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Archive for the ‘Sínodo para a Família’ Category

ACOLHER E DISCERNIR | Editorial Voz de Lamego | 19 de abril de 2016

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A Viagem do Papa Francisco à Ilha de Lesbos, na Grécia, a um campo de Refugiados, abre como destaque a Voz de Lamego desta semana. Uma viagem breve, mas com uma marca provocatória para todos, a começar pelas autoridades, mas também para as nossas comunidades cristãs. No Avião Papal, a acompanhar o regresso de Francisco ao Vaticano, três famílias de refugiadas, para refazerem as suas vidas em Itália. Não foi uma escolha aleatória, mas correspondem a famílias que tinham os papéis em ordem.

No Editorial desta semana, o Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, prepara-nos para ler a Exortação Apostólica do Papa Francisco sobre a Família, A Alegria do Amor.

ACOLHER E DISCERNIR

Contrariando as expectativas jornalísticas de alguns e o exagerado temor de outros, a recente Exortação pós-sinodal não apresenta qualquer mudança doutrinal. Mais do que preocupar-se com normas, regras ou interdições, o Papa convida as famílias a viverem de maneira evangélica.

O texto, que quer promover a família na Igreja e na sociedade através do diálogo e da acção, está apresentado em 325 parágrafos divididos por nove capítulos e é fruto de um sínodo vivido em dois momentos (sessão extraordinária em 2014 e ordinária em 2015).

Acolhendo e citando as proposições sinodais, Francisco consagra vários capítulos a recordar a doutrina da Igreja católica, para quem a família é uma experiência humana e humanizante que importa acolher, acompanhar e promover. Nesse sentido, o Sumo Pontífice apela a um olhar positivo sobre as famílias, convidando todos a imitarem a atitude de acolhimento protagonizada por Cristo, o modelo a seguir. Porque, mesmo quando algum baptizado não vive em conformidade com a doutrina, continua a pertencer à Igreja.

Defendendo a unidade de doutrina e da práxis, mas lembrando a imagem do poliedro (figura com muitas faces planas), fica claro que o Papa não quer definir, a partir de Roma, todos as consequências da fé cristã, deixando às Igrejas locais a busca de soluções mais inculturadas e atentas.

Assim, a originalidade deste texto está na ênfase dada ao discernimento espiritual, destacando a importância da formação da consciência e o discernir de elementos positivos em situações que podem parecer imperfeitas ou inacabadas. A pastoral não é nem uma engenharia de soluções acabadas nem a cega aplicação de normas.

A Igreja é convidada a reencontrar os que estão fora (periferias), no seu ambiente familiar, e a acompanhá-los no caminho, com a Palavra de Deus e a oração, promovendo a progressão na fidelidade a Cristo.

in Voz de Lamego, ano 86/22, n.º 4359, 19 de abril de 2016

Sínodo dos Bispos: discernimento em casos difíceis

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Com a autorização do Papa, foi publicado na noite de sábado o Relatório Final do XIV Sínodo ordinário sobre a Família. Composto de 94 parágrafos, votados singularmente, o documento foi aprovado por maioria de 2/3, ou seja, sempre com o mínimo de 177 votos. Os padres sinodais presentes eram 265. O documento se encerra com o pedido dos Padres Sinodais ao Papa de um documento sobre a família, indicando a perspectiva que ele deseja dar neste caminho.

Segundo Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apenas dois parágrafos obtiveram a maioria com margem limitada e são os que se referem a situações difíceis, como a abordagem pastoral às famílias feridas ou em situação irregular do ponto de vista canónico e disciplinar: convivências, casamentos civis, divorciados recasados e o caminho para se aproximar pastoralmente destes fiéis.

Indissolubilidade matrimonial

O Relatório define a doutrina da indissolubilidade do matrimónio sacramental como uma verdade fundada em Cristo mas ressalva que verdade e misericórdia convergem em Cristo e, portanto, convida ao acolhimento das famílias feridas. Os padres sinodais reiteram que os divorciados recasados não são excomungados e reafirmam que os pastores devem usar o discernimento para analisar as situações familiares mais complexas. O ponto 84 explica que a participação nas comunidades dos casais em segunda união pode se expressar em diferentes serviços: “Deve-se discernir quais formas de exclusão atualmente praticadas nos âmbitos litúrgico, pastoral, educativo e institucional podem ser superadas”.

