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CONVITE à ALEGRIA | Editorial Voz de Lamego – 5.dezembro.2017

ROME, ITALY - MARCH 27, 2015: The fresco of Immaculate Conceptio

CONVITE À ALEGRIA

Na próxima sexta-feira, 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira de Portugal. Uma festa que nos fala de um Deus que ama, que se ocupa e preocupa com as suas criaturas e nos mostra como o mal não vencerá.

O relato da Anunciação é o texto evangélico do dia, convidando a viajar até uma insignificante terra da Galileia, a entrar numa singela habitação e a testemunhar o encontro/diálogo entre o mensageiro divino e uma discreta jovem que se disponibiliza para participar no plano de Deus.

No chamamento/convite de Deus a Maria percebemos que, mais do que um desenvolvimento de capacidades humanas, a vocação será, sobretudo, abertura à novidade do alto e a confiança n’Aquele para quem “nada é impossível”. Consciência dos limites humanos e confiança na misericórdia divina.

“Alegra-te!” é a primeira palavra do anjo Gabriel, um convite, em tom imperativo, à alegria messiânica. Como alguém notou, o anjo não pede a Maria para se ajoelhar, esconder ou rezar; no início do anúncio/diálogo é pedido a Maria que se alegre. E que razões, humanamente falando, teria Maria para se alegrar? Talvez tantas como aqueles que, também hoje e em tantos lugares da terra, se sentem esquecidos de Deus, experimentam o ódio e a indiferença humanas ou se vêem privados de tudo e também da esperança!

Mas o convite mantém-se. Porque é o amor de Deus por todos e cada um que torna possível tal alegria, que não pode confundir-se com a gargalhada ruidosa, o gozo que vem do ter ou aparência que ilude. A humanidade é convidada a alegrar-se porque se sabe e se sente amada.

A Incarnação anuncia a derrota do mal e o sim de Maria ilustra a abertura do humano ao amor de Deus.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/53, n.º 4439, 5 de dezembro de 2017

Falecimento da Irmã do Padre António Pereira Duarte

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O Senhor Deus, Pai de Misericórdia Infinita, fez regressar à Sua presença a D. Maria Augusta Duarte, irmã do reverendo Padre António Pereira Duarte, Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Pendilhe e de São Sebastião do Touro; Vice-Arcipreste de Castro Daire-Vila Nova de Paiva.

Funeral: 6 de dezembro – 15h00 – Igreja Matriz de Cujó, na Zona Pastoral de Castro Daire.

O Senhor Bispo D. António Couto, secundado pelo Presbitério de Lamego, une-se nas condolências ao Pe. António Pereira Duarte e aos seus familiares, confiando na benevolência de Deus e no conforto da amizade e da Palavra de Deus.

Deus lhe dê o eterno descanso e a nós nos mova a eternizar o que nos aproxima e nos faz ser família amada de Deus.

Novo livro de D. António Couto: Sobre este chão. Sob este céu

O nosso bispo, D. António Couto, publicou mais um livro da sua autoria, desta vez, um conjunto de quarenta poemas que intitulou “Sobre este chão – Sob este céu”. A edição é da Editorial Missões – Cucujães e já está à venda na Gráfica de Lamego (5 euros).

Na palavras do autor, são “quarenta poemas, de uma forma ou de outra saídos das páginas da Bíblia e da sensibilidade do meu coração ao fulgor vulcânico e fervente das imagens saídas dessas páginas, aos acontecimentos do dia-a-dia e ao impacto que sobre mim vão exercendo algumas leituras de autores antigos e modernos”. Daí que natural, segundo D. António, “que Deus ande sempre por lá, pelos poemas, e que o tom da oração seja o seu jeito” (pp. 5 e 6).

 

Aqui fica um desses poemas:

 

Palavra com história

A Palavra de Deus desce, desce, desce,

Atravessa as nuvens,

Como chuva miudinha,

Cai num pedaço de chão,

Ou num pobre coração,

E adormece

Como o crescente

No ventre da farinha,

E cresce, cresce, cresce,

Até voltar a Deus, sua nascente.

 

A oração do humilde é pobre e pura,

Mas sobe, sobe, sobe,

Como um passarinho,

Atravessa as nuvens,

E deita-se de mansinho no coração de Deus,

Que presta atenção e cura

As nossas penas

Leves e escuras

E acaricia as nossas loucuras.

E as nossas alegrias.

 

Atende, Senhor, as nossas preces de hoje

E de todos os dias.

in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

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VOZ DE LAMEGO – PRIMEIRA PÁGINA | Edição de 27 de junho de 2017

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CONFORTAR – PERTURBAR | Editorial Voz de Lamego | 2 de maio

Entrámos no mês de maio, dedicado especialmente a Maria, não apenas na referência ao Centenário das Aparições, à Visita o Papa Francisco a Fátima, como peregrino, a canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta, mas a todas as devoções que povoam as nossas famílias e comunidades, a recitação do terço, peregrinações nacionais, arciprestais, paroquiais, caminhadas, procissões…

A edição da Voz de Lamego, em início de mês, evidencia a vivência do mês de Maria. Também o Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, evoca a devoção a Maria, deixando-nos guiar pelo desafio que Ela nos faz constantemente: Fazei tudo o que Ele vos disser.

CONFORTAR > PERTURBAR

Há uns dias, aquando do encontro organizado pelos jovens de Almacave, um dos convidados serviu-se de uma afirmação alheia para caracterizar a sua missão de palhaço: “confortar os perturbados e perturbar os confortados”!

