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Archive for the ‘Serviço Cáritas’ Category

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Pobre 2017

(XXXIII Domingo do Tempo Comum – 19 de novembro de 2017)

 

  1. «Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18). Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo «discípulo amado» até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos. O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus, e João recorda-a com clareza. Assenta sobre duas colunas mestras: o primeiro a amar foi Deus (cf. 1 Jo 4, 10.19); e amou dando-Se totalmente, incluindo a própria vida (cf. 1 Jo 3, 16).

Um amor assim não pode ficar sem resposta. Apesar de ser dado de maneira unilateral, isto é, sem pedir nada em troca, ele abrasa de tal forma o coração, que toda e qualquer pessoa se sente levada a retribuí-lo não obstante as suas limitações e pecados. Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade. Ler mais…

Cáritas, com Portugal, abraça vítimas dos incêndios

A Cáritas Portuguesa acaba de abrir uma conta solidária, para aceitar donativos que serão encaminhados para as vítimas dos incêndios que deflagraram durante o mês de outubro. A conta “Cáritas, com Portugal, abraça vítimas dos incêndios”, criada em parceria com a Caixa Económica Montepio Geral, está disponível para todos os que queiram contribuir para fazer face às necessidades emergentes das vítimas desta catástrofe.

Os donativos podem ser feitos através do IBAN:

PT50 0036 0000 99105878243 94 com o CÓDIGO SWIFT – MPIOPTPL

e através do Multibanco com a entidade: 33333 e referência 333 333 333.

A verba angariada destina-se a ajuda de emergência e para apoio na reconstrução de habitações, assim como outras situações que sejam imprescindíveis para a recuperação dos meios de subsistência.

“A Cáritas está sempre empenhada em fazer tudo o que está ao seu alcance para minorar o sofrimento das pessoas. A destruição de tantas casas, fábricas e terrenos deixaram centenas de pessoas sem norte, sem teto, sem trabalho. Este é um momento difícil, mas o povo português é resiliente e temos a certeza que a reconstrução é possível. É neste sentido que abrimos esta conta solidária, para que todos quantos queiram ajudar tenham um canal que os aproxima das vítimas.” A afirmação é de Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

A Cáritas tem vindo a desenvolver diversas reconstruções de casas no seguimento dos fogos de verão que atingiram a zona centro, trabalho que está a ser feito em parceria com as autarquias e através das Cáritas Diocesanas que estão no local. Até agora já estão em processo de reconstrução parcial um total de 14 habitações, 12 das quais nos concelhos de Castanheira de Pêra e de Pedrógão Grande, e as restantes duas no concelho da Sertã. Assim, como o apoio a uma empresa familiar e duas reparações de habitações em Mação.

“É desejo da Cáritas Portuguesa concluir estas reconstruções com a maior celeridade possível, priorizando a segurança e a qualidade das mesmas”, conclui o presidente da Cáritas Portuguesa.

A ação da Cáritas no terreno, é operacionalizada pelas Cáritas Diocesanas, começou logo no início da catástrofe, quando ainda havia fogos por extinguir. Todas as Cáritas envolvidas estão a trabalhar em articulação com as entidades locais, disponibilizando os seus meios técnicos e os voluntários.

Cáritas Diocesana de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/48, n.º 4434, 31 de outubro 2017

Cáritas de Lamego: Um Adeus ao Amigo D. António Francisco

Passaram-se uns escassos dias desde que o Senhor D. António Francisco nos deixou.  Parece ainda um sonho, a verdade é nua e crua, Deus achou por bem levá-lo para junto de Si, mas para nós foi um choque, foi como se de um membro da nossa família se tratasse.

