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Archive for the ‘Padroeiros’ Category

Celebração dos 125º Aniversário de fundação – Filhas de São Camilo

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A Congregação com seu Pároco

No dia 5 de março domingo, se comemorou o Centésimo Vigésimo Quinto aniversário da existência da Congregação das Filhas de São Camilo em união com o seu pároco e na comunidade paroquial da Sé catedral na Santa Missa das 11:30 horas

Num clima de simplicidade e acolhimento a celebração foi animada pelo coral adulto desta missa, estiveram presentes além dos paroquianos outros convidados para a ocasião juntamente com um grupo de utentes, funcionários e familiares das Filhas de São Camilo, não faltaram os colaboradores externos que são a mais valia do nosso Centro Social.

Na Homilia o Sr Padre José Ferreira referiu da presença das irmãs na paróquia e depois de uma breve apresentação de suas origens e de seus Fundadores lembrou que S. Camilo de Léllis é contemporâneo de S. João de Deus e ambos  Padroeiros , dos Doentes, Hospitais, médicos, enfermeiros e de todo o pessoal sanitário.

A Congregação existente em 4 continentes e em 20 Nações tem como missão o carisma de servir os doentes e idosos mesmo com risco de vida fazendo a este fim um quarto voto. Exercem as 14 obras de misericórdia no mundo e possuem várias escolas de enfermagem para dar continuidade à nova escola de caridade de S. Camilo que queria os doentes cuidados como uma mãe cuida seu único filho doente.

É bom notar que tendo saído de casa com chuva e granizo todos voltamos para casa com um sol a brilhar e muita alegria no coração.

Parabéns a Congregação e Bem hajam por 125 anos de serviço à Igreja e ao mundo da saúde.

Colaboradora Mariana Barbosa,

in Voz de Lamego, ano 87/13, n.º 4398, 7 de fevereiro de 2017

Solenidade de São Sebastião | Homilia de D. António Couto

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SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO

  1. A nossa Igreja de Lamego está hoje em festa. A razão é porque celebramos hoje o nosso Padroeiro principal, São Sebastião, de quem recebemos a necessária proteção e a suprema lição, que não passa por um sermão, mas pela doação da própria vida. A nós, que aqui nos reunimos hoje, interessa-nos saber que foi Jesus Cristo a sua verdadeira razão de viver… e de morrer. Foi intensa a sua LUZ, imenso e notório o seu TESTEMUNHO no meio da cidade ensonada e coroada pelos ídolos frívolos.
  1. No meio da cidade pestilenta e decadente, São Sebastião representa uma fonte de vida. Há a cidade dormente e sonolenta. E há, em contraponto, a cidade alumiada e atenta, que não se pode esconder sobre um monte. Não se pode apagar o horizonte. Não se acende uma LUZ para a colocar debaixo da ponte. De qualquer lugar se via, em qualquer lugar se via, que Sebastião trazia Cristo a arder no coração. Não o escondia. Por isso, o imperador romano, Diocleciano, quis fazer desaparecer este soldado de Cristo. Por isso, o fez morrer na grande perseguição que desencadeou contra os cristãos nos primeiros anos do século IV. O tirano, Diocleciano, fez o que podia fazer. Mas era pouco e tarde demais. Mandou quebrar o frasco. Mas não se apercebeu que, ao quebrar-se o frasco, se soltaria o perfume, que nem o estrume de Roma podia apagar. E foi assim que o perfume intenso daquele amor imenso se espalhou por Roma e pelo mundo inteiro. Já sabemos que chegou também a Lamego esse cheiro intenso e perfumado, que sanava a fome, a peste e a guerra, mas também o frio, e sobretudo o vazio do coração e da alma, a descrença e a indiferença, a maior doença que corrói a sociedade.

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SANTO AGOSTINHO | Padroeiro secundário | DIOCESE DE LAMEGO

santo-agostinho-de-hiponaSanto Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, é o Padroeiro Secundário da nossa Diocese de Lamego. Recorde-se que o Padroeiro Principal é São Sebastião, Mártir.

