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Archive for the ‘Ordenações’ Category

À conversa com os nossos Diáconos Ângelo, Diogo e Luís Rafael

Para os nossos leitores, quem sois vós?

Ângelo: “Porque eu sou, junto de Vós, um peregrino, um caminhante como os meus antepassados” (Sl 38,13). Um peregrino em rumo à pátria do amor trinitário. Frequentei o Seminário Maior de Lamego durante seis anos (2009-2015). No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.

Diogo: Bem, penso que nós não somos os melhores a falar de nós mesmos… Sou um diácono, natural de um lugar chamado Mazes, pertencente à Paróquia de S. Miguel de Lazarim. Depois de ter frequentado os Seminários da nossa Diocese, estou a fazer o estágio pastoral com o Pe. Bráulio Carvalho e o Pe. Jorge Giroto, nas Paróquias de Alvite, Leomil e Sever. E, juntamente com dois diáconos da nossa Igreja de Lamego, preparo-me para a Ordenação Presbiteral.

Luís: Sou aquele menino que cresceu junto às águas do Távora, em Vila da Ponte. Sou aquela criança irrequieta que nem sempre se portava bem na catequese mas gostava muito de vestir a alva e ajudar o Senhor Padre na Missa. Sou aquele adolescente aventureiro que encontrou no Seminário de Resende uma nova casa. Sou aquele Jovem Sem Fronteiras que sempre procurou “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Sou aquele estudante de teologia… seminarista… filho… amigo… diácono… discípulo-missionário… embalado pelo Amor de Deus.

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Aniversário da Ordenação Episcopal de D. Jacinto Botelho

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D. Jacinto Tomaz de Carvalho Botelho, natural de Moimenta da Beira (Prados de Cima – Vila da Rua), nasceu em 11 de setembro de 1935.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de São Sebastião, Padroeiro de Lamego.

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Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Diocese de Lamego em festa | Ordenação diaconal

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A catedral de Lamego encheu-se com os muitos fiéis que ali acorreram no passado domingo para celebrarem a Solenidade de Cristo Rei do Universo e testemunharem o encerramento da porta jubilar do Ano da Misericórdia. No pontifical presidido por D. António Couto foram também ordenados três diáconos para a nossa diocese que, assim o esperamos e desejamos, serão ordenados presbíteros em julho próximo.

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Apesar do encerramento do Ano da Misericórdia estar previsto, fora de Roma, para o dia 13 de novembro, a nossa diocese adiou a cerimónia por uma semana, atendendo aos acontecimentos previstos para o dia 20. Com efeito, no domingo que marca o encerramento do ano litúrgico, a nossa diocese assinala mais um aniversário da Dedicação da sua Catedral. Mas importante foi, também, saber que, nesse dia, três jovens iriam ser ordenados diáconos. Ler mais…

Homilia de D. António Couto nas Ordenações Diaconais – 20/11/2016

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A ORDEM NOVA DO AMOR

  1. Amados irmãos e irmãs, a nossa Diocese de Lamego vive, neste dia 20 de novembro de 2016, um excesso de celebrações, um excesso de celebração, um condensado de júbilo, que começo por recordar: a) celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo; b) celebramos o Aniversário da Dedicação da nossa Igreja Catedral; c) celebramos a Ordenação de três Diáconos, o Ângelo Fernando, o Diogo André e o Luís Rafael; d) celebramos o Encerramento do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.
  1. A Solenidade de Nosso Jesus Cristo, Rei do Universo, traz-nos o domínio novo do Filho do Homem que nos ama, o domínio do Amor, que é Primeiro e Último (cf. Apocalipse 1,8). É Primeiro e será ainda Último, fazendo de tudo o resto «segundo» e «penúltimo». Na verdade, entre o Primeiro e o Último, que é o domínio do modo do Amor, instala-se o segundo e o penúltimo, que é o domínio do modo velho e podre da violência das bestas ferozes que nos habitam. O Bem, que é o modo do Amor, é de sempre e é para sempre. É Primeiro e é Último. O Bem, como o modo do Amor, não começou, portanto. O que começou foi o mal, que se foi insinuando nas pregas do nosso coração empedernido. Mas o que começa, também acaba. Os impérios da nossa violência, malvadez e estupidez caem, imagine-se, vencidos por um Amor que é desde sempre e para sempre, e que vence, sem combater, a nossa tirania, mesquinhez, e prepotência!