Discernimento

À situação específica dos casais em segundas núpcias, o ponto 86 do documento faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote, pois a ninguém pode ser negada a misericórdia de Deus. Neste sentido, “para favorecer e aumentar a participação destes fiéis na vida da Igreja, devem ser asseguradas as condições de humildade, discrição, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e no desejo de dar uma resposta a ela”.

Em relação ao crescente fenómeno dos casais que convivem antes de se casar ou depois de um matrimónio sacramental, é uma situação que deve ser enfrentada de maneira construtiva e vista como uma oportunidade de conversão para a plenitude do matrimónio e da família, à luz do Evangelho.

Pessoas homossexuais e uniões homossexuais

Pessoas homossexuais não podem ser discriminadas, mas a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo. O Sínodo julga também inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões neste campo e que organismos internacionais condicionem ajudas financeiras aos países pobres à introdução do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Alguns parágrafos abrangem questões dedicadas aos migrantes, refugiados e perseguidos cujas famílias são desagregadas e podem ser vítimas do tráfico de pessoas. Os bispos invocam o acolhimento ressaltando os seus direitos e deveres nos países que os hospedam.

Valorizar a mulher, tutelar crianças e idosos

Os padres sinodais condenaram a discriminação contra mulheres em todo o mundo, incluindo a penalização da maternidade. Em relação à violência, ressaltam que “a exploração das mulheres e a violência exercida sobre o seu corpo estão muitas vezes unidas ao aborto e à esterilização forçada”. Pede-se também uma maior valorização da responsabilidade feminina na Igreja, com intervenção nos processos de decisão, participação no governo de algumas instituições e envolvimento na formação do clero.

A respeito da reciprocidade e na responsabilidade comum dos cônjuges na vida familiar, afirma-se que “o crescente compromisso profissional das mulheres fora de casa não encontrou uma adequada compensação num maior empenho dos homens no ambiente doméstico”.

Sobre as crianças, o documento entregue ao Papa ressalta a beleza da adoção e do acolhimento temporário, que “reconstroem relações familiares rompidas” e menciona também os viúvos, os portadores de deficiência, os idosos e os avós, que permitem a transmissão da fé nas famílias e devem ser protegidos da cultura do descarte. Também as pessoas não casadas são lembradas por seu engajamento na Igreja e na sociedade.

Fanatismo, individualismo, pobreza, precariedade no trabalho

Como sombras dos tempos atuais, o Sínodo cita o fanatismo político-religioso hostil ao cristianismo, o crescente individualismo, a ideologia do género, os conflitos, perseguições, a pobreza, a precariedade no trabalho, a corrupção, os problemas económicos que excluem famílias da educação e da cultura, a globalização da indiferença, a pornografia e a queda da natalidade.

Preparação ao matrimónio

O documento final reúne as propostas para reforçar a preparação ao matrimônio, principalmente dos jovens que hoje têm receio de se vincular. É recomendada uma formação adequada à afetividade, seguindo as virtudes da castidade e do dom de si. Outra relação mencionada no texto é entre a vocação à família e a vocação à vida consagrada. São também fundamentais a educação à sexualidade e a corporeidade e a promoção da paternidade responsável.

Família, porto seguro

Enfim, o a Relatório sublinha a beleza da família, Igreja doméstica baseada no casamento entre homem e mulher, porto seguro dos sentimentos mais profundos, único ponto de conexão numa época fragmentada, parte integrante da ecologia humana. Deve ser protegida, apoiada e encorajada.

in Voz de Lamego, ano 85/48, n.º 4335, 27 de outubro

Eucaristia de Encerramento do Sínodo | Homilia do Papa Francisco

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SANTA MISSA DE ENCERRAMENTO
DA XIV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
XXX Domingo do Tempo Comum, 25 de Outubro de 2015

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As três leituras deste domingo apresentam-nos a compaixão de Deus, a sua paternidade, que se revela definitivamente em Jesus.

