Arquivo

Archive for the ‘Sacramentos’ Category

Primeira Comunhão na Comunidade de Almacave

Decorreu no dia 21 de Maio, no Auditório do Centro Paroquial de Almacave, a celebração da Festa da Eucaristia, de 51 crianças da Paróquia.

No seu percurso catequético contam já com 3 anos de caminhada de descoberta da beleza da Fé Cristã, que desta vez as levou até aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, no que têm sido acompanhadas pelas suas famílias que, como sempre, se fazem presentes em grande número nestes dias.

Tornam-se pequenos os espaços de celebração  nestas ocasiões,  nomeadamente pela participação cada vez mais acentuada de elementos do Coro de Pais e Filhos de Almacave, que cresce a olhos vistos e sempre participam com afeto e muita motivação  na animação litúrgica, pela direção musical do Prof. Paulo Silva e, que vem embelezando cada vez mais os momentos celebrativos.

Foram vários os pais e familiares que se disponibilizaram a apoiar nos preparativos da cerimónia o que faz assim a demonstração do espirito de comunidade que se vive.

Espera-se agora que não haja desistências neste caminhar até ao Crisma,  pois apenas pelo reforçar da Educação Cristã podermos ter crianças e jovens imbuídos de uma fé convicta e esclarecida, no cumprimento da Tradição da Igreja.

A catequese passa assim ao seu período de encerramento que terá o seu ponto de convívio já no próximo sábado, dia 27 de Maio no Parque Isidoro Guedes, onde a animação e a diversão sempre se fazem presentes nestas situações.

Isolina Guerra

in Voz de Lamego, ano 87/28, n.º 4413, 23 de maio de 2017

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA | 2.º Domingo da Quaresma

O segundo domingo da Quaresma traz-nos à reflexão a saída de Abraão da sua terra, por vontade expressa de Deus, que o manda partir. Daí que a nossa caminhada proponha a colocação de um par de sandálias e um globo terrestre, junto à cruz.

A palavra solidão, por sua vez, remete-nos para aquele que é um dos dramas do nosso tempo, que torna a cruz de muitas vidas mais pesada, mas que o Evangelho deste domingo nos ajuda a resolver. A afirmação de Pedro: “Senhor, como é bom estarmos aqui” (Mt 17, 4), demonstra bem que a solidão não é uma questão de lugar ou de ausência de gente, mas falta de reconhecimento da presença de Deus no meio de nós.

2.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Arranjar um par de sandálias e um globo terrestre ou um mapa mundo
Momentos da Eucaristia: – No final da primeira leitura

– Após a leitura do Evangelho

Gesto: Imediatamente a seguir à primeira leitura colocar o globo terrestre no chão (por debaixo da cruz) ou colar na cruz o mapa mundo (a significar a saída de Abraão da sua terra) e as sandálias em frente ao globo.

Após a leitura do Evangelho, antes da homilia, colar na cruz a palavra: SOLIDÃO

in Voz de Lamego, ano 87/17, n.º 4402, 7 de março de 2017

CPM – Curso de Preparação para o Matrimónio

Microsoft Word - CPM 2017 - cartaz A4.doc

A preparação para o matrimónio, para a vida conjugal e familiar, é de importância relevante para o bem da Igreja. De facto, o sacramento do Matrimónio tem um grande valor para toda a comunidade cristã e, em primeiro lugar, para os esposos, cuja decisão é tal que não poderia ser sujeita à improvisação ou a escolhas apressadas.

Hoje, em não poucos casos, assiste-se a um acentuado deterioramento da família e a uma certa corrupção dos valores do matrimónio. O problema da preparação para o sacramento do Matrimónio, e para a vida que se lhe segue, emerge como uma grande necessidade pastoral antes de mais para o bem dos esposos, para toda a comunidade cristã e para a sociedade. Por isso crescem em toda a parte o interesse e as iniciativas para fornecer respostas adequadas e oportunas à preparação para o sacramento do Matrimónio.

O noivado inscreve-se no contexto de um denso processo de evangelização. De facto, vêm confluir na vida dos noivos, futuros esposos, questões que incidem sobre a família. Eles são, por isso, convidados a compreender o que significa o amor responsável e maduro da comunidade de vida e de amor que será a sua família, verdadeira igreja doméstica, que contribuirá para enriquecer toda a Igreja.

in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

A celebração do Natal do Senhor tem o seu ponto alto na Missa do Galo

pedras-missa-do-galo

Cumprindo a tradição, mas não só, também por convicção, os cristãos da nossa diocese, das paróquias irmãs da Sé e de Almacave, de Cepões, Cambres, Avões, Penude, Britiande, e muitas mais, reencontraram-se na Sé de Lamego para juntos celebrarem a primeira Eucaristia do Dia de Natal.

Para muitos é um reencontro anual, em particular para os filhos da terra ausentes que nesta época retornam á terra onde cresceram para passar “as festas”.

É, por todos os motivos, uma missa mágica e emocionante, vivida com um espírito muito próprio, impossível de reproduzir noutras celebrações, e que, com as memórias das muitas Missas do Galo da nossa infância, estabelece um fio condutor que reafirma a nossa identidade de cristãos, Filhos de Deus, unidos á volta do Menino, um sentido de pertença que não nos deixa desviar do que é importante na nossa vida.