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Ordenações Diaconais | Luís Rafael | Testemunho Vocacional

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 VEM E SEGUE-ME

 

Porquê entrar para o Seminário???

Porquê seguir Jesus? Ser Diácono? Padre?

Sim! Porque na família e na comunidade conheci “um amigo que me ama”…

Sim! Porque o “VEM E SEGUE-ME” gravado na parede da capela do Seminário de Resende me inquietava…

Sim! Porque, pouco a pouco, fui descobrindo o projeto de Deus para a minha vida…

Sim! Porque Ele colocou pessoas únicas no meu caminho para me apoiarem, acompanharem e me formarem…

Sim! Porque o contacto com o Povo de Deus me enche o coração…

Sim! Porque…

Porque… Porque… Porque!?

Não fiquem surpreendidos, mas… há uns anos atrás eu era uma criança muito curiosa!!! Às vezes a minha família já não tinha muita paciência para tantas perguntas e iam respondendo o tradicional: “porque sim!”

Porquê isto? “porque sim!”

Porquê daquela maneira? “porque sim!”

Talvez um dia, na minha ingenuidade infantil tenha perguntado: Porque é que o sol se move no céu? “porque sim!”

Mas toda a gente sabe que: “porque sim! Não é resposta!!!”

É verdade… mas há respostas que por vezes são difíceis de dar…

Podia dar muitas outras razões que justificassem estes passos dados rumo ao serviço de Deus e dos irmãos… mas para os mais curiosos deixo uma resposta universal e que sintetiza o que estou a sentir…

Sim! Porque sim…

Sei que provavelmente devem estar a pensar “porque sim! Não é resposta!!!”

Mas é a melhor maneira que tenho para transmitir tudo aquilo que sinto. Afinal, aos convites que Deus nos faz … a nossa resposta deve ser SIM!

Já pensaste nisso? Porque não dizer-Lhe que sim?

Luís Rafael Azevedo

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Ordenações Diaconais | Diogo Rodrigues | Testemunho Vocacional

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MISERICÓRDIA DE DEUS

Chamo-me Diogo Rodrigues, sou do lugar de Mazes, da freguesia de Lazarim deste concelho de Lamego. Venho de uma família de três irmãos, sendo eu o mais velho.

Não me lembro do “surgir” da minha vocação. Lembro-me de na escola primária ter dito que queria ser padre e toda a gente achou estranho. Nesse seguimento, manifestei o desejo aos meus pais e eles falaram com o meu pároco, Pe. Agostinho Ramalho, e ele convidou-me, juntamente com um colega da minha terra a fazermos a experiência de pré-seminário.

Feita a experiência, fiz o percurso do Seminário Menor durante seis anos e ingressei no Seminário Maior onde estive durante seis anos, em Lamego, Viseu e Braga.

Ao terminar o percurso do Seminário, a passos largos da Ordenação Diaconal, o que poderei dizer acerca da minha vocação? Que ela nos mostra verdadeiramente o amor de Deus, antes de mais voltado, para todos os seus filhos, chamados à vocação baptismal, e depois porque segundo o seu coração deseja dar pastores ao seu povo. Assim, o Senhor é verdadeiramente o autor da minha vocação e é Ele o verdadeiro protagonista. Por isso continuo a crer  na sua misericórdia para comigo e a desejar tal como os discípulos a amá -lo cada vez mais.

Ao fazer-vos passar a minha história de vida, peço-vos mais uma vez que rezeis por todos os Seminários e seminaristas, pedindo ao Senhor da Messe que envie trabalhadores para a sua Messe.