O profeta Jeremias, em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que «o Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel» (31, 7). E por que o fez? Porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos, acompanha-os ao longo do caminho, sustenta «o cego e o coxo, a mulher grávida e a que deu à luz» (31, 8). A sua paternidade abre-lhes um caminho desimpedido, um caminho de consolação depois de tantas lágrimas e tantas amarguras. Se o povo permanecer fiel, se perseverar na busca de Deus mesmo em terra estrangeira, Deus mudará o seu cativeiro em liberdade, a sua solidão em comunhão: e aquilo que o povo semeia hoje em lágrimas, recolhê-lo-á amanhã com alegria (cf. Sal 125, 6).

Com o Salmo, também nós manifestámos a alegria que é fruto da salvação do Senhor: «A nossa boca encheu-se de sorrisos e a nossa língua de canções» (125, 2). O crente é uma pessoa que experimentou na sua vida a acção salvífica de Deus. E nós, pastores, experimentamos o que significa semear com fadiga, por vezes em lágrimas, e alegrar-se pela graça duma colheita que sempre ultrapassa as nossas forças e as nossas capacidades.

O trecho da Carta aos Hebreus apresentou-nos a compaixão de Jesus. Também Ele «Se revestiu de fraqueza» (cf. 5, 2), para sentir compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro. Jesus é o Sumo Sacerdote grande, santo, inocente, mas ao mesmo tempo é o Sumo Sacerdote que tomou parte nas nossas fraquezas e foi provado em tudo como nós, excepto no pecado (cf. 4, 15). Por isso, é o mediador da nova e definitiva aliança, que nos dá a salvação.

O Evangelho de hoje liga-se directamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus. Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51). Poderia parecer uma pergunta inútil: que poderia um cego desejar senão a vista? E todavia, com esta pergunta feita «face a face», directa mas respeitosa, Jesus manifesta que quer escutar as nossas necessidades. Deseja um diálogo com cada um de nós, feito de vida, de situações reais, que nada exclua diante de Deus. Depois da cura, o Senhor diz àquele homem: «A tua fé te salvou» (10, 52). É belo ver como Cristo admira a fé de Bartimeu, confiando nele. Ele acredita em nós, mais de quanto acreditamos nós em nós mesmos.

Há um detalhe interessante. Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu. Estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho. Primeiro, dizem-lhe «coragem!», uma palavra que significa, literalmente, «tem confiança, faz-te ânimo!» É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo directamente a Ele sem fazer sermões. A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!

Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho de hoje põe em evidência pelo menos duas. Nenhum dos discípulos pára, como faz Jesus. Continuam a caminhar, avançam como se nada fosse. Se Bartimeu é cego, eles são surdos: o seu problema não é problema deles. Pode ser o nosso risco: face aos contínuos problemas, o melhor é continuar para diante, sem se deixar perturbar. Desta maneira, como aqueles discípulos, estamos com Jesus, mas não pensamos como Jesus. Está-se no seu grupo, mas perde-se a abertura do coração, perdem-se a admiração, a gratidão e o entusiasmo e corre-se o risco de tornar-se «consuetudinários da graça». Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma «espiritualidade da miragem»: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante de olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.

Há uma segunda tentação: cair numa «fé de tabela». Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como «muitos» do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Jesus.

E, no fim, Bartimeu põe-se a seguir Jesus ao longo da estrada (cf. 10, 52). Não só recupera a vista, mas une-se à comunidade daqueles que caminham com Jesus. Queridos Irmãos sinodais, nós caminhámos juntos. Agradeço-vos pela estrada que compartilhámos tendo o olhar fixo no Senhor e nos irmãos, à procura das sendas que o Evangelho indica, no nosso tempo, para anunciar o mistério de amor da família. Continuemos pelo caminho que o Senhor deseja. Peçamos-Lhe um olhar são e salvo, que saiba irradiar luz, porque recorda o esplendor que o iluminou. Sem nos deixarmos jamais ofuscar pelo pessimismo e pelo pecado, procuremos e vejamos a glória de Deus que resplandece no homem vivo.

FONTE: página oficial do VATICANO.

