a abertura do humano ao amor de Deus.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/53, n.º 4439, 5 de dezembro de 2017

Falecimento da Irmã do Padre António Pereira Duarte

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O Senhor Deus, Pai de Misericórdia Infinita, fez regressar à Sua presença a D. Maria Augusta Duarte, irmã do reverendo Padre António Pereira Duarte, Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Pendilhe e de São Sebastião do Touro; Vice-Arcipreste de Castro Daire-Vila Nova de Paiva.

Funeral: 6 de dezembro – 15h00 – Igreja Matriz de Cujó, na Zona Pastoral de Castro Daire.

O Senhor Bispo D. António Couto, secundado pelo Presbitério de Lamego, une-se nas condolências ao Pe. António Pereira Duarte e aos seus familiares, confiando na benevolência de Deus e no conforto da amizade e da Palavra de Deus.

Deus lhe dê o eterno descanso e a nós nos mova a eternizar o que nos aproxima e nos faz ser família amada de Deus.