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Documento Final do Sínodo dos Bispos – 1.ª Parte

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Terminados, que foram, os trabalhos sinodais em Roma, todos se puseram a caminho. De volta para as suas dioceses, para suas paróquias e movimentos, para as suas casas, para os seus estudos ou trabalhos. Isto é ser Igreja. Estar continuamente em movimento, em andamento, em desinstalamento.

É também este ininterrupto caminhar que o documento final do Sínodo sobre os jovens nos propõe como desafio maior. Como este relatório conclusivo se desdobra em três partes, proponho-me, hoje, refletir sobre a primeira, prometendo posteriormente abordar também as outras duas.

Assim, num primeiro grupo de quatro capítulos, o documento final do Sínodo incide, logo de início, no valor imprescindível da escuta. Uma atitude indispensável que a Igreja precisa de ter para assegurar a sua natureza e missão, que já era fundamental na relação de Deus com o Povo hebreu e que os jovens reivindicam agora como forma de serem “reconhecidos e acompanhados” (1ª parte, cap. 1, nº7).

Uma primeira preocupação recai sobre o diversidade de contextos e culturas em que os jovens vivem e se movem. Isto muito por culpa da crescente globlalização que, se por um lado nos torna vizinhos, em segundos, dos nossos antípodas, por outro lado nos deixa embrenhados num conjunto de transformações vertiginosas a nível social, politico, económico, demográfico, etc., que acontecem ao nosso lado, e das quais os jovens são as primeiras vítimas. Como contraponto, o documento final aponta a urgência de recentrar o papel e a atuação da Igreja, desde o seu papel educativo, à pastoral juvenil e vocacional, à realidade paroquial vigente até à formação dos candidatos ao sacerdócio.

No segundo capítulo são identidados três pontos essenciais. O primeiro é o efervescente ambiente digital, com todos os riscos e ao mesmo com todas as potencialidades que oferece aos jovens. O segundo é a realidade migratória do nosso tempo, com todos os seus contornos, que se impõe como um desafio maior à Igreja. E o terceiro é a sinalização e reação a todo o tipo de abusos, de que tanto se tem falado.

O terceiro capítulo versa sobre a Família como ambiente nuclear para o desenvolvimento integral dos jovens, e a necessidade crucial das relações intergeracionais. Aponta o corpo e afetividade como duas realidades de grande inquietude para os jovens que precisam de respostas adequadas da moral cristã. E ressalva as formas de vulnerabilidade que assaltam os jovens nos mais diversos contextos da sua vida diária.

Por fim, o quarto capítulo faz sobressair os aspetos da cultura juvenil dos nosso tempo nas várias dimensões. Aponta aquelas que são as alavancas espirituais e as experiências religiosas mais fortes dos nossos jovens, dentro e fora da igreja. E termina salientando os anseios dos jovens na sua experiência com o sagrado e na forma de serem eles a protagonizar uma parte significativa da missão da Igreja.

 

Pe. Diamantino Alvaíde, in Voz de Lamego, ano 88/47, n.º 4484, 6 de novembro de 2018

Sínodo dos Bispos: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional

Bispos portugueses no colégio português2Durante o mês de outubro, mais concretamente entre os dias 3 e 28, reuniu-se em Roma a XV Assembleia Geral Ordinária dos Bispos com a intenção de refletir sobre como a fé cristã pode ser vivida pelos jovens de hoje, olhando-os como elementos ativos da vida da Igreja.

Um dos princípios deste Sínodo ficou marcado pela necessidade de conhecer a voz dos jovens e as suas diferentes experiências, pelo qual o Sínodo não teve o seu início real no dia 3 de outubro, mas começou há algum tempo atrás quando os jovens de todo mundo foram chamados a responder a um questionário onde davam a conhecer os seus problemas, dificuldades e esperanças. Por outro lado, o Sínodo contou também com 43 jovens de todo o mundo para poderem participar nos trabalhos de reflexão e dar a conhecer de viva voz o caminho que estes desejam para a vida da Igreja.