Papa Francisco no encerramento do Sínodo dos Bispos

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DISCURSO DO PAPA FRANCISCO

NA CONCLUSÃO DA XIV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

DO SÍNODO DOS BISPOS

Amadas Beatitudes, Eminências, Excelências,
Queridos irmãos e irmãs!

Quero, antes de mais, agradecer ao Senhor por ter guiado o nosso caminho sinodal nestes anos através do Espírito Santo, que nunca deixa faltar à Igreja o seu apoio.

Agradeço de todo o coração ao Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário-Geral do Sínodo, a D. Fabio Fabene, Subsecretário e, juntamente com eles, agradeço ao Relator, o Cardeal Peter Erdö, e ao Secretário Especial, D. Bruno Forte, aos presidentes delegados, aos secretários, consultores, tradutores e todos aqueles que trabalharam de forma incansável e com total dedicação à Igreja: um cordial obrigado! E quero agradecer também à Comissão que fez a Relação; alguns passaram a noite em branco.

Agradeço a todos vós, amados padres sinodais, delegados fraternos, auditores, auditoras e conselheiros, párocos e famílias pela vossa activa e frutuosa participação.

Agradeço ainda a todas as pessoas que se empenharam, de forma anónima e em silêncio, prestando a sua generosa contribuição para os trabalhos deste Sínodo.

Estai certos de que a todos recordo na minha oração ao Senhor para que vos recompense com a abundância dos seus dons e graças!

Enquanto acompanhava os trabalhos do Sínodo, pus-me esta pergunta: Que há-de significar, para a Igreja, encerrar este Sínodo dedicado à família?

Certamente não significa que esgotámos todos os temas inerentes à família, mas que procurámos iluminá-los com a luz do Evangelho, da tradição e da história bimilenária da Igreja, infundindo neles a alegria da esperança, sem cair na fácil repetição do que é indiscutível ou já se disse.

Seguramente não significa que encontrámos soluções exaustivas para todas as dificuldades e dúvidas que desafiam e ameaçam a família, mas que colocámos tais dificuldades e dúvidas sob a luz da Fé, examinámo-las cuidadosamente, abordámo-las sem medo e sem esconder a cabeça na areia.

Significa que solicitámos todos a compreender a importância da instituição da família e do Matrimónio entre homem e mulher, fundado sobre a unidade e a indissolubilidade e a apreciá-la como base fundamental da sociedade e da vida humana.

Significa que escutámos e fizemos escutar as vozes das famílias e dos pastores da Igreja que vieram a Roma carregando sobre os ombros os fardos e as esperanças, as riquezas e os desafios das famílias do mundo inteiro.

Significa que demos provas da vitalidade da Igreja Católica, que não tem medo de abalar as consciências anestesiadas ou sujar as mãos discutindo, animada e francamente, sobre a família.

Significa que procurámos olhar e ler a realidade, melhor dito as realidades, de hoje com os olhos de Deus, para acender e iluminar, com a chama da fé, os corações dos homens, num período histórico de desânimo e de crise social, económica, moral e de prevalecente negatividade.

Significa que testemunhámos a todos que o Evangelho continua a ser, para a Igreja, a fonte viva de novidade eterna, contra aqueles que querem «endoutriná-lo» como pedras mortas para as jogar contra os outros.

Significa também que espoliámos os corações fechados que, frequentemente, se escondem mesmo por detrás dos ensinamentos da Igreja ou das boas intenções para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas.

Significa que afirmámos que a Igreja é Igreja dos pobres em espírito e dos pecadores à procura do perdão e não apenas dos justos e dos santos, ou melhor dos justos e dos santos quando se sentem pobres e pecadores.

Significa que procurámos abrir os horizontes para superar toda a hermenêutica conspiradora ou perspectiva fechada, para defender e difundir a liberdade dos filhos de Deus, para transmitir a beleza da Novidade cristã, por vezes coberta pela ferrugem duma linguagem arcaica ou simplesmente incompreensível.

