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Archive for the ‘Sacerdotes’ Category

Falecimento da irmã do Padre Albano Cardoso

O Senhor Deus, Pai de Misericórdia infinita, chamou a Si, à Sua morada eterna, a Sra. Dona Lourdes Cardoso, irmã do Padre Fernando Albano Cardoso, pároco Longa, da Granja do Tedo, de Vale de Figueira e de Nagosa.

O Senhor Bispo, D. António, em seu nome e do presbitério de Lamego, a que preside, manifesta as suas condolências à família e amigos, de forma particular ao Pe. Albano, sublinhando a comunhão espiritual na oração e na certeza da fé que nos garante a vida eterna, a ressurreição no Coração de Deus.

Face aos isolamento social, em virtude da pandemia, a presença física será diminuta, mas não a oração, não a comunhão, não a esperança da vida eterna.

Que o Deus de todo o bem a acolha calorosamente no Seu reino de glória, junto de Quem intercederá por nós, levando até Ele, Senhor nosso Deus, os nossos propósitos e intenções. E que os familiares sintam o aconchego de Deus e a ternura da Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa.

 

 

Falecimento do Padre Frederico dos Anjos Martins | 1929-2020

O Senhor nosso Deus, Pai de Jesus e nosso Pai, Deus de bondade e de sabedoria, chamou para junto de Si, na morada eterna, o nosso o nosso irmão Padre Frederico dos Anjos Martins.

Era natural do Vilarouco, no concelho de São João da Pesqueira, onde nasceu no dia 13 de março de 1930. Completará 90 anos já na eternidade.

Foi ordenado sacerdote a 29 de junho de 1958.

Entre outras tarefas, foi pároco, durante muitos anos, de Valença do Douro e da Desejosa, no concelho de Tabuaço,  de Casais do Douro e de do Sarzedinho, no concelho de São João da Pesqueira, tendo, posteriormente, paroquiado Melcões, no concelho de Lamego. Ultimamente, as condições de saúde vinham-se a agravar.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em nome do presbitério e da Diocese de Lamego, endereça as suas condolências a familiares e amigos, confiando o Pe. Frederico nas mãos de Deus, confiando na Sua Misericórdia infinita e na certeza da ressurreição e da vida eterna.

Celebrações

  • quinta-feira, 10h30 – Celebração da Eucaristia (com o corpo presente), na Igreja da Graça, em Lamego, sob a presidência de D. António Couto, Bispo de Lamego.

  • quinta-feira, 16h30 – Celebração da Eucaristia, no Vilarouco, sua terra natal, onde irá a sepultar no final das Exéquias sagradas.

Que o Senhor Deus lhe dê a recompensa dos justos.

 

(foto: D. António Couto e Pe. Frederico Martins,
por ocasião da Visita Pastoral a Melcões, a 25 de julho de 2015. Créditos: Voz de Lamego)

O meu olhar sobre Sabino Pinto de Almeida

Acabava de ouvir o pedido de escrever alguma coisa sobre o meu amigo e antigo colega Sabino Pinto de Almeida quando na redacção de Voz de Lamego caiu o artigo do nosso colaborador, Fábio Ribeiro, a falar do seu professor de Português, que ele foi.

Há muitos anos que, por dever de ofício em VL, leio as palavras do ilustre colaborador do nosso jornal, mas longe de mim estava o facto de ele ter sido aluno do Sabino; este perdoa-me que assim o trate, pois assim fiz sempre, desde que ele entrou no Seminário, foi ordenado sacerdote, trabalhou na pastoral diocesana e enveredou por outro caminho na vida que o esperava.