Diogo Rodrigues, in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Ordenações Diaconais | Ângelo Santos | Testemunho Vocacional

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“ELE chama-te”

“Tem confiança, levanta-te Ele chama-te” (Mc 10, 49). Esta provocação feita a Bartimeu conduziu que ele deixasse a beira do caminho para passar a fazer parte do caminho com Ele e com alegria “levantou-se de um salto e foi ter com Jesus” (Mc 10, 50).

Esta perícope evangélica retrata perfeitamente o meu percurso vocacional. O meu percurso vocacional começou em 2008, mas nessa altura eu encontrava-me ainda á beira do caminho. Porém o meu encontrocom Jesus não se operou de uma forma imediata,mas mediada através do testemunho dos sacerdotes, escuta e leitura da Palavra de Deus, leitura da vida daqueles que nos antecederam na fé ou simplesmente de uma brisa suave (1 Rs 19, 11-13). Foram estes meios que Deus usou para despertar em mim a questão vocacional.

Como Bartimeu aceitei entrar no caminho. Nesse sentido no dia 2 de outubro de 2009 entrei para o Seminário Maior de Lamego, num dia de bons auspícios, o dia litúrgico dos anjos da guarda (meus homónimos!). Frequentei o Seminário Maior durante seis anos (2009-2015). Foi um tempo que permitiu-me perceber que ser seminarista não consiste na oblação da vida por um conjunto de ideias ou sistemas de pensamento, mas na descobertado encontro com Jesus, um encontro que não deixa a nossa vida indiferente, um encontro que nos impulsiona para a saída de nós mesmos não permitindo que sejamos jovens e adultos “desempregados das suas vidas” (Daniel Faria), mas servidores da Vida para as vidas.

No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.A minha participação nessa organização possibilitou o tempo ideal para apurar a minha decisão vocacional. Graças a este apuramento deu o “salto” definitivo para o seguimento de Jesus através do ministério ordenado.

Por fim, “Tem confiança, levanta-te Ele chama-te” (Mc 10, 49).

Ângelo Santos

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

ORDENAÇÃO E SERVIÇO | Editorial Voz de Lamego | 15 de novembro

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Vivemos entre 5 e 13 de novembro a SEMANA DOS SEMINÁRIOS, vamos viver, na Diocese de Lamego, a Ordenação Diaconal do Luís Rafael, do Diogo Rodrigues e do Ângelo Santos. A edição da Voz de Lamego desta semana faz eco da Semana dos Seminários e apresenta o testemunho vocacional dos três jovens ordenandos, que, porquanto, se encontram em Retiro, para melhor e mais proximamente se prepararem para a Ordenação.

O Pe. Joaquim Dionísio, Diretor do nosso jornal diocesano, enquadra a celebração da Ordenação como serviço (a palavra diácono significa precisamente serviço, aquele que serve), no dia da Igreja Catedral, solenidade de Cristo Rei do Universo e Encerramento do Jubileu da Misericórdia:

ORDENAÇÃO E SERVIÇO

No próximo domingo, Solenidade de Cristo Rei e data prevista para se encerrar o Ano da Misericórdia, a nossa diocese vive com alegria a ordenação diaconal de três jovens que dão mais um passo rumo ao presbiterado.

A ocasião proporciona uma atitude de acção de graças ao Senhor da Vida e da Messe, mas também de felicitação a estes jovens que se disponibilizam para seguir Jesus Cristo. Num tempo de seminários quase vazios, é reconfortante participar nestes momentos.

O termo diácono significa servidor e já aparece na Igreja apostólica, designando alguém que está encarregado de um ministério eclesiástico e cuja missão se concretiza no domínio da caridade e da administração. Tal como ensina o Concílio Vaticano II, “é próprio do diácono… administrar solenemente o baptismo, guardar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o Matrimónio em nome da Igreja, levar o viático aos moribundos, ler aos fiéis a Sagrada Escritura, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dos fiéis, administrar os sacramentais, dirigir os ritos do funeral e da sepultura” (LG 29).