No caminho deste Sínodo, as diferentes opiniões que se expressaram livremente – e às vezes, infelizmente, com métodos não inteiramente benévolos – enriqueceram e animaram certamente o diálogo, proporcionando a imagem viva duma Igreja que não usa «impressos prontos», mas que, da fonte inexaurível da sua fé, tira água viva para saciar os corações ressequidos.[1]

E vimos também – sem entrar nas questões dogmáticas, bem definidas pelo Magistério da Igreja – que aquilo que parece normal para um bispo de um continente, pode resultar estranho, quase um escândalo – quase! –, para o bispo doutro continente; aquilo que se considera violação de um direito numa sociedade, pode ser preceito óbvio e intocável noutra; aquilo que para alguns é liberdade de consciência, para outros pode ser só confusão. Na realidade, as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral – como disse, as questões dogmáticas bem definidas pelo Magistério da Igreja – cada princípio geral, se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado.[2] O Sínodo de 1985, que comemorava o vigésimo aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II, falou da inculturação como da «íntima transformação dos autênticos valores culturais mediante a integração no cristianismo e a encarnação do cristianismo nas várias culturas humanas».[3] A inculturação não debilita os valores verdadeiros, mas demonstra a sua verdadeira força e a sua autenticidade, já que eles adaptam-se sem se alterar, antes transformam pacífica e gradualmente as várias culturas.[4]

Vimos, inclusive através da riqueza da nossa diversidade, que o desafio que temos pela frente é sempre o mesmo: anunciar o Evangelho ao homem de hoje, defendendo a família de todos os ataques ideológicos e individualistas.

E, sem nunca cair no perigo do relativismo ou de demonizar os outros, procurámos abraçar plena e corajosamente a bondade e a misericórdia de Deus, que ultrapassa os nossos cálculos humanos e nada mais quer senão que «todos os homens sejam salvos» (1 Tim 2, 4), para integrar e viver este Sínodo no contexto do Ano Extraordinário da Misericórdia que a Igreja está chamada a viver.

Amados irmãos!

A experiência do Sínodo fez-nos compreender melhor também que os verdadeiros defensores da doutrina não são os que defendem a letra, mas o espírito; não as ideias, mas o homem; não as fórmulas, mas a gratuidade do amor de Deus e do seu perdão. Isto não significa de forma alguma diminuir a importância das fórmulas – são necessárias –, a importância das leis e dos mandamentos divinos, mas exaltar a grandeza do verdadeiro Deus, que não nos trata segundo os nossos méritos nem segundo as nossas obras, mas unicamente segundo a generosidade sem limites da sua Misericórdia (cf. Rm 3, 21-30; Sal 129/130; Lc 11, 47-54). Significa vencer as tentações constantes do irmão mais velho (cf. Lc 15, 25-32) e dos trabalhadores invejosos (cf. Mt 20, 1-16). Antes, significa valorizar ainda mais as leis e os mandamentos, criados para o homem e não vice-versa (cf. Mc 2, 27).

Neste sentido, o necessário arrependimento, as obras e os esforços humanos ganham um sentido mais profundo, não como preço da Salvação – que não se pode adquirir – realizada por Cristo gratuitamente na Cruz, mas como resposta Àquele que nos amou primeiro e salvou com o preço do seu sangue inocente, quando ainda éramos pecadores (cf. Rm 5, 6).

O primeiro dever da Igreja não é aplicar condenações ou anátemas, mas proclamar a misericórdia de Deus, chamar à conversão e conduzir todos os homens à salvação do Senhor (cf. Jo 12, 44-50).

Do Beato Paulo VI temos estas palavras estupendas: «Por conseguinte podemos pensar que cada um dos nossos pecados ou fugas de Deus acende n’Ele uma chama de amor mais intenso, um desejo de nos reaver e inserir de novo no seu plano de salvação (…). Deus, em Cristo, revela-Se infinitamente bom (…). Deus é bom. E não apenas em Si mesmo; Deus – dizemo-lo chorando – é bom para nós. Ele nos ama, procura, pensa, conhece, inspira e espera… Ele – se tal se pode dizer – será feliz no dia em que regressarmos e Lhe dissermos: Senhor, na vossa bondade, perdoai-me. Vemos, assim, o nosso arrependimento tornar-se a alegria de Deus».[5]