Mais novo do que eu, tinha, para mim e a seu favor, o facto de ser irmão do meu condiscípulo Manuel, falecido há pouco mais de um ano. Tendo trabalhado em paróquias distantes daquelas de que eu era o responsável, pouco sabia da sua actividade pastoral, mas o suficiente para me alegrar pela sua acção no trabalho de Igreja a que era chamado; a sua partida para o Seminário de Resende como Professor e outras actividades a que teria de se dedicar, se não foi para mim uma surpresa total, não deixou de ser para ele o reconhecimento de uma competência que havia de se tornar mais conhecida quando, tendo abandonado o Seminário, começou a enveredar pelo ensino nas Escolas oficiais. Haja em vista o artigo de Fábio Ribeiro sobre ele.

Surpresa, sim e grande, foi a sua «partida» para novo género de vida, fora do sacerdócio; não discuto razões, muito pensadas certamente, mas determinantes de uma decisão que ele tomou e que haveria de orientar o seu novo rumo, pensado e assumido, para a vida que continuava a esperá-lo.

Deixava a família sacerdotal para viver em família matrimonial, num momento difícil para a Igreja, opção tomada para um futuro que se pensava e era diferente. Para melhor? Cada um soube do primeiro sonho desfeito e do segundo que aparecia risonho; o sim ou o não dessa mudança teria de ser, era, a razão de ser de algo que se pensou e, depois, se realizou.

A vida separou-nos no espaço, no sonho, na vida. O vai-vém de um e do outro fez-nos andar fora do âmbito e caminho de vida, que não da amizade que nos unira; raríssimos se tornaram os encontros, que nem a vida em Lamego favoreceu; apenas as notícias, também cada vez mais raras, me diziam que o Sabino por aqui andava, por aqui trabalhava, por aqui vivia; se nunca perdi a amizade que nos unira, perdi os rastos de uma vida que, agora, nos separava. Porquê? Não o sei, para o afirmar.

Deixou o Sacerdócio ministerial, não deixou a sua fé, o seu «ser Igreja», os sacramentos que frequentava; isso sabia eu, isso continuava no horizonte cristão que continuou a norteá-lo na sua vida familiar e pessoal.

A doença apoderou-se do seu corpo; membro de uma família numerosa, esta pareceu e parece marcada por um sofrimento que se foi manifestando mais cedo ou mais tarde na vida de cada um; se razões não conheci para a sua vida no aspecto da saúde, lembro melhor o Manuel em Resende e Lamego, que algo, mas pouco, deixava entrever em dificuldades de saúde. E uma grande força de vontade parecia ser toda a razão para um futuro risonho.

Partiu o P.e Manuel, partiu o Sabino, como partiram outros irmãos e partiremos todos nós; o mundo não é nosso, nós não somos do mundo;

O que fomos e somos esteve e está nas mãos de Deus e com Ele partilhámos anseios e realizações; o Sabino assim o pensou, assim o realizou; desfez-se um sonho, encontrou-se uma outra realidade. Perante Deus, o sonho desapareceu; para além dele a recompensa de uma fé que nunca se perdeu e se viveu ao longo dos anos que o Senhor lhes deu na terra e, agora lhes concedeu para a eternidade. Assim o pensamos, assim o acreditamos pela misericórdia do Senhor, nosso Deus, pois como o P.e Vítor Feytor Pinto, podemos afirmar: «sei que do lado de lá, está a misericórdia de Deus».

Do teu amigo Pe. Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 90/12, n.º 4547, 18 de fevereiro de 2020

Falecimento do Pai do Padre Adriano Pereira

Deus, na Sua infinita Sabedoria, chamou de regresso a Si, o Sr. Alberto Pereira, pai do reverendo Pe. Adriano Alberto Pereira, pároco de Tendais e de Alhões, na Zona Pastoral de Cinfães.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em comunhão com o presbitério da Diocese de Lamego, manifesta a sua comunhão com o Pe. Alberto, familiares e amigos, confiando na bondade e na misericórdia de Deus, e na profissão de fé na ressurreição e na vida eterna.

Celebração de Missa Exequial, de corpo presente, na terça-feira, 18 de fevereiro:

  • 10h30: Igreja Matriz de Tendais
  • 15h00: Igreja Matriz de Cinfães

Será sepultado no cemitério de Cinfães.