Santo Agostinho, um dos personagens mais importantes da história do cristianismo, mormente no que concerne à filosofia e teologia cristãs.
Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste
, no dia 13 de novembro de 354. Foi bispo, escritor, teólogo, filósofo, Doutor da Igreja, conhecido como o Doutor da Graça. É uma das figuras mais importantes da história da Igreja.
Aos 11 anos de idade, foi enviado para uma escola, em Madaura, familiarizando-se com a literatura latina, e com as práticas e crenças pagãs. E aos 17 anos, o pai, enviou-o para Cartago, para aí continuar a sua educação na retórica.

Resistiu sempre a santa Mónica, sua mãe, para se converter ao cristianismo. Juntou-se a uma mulher, de quem teve um filho, Adeodato. Entretanto, foi para Milão, onde viria a mudar de vida.

Santo Ambrósio,
Bispo de Milão, de quem Santa Mónica tomava conselhos, teve uma influência decisiva na conversão de Agostinho. Nesse tempo, Agostinho mandou a amada de volta para a África e deveria esperar dois anos para contrair casamento legal, mas não esperou, ligando-se a uma segunda concubina.
Durante o Verão de 386, leu um relato da vida de Santo António do Deserto e de Santo Atanásio de Alexandria, deixando-se inspirar por eles. Um dia enquanto passeava nos seus jardins em Milão ouviu uma voz: “Tolle, lege”; “tolle, lege”, ou seja, “toma e ler”; “toma e ler”. Abriu a Bíblia ao acaso e leu a passagem de Romanos 13,13-14: nada de comezainas e bebedeiras, nada de devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos.
Na Vigília Pascal, do ano de 387, fez-se baptizar, por Santo Ambrósio, Bispo de Milão, juntamente como o filho. Regressa a África. No caminho morre a mãe e pouco tempo depois o filho. Vendeu o património e distribuiu pelos pobres. Foi ordenado sacerdote em 391 e em 396 eleito bispo coadjutor de Hipona, donde se tornou Bispo pouco tempo depois.

Morreu em 430, pelo dia 28 de Agosto.

Oração (de coleta):

Renovai, Senhor, na vossa Igreja o espírito com que enriquecestes o bispo Santo Agostinho, para que, animados pelo mesmo espírito, tenhamos sede só de Vós, única fonte de sabedoria, e só em Vós, origem do verdadeiro amor, descanse o nosso coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Das Confissões de Santo Agostinho, bispo

Oh eterna verdade, verdadeira caridade, cara eternidade!

Sentindo-me estimulado a reentrar dentro de mim, recolhi-me na intimidade do meu coração, conduzido por Vós, e pude fazê-lo porque fostes Vós o meu auxílio. Entrei e vi, com o olhar da minha alma, uma luz imutável que brilhava acima do meu olhar interior e acima da minha inteligência. Não era como a luz terrena e visível a todo o ser humano. Diria muito pouco se afirmasse apenas que era uma luz muito mais forte do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era deste género aquela luz; era completamente distinta de todas as luzes do mundo criado. Não estava acima da minha inteligência como o azeite sobre a água nem como o céu sobre a terra; era uma luz absolutamente superior, porque foi ela que me criou; e eu sou inferior porque fui criado por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

Oh eterna verdade, verdadeira caridade e cara eternidade! Vós sois o meus Deus; por Vós suspiro dia e noite. Quando Vos conheci pela primeira vez, elevastes me para Vós, a fim de que eu pudesse apreender a existência do que via, e que, por mim só, não seria capaz de ver. Deslumbrastes a fraqueza da minha vista com a intensidade da vossa luz; e tremi com amor e horror. Encontrava me longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a voz lá do alto: «Eu sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como o alimento do teu corpo, mas tu é que serás transformado em Mim».

Eu procurava o caminho onde pudesse adquirir a força necessária para saborear a vossa presença; mas não o encontraria enquanto não me abraçasse ao Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem, que está acima de todas as coisas, Deus bendito pelos séculos dos séculos, que me chamava e dizia: «Eu sou o caminho da verdade e a vida»; não o encontraria enquanto não tomasse aquele Alimento, que era demasiado forte para a minha fraqueza, mas que Se uniu à carne – porque o Verbo Se fez carne – a fim de que a vossa Sabedoria, pela qual criastes todas as coisas, Se tornasse o leite da nossa infância.

Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado, precipitava me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo e eu não estava convosco. Retinha me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, clamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume: aspirei o profundamente, e agora suspiro por Vós. Saboreei Vos, e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes me e agora desejo ardentemente a vossa paz.

FONTE: Secretariado Nacional da Liturgia.

Para aprofundar: REFLEXÕES de BENTO XVI sobre SANTO AGOSTINHO, em 2008,

nas Audiências Gerais das Quartas-feiras, por exemplo AQUI.

Bênção da Capela de São Bento de Arinho

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No dia 10 de Julho, vigília da festa de São Bento, foi benzida uma capela nova, dedicada ao patrono da Europa, no lugar de Arinho, da paróquia de São Pedro de Castro Daire. A cerimónia presidida pelo P. João Carlos Morgado, em representação do bispo diocesano, contou com a presença do pároco, P. Carlos Caria, o grande timoneiro deste empreendimento, dos antigos párocos, P. Adriano Cardoso, P. José Abrunhosa e P. Paulo Alves, do vereador e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire, em representação do Presidente da Câmara Municipal, do Presidente da Junta de Freguesia de Castro Daire, dos Irmãos da Irmandade dos Santos Passos, do CNE, da FNA e de muitos fiéis de Arinho e de outos povos da paróquia. A Banda dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire solenizou a celebração da Eucaristia.

A nova capela resulta do aproveitamento de uma casa antiga, situada no meio do povo e no alinhamento da rua, pretendendo ser, assim, uma casa de Deus, no meio das casas dos homens.

No exterior uma artística cruz de ferro assinala a sacralidade do lugar e a centralidade de Cristo em qualquer templo cristão. A poente, um pequeno lanço de escadas em cantaria dá acesso a uma grande janela em vidro que permite a qualquer hora do dia ou da noite, ver do exterior a imagem de São Bento. Será, na expressão humorística do pároco, um “São Bento da Janela Aberta”. Ao interior, acede-se por uma porta em ferro, de duas bandeiras, e, dentro encontramos as imagens de Nossa Senhora da Misericórdia e de São Bento de Núrsia.

Em lugar central, o altar, feito a partir de uma antiga arca de guardar pão, recorda-nos o trabalho laborioso de outrora em que o pão se amassava, e, antes de ser cozido era feito sobre a massa o sinal da cruz para recordar a sacralidade do trabalho que o produziu, o reconhecimento do dom divino e a bênção que sempre se pedia para o pão e para o trabalho. E que, hoje, nós pedimos também.

No decurso das obras, foi encontrada uma charrua, sucedânea do arado, um dos atributos iconográficos do patrono desta capela. No cenário envolvente da capela está um canastro e, à volta, os montes, o rio e os campos, onde pastores guardam o gado e lavradores trabalham a terra, primeiros destinatários da obra de evangelização de São Bento. O presidente da celebração sublinhou: “Esta casa de São Bento está edificada no sítio certo, no meio desta bela natureza verdejante perto dos montes e do Paiva, cenário monástico e beneditino. Aqui seremos acolhidos como ‘se do próprio Cristo se tratasse’, como prescreve a Regra de São Bento sobre o acolhimento a dar aos peregrinos, aqui dividiremos o tempo entre o trabalho e a oração sob o olhar terno e protetor de São Bento que nos acolhe e connosco convive no mistério da comunhão dos santos.”

Era visível a profunda alegria dos presentes, sobretudo dos habitantes do povo de Arinho, belíssimo lugar nas margens do rio Paiva que corre sereno a embalar a oração do Povo e, generosamente, fecunda os campos que este trabalha.