Por sua vez São João Paulo II afirmava que «a Igreja vive uma vida autêntica, quando professa e proclama a misericórdia, (…) e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador das quais ela é depositária e dispensadora».[6]

Também o Papa Bento XVI disse: «Na realidade, a misericórdia é o núcleo da mensagem evangélica, é o próprio nome de Deus (…). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus sente pelo homem, portanto, por nós. Quando a Igreja deve reafirmar uma verdade menosprezada, ou um bem traído, fá-lo sempre estimulada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10, 10)».[7]

Sob esta luz e graça, neste tempo de graça que a Igreja viveu dialogando e discutindo sobre a família, sentimo-nos enriquecidos mutuamente; e muitos de nós experimentaram a acção do Espírito Santo, que é o verdadeiro protagonista e artífice do Sínodo. Para todos nós, a palavra «família» já não soa como antes do Sínodo, a ponto de encontrarmos nela o resumo da sua vocação e o significado de todo o caminho sinodal.[8]

Na verdade, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a «caminhar juntos» para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia Deus!

Obrigado!

FONTE: página oficial do VATICANO | Santa Sé

49.º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS: comunicar a família

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A partir do II Concílio do Vaticano (1962-1965), cujo cinquentenário do encerramento se assinala este ano, os católicos foram convidados a participar numa jornada dedicada às comunicações que, entre nós, acontece no domingo da Ascensão. Para este acontecimento, no dia 24 de Janeiro, festa litúrgica de S. Francisco de Sales (patrono dos jornalistas), a Santa Sé publica uma mensagem para esse dia.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais assinala-se no Domingo da Ascenção e tem por objectivo divulgar os meios de comunicação ao nível das paróquias, das dioceses e dos serviços da Igreja católica. No decorrer desta jornada, os católicos são convidados a descobrir tais meios, a rezar por aqueles que se ocupam dos mesmos e a contribuir para a sua preservação.

Em cada época, a Igreja soube utilizar os meios disponíveis para responder aos desafios sempre novos de comunicar o Evangelho. Por isso, a Igreja utiliza os meios atuais: sítios internet, blogues, mensagens, boletins e jornais diocesanos e paroquiais, revistas de congregações e movimentos, cartazes, rádio, televisão, editoras. E para adaptar a comunicação às mudanças originadas pelas novas tecnologias, a Igreja também tem necessidade de formar os seus responsáveis. Neste particular, a nossa diocese deveria investir em tal formação, atendendo a que o que vai fazendo é fruto de muito amadorismo e muita boa vontade. Mas talvez não chegue!

Mensagem para 2015

Para este 49.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa dirigiu-nos uma mensagem, intitulada “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”. O tema recorda e aponta para a próxima Assembleia sinodal, dedicada à realidade familiar, reafirmando que “a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista”.

Uma nota do Conselho pontifício para as comunicações sociais explica que se a informação diária narra as dificuldades da família, o contexto cultural não ajuda a compreender o quanto a família é um bem. “As relações no seio da comunidade familiar desenvolvem-se ensinando a gratuidade e a dignidade pessoal. Esta fonte única traduz-se no acolhimento, no encontro e diálogo, na disponibilidade generosa e serviço desinteressado, na profunda solidariedade. Como comunicar hoje, a uma humanidade ferida e decepcionada, que o amor entre um homem e uma mulher é algo de bom? Como fazer compreender às crianças que elas são o dom mais precioso? Como aquecer o coração de uma sociedade provada por tantas decepções e encorajá-la a recomeçar? Como afirmar que a família é o primeiro lugar onde se experimenta a beleza da vida, a alegria do amor, a gratuidade do dom, a consolação do perdão oferecido e recebido, meio onde se começa a encontrar o outro?”.

Por isso, continua aquele Conselho, “A Igreja deve explicar, novamente, como a família é um grande dom, bom e belo, onde a gratuidade do amor entre os esposos se vive, abrindo as portas para o futuro, para a vida”.

O Papa Francisco, que assina a Mensagem, lembra-nos que “A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.”