A Deus agradecemos a sua vida, invocando para os familiares a consolação das palavras de Jesus que nos aguarda junto do Seu e nosso Pai.

Adeus a um Mestre: o Professor Sabino Pinto Almeida

Gosto demasiado de palavras. Tenho um respeito tão grande por este património tão nosso, que me incomodam os erros gramaticais, orais, de sintaxe. Deus e eu sabemos o quanto me arrepia quando me perguntam “o que é que tu fizestes? Como é que soubestes?”. É uma mania pessoal que até se reflete no meu modo de ser. Tudo isto foi genuinamente plantado em mim por uma pessoa que nos deixou recentemente, em Lamego: o Professor Sabino Pinto Almeida.

Natural de Panchorra, perto de Resende, o Professor Sabino esteve 10 anos na Escola Secundária da Sé, até se reformar em 2005. Foi meu Professor de Português durante seis anos, até ao 12.º ano. Uma época memorável.

Quem o conhecia, sabia perfeitamente que o Professor Sabino despertava alguma curiosidade: a voz grave, o bigode cuidadosamente aparado que escondia o lábio superior, a pouca facilidade em sorrir, a mala preta, clássica, que agarrava pesarosamente sempre que se dirigia para a sala de aula, enquanto olhava para o chão, faziam dele uma figura que impunha respeito e autoridade. Medo. No entanto, nada neste estilo imponente significava arrogância ou desprezo pelos alunos. Havia, isso sim, uma exigência inegociável pelo estudo. Pelo compromisso de aprender. O respeito pela nossa língua, o português. Por isso, só tínhamos duas opções: gostar dele ou temer sempre que o nome dele aparecia.

Com ele, fui apresentado a O’Neill. Detestei. Com ele tive vontade de desistir mal li os versos “As Armas e os Barões Assinalados/Que da Ocidental Praia Lusitana”, de Camões. Também foi com o Professor Sabino que discuti por que raio a casa do Ramalhete era tão espetacular que demorava para aí umas 30 páginas a descrevê-la? Foi através dele que me apaixonei pela escrita leve e encantadora de Jorge Amado. Que aprendi a gostar do olhar descritivo, atento (jornalístico?) de Almeida Garrett. Fiquei sempre intrigado com a opinião dele sobre Saramago, um nome pouco falado nas aulas. Fernando Pessoa, não, era consensual. Acho que ele era mais Alberto Caeiro, o guardador de rebanhos. Eu sempre gostei mais do futurismo de Álvaro de Campos. E como ele adorava Urbano Tavares Rodrigues?

Ainda assim, não foram seis anos de aprendizagens feitas ao sabor dos “gostos”. É graças ao Professor Sabino que ainda hoje retenho autênticas lições de humildade. Certo dia, defendi que a palavra “cobarde” também poderia ser escrita com “v”. Ele duvidou; fixou-me, saiu porta fora e a sala colapsou. Que teria feito eu? Dez minutos depois, regressa, naquele estilo de caminhar pausado e metódico, com um dicionário, e diz-me: “você tem razão”. Ou então numa das famosas “idas ao quadro”, em que ele me mandou analisar um poema em frente a toda a turma. Um autêntico momento de tensão. “Para onde se dirige o sujeito poético, senhor Fábio?”. Respondi totalmente ao lado. “Para um sítio que eu cá sei vai o senhor!”. Foi a coisa mais azeda que me disse. E ainda assim, a mais certeira. Não me tinha preparado como deve ser para o texto.

Com ele aprendi a fazer do dicionário uma companhia diária. Ter dúvidas é sinónimo de inteligência. O respeito pela nossa língua é matéria de responsabilidade, de honrar gente que veio antes de nós e nos deixou esta herança. Um dia quando me perguntarem o que é um Professor, saberei colocar Sabino como sinónimo. Ainda que saiba a pouco, só posso pensar: obrigado por tudo, Professor Sabino.