Com a edificação desta capela, todos os povos da paróquia de São Pedro de Castro Daire passam a dispor de um lugar congregador do Povo para a oração. Numa população cada vez mais envelhecida e com dificuldades de mobilidade, estes espaços congregam as pessoas que, espontaneamente, se reúnem para rezar, mormente em tempos devocionais como o mês de Maria, do Rosário, das Almas e nas festividades dos seus patronos.

in Voz de Lamego, ano 86/35, n.º 4371, 12 de julho de 2016

ASSUMIR AS IMPERFEIÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 7 de junho

Assumir a Imperffeição

Assumir a Imperfeição

O primeiro destaque da Voz de Lamego desta semana, a partir da primeira página, vai para a Peregrinação Arciprestal a pé ao Santuário da Lapa das paróquias que constituem o Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, mas muitos outros temas estão evidência, como a Visita Pastoral de D. António Couto na paróquia de Vila da Ponte, o CONVITE para toda a Diocese para participar no DIA DA FAMÍLIA DIOCESANA, que se realizará a 25 de junho, também no Santuário de Nossa Senhora da Lapa, bem assim como a informação sobre a Peregrinação Anual, de 10 de junho, do referido Santuário da Lapa… entre muitas outras notícias e reflexões.

Iniciamos a leitura do Jornal Diocesano com o Editorial que nos propõe o nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, num desafio a viver o mês de junho: “no mês dos santos populares, no ano da misericórdia, importa acolher o convite à santidade e assumir com esperança o tempo que vem”.

ASSUMIR A IMPERFEIÇÃO

As festas em honra de alguns santos, o convívio entre familiares e amigos, bem como os feriados municipais contribuem para a popularidade do mês de Junho. E tudo isso é importante e necessário: o exemplo dos santos edifica, a celebração congrega, o convívio familiar aproxima e a pausa laboral permite o repouso e o encontro.

Para os cristãos, celebrar e exaltar a memória e o exemplo dos santos é sempre uma oportunidade para contemplar a santidade, louvando percursos de vida e enaltecendo opções. Mas é também a ocasião para renovar o seu próprio compromisso na mesma caminhada. Porque a santidade é ponto de chegada, meta de uma procura consciente e responsável, prémio para a perseverança fiel; não é herança ou fruto do acaso, mas o resultado de um caminho de transformação iluminado pela prática das virtudes cristãs e humanas.

E nesta caminhada, marcada por diferentes ritmos e sujeita a avanços e recuos, o primeiro passo consiste em assumir os próprios limites. A imperfeição e a fragilidade fazem-nos companhia.

E é neste contexto de imperfeição, de seres frágeis, fracos e, às vezes, rebeldes que Deus oferece a sua santidade como caminho de felicidade. E ninguém fica excluído deste chamamento (LG 39). Aliás, a recusa a este convite só poderá vir daqueles que o julgam supérfluo (já se consideram sem mácula) ou dos que desesperam dos seus limites (duvidar do perdão divino). Se no primeiro caso a imodéstia alimenta uma ilusória auto-suficiência, no segundo há uma deficiente compreensão de Deus que exclui a misericórdia divina.

No mês dos santos populares, no ano da misericórdia, importa acolher o convite à santidade e assumir com esperança o tempo que vem. Porque, como bem escreveu Orson Welles, se todo o santo tem passado, todo o pecador tem um futuro.

in Voz de Lamego, ano 86/26, n.º 4365, 31 de maio de 2016

Seminário de Resende: Festa de Nossa Senhora de Lourdes | 2016

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Como é já tradição do Seminário Menor de Resende, realizou-se no passado dia 13 de fevereiro a festa de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira do Seminário.

Dado que este ano se celebra a Misericórdia, o tema central do dia foi precisamente esse. Assim a conferência do Pe. António Jorge, mais conhecido por Padre Tó-Jó, Reitor do Seminário Maior de Viseu, que abriu o dia, incidiu sobre o lema do atual ano letivo no seminário, “Discípulos da Misericórdia”. A palestra frisou diversos pontos relativos à Misericórdia de Deus e do seu rosto, que se tornou concreto em Cristo, e do rosto de Maria, assim como a importância da mesma nas nossas vidas, nomeadamente na caminhada vocacional.

De seguida celebrou-se a Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo Emérito de Lamego, D. Jacinto Botelho, e concelebrada por vários sacerdotes, entre eles alguns párocos dos seminaristas.

No final da celebração foi inaugurada uma imagem em granito de Nossa Senhora de Lourdes que vem presidir ao átrio do Seminário.