O nosso jornal

O plano pastoral da nossa diocese tem por lema Ide e construi com mais amor a Família de Deus, endereçando um convite a todos e propondo uma missão para a qual ninguém está dispensado. Também aqui os meios de comunicação nos podem ajudar, na medida em que nos permitem “compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível”.

Apesar de limitados, os meios de comunicação da nossa diocese são uma realidade a preservar, atendendo a que contribuem para a edificação de uma “rede” que aproxima, corresponsabiliza, convoca, motiva e ajuda a avançar. Uma vasta missão que se mantém graças à colaboração de muitos e que se pode aperfeiçoar com a participação de todos.

A nossa homenagem a todos quantos, por esta diocese fora, se esforçam por bem utilizar os meios disponíveis para transmitirem o Evangelho e contribuírem para a formação e informação de todos.

Há algumas semanas decidimos enviar um exemplar do nosso jornal para todas as paróquias da diocese que ainda não eram assinantes. O objectivo seria conseguir concretizar tal assinatura e possibilitando a sua leitura a um maior número de fiéis das nossas paróquias. Aqui fica o apelo e o convite aos nossos sacerdotes e demais responsáveis paroquiais, para que divulguem o nosso jornal e participem na sua continuidade, quer enviando notícias, quer lendo e apelando à existência de novas assinaturas. Passa por aqui, também, a ajuda para preservar o que é nosso e o contributo para, divulgando factos de hoje, assegurarmos a memória de amanhã.

JD, in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

À CONVERSA com o Responsável da Comissão Diocesana da Família

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À CONVERSA COM… Padre Manuel Carlos Pereira Lopes

A Assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família terminou, deixando pistas, identificando dificuldades e mostrando possibilidades, tendo em vista o Sínodo de 2015, onde se esperam decisões importantes. No rescaldo desta Assembleia procurámos o responsável Diocesano pela Comissão da Família, Pe. Carlos Lopes, pároco de S. Pedro de Tarouca.

Como viu esta Assembleia Sinodal, nomeadamente quanto à vontade e capacidades da Igreja em lidar com o tema da Família?

Relevo para a forma como a assembleia sinodal foi preparada, designadamente através do questionário disponibilizado a quem desejou aceder a ele e que provocou uma avalanche de respostas vindas de todo o mundo, o apelo que o Papa lançou a que os participantes se pronunciassem com inteira liberdade, ousadia, sem medo do que outrem pudesse pensar ou falar. Salienta-se também a inovação metodológica com o começo de cada sessão pelo testemunho dos casais que foram convidados a participar. Não foram meros observadores nem menorizaram as discussões episcopais nem o contributo dos peritos.

No sínodo ressoou a voz do Povo de Deus em ordem a que se definam as melhores formas de ajudar as igrejas particulares a percorrer o caminho do Evangelho da família ante os desafios que o mundo atual apresenta a todos. E essas melhores formas têm de ser encontradas no dinamismo da sinodalidade, ou seja, caminhando, caminhando em conjunto, avançando ou parando e mesmo recuando, conforme as necessidades.

Na aula sinodal houve discussão acesa que extravasou para a comunicação social. Mas é o próprio Papa Francisco a confessar que “ficaria muito preocupado e triste se não tivesse havido estas tentações e estes debates animados”, “se todos tivessem estado de acordo ou ficassem taciturnos numa paz falsa e quietista”. Com efeito, a unidade não discutida não se reveste da solidez necessária e precisa da variedade tal como o homem “uno” carece da variedade alimentar.

Como referiu D. Diego Padrón, presidente da Conferência Episcopal da Venezuela e participante no Sínodo sobre a Família “O Papa não quer uma Igreja que atire pedras aos pecadores, aos débeis, aos que têm dificuldades, mas uma Igreja que saiba acolher”.

Sabemos que este foi mais um passo para preparar o Sínodo do próximo ano. Do seu ponto de vista, que perspectivas ficaram?