Um Homem e um Amigo especial para  muitos que com ele privaram, e não foram poucos, sim, o Sr. D. António tinha – os  em muitos locais, desde a terra que o viu nascer até aos lugares mais diversos. Era uma pessoa afável, simples, serena e  disponível para escutar, para dialogar, para aconselhar, em suma, uma pessoa cheia de conhecimento, de afazeres inerentes aos cargos desempenhados, mas  sempre com um sorriso expresso no rosto, olhar atento e  preocupado com os mais frágeis, com os pobres e famílias mais vulneráveis.

Não foi por acaso que há bem pouco tempo tenha sido designado pela Conferência Episcopal,  Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. Na sua última entrevista concedida à Agência Ecclesia, face ao novo desafio que acabava de abraçar, referiu: “ …Iniciei o meu trabalho há um mês… Estamos a dar passos e temos preocupações, mas temos também sonhos e propósitos. Temos também um desejo muito grande de trabalhar e estar presente neste espaço tão necessário como é a ação socio-caritativa da Igreja. Temos de ter capacidade de lermos a realidade e escutarmos o mundo. Temos de estar disponíveis para dar resposta às novas formas de pobreza e aos novos desafios da sociedade moderna.” 

É nesta senda que, inspirados na postura do Sr. D. António Francisco face aos desafios dos dias de hoje, num mundo tão desprovido de valores, a Cáritas Diocesana de Lamego procurará exercer a sua missão junto dos que mais precisam.

Obrigado Sr. D. António e que Deus o tenha na Sua Infinita Glória.

Isabel Duarte Mirandela da Costa

Cáritas Diocesana de Lamego

in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

Um reparo: DONATIVOS

Nos últimos dias foram notícia os donativos, ou melhor, o paradeiro dos mesmos. Ao que parece, algum do dinheiro oferecido para auxiliar as vítimas do incêndio de Pedrógão Grande andará em parte incerta.

Acreditamos que haverá uma explicação para o sucedido e que será possível seguir o rasto do dinheiro, ficando a saber quem o recebeu e como o distribuiu.

Mas será que era necessário chegar a este ponto, deixando no ar suspeitas que levarão os doadores a repensar a sua generosidade? E se o descrédito afecta futuras angariações de verbas, a ocasião não deixará de provocar interrogações sobre situações passadas: será que o dinheiro chegou sempre aos seus destinatários? Como tem sido feito o controlo das verbas? Um Estado que é tão arguto em vigiar fiscalmente os cidadãos não consegue vigiar-se quando se trata de recolher e distribuir o que não lhe pertence? Será assim tão difícil anotar o que entra e o que sai, bem como o seu destino?

A comunicação social vai alertando para o facto e dar-lhe-á destaque durante algum tempo, até que outro assunto apareça. E vai, também, relatando acontecimentos mais antigos, dando vez e voz a algumas vítimas a quem muito foi prometido e a quem pouco ou nada foi chegando.

Nos momentos de catástrofe não faltam referências aos milhões que vão ser destinados para apoiar as vítimas. Meses ou anos depois, os milhões tornaram-se apenas tostões. E quanto à celeridade dos processos também estamos esclarecidos: a morosidade dos institutos públicos contrasta bem com a prontidão e proximidade das nossas gentes e das instituições particulares.

Por isso, já que os dinheiros públicos tardam em chegar, não sejam os responsáveis pela “coisa pública” a atrasar ou desbaratar o auxílio dos privados. Não estorvar ainda é, às vezes, a melhor ajuda!

JD,  in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017

Dia Internacional da Caridade

No próximo dia 5 de Setembro de 2017, vai celebrar-se o Dia Internacional da Caridade, data que assinala o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá,  uma mulher simples que dedicou a sua vida aos pobres e que representava alguns dos valores que dignificam o ser humano ”compaixão, generosidade, solidariedade, alegria e esperança.”

Foi a ONU(Organização das Nações Unidas) que instituiu a data como forma de lembrar a todo mundo o trabalho que é realizado pelas instituições de cariz social, governos e demais pessoas que procuram ajudar os outros, quer monetariamente, quer através do diálogo ou qualquer outra atitude que vise o alívio da sua dor.