Fábio Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 90/11, n.º 4546, 11 de fevereiro de 2020

O Padre (Pai) Américo e a Obra da Rua – 80 anos depois

No passado dia 12 de dezembro, o Vaticano publicou o decreto que reconhece as “virtudes heróicas” do P. Américo, fundador da Obra da Rua. Este reconhecimento é um passo central no processo que leva à beatificação que poderá ser um presente ou, como costuma dizer o Papa Francisco, uma carícia para a Jornada Mundial da Juventude a realizar, em Lisboa, em 2022.

Mas quem era o Padre Américo, mais conhecido por “Pai Américo”?

Era o oitavo filho do casal Ramiro Monteiro e Teresa Ferreira Rodrigues, nascido a 23 de outubro de 1887, em Galegos, Penafiel. Estudou no Colégio de Santa Quitéria, Felgueiras e, na carta que sua mãe escreveu ao filho mais velho, missionário no Oriente, diz: – “O Américo tem vontade de ser padre mas o teu pai não lhe encontra feitio”. No Porto, ao mesmo tempo que trabalhava, tirou o Curso Superior do Comércio e tornou-se amigo do P. Manuel Luís Coelho da Silva que viria, mais tarde, a ser Bispo de Coimbra e o único bispo que o aceitou, já adulto, no seminário.

Terminados os estudos partiu para Moçambique, onde se encontrava um dos seus irmãos. Na empresa onde trabalhava, era admirado pela seriedade do seu trabalho, e o patrão, embora não fosse católico, lembrava-lhe a Missa dominical. Contactou com o franciscano Rafael Assunção, mais tarde bispo de Moçambique, que lhe despertou o espírito de São Francisco de Assis.

Passados dezasseis anos, regressa e entra no Convento Franciscano de Vilarino de la Ramalhosa, Espanha mas, problemas de saúde aconselharam-no a sair. Procura entrar num seminário, mas, só o de Coimbra, D. Manuel Luís Coelho da Silva, seu antigo amigo do Porto, o recebe e ordena sacerdote a 28 de julho de 1929, tendo já 41 anos. Diante do seu bispo e, por escrito, faz os votos de pobreza e obediência.

Por ser enfermiço, pede licença para se dedicar aos pobres, visitando-os nos seus tugúrios, cuidando deles. Foi-lhe confiada a “Sopa dos Pobres”. Estava no seu mundo!… Visitava os doentes nos hospitais e senatórios, os presos nas cadeias mas a sua presença incomodava os responsáveis que o acusaram ao Bispo “como indesejável” e até lhe pediram que o desterrasse para bem longe. Escreveu:

“ (…). Por causa da minha batina tenho sofrido as do cabo. Tenho sido apertado, escarnecido, apontado com desprezo – Ui! Um homem de saias! (…). Não desarmo. A batina é sinal de bênção e de maldição. Se estes me apontam com desprezo por causa da batina, os pobres não me conhecem sem ela”. Ler mais…

Falecimento da Irmã do Pe. Manuel Abrunhosa

Na Sua infinita e benevolente Misericórdia, o Senhor da Vida chamou à Sua presença, no regresso à Casa Paterna, a irmã do reverendo Padre Manuel Adelino Abrunhosa, Pároco in solidum de Santo Adrião de Cabaços e São João Baptista de Moimenta da Beira; Administrador Paroquial do Santíssimo Salvador de Pereiros, de Santa Catarina de Valongo dos Azeites e de São Bartolomeu de Vilarouco; Assistente da Ação Católica, a senhora D. Aida Abrunhosa.

O Senhor Bispo, em seu nome e do presbitério da Diocese de Lamego, a que preside, manifesta as maiores condolências, unindo-se em oração com os familiares, especialmente com o Padre Manuel Abrunhosa, e, na oração, confia esta nossa irmã ao amor de Deus, na eternidade, na esperança da ressurreição em Cristo Jesus.

Funeral na terça-feira, 22 de outubro, em Poço do Canto, pelas 14h30.

Deus lhe conceda o prémio dos justos.