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Archive for the ‘São Sebastião’ Category

Aniversário da Tomada de Posse de D. António Couto

D. António José da Rocha Couto, assumiu a Diocese de Lamego há três anos, no dia 29 de janeiro de 2012, sucedendo a D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho. Vale a pena rever algumas imagens deste dia festivo para a nossa mui nobre Diocese de Lamego, sob o padroado de São Sebastião:

 

SÃO SEBASTIÃO |> Diocese de Lamego celebrou o seu Padroeiro

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A Igreja celebra o Santo e Mártir e Lamego celebra o seu Padroeiro; seu nome é Sebastião o soldado romano que se distingue pela sua lealdade ao imperador que, apesar de este ser pagão, o distinguiu a ponto de lhe entregar a chefia da sua guarda pessoal.

Mas Sebastião era cristão e juntava à lealdade para com o imperador, a fidelidade ao seu Deus; descoberto e acusado disso ao imperador, este mandou-o castigar e apenas o deixaram quando o julgaram já morto.

Recolhido e tratado por uma cristã que o conhecia, apresentou-se de novo ao imperador para o servir; novo castigo e, agora, com a recomendação de que não o deixassem sem se certificarem da sua morte.

Deus glorificou o seu Santo, a Igreja começou a celebrá-lo e Lamego escolheu-o para seu Padroeiro principal; como tal o celebra em 20 de Janeiro, seguindo a tradição do calendário litúrgico. E fê-lo com uma Eucaristia na Catedral, presidida pelo nosso Bispo, cuja palavra se publica neste jornal. Sublinhamos, apenas, o carácter dado ao seu testemunho sobre S. Sebastião, padroeiro de algumas paróquias da Diocese, com bastantes Capelas em sua honra e imagens onde não há essas Capelas, que carregam consigo a tradição de terem sido mandadas edificar pelo Rei D. Sebastião numa das entradas das diversas freguesias, para que S. Sebastião as defendesse da peste, epidemia frequente naqueles tempos; mais corre ainda a tradição de que a primeira, ou uma das primeiras mandadas construir pelo Rei, está situada no concelho e diocese de Lamego.

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Na celebração litúrgica, a Catedral tinha bastante gente e nela tomaram parte também o Senhor D. Jacinto, o Vigário Geral, três sacerdotes e um Diácono. O Coro da Catedral solenizou a celebração, cinco Acólitos do grupo da Sé ajudaram e todos puderam ouvir o apelo final do nosso Bispo, Senhor D. António Couto, apontando S. Sebastião como modelo: «que a vossa vida seja cheia de fé, amor e esperança».

Pe. Armando Ribeiro, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4298, ano 85/11, de 20 de janeiro de 2015