Este Sínodo não foi apenas um evento, mas um elemento de todo um processo que continuará com a aplicação e elaboração das propostas pastorais adequadas a cada realidade.

Foi assim que, ao longo destes dias, nesta minha presença em Roma, tive a oportunidade de seguir de mais perto todo o trabalho e reflexão que decorria na sala sinodal, até porque para além de ter participado no encontro com os jovens que o Papa Francisco realizou no dia 6, marcado por testemunhos de fé muito fortes de jovens que encontraram na Igreja Católica e no seu testemunho a oportunidade de se aproximarem de Deus, foi possível conhecer alguns ecos dos trabalhos por meio dos três Bispos e três jovens que ao longo deste período ficaram hospedados no Pontifício Colégio Português em Roma.

Umas dessas referências que nos chegou foi o ambiente de família e proximidade que se viveu ao longo desta assembleia. De facto, o Santo Padre teve o cuidado de acolher todos os membros: Bispos, auditores, peritos e jovens para que todos se sentissem bem e assim pudessem refletir e decidir por alguns caminhos para a Igreja jovens cada vez mais se abre à multiculturalidade global.

Uma das conclusões partilhada foi a necessidade de uma mudança de mentalidade que passa por um novo olhar para os jovens. De facto, hoje os jovens não podem ser olhados e julgados como elementos distantes da vida da Igreja. Eles são batizados, percorreram o caminho da catequese, viveram os sacramentos. Assim, se eles se afastaram foi porque alguma coisa não correu bem nesse processo e é preciso ir ao encontro deles para saber o que se passou, passar tempo com eles para os conhecer, sem preconceitos ou imagens passadas da juventude, ajudando-os a construir o seu caminho com a experiência da fé e vida comunitária e não com pregações.

Naturalmente, todo este processo será cheio de dificuldades e exigirá muito tempo, pois não existem fórmulas feitas para que tudo resulte porque cada realidade é uma realidade, mas com tempo, à imagem do tempo que Jesus passou com os seus Apóstolos, integrar os jovens tornando-os elementos ativos da vida da Igreja.

Uma das grandes dificuldades que se encontra é o perigo da tentação de se querer uma Igreja perfeita, mas esse não é o caminho, não porque não se deseje a perfeição, mas porque muitas vezes não abrimos a possibilidade de integrar aqueles que à luz do nosso juízo nos parece que vão falhar.

Com efeito, um dos caminhos que certamente o documento final do Sínodo nos vai abrir é o caminho do acompanhamento iluminado pelo discernimento. Todos temos a responsabilidade de acompanhar o outro dando-lhe confiança e esperança num processo que os ajude a encontrar o seu próprio caminho e não fazendo o caminho por eles.

É também nesta atenção de acompanhamento e discernimento que a dimensão da pastoral vocacional se colocará como proposta de vida enquadrada na experiência de vida, pois a vocação manifesta o caminho que cada um faz na sua vida tendo como meta a santidade, podendo esta passar pelo matrimónio, pelo sacerdócio ou pela vida consagrada.

Esperamos agora pelo texto final com as suas conclusões de modo a que este processo seja orientado para uma experiência cada vez mais participativa dos jovens na Igreja e que todos sejam capazes de estar à altura da exigência evangélica à qual Jesus Cristo nos chamou: de O seguir e O anunciar a todos sem exceção.

Pe. Miguel Peixoto, Sacerdote de Lamego a estudar em Roma

in Voz de Lamego, ano 88/46, n.º 4483, 30 de outubro de 2018

Editorial Voz de Lamego – Fofoca, pecado que brada ao Céu

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Aos pecados que bradam ao Céu, o Papa Francisco tem acrescentado mais alguns e talvez por isso haja alguns cristãos que se sentem incomodados e o contestem mais abertamente.