Esta assembleia sinodal extraordinária foi projetada para fazer a propedêutica da agenda dum Sínodo dos Bispos ordinário sobre a família, convocado pelo Papa Francisco para outubro de 2015. Ler mais…

SÍNODO DOS BISPOS: sem consenso sobre divorciados e homossexuais

Opening of the Extraordinary Family Synod

Assembleia falha consenso sobre divorciados e homossexuais

SÍNODO DOS BISPOS

O Vaticano apresentou o relatório final da assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos que debateu os temas da família, no qual sublinha a “verdade” da indissolubilidade do casamento, recusando outros tipos de união. O documento refere que o único “vínculo nupcial” na Igreja Católica é o sacramento do Matrimónio e que “qualquer rutura do mesmo é contra a vontade de Deus”.

O Sínodo assume a necessidade de “discernir os caminhos para renovar a Igreja e a sociedade no seu compromisso pela Igreja fundada sobre o matrimónio”, a “união indissolúvel entre o homem e a mulher”.

Os participantes sustentam que “os grandes valores do matrimónio e da família cristã” são a resposta aos anseios da existência humana face ao “individualismo” e “hedonismo”.

Debate aberto

O documento sintetiza as duas semanas de debate, com intervenções em sessões gerais e discussões em grupos linguísticos em que se discutiu muito a relação entre doutrina e misericórdia.

Jesus, “colocou em prática a doutrina ensinada, manifestando assim o verdadeiro significado da misericórdia”, pode ler-se, antes de se referir que “a maior misericórdia é dizer a verdade com amor”.

A reflexão sobre casamentos civis, divorciados e recasados na Igreja deixa uma mensagem de “amor” para com a “pessoa pecadora” e diz que esta participa “de forma incompleta” na vida eclesial. “Trata-se de acolher e acompanhar estas pessoas com paciência e delicadeza”, pode ler-se.

A caminho do consenso

O documento retoma as observações sobre a necessidade de fazer “escolhas pastorais corajosas” na ação da Igreja junto das “famílias feridas”, em particular junto de quem “viveu injustamente” a separação e o divórcio.

O relatório final do Sínodo de 2014 foi votado ponto a ponto, em cada um dos seus 62 números, que reuniu 470 propostas dos chamados ‘círculos menores’.

As votações sobre cada número foram divulgadas pelo Vaticano, por decisão do Papa, revelando que os parágrafos 52 (acesso dos divorciados recasados à Comunhão), 53 (comunhão espiritual a divorciados) e 55 (homossexuais) não chegaram a uma maioria de dois terços dos 183 padres sinodais presentes; o parágrafo 41 (matrimónios civis e uniões de facto) mereceu 54 votos contra.

Em relação ao acesso à Comunhão e à Penitência pelos divorciados em segunda união, tema sobre o qual se gerou divisão entre os participantes, alguns “argumentaram em favor da disciplina atual [que impede o acesso aos sacramentos]” e outros propõem um “acolhimento não-generalizado”. Este foi o ponto em que houve mais votos contra (74), no qual se pede que seja aprofundada a questão, “tendo presente a distinção entre situação objetiva de pecado e circunstâncias atenuantes”.

O texto apresenta dois números sobre a situação dos homossexuais, com críticas às “pressões” sobre os membros da Igreja por causa da sua doutrina nesta matéria e às leis que instituem uniões entre pessoas do mesmo sexo. 62 pessoas votaram contra um número no qual se afirma que “os homens e as mulheres com tendências homossexuais devem ser acolhidos com respeito e delicadeza”.

O relatório do Sínodo alude ainda às propostas para tornar “mais acessíveis e ágeis”, de preferência “gratuitos”, os procedimentos para o reconhecimento de casos de nulidade matrimonial, realçando que alguns participantes se mostraram “contrários” a mudanças.

Os vários pontos apelam à valorização dos métodos naturais de planeamento natural e da adoção, condenando a mentalidade “antinatalista”; recordam a reflexão sobre a família nos documentos da Igreja e pedem liberdade de educação para os pais.

Encontro marcado

Após a apresentação do texto citado, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, sublinhou que este não é um documento “doutrinal” e que vai servir de base para a preparação da assembleia geral ordinária do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2015.

A 14ª Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos vai decorrer de 4 a 25 de outubro de 2015, com o tema «A vocação e a missão da família na Igreja, no mundo contemporâneo».

 

in VOZ DE LAMEGO, 21 de outubro de 2014, n.º 4285, ano 84/47