O profissional em questão vive os seus dias entre crianças gravemente doentes, aproximando-se e respeitando a singularidade de cada ser, dando a cada uma a possibilidade de ser protagonista, provocando sorrisos no meio da dor, motivando à vivência do momento de forma serena, confiante e próxima.

E logo acrescentou que a missão do padre também passa por aqui. E estamos de acordo. Porque anunciar Cristo Ressuscitado, celebrar a fé e testemunhar a caridade implica incutir e devolver a esperança e a confiança a quem sofre e espera soluções, ao mesmo tempo que não deixará de questionar e denunciar posturas e decisões que atentem contra a dignidade e igualdade humanas.

Perturbar não é gritar para ser notado ou protagonizar situações insólitas para ser notícia, mas antes desinstalar, provocar consciências adormecidas, denunciar a autoreferencialidade, fazer ver os “pés de barro”, confrontar com a verdade e a justiça…

A própria Igreja também sofre quando se instala. Daí a oportunidade e necessidade dos profetas que a perturbam saudavelmente e a convidam a voltar sempre a Jerusalém e a seguir para a Galileia, a não perder de vista o único Senhor a quem deve obedecer.

Iniciámos ontem o mês de maio, tradicionalmente dedicado a Maria, aquela a quem tantos aflitos, doridos e desiludidos recorrem em busca de conforto. Tal como em Caná, a sua solicitude maternal acolhe, o seu olhar sossega e a sua intercessão devolve a esperança. E isso conforta!

Mas a missão da Mãe atenta vai além do provir material e logo se faz ouvir o seu oportuno apelo: “fazei tudo o que Ele vos disser”. E isso perturba!

in Voz de Lamego, ano 87/25, n.º 4410, 2 de maio de 2017

CRUCIFICADO BELO | Editorial Voz de Lamego | 11 de abril de 2017

Semana Santa, Semana Maior da nossa fé cristã, celebração da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, a edição desta semana da Voz de Lamego dá amplo destaque a este mistério cristão, com textos, notícias e reflexões, sem descurar outras temáticas tais como a Visita Pastoral de D. António em Freigil e São Romão ou o acidente pirotécnico na Penajóia. O Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, fixa na beleza da crucifixão, enquanto expressão de entrega, de amor e solidariedade de Jesus pela humanidade. E por aqui começamos a leitura:

CRUCIFICADO BELO

A visão do Senhor crucificado acompanha o cristão na sua peregrinação e contribui, decisivamente, para manter viva a gratidão diante de Deus, ao mesmo tempo que o desinstala e impele a corresponder a tamanho amor.

Porque a cruz, símbolo do sofrimento e da morte, não é, em Jesus Cristo, sinónimo de derrota, de fraqueza ou de abandono do Pai, mas de amor e de solidariedade ímpares pela humanidade. Ao aceitar a cruz, consciente e voluntariamente, Cristo toma-nos consigo, na sua morte e ressurreição, e conduz-nos a ultrapassar os nossos medos e receios para nos abrir à Vida.

Por isso falamos do “bom Deus”. Mas também do “Deus belo”. Porque no sofrimento da cruz, o Crucificado nos mostra a beleza de Deus.

Se tantas vezes falamos na beleza de um gesto, porque não falar da beleza da Paixão? Uma beleza que brota de um íntimo que é amor e de uma vontade vivificadora, capaz de despertar sentimentos de admiração, de grandeza, de nobreza, de perfeição. Muito diferente daquela beleza que, sendo apenas exterior, se obtém com disfarces artificiais. A nossa mãe, mesmo com rugas, será sempre bela, porque nos deu a vida!

O dom que Cristo faz de si mesmo manifesta a Sua glória e esta glória, a beleza luminosa de Deus, deveria falar-nos ao coração. E porque será que não sublinhamos devidamente esta realidade? Sem dúvida porque, para perceber o que é belo, se exige uma abertura interior à beleza. E esta abertura é um dom do Espírito Santo.

Ser cristão não se explica… vive-se. No fundo, trata-se de fazer a experiência de um encontro, de uma certeza de que toda a beleza do mundo se encontra na cruz e que ela nos preenche de uma graça indizível.

E esta graça torna belo.

in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

D. Ximenes Belo – O Apóstolo da Boa Imprensa

ladainhas-a-nossa-senhoraEsta grande figura da Igreja e da Humanidade! Depois que foi dispensado do pastoreio da Diocese de Díli-Timor, por motivos de Saúde. Fez uma experiência missionaria em Moçambique. O que revela bem, a sua profunda humildade e a grandeza do seu coração.

Depois dessa experiência, tem percorrido o mundo, correspondendo assim, às muitas solicitações, que lhe são feitas, para proferir conferencias, em que relata a sua experiência vivida em Timor e falar dos valores da Paz.

Nos últimos tempos, também se tem dedicado a escrever vários livros, em que versa, vários temas, temas muito profundos e muito oportunos.

Acaba de lançar o último livro, intitulado “Ladainhas de Nossa Senhora”. Em que descreve as vivencias das suas devoções, da sua família e do seu povo. É na verdade uma obra muito interessante das Edições Salesianas. E esta encontrasse à venda no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios de Lamego.

Elevemos uma prece à Mãe, Senhora dos Remédios, por Dom Ximenes, que celebrou o seu aniversário natalício no passado dia 3 de fevereiro. Ele, já faz parte da história de Lamego e região, pela marcante digressão que fez em 2002, por ser instituído cidadão honorário de Lamego e pela feliz iniciativa de mandar construir em Timor a “Escola Nossa Senhora dos Remédios de Lamego”.

Manuel Correia, in Voz de Lamego, ano 87/14, n.º 4399, 14 de fevereiro de 2017

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