São Sebastião, Padroeiro de Lamego | Homilia de D. António Couto

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SÃO SEBASTIÃO

PADROEIRO PRINCIPAL DA DIOCESE DE LAMEGO

  1. A nossa Igreja de Lamego celebra hoje jubilosamente o seu Padroeiro principal, São Sebastião, MÁRTIR, isto é, TESTEMUNHA, verdadeira testemunha de Jesus Cristo. O MARTÍRIO, isto é, o TESTEMUNHO, de São Sebastião aconteceu, com certeza, na grande perseguição movida aos cristãos pelo imperador Diocleciano, nos primeiros anos do século IV. E o TESTEMUNHO dado até ao sangue por São Sebastião espalhou-se por muitas comunidades cristãs, ou a elas deu origem, de acordo com o célebre aforismo de Tertuliano: «Sangue de mártires, semente de cristãos». De tal modo que em muitos lugares, na voz do povo, São Sebastião ficou conhecido simplesmente como «O MÁRTIR», aquele que deu a vida por Jesus Cristo, e que deu e dá vida, DADOR DE VIDA, a tantas comunidades cristãs.
  1. As páginas da Escritura Santa, que hoje, neste dia 20 de Janeiro, tivemos a graça de escutar, ajudam-nos a aprender a ser MÁRTIRES, isto é, TESTEMUNHAS, isto é, DADORES DE VIDA, no exato seguimento de Jesus Cristo e do nosso Padroeiro, São Sebastião.
  1. A grande lição do bocadinho do Discurso Missionário de Jesus no Evangelho Mateus (10,28-33) está atravessada pela confiança em Deus, nosso Pai, que cuida de nós em todas as circunstâncias. Daí a locução «não tenhais medo!», que soa no pequeno texto de hoje por duas vezes (Mateus 10,28 e 31). Daí, a coragem serena que deve mover o discípulo e enviado de Jesus a falar claro, à luz do dia ou sobre os telhados, em todas as circunstâncias. De resto, é óbvio que sendo o discípulo de Jesus por natureza missionário, não pode viver escondido nas catacumbas ou amuralhado no seu grupo de pertença. O cristão tem sempre pela frente o risco do mundo e da própria vida.
  1. Depois, para ilustrar as suas palavras, surge o recurso característico de Jesus às imagens simples da vida campestre. Dois passarinhos são vendidos por um asse, que é uma moedinha de cobre, pequenina, que valia 1/16 avos de um denário. O denário era o equivalente ao salário de um dia de um trabalhador. Portanto, do menor para o maior, à boa maneira rabínica, se Deus, nosso Pai, cuida desses passarinhos, pequeninos, quanto mais fará sentir a sua providência amorosa sobre nós (Mateus 10,29-31).
  1. O Antigo Testamento abre caminho para o Novo, e o Novo para o Antigo. Na excecional lição do Segundo Livro dos Macabeus, também hoje escutada, tanta vida se descobre. Contextualizo. No ano 167 a. C., o selêucida Antíoco IV Epifânio desencadeou uma violenta perseguição antijudaica (a primeira perseguição religiosa de que há memória na história), cujos ecos se podem ver no Segundo Livro dos Macabeus, Capítulos 6 e 7, um extraordinário díptico que mostra, no Capítulo 6.º, a fidelidade heroica do velho Eleazar, e, no Capítulo 7.º, a mesma atitude por parte dos sete jovens irmãos Macabeus e sua mãe. Foi este segundo episódio que hoje escutámos. A narrativa está cheia de heroicidade e de fé no Deus vivo. Estes sete jovens e sua mãe afirmam aqui, de forma clara, a Ressurreição, aludida em muitas outras passagens do Antigo Testamento. Mas vale sempre a pena recuperar o quadro de Eleazar, um ancião de 90 anos, que também afirma e defende corajosamente a sua fé perante os perseguidores pagãos. Os dois quadros, o do velho ancião e o dos sete jovens e sua mãe, formam um belíssimo díptico que devemos colocar em lugar bem visível para os olhos do nosso coração, como se fosse, e é, um quadro de família. A tinta dos quadros ou das narrativas do Livro dos Macabeus, citando nomes e acontecimentos verdadeiros, é também de teor edificante. O Livro de Daniel, escrito provavelmente no Outono do ano 164 a. C., lê os mesmos acontecimentos também com o objetivo de encorajar os judeus piedosos a permanecerem firmes na sua fé durante a perseguição do tirano Antíoco IV Epifânio. No dizer deste Livro (12,1-3), pessoas como Eleazar ou os sete jovens irmãos Macabeus e sua mãe são os mestres sábios e justificadores, isto é, DADORES DE VIDA. Estes MESTRES, estas TESTEMUNHAS, MESTRES porque TESTEMUNHAS, ensinam, não teorias, mas a vida verdadeira, dando a sua vida por amor: é assim que vencem os violentos, não opondo-se a eles, mas amando, isto é, dando a vida e DANDO VIDA, ensinando a viver. Estes novos sábios e dadores de vida são, diz o Livro de Daniel, as novas estrelas que brilham para sempre! Todas as outras, as do cinema, da canção, do futebol, as do próprio céu, são cadentes e decadentes.
  1. Portanto, ensina-nos a lição da Primeira Carta de São Pedro (3,14-17), também hoje escutada: «Estai sempre prontos, preparados, para dar, a quem vos pedir, a razão da esperança que há em vós» (1 Pedro 3,15. Dá-se a razão, como se dá o pão. Sem argumentação. Mas com a mão e o coração. Não é em vão que a lição da Carta de São Pedro diz «razão» com o termo grego lógos. Está bom de ver que o lógos bíblico não é nada nosso, não são os nossos raciocínios teóricos e abstratos. A razão que somos chamados a dar não é um objeto do nosso pensamento, mas uma PESSOA: Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido de Maria, «feito Homem como nós e que veio habitar no meio de nós» (João 1,14). É Ele a razão, o lógos, «pelo qual tudo foi feito, e sem Ele nada foi feito» (João 1,3). Estar prontos, preparados, para dar a razão, o lógos, da nossa esperança, é estar prontos a dar a este mundo Jesus Cristo!
  1. De resto, amados irmãos, é de Jesus Cristo que este mundo precisa. É Jesus Cristo que as pessoas nos pedem. Foi Jesus Cristo que São Sebastião deu ao mundo no seu tempo. É Jesus Cristo que São Sebastião, Padroeiro da nossa Diocese, nos entrega hoje. Não como um valor a conservar e guardar com todas as cautelas em alguma gaveta ou cofre-forte. Mas para nós o entregarmos generosamente aos nossos irmãos. Quando celebramos um mártir, não sobra lugar para o acidental. É Jesus Cristo que um mártir tem nos olhos e no coração. É esta herança do essencial, sem estratégias ou malabarismos, que recebemos do nosso Padroeiro.
  1. Jovem soldado, jovem mártir, São Sebastião, ensina a tua Igreja de Lamego, que proteges, a estar sempre pronta, preparada e diligente para dar Jesus Cristo aos nossos irmãos que no-lo pedem. Ámen.