Foi servido, então, o almoço aos convidados, que no final foram brindados com uma atuação da Afontuna, a tuna do Externato D. Afonso Henriques (Resende). O programa do dia não esqueceu a parte recreativa, já que, à tarde, os seminaristas, párocos, pais e outros familiares tiveram oportunidade de participar num jogo de futebol. Por fim, o dia terminou com uma oração mariana em que as mães fizeram um ato de consagração dos seminaristas a Nossa Senhora.

Um olhar é quanto baste

Para a alguém conhecer.

Um olhar é muito pouco,

Mas é muito se acontecer.

É um momento singular.

São vidas em segundos

Vividas sem reparar

Que não passam do olhar

Visitado por nós, a fundo.

Há olhares que cativam.

Fascinam, prendendo a atenção.

Esses correm apressadamente

Diretos ao nosso coração.

Por vezes, entram honestos.

Outras vezes nos mentindo.

Assim, uns connosco ficam.

Os outros se desvanecem

Depois de uma eternidade ferindo.

Estes são os olhares que magoam

E atacam sem remorso algum.

Que olham de lado e destroem

Cada pedaço do que somos

Partindo-os um a um.

Aí, há os olhos que choram…

Todos os olhos choram…

Eles choram pois têm almas

Que passam vidas sofridas.

Então tornam-se em fontes

De água para curar as feridas

Que, sentidas, para sempre marcam.

Por fim há o olhar que vê

Enchendo-se de luz, maravilhoso.

Repleto de amor e de claridade

Olha para todos, misericordioso.

Neste não há lágrimas,

Não há violência,

Não há falsidade.

É maior do que todos,

Não se impõe

E transborda felicidade.

E mesmo que tudo desapareça,

O mundo acabe, se desvaneça,

Este olhar permanecerá.

Um olhar é quanto baste

Para a alguém conhecer.

Um olhar é muito pouco,

Mas é muito se acontecer.

É todo um tempo singular

Na nossa vida, que é um segundo

E vivemos sem reparar

Nesse constante e atento olhar

Que nos conhece até ao fundo.

Nunca nos vai desamparar

Esse olhar que não some.

Por Deus se pode conhecer

Mas Misericórdia é o seu nome.