Este ano tivemos connosco, não física mas espiritualmente, os nossos irmãos cristãos das terras massacradas da Síria e do Iraque, que finalmente puderam celebrar o Natal, mas em igrejas em ruínas , desabrigados do frio intenso, sem condições de conforto, mas imensamente felizes por poderem rezar e estar juntos ! Que lição para nós, cristãos acomodados !

Foi uma missa alegre, mas sempre com a inquietude de espírito que advém de sabermos que ainda há quem seja perseguido por ser cristão, e por eles rezamos sempre, não só hoje,mas ao longo de todo o ano.

O beijo com que recebemos o Menino Jesus irá transformar-se ao longo de 2017 num grande beijo a todos os nossos irmãos em Cristo, sob a forma de oração, caridade, misericórdia, uma mão estendida, um gesto de carinho…

IM, in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017

Ordenações Diaconais | Luís Rafael | Testemunho Vocacional

luis-rafael

 VEM E SEGUE-ME

 

Porquê entrar para o Seminário???

Porquê seguir Jesus? Ser Diácono? Padre?

Sim! Porque na família e na comunidade conheci “um amigo que me ama”…

Sim! Porque o “VEM E SEGUE-ME” gravado na parede da capela do Seminário de Resende me inquietava…

Sim! Porque, pouco a pouco, fui descobrindo o projeto de Deus para a minha vida…

Sim! Porque Ele colocou pessoas únicas no meu caminho para me apoiarem, acompanharem e me formarem…

Sim! Porque o contacto com o Povo de Deus me enche o coração…

Sim! Porque…

Porque… Porque… Porque!?

Não fiquem surpreendidos, mas… há uns anos atrás eu era uma criança muito curiosa!!! Às vezes a minha família já não tinha muita paciência para tantas perguntas e iam respondendo o tradicional: “porque sim!”

Porquê isto? “porque sim!”

Porquê daquela maneira? “porque sim!”

Talvez um dia, na minha ingenuidade infantil tenha perguntado: Porque é que o sol se move no céu? “porque sim!”

Mas toda a gente sabe que: “porque sim! Não é resposta!!!”

É verdade… mas há respostas que por vezes são difíceis de dar…

Podia dar muitas outras razões que justificassem estes passos dados rumo ao serviço de Deus e dos irmãos… mas para os mais curiosos deixo uma resposta universal e que sintetiza o que estou a sentir…

Sim! Porque sim…

Sei que provavelmente devem estar a pensar “porque sim! Não é resposta!!!”

Mas é a melhor maneira que tenho para transmitir tudo aquilo que sinto. Afinal, aos convites que Deus nos faz … a nossa resposta deve ser SIM!

Já pensaste nisso? Porque não dizer-Lhe que sim?

Luís Rafael Azevedo

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Ordenações Diaconais | Ângelo Santos | Testemunho Vocacional

angelo-santos

“ELE chama-te”

“Tem confiança, levanta-te Ele chama-te” (Mc 10, 49). Esta provocação feita a Bartimeu conduziu que ele deixasse a beira do caminho para passar a fazer parte do caminho com Ele e com alegria “levantou-se de um salto e foi ter com Jesus” (Mc 10, 50).

Esta perícope evangélica retrata perfeitamente o meu percurso vocacional. O meu percurso vocacional começou em 2008, mas nessa altura eu encontrava-me ainda á beira do caminho. Porém o meu encontrocom Jesus não se operou de uma forma imediata,mas mediada através do testemunho dos sacerdotes, escuta e leitura da Palavra de Deus, leitura da vida daqueles que nos antecederam na fé ou simplesmente de uma brisa suave (1 Rs 19, 11-13). Foram estes meios que Deus usou para despertar em mim a questão vocacional.

Como Bartimeu aceitei entrar no caminho. Nesse sentido no dia 2 de outubro de 2009 entrei para o Seminário Maior de Lamego, num dia de bons auspícios, o dia litúrgico dos anjos da guarda (meus homónimos!). Frequentei o Seminário Maior durante seis anos (2009-2015). Foi um tempo que permitiu-me perceber que ser seminarista não consiste na oblação da vida por um conjunto de ideias ou sistemas de pensamento, mas na descobertado encontro com Jesus, um encontro que não deixa a nossa vida indiferente, um encontro que nos impulsiona para a saída de nós mesmos não permitindo que sejamos jovens e adultos “desempregados das suas vidas” (Daniel Faria), mas servidores da Vida para as vidas.

No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.A minha participação nessa organização possibilitou o tempo ideal para apurar a minha decisão vocacional. Graças a este apuramento deu o “salto” definitivo para o seguimento de Jesus através do ministério ordenado.

Por fim, “Tem confiança, levanta-te Ele chama-te” (Mc 10, 49).