+ António, vosso bispo e irmão

Solenidade de São Sebastião | 20 de janeiro | Sé Catedral

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Na próxima terça-feira, 20 de janeiro de 2015, a Igreja assinala a memória litúrgica de São Sebastião, Mártir dos primeiros tempos do cristianismo.

Descendente de uma família nobre, terá nascido em Narbona, sul de França, em meados do século III. Segundo a maioria dos estudiosos, os seus pais eram de Milão, onde cresceu até se mudar para Roma. Mas também há quem defenda que o pai era natural de Narbona e Sebastião tenha nascido em Milão.
Em nome da religião enveredou por uma carreira militar, para desse modo defender os cristãos que sofriam uma terrível perseguição. As suas qualidades são amplamente elogiadas: figura imponente, prudência, bondade, bravura, era estimado pela nobreza e respeitado por todos. O imperador Diocleciano, reconhecendo nele a valentia e desconhecendo a sua religião, nomeou-o capitão general da Guarda Pretoriana. Animava os condenados para que se mantivessem firmes e fiéis a Jesus Cristo.
Cada mártir que surgia era um alento para Sebastião. Foi denunciado por Fabiano, então Governador Romano. Diocleciano acusou-o de ingratidão. Foi cravado por flechas, até o julgarem morto. Santa Irene encontrou-o e tratou-o. Depois de restabelecido voltou junto do imperador. Este mandou que fosse chicoteado até à morte e depois deitado à Cloaca Máxima, o lugar mais imundo de Roma. O corpo foi recuperado e sepultado nas catacumbas da Via Ápia. Faleceu a 20 de janeiro de 288, ou 300.

É o Padroeiro Principal da Diocese de Lamego, pelo que neste dia, pelas 18h30, o senhor Bispo, D. António José da Rocha Couto, presidirá, na Sé Catedral de Lamego, ao solene Pontifical para o qual todos os diocesanos estão convidados.

Celebra-se também hoje o aniversário de Ordenação Episcopal de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego, ordenado a 20 de janeiro de 1996 e nomeado Bispo de Lamego a 20 de janeiro de 2000.