Ilídio M. C. Ferreira, Seminarista do 12º ano

 in Voz de Lamego, ano 86/13, n.º 4350, 16 de fevereiro de 2016

Solenidade de São Sebastião | Homilia de D. António Couto

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SOLENIDADE DE SÃO SEBASTIÃO

  1. A nossa Igreja de Lamego está hoje em festa, porque celebra jubilosamente o seu Padroeiro principal, São Sebastião, e dele recebe a necessária proteção e a suprema lição da dádiva da vida. Jesus Cristo foi a sua verdadeira razão de viver… e de morrer. A sua LUZ foi intensa, o seu TESTEMUNHO imenso e descarado no meio da cidade ensonada e coroada pelos ídolos. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte, não se pode apagar o horizonte, não se acende uma LUZ para a colocar debaixo da ponte. De qualquer lugar se via, em qualquer lugar se via, que Sebastião trazia Cristo a arder no coração. Não o escondia. Por isso, o imperador romano, Diocleciano, quis fazer desaparecer este soldado de Cristo. Por isso, o fez morrer na grande perseguição desencadeada nos primeiros anos do século IV. Mas já o bom perfume do fiel soldado de Cristo se tinha espalhado pelo mundo inteiro, e frutificava em novas comunidades, de acordo com o célebre aforismo de Tertuliano: «Sangue de mártires, semente de cristãos». E frutificava cada vez mais, sobretudo em circunstâncias difíceis, quando a fome, a peste e a guerra assolavam as populações.
  1. Acorda, Lamego, não tenhas medo! Coragem! Tem confiança! Ele chama-te! E diz-te, na página de hoje do Evangelho (Mateus 10,28-33), que vales mais do que muitos passarinhos. Do menor para o maior: se Deus, nosso Pai, cuida da vida dos passarinhos, que não trabalham nem ceifam, com quanto mais carinho cuidará de nós! Como a vida do Mártir São Sebastião, também a nossa está segura nas mãos de Deus (cf. Sabedoria 3,1), tatuada nas palmas das mãos de Deus (cf. Isaías 49,16). Como a dos sete jovens irmãos Macabeus e a do velhinho Eleazar, de 90 anos, como nos mostra hoje a história edificante e exemplar do Segundo Livro dos Macabeus, Capítulos 6 e 7. Portanto, levanta-te, Lamego, Igreja amada, acariciada, não abandonada (cf. Isaías 62).
  1. E a lição da Primeira Carta de São Pedro (3,14-17), também hoje escutada, ensina-nos bem: «Estai sempre prontos, preparados, para dar, a quem vos pedir, a razão da esperança que há em vós» (1 Pedro 3,15. Dá-se a razão, como se dá o pão. Sem argumentação. Mas com a mão e o coração. Não é em vão que a lição da Carta de São Pedro diz «razão» com o termo grego lógos. Está bom de ver que o lógos bíblico não é nada nosso, não são os nossos raciocínios teóricos e abstratos, fáceis, que não doem. A razão que somos chamados a dar não é um objeto do nosso pensamento, mas uma PESSOA a nós dada: Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido de Maria, «feito Homem como nós e que veio habitar no meio de nós» (João 1,14). É Ele a razão, o Lógos, «pelo qual tudo foi feito, e sem Ele nada foi feito» (João 1,3). Estar prontos, preparados, para dar a razão, o lógos, da nossa esperança, é estar prontos a dar a este mundo Jesus Cristo!
  1. De resto, amados irmãos e irmãs, é de Jesus Cristo que nós precisamos e de que este mundo precisa. É Jesus Cristo que as pessoas nos pedem. Foi Jesus Cristo que São Sebastião deu ao mundo no seu tempo. É Jesus Cristo que São Sebastião, Padroeiro da nossa Diocese, nos entrega hoje. Não como um valor a conservar e guardar com todas as cautelas em alguma gaveta ou cofre-forte. Mas para nós o entregarmos generosamente aos nossos irmãos. Quando celebramos um mártir, não sobra lugar para o acidental. É Jesus Cristo que um mártir tem nos olhos e no coração. É esta herança do essencial, sem estratégias ou malabarismos, que recebemos do nosso Padroeiro.
  1. Jovem soldado, jovem mártir, São Sebastião, ensina a tua Igreja de Lamego, que proteges, a estar sempre pronta, preparada e diligente para dar Jesus Cristo aos nossos irmãos que no-lo pedem.

Fui Eu, o Senhor, que te chamei, Sebastião,

E te enviei a tirar água com alegria

Das fontes da salvação.

Tomei-te pela mão

E modelei-te,

Coloquei-te

Como aliança do povo,

Como luz das nações

E dos corações.

Vai, de casa em casa, ó aguadeiro da paz e da bondade,

Dessedenta o meu povo ressequido,

Tu és o meu servo eleito e querido,

Amado,

Consagrado,

Tu és meu!

Vai, ergue bem alto esta lumieira,

E alumia

De alegria

A terra inteira.

E quando chegares ao fim,

Volta ao começo.

Recomeça!

Que a tua paz corra como um rio,

Como um fio de luz,

Como um desafio,

De pavio em pavio,

De mão em mão,

De coração em coração.

A tua missão,

Sebastião,

É ser clarão,

E entregar a luz

De Jesus

A cada irmão. Ámen

Lamego, 20 de janeiro de 2016, Solenidade de São Sebastião,

Padroeiro principal da nossa Diocese

+ António, vosso bispo e irmão

Mosteiro das Irmãs Dominicanas | Festa de São Domingos

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MOSTEIRO DAS IRMÃS CONTEMPLATIVAS DE NOSSA SENHORA DA EUCARISTIA

A nossa comunidade celebrou no passado sábado, dia 8 de Agosto,a festividade do nosso pai S. Domingos. A eucaristia foi celebrada por Sua Excelência Reverendíssima D. António Couto tendo como concelebrantes o Sr. D. Jacinto, Bispo Emérito, o Sr. Padre João Carlos, nosso capelão, e outros presbíteros a quem agradecemos a estimada presença.

Mais uma vez registamos com alegria a presença de alguns irmãos/irmãs que pela primeira vez fizeram questão de estarem presentes, além desses demos conta da presença de muitos dos nossos amigos e colaboradores, que Graças a Deus são em número sempre crescente.

A todos o nosso bem-haja.