Este ano, a  Cáritas Diocesana de Lamego para comemorar a efeméride, irá levar a efeito as seguintes ações:

  • Dado que dentro de dias arrancará mais um ano escolar,  a CDL vai proceder a uma recolha de material para  o efeito ( cadernos, canetas de colorir, dossiers, máquinas calcular, entre outros), nos próximos dias 2 e 3 de Setembro, nas instalações do Supermercado Continente. Esta atividade resulta de uma parceria com a Associação Karingana Wa Karingana e o Instituto de Apoio à Criança, no sentido de apoiar as crianças carenciadas.
  • No dia 5 de Setembro, pelas 18h30m mandará celebrar uma Missa de Ação de Graças, na Sé Catedral de Lamego, por todos aqueles que contribuem com os seus donativos ( monetários, géneros alimentares, roupas e  outros) para permitirem que a Cáritas possa exercer a sua Missão da defesa do Bem-Comum, através da Pastoral Social, fomentando a partilha de bens e a assistência em situações de calamidade e emergência.

No Dia Internacional da Caridade, reflitamos na mensagem que nos é legada pelo Papa Bento XVI, na Carta Encíclica Deus Cáritas Est, 2005, nº25, “ Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia, mesmo, deixar aos outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência.”

Isabel Mirandela, Presidente da Cáritas Diocesana de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

Paróquia da Mêda veste-se para Concerto Solidário

A Casa Municipal da Cultura de Mêda, vestiu-se no passado dia 30 de julho,para um concerto Solidário pelas vítimas de Pedrogão Grande, Figueiró dos vinhos e Castanheira de Pêra. Esta atividade organizada pela paróquia de Mêda (Grupo de catequistas), reuniu neste espaço muitos corações solidários que participaram de forma ativa, por todas as vítimas deste incêndio.

Ao longo de toda a tarde de domingo, vários artistas musicais do concelho, subiram ao palco, para este Concerto Solidário com lotação esgotada, tendo na plateia o Sr. Pe. Basílio Firmino, Sr. Presidente da Câmara e o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Mêda.

Parabéns a todos os grupos que participaram, mostrando assim que tudo se pode fazer com talento da “Prata da Casa”.

Os donativos foram entregues voluntariamente e um quadro foi doado para o efeito, e, leiloado por duas vezes. Os fundos criados num bar de apoio às pessoas que ali se encontravam, reverteu para o mesmo fim!

No final do concerto, foi anunciado que os donativos tinham totalizado cerca de mil e oitocentos euros, revertendo a favor da Cáritas Nacional, para reforçar o apoio às populações afetadas!…

Resta-nos agradecer a todas as pessoas que exaltaram a solidariedade do povo português, neste caso, a comunidade de Mêda, e a sua capacidade de ajudarem os seus irmãos a reerguerem-se após uma tragédia.

Hoje são eles que precisam, amanhã poderemos ser nós!…

 

Catequistas: Cristina Branco e Conceição Lourenço

in Voz de Lamego, ano 87/39, n.º 4424, 8 de agosto 2017

Um reparo: ajudas

O incêndio que vitimou mais de sessenta pessoas e destruiu casas e outros bens de muitas famílias, em Pedrógão Grande, foi há um mês.

Desde a primeira hora se movimentaram indivíduos, grupos e instituições para socorrer os sobreviventes com bens de primeira necessidade. Como habitualmente acontece nestas situações, a partilha foi grande e a generosidade da população devolveu esperança e dignidade às vítimas.

Os apelos sucederam-se e as iniciativas juntaram quantias avultadas que, quando devidamente aplicadas, poderão minimizar as perdas sofridas. Os responsáveis políticos, desde cedo, prometeram ajudas e comprometeram-se a ser céleres na atribuição de verbas e no solucionar das dificuldades. Quantas vezes a diminuição dos procedimentos burocráticos já seria uma grande ajuda! Ler mais…