Ângelo Santos

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Curso de Direito Canónico: A REFORMA DO PROCESSO MATRIMONIAL

casamento

 

Com cerca de setenta participantes, realizou-se em Fátima, de 7 a 10 de Setembro de 2016, o Curso de Direito canónico A Reforma do Processo Matrimonial, organizado pela Associação Portuguesa de Canonistas (APC). Foi Coordenador do Curso o Pe. Dr. Manuel Joaquim da Rocha, Vigário judicial de Aveiro e Presidente da Direcção da APC.

No primeiro dia, as sessões estiveram a cargo do Prof. Federico Aznar, desde 1981 professor da Faculdade de Direito Canónico da Pontifícia Universidade de Salamanca. Este sacerdote foi professor de várias gerações de canonistas portugueses, pelo que a sua presença durante todo o Curso foi motivo de agradáveis reencontros e ocasião de trocas de impressões variadas e proveitosas.

Na conferência de abertura, o Prof. Aznar referiu-se aos recentes Sínodos dos Bispos sobre a Família e sua influência na reforma do processo matrimonial, protagonizada para a Igreja latina pelo motu proprio “Mitis Iudex Dominus Iesus” do Papa Francisco, de 15-VIII-2015.

As duas seguintes conferências versaram sobre um tema de direito penal canónico, O delito contra o sexto mandamento do Decálogo cometido por um clérigo contra um menor, primeiro os aspectos substantivos e depois os aspectos processuais.

A quarta conferência do Prof. Aznar tocou um tema que no nosso país parece afectar a vida das Misericórdias, Pessoas canónicas públicas e bens temporais.

O segundo dia foi dedicado ao estudo do citado motu proprio, que entrou em vigor em 8-XII-2015. Para este efeito, esteve no Curso Mons. Mário Rui Oliveira, actualmente chanceler do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica. Em duas sessões tratou, respectivamente, do Novo processo matrimonial canónico e da Reforma do processo matrimonial à luz dos princípios gerais do processo canónico.

O processo mais breve diante do Bispo foi o tema da exposição do Coordenador Pe. Manuel Joaquim da Rocha, enquanto o Pe. José Alfredo Patrício, Defensor do vínculo do Tribunal Interdiocesano de Vila Real abordou as Regras de procedimento nas causas de nulidade matrimonial.

Que impressões profundas podem ter deixado estas exposições no espírito dos participantes, entre os quais se contavam vigários judiciais e juízes eclesiásticos, professores de direito canónico e de direito civil, advogados civis e párocos e um Bispo?

Além do maior conhecimento das normas em vigor e das questões que traz a sua aplicação aos problemas que se pretende resolver acertadamente (aequitative), penso – salvo melhor opinião – que foram muito salutares para a compreensão do direito canónico, não como uma imposição abstracta do poder eclesiástico, mas como um instrumento necessário ao serviço da justiça na Igreja (aspecto pastoral). Daí que a formulação das suas normas, além de procederem da autoridade legítima, devam estar adequadas ao bem da Igreja no tempo e no espaço, para o que é importante a experiência pastoral da autoridade com os seus conselhos (quaedam rationis ordinatio ad bonum commune, ab eo qui curam communitatis habet, promulgata S. Th., I-IIae, q. 90, a.4). Naturalmente, o direito canónico terá de estar sempre em sintonia com o direito divino (natural e revelado), para poder ser “uma norma racional ordenada ao bem comum”.

Em consequência, o direito canónico – quer as normas promulgadas, quer a sua aplicação aos casos concretos – é sempre perfectível, dependendo das situações reais da Igreja local no tempo. Para isso, requer-se um sentido apurado e prudente da pastoral, próprio dos pastores e dos agentes canonistas. Recorde-se que, para este efeito, os Bispos diocesanos têm a faculdade reconhecida pelo actual Código de dispensarem das leis disciplinares dadas para a Igreja universal (cân. 87).

Deste modo, respeitando sempre o direito divino (natural e revelado) e interpretando equitativamente o direito eclesiástico, a autoridade eclesiástica tem todos os meios para resolver acertadamente os problemas que surjam, sem se sentir limitada pelas normas existentes.

No último dia do Curso, foram tratados dois temas de alcance particular no nosso país: Centros Sociais e Paroquiais, pelo Cón. Álvaro Bizarro, Ecónomo do Patriarcado de Lisboa, e Misericórdias: aspectos jurídicos, pelo Cons. José Joaquim Almeida Lopes, juiz eclesiástico do Porto e Vice-Presidente da APC. Ambas as exposições foram seguidas com muito interesse, pois de alguma maneira afectavam a muitos participantes.

Todas as sessões foram muito concorridas, mesmo as do último dia. De salientar a excelente organização do Secretário do Curso, Pe. Daniel Rodrigues, coadjuvado por Maria Benvinda Palma Rios.

Como já é habitual, foi animadora a presença de três canonistas do Brasil e dois de Angola.

A Associação Portuguesa de Canonistas, fundada em 23 de Fevereiro de 1990, contava no final de 2015 com 187 sócios, entre canonistas, juristas civis e pessoas de outra formação. O endereço electrónico da APC é info@apcanonistas.org e a sua página na Internet é http://www. apcanonistas.org.

Miguel Falcão, in Voz de Lamego, ano 86/43, n.º 4379, 20 de setembro de 2016