Monjas Dominicanas, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

SEMINÁRIO DE RESENDE: Festa de Nossa Senhora de Lourdes | 2015

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A padroeira do Seminário Menor de Resende, Nossa Senhora de Lourdes, foi mais uma vez celebrada pelos seminaristas e suas famílias, assim como formadores, sacerdotes de vários pontos da diocese e colaboradores e benfeitores do seminário. A comemoração deu-se no passado dia 13 de fevereiro e contou com a presença do Bispo de Lamego, D. António Couto, do Bispo Emérito de Lamego, D. Jacinto Botelho, e do Vigário e Provigário da diocese.

Na Eucaristia, presidida por D. António, foi abordado o tema da narrativa de Adão e Eva, do livro do Génesis, interpretando os vários elementos da mesma. Entre estes pode-se destacar o caráter simbólico desta passagem da Bíblia, a visão apresentada sobre Deus pela mesma, assim como as estratégias enganadoras/sedutoras que nos levam a pecar, personificadas na serpente.

Depois da celebração eucarística, no exterior da capela principal do seminário, fomos brindados  com uma pequena descarga de fogo-de-artifício. De seguida foi servido o jantar, no refeitório e foi dada como terminada a comemoração de mais um dia de Nossa Senhora de Lourdes. Apesar de não ter decorrido nos moldes a que tem vindo a acontecer, a celebração não deixou de ser uma data marcante para a vida do seminário que possibilitou uma oportunidade de encontro com Deus através da Imaculada Conceição, assim como de convívio e reunião dos seminaristas e suas famílias no ambiente do seminário.

 

Ilídio M. C. Ferreira, Seminarista de Resende

in Voz de Lamego, n.º 4303, ano 85/16, de 3 de março de 2015

Seminário Menor de Resende na Paróquia de Meijinhos

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Seminário em Ação de Promoção Vocacional

No passado dia 8 de fevereiro deslocara-se até à Paróquia de Meijinhos, concelho de Lamego, os seminaristas e formadores do Seminário de Nossa Senhora de Lourdes (Resende) para mais uma Ação Vocacional em paralelo com a festa de S. Brás, celebrada pela mesma comunidade, no dia acima referido.

A participação na solene Eucaristia e Procissão (pegando em alguns andores) não deixou as pessoas indiferentes, uma vez que, em diálogo com o pároco os fiéis quiseram oferecer a partilha da refeição com os seminaristas e seus formadores, sendo estes distribuídos por grupos de 2 elementos por casa família. Tal atitude, também, não passou indiferente aos seminaristas quando as pessoas demonstraram o desejo de lhes abrir as portas de suas casas.

Dizemos que o rosto do Seminário é o rosto de todos aqueles que o formam. É um facto. Cada um dos rapazes levou consigo o Seminário (uma casa) até uma família (outra casa).

Em dia que se escutara a passagem de S. Paulo “ai de mim se não evangelizar”, da Liturgia da Palavra do V Domingo do Tempo Comum, também os nossos rapazes tiveram a oportunidade de participar neste mandato do Senhor a propósito da evangelização, dando testemunho da sua vida e da sua experiência vocacional à imagem de Job que perante todas as dificuldades, pelas quais passou ao longo da sua vida, nunca deixou de confiar em Deus «Saí nu do ventre da minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor mo deu, o Senhor mo tirou; bendito seja o nome do Senhor!» (Job 1, 21).

                Embora tudo isto sejam apenas simples pormenores de um dia passado no seio de uma comunidade, o que é certo é que ficam presentes e recordados na vida de cada um, porque – seja na escola, em casa no meio da família, no local de trabalho, em todo o serviço pastoral nas comunidades – todos estes espaços são lugares que precisam do nosso testemunho sobre Jesus Cristo e sobre o Evangelho.

                À comunidade de Meijinhos, em nome da comunidade do Seminário de Nossa Senhora de Lourdes, o nosso bem-haja, bem como a Rev. Pe. Inocêncio e a todas as famílias pelo carinho com que nos receberam. Por todos rezamos e agradecemos a forma como nos acolheram.

Sérgio Carvalho, SMR, in VOZ DE LAMEGO, n.º 4300, ano 85/13, de 10 de fevereiro de 2015