Um desses pecados é a “economia que mata”, cuja preocupação são as percentagens e não as pessoas. A bolsa de valores cai um por cento e logo disparam os alarmes em todo o mundo. Morre um pobre à fome, são mortas dezenas de pessoas em disputas territoriais, ideológicas ou religiosas, afunda-se um barco de refugiados, e não se passa nada… uma pessoa na berma da estrada e já não toca o coração de quem passa, os samaritanos escasseiam e a comunicação social já não provoca. É mais um! São mais umas centenas. São números! A repetição de imagens violentas, das desgraças alheias, da curiosidade mórbida, já não choca e se choca é momentaneamente, depois cada um segue a sua vida. Os títulos dos jornais, invariavelmente fixam-se nas tricas políticas, nos rating’s, na bolsa de valores, nos escândalos financeiros ou na diversão desportiva. A erradicação da pobreza é possível, mas falta a vontade política.

Outro dos pecados que bradam ao céu e que o Papa Francisco tem denunciado é a “fofoca”, o boato, o disse-que-disse, a insinuação. É um pecado mortal, mata a relação com o outro, a sua honra e o seu bom nome. O Santo Padre tem insistido reiteradamente neste malefício nas comunidades e nas famílias. É feio, muito feio, participar na Missa e logo depois dizer mal do outro. É uma expressão popular, mas que resulta da experiência do Papa também no ambiente da Cúria romana. Quanto mal faz à família uma fofoca, um comentário, uma insinuação! Quanto faz mal às comunidades. “Às vezes falamos mal das pessoas enquanto esperamos o sacerdote” (Papa Francisco). Isso é feio, muito feio.

Na vida de Jesus Cristo existem situações em que a calúnia, as falsas acusações, os boatos vão minando a relação com as pessoas mais simples. Alguns fariseus e doutores da Lei vão lançando suspeitas sobre Jesus. É conhecida, por exemplo, a ocasião em que Maria e os seus parentes vão ao encontro de Jesus para O trazerem para casa, pois dizia-se que Ele estaria possesso.

Numa ou outra Carta, São Paulo queixa-se das palavras venenosas que alguns espalham nas comunidades, criando divisões e espalhando a confusão.

Ao longo da história da Igreja e da humanidade houve muita gente morta por causa de boatos, calúnias, insinuações, muitas pessoas que perderam o emprego, a família e que foram expulsos da sua pátria.

Fica a recomendação para mim e para ti, para todos, sacerdotes e leigos, mais avançados na idade ou mais imberbes: quando falarmos dos outros pensemos no mal que podemos semear ou no bem que podemos ajudar a multiplicar.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/45, n.º 4482, 23 de outubro de 2018

Editorial Voz de Lamego – Novidade do Evangelho e da evangelização

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O tom está dado. Viveremos um ano missionário extraordinário. O Papa definiu outubro de 2019 como mês missionário extraordinário. Os bispos portugueses, não querendo ficar atrás, propõem-nos um ano inteiro, de outubro a outubro.

Quanto tempo é necessário para tomarmos consciência da missão evangelizadora que a todos diz respeito enquanto batizados? A resposta seria: a vida toda! Na sua Carta Pastoral para este ano, o nosso Bispo dá o mote: “Anunciar o Evangelho é a vocação própria da Igreja”. Não há outro jeito, anunciar o Evangelho é uma “obrigação” de todo o cristão. Não há cristão que não esteja comprometido com a missão, isto é, com o anúncio do Evangelho. Somos discípulos missionários.

Em vésperas do Dia Mundial das Missões, a Diocese de Lamego, através da CEFÉCULT (Centro de Estudos Fé e Cultura), organiza uma conferência com D. António Couto, para esta sexta-feira, subordinada ao tema “Todo o cristão tem uma missão, todo o cristão é uma missão”.

No último ano pastoral, a acentuação foi colocada na caridade, como rosto indelével da Igreja. É uma acentuação inclusiva. A caridade leva-nos a anunciar Jesus e a libertação que Ele nos traz. E vice-versa, o anúncio do Evangelho agrafa a caridade, o serviço ao outro.

Queremos uma Igreja em saída, dessedentada, em busca das ovelhas dispersas e perdidas, uma Igreja que segue o Seu Senhor, que veio precisamente para aquelas multidões que eram como ovelhas sem pastor, para as reunir e congregar. É o mandato de Jesus: Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho a toda a criatura.

Voltando-se mais para a Igreja, em três anos sucessivos, a Diocese não deixará de ser anunciada e rezada em prisma missionário, pois é a única forma de ser Igreja. É chamada e enviada em missão, aos de dentro, mobilizando-os e convertendo-os, e aos de fora, testemunhando a alegria do encontro com Jesus. Não em lógica prosélita, mas em dinâmica de desafio, interpelação, por atração! A todos, em todo o tempo, em toda a parte, a todas as pessoas.

Então é sempre a mesma coisa? Claro que não. É sempre a novidade de Jesus, do Seu Evangelho, da Sua vida como dom, vida oferecida e partilhada, e elevada. Quando os e-namorados repetem milhentas vezes “eu amo-te”, nunca é repetição, é sempre novo, é sempre música para os ouvidos e para o coração da pessoa amada. Preciso de ti! Vai correr tudo bem! Acredita em ti. Porquê dizer a mesma coisa, porquê a necessidade de ouvir o mesmo todos os dias ou várias vezes ao dia? Não bastava uma vez para sempre! E a Mãe ao dizer ao filho, a toda a hora, o quanto gosta dele, será uma repetição enfadonha?! Claro que não, a Mãe sente-o e precisa de o exprimir e o filho pode até achar de mais, mas ganha confiança, autoestima, sabe que pode sempre regressar aos braços e ao colo da mãe.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4481, 16 de outubro de 2018

Falecimento da Mãe do Pe. Carlos Carvalho

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Senhor da vida e da morte, Deus chamou à Sua presença a Sra. D. Ermelinda de Jesus Rodrigues, Mãe do reverendo Pe. Carlos Manuel Rodrigues de Carvalho, Pároco de Antas (São Miguel), de Aveloso (Nossa Senhora do Pranto), da Beselga (Santa Cruz), de Ourozinho (Senhora da Assunção), de Prova (São João Baptista), de Seixo (Santa Maria Madalena) e de Sernancelhe (São João Baptista).

O Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, em nome do Presbitério de Lamego que encabeça e da Diocese de Lamego a que preside no pastoreio, manifesta a comunhão com o reverendo Padre Carlos e com os restantes familiares e amigos, confiando a D. Ermelinda à misericórdia benevolente de Deus Pai.

O funeral realizar-se-á no sábado, 13 de outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial do Souto.

Unimo-nos em oração ao Pe. Carlos e, com  fé na ressurreição, confiamo-la a Deus na eternidade.

Abertura do ano catequético na Paróquia de Almacave

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Dado que, no final do ano não foi possível realizar a já habitual festa de Encerramento da Catequese Paroquial de Almacave, fez-se a opção de iniciar o ano catequético de 2018/2019, em festa com o convívio de toda a Comunidade de Almacave que se quis associar a este evento que decorreu no Parque Isidoro Guedes, no dia 6 de Outubro.

Foram centenas as crianças, as famílias e muitos lamecenses que estiveram presentes, tendo mesmo os Lobitos do acampamento LOBIDOURO estado presentes e participado na festa.

Se a Igreja deve ser alegria e, mais ainda, alegria do anúncio, neste Ano Missionário 2019, foi grato ver o espírito que ali reinava através de diversas atividades lúdicas da empresa Canários Infantis, que a todos foi atendendo com muito profissionalismo e carinho.

Na continuação, no Domingo dia 7 de outubro, decorreu a Eucaristia da receção aos catequizandos do 1º ano, com uma parte da totalidade dos inscritos. Muitas foram as famílias que os acompanharam e que depois estiveram presentes na reunião que se realizou no Centro Paroquial de Almacave onde, além dos diversos avisos, os catequizandos e as suas famílias tiveram oportunidade de conhecer as catequistas que os irão orientar, o espaço e as salas em que os seus filhos terão a sua catequese de iniciação.

O Coro de Pais e Filhos de Almacave continua a saga da sua missão acolhendo todos os familiares que se pretendam juntar e esperam continuar a fazer a animação da Eucaristia dominical das 10 horas, realizando-se os seus ensaios pelas 11 horas, no mesmo espaço e tempo em que os seus filhos se encontram, na Catequese.

Que Santa Maria Maior de Almacave abençoe o nosso Ano Catequético e ilumine a nossa Paróquia neste Caminho de Missão

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4480, 9 de outubro de 2018

Editorial Voz de Lamego – A salvação não se nega a ninguém

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Expressão popular que sublinha a ligação mínima entre as pessoas quando a relação, mais próxima, mais pessoal, mais familiar, se quebrou. O vínculo de confiança e cumplicidade foi quebrado, mas não o que está na base da convivência social, humana e cristã.

Nas nossas aldeias, nas pessoas de mais idade, existe esta prática, esta consciência que “Bom dia” ou “Boa tarde” é o mínimo para uma pessoa decente, para uma pessoa de bem. O outro pode até não responder, fazer de conta, virar a cara para o lado, responder torto, dizer algum palavrão, mas a minha consciência leva-me a cumprimentá-la de qualquer jeito, mesmo que continue a desejar-me mal. E logo se acrescenta que essa é uma atitude cristã. O cristão não pode andar de costas voltadas para o outro.

Num primeiro momento, muitas vezes, é difícil cumprimentar o outro, ainda que a correr!

“Não lhe falo, não fala para mim, mas dou-lhe sempre a salvação, a salvação não se nega a ninguém. Primeiro não me respondia, agora já vai respondendo. Mas mesmo que não me respondesse, continuava a dar-lhes a salvação. Nós não somos animais. Temos contas a dar a Deus e Deus não quer que andemos de candeias às avessas. Claro que não seremos amigos, pelo menos como dantes. O que ela me fez não se faz a ninguém, nem ao pior inimigo! Mexer com a minha família, com o meu bom nome, isso é que não, mas não lhe quero mal, desejo para ela o que desejo para mim e para os meus. E se a visse numa valeta não deixaria de lhe deitar a mão. Não, nem pensar. Deus me livre! Seria o/a primeiro/a ajudar. Afinal, somos cristãos, somos irmãos. Foi isso que aprendi na doutrina. Foi isso que os meus pais sempre me ensinaram. Ajudar, fazer o bem sem olhar a quem e dar sempre a salvação. A salvação, a salvação não se nega a ninguém, a ninguém, mesmo que custe e que tenhamos que engolir em seco!”.

O estilo de Jesus vai ainda mais longe. Perdoar 70×7, perdoar sempre. Procurar reconciliar-se com quem nos fez mal e não apenas a quem fizemos mal. Perdoar é divino. Há quem diga que Jesus, na Cruz, teve essa dificuldade e por isso pede ao Pai que lhes perdoe, pois não sabem o que fazem”! Ele por agora ainda não consegue perdoar-lhes! Do Papa Francisco um apelo semelhante: se não conseguires ainda perdoar a tal pessoa, reza por ela, para que aos poucos Deus dilate o teu coração.

Uns dias depois do início do novo ano pastoral… se a salvação não se nega a ninguém, então o compromisso (obrigatório) de levarmos a salvação a toda a gente!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/43, n.º 4480, 9 de outubro de 2018