Mais do que a abrangência da missão, importa reter a identificação com Jesus Servidor que chama e envia. Aliás, a Igreja vive para evangelizar e é por causa da missão que a hierarquia, da qual o diaconado faz parte, existe (LG 29). E assumir tal propósito ilumina todo o percurso e fornece critérios de actuação. A ordenação não é sinónimo de estatuto, regalia ou mera satisfação pessoal, mas vontade de servir e imitar o Mestre.

No exercício da missão, a oração apresenta-se como a primeira e fundamental forma de resposta à Palavra, a quem o diácono deve permanecer fiel, assumindo ainda o encargo de a transmitir integralmente, com competência, clareza e profundidade (PDV 47).

Só um serviço vivido plena e integralmente será verdadeiramente convincente.

in Voz de Lamego, ano 87/51, n.º 4387, 15 de novembro de 2016

Comissão para estudar possível Diaconado feminino

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O Papa Francisco anunciou a criação de uma comissão para estudar a possibilidade do diaconado feminino, durante um encontro com a União Internacional de Superioras Gerais (UISG) de institutos religiosos. “A presença das mulheres na Igreja toca na questão do diaconado permanente e, a esse respeito, o Papa Francisco disse que seria útil constituir uma comissão de estudo que se ocupe do tema”.

O encontro do Papa com mais de 800 religiosas de institutos femininos decorreu na sala Paulo VI, sem qualquer discurso preparado por Francisco, que respondeu a algumas questões que lhe foram colocadas. As religiosas, provenientes de 80 países, encontram-se em Roma até sexta-feira para a reunião plenária da UISG, em representação de meio milhão de consagradas.

O ‘Osservatore Romano’ adianta que Francisco falou da inserção das mulheres na vida da Igreja e dos “obstáculos” que ainda encontram. No “longo colóquio”, acrescenta o jornal, o Papa falou do pouco protagonismo das mulheres, leigas e consagradas, nos processos de decisão na Igreja e na pregação.

O diaconado é o primeiro grau do Sacramento da Ordem (diaconado, sacerdócio, episcopado), atualmente reservado aos homens, na Igreja Católica. O Concílio Vaticano II (1962-1965) restaurou o diaconado permanente, a que podem aceder homens casados (depois de terem completado 35 anos de idade), o que não acontece com o sacerdócio. O diaconado exercido por candidatos ao sacerdócio só é concedido a homens solteiros.

Com origem grega, a palavra ‘diácono’ pode traduzir-se por servidor, e corresponde a alguém especialmente destinado na Igreja Católica às atividades caritativas, a anunciar a Palavra e a exercer funções litúrgicas, como assistir o bispo e o padre nas missas, administrar o Batismo, presidir a casamentos e exéquias, entre outras funções.

Na Carta aos Romanos (século I), o Apóstolo Paulo faz referência a Febe, “diaconisa na igreja de Cêncreas”, e há outras notícias de mulheres solteiras ou viúvas que, na Igreja dos primeiros séculos, desempenhavam certas funções dos diáconos que não seriam adequadas para homens no contacto com outras mulheres – nomeadamente em cuidados a doentes e ritos batismais (imersão e unções). Esta instituição foi desaparecendo com o fim do Batismo por imersão e a gene­ra­lização do Batismo das crianças.

O Papa escreveu na sua primeira exortação apostólica, ‘A Alegria do Evangelho’, que a Igreja Católica tem de “ampliar os espaços” para uma presença feminina “mais incisiva”. Francisco quer ver essa presença alargada aos “vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais”. “As reivindicações dos legítimos direitos das mulheres, a partir da firme convicção de que homens e mulheres têm a mesma dignidade, colocam à Igreja questões profundas que a desafiam e não se podem iludir superficialmente”, refere.

O Papa convocou responsáveis eclesiais e os teólogos, para que ajudassem a “reconhecer melhor” o “possível lugar das mulheres onde se tomam decisões importantes, nos diferentes âmbitos da Igreja”. A exortação apostólica deixa claro, no entanto, que o “sacerdócio reservado aos homens, como sinal de Cristo Esposo que Se entrega na Eucaristia”, é uma questão que “não se põe em discussão”.

 in Voz de Lamego, ano 86/24, n.º 4363, 17 de maio de 2016

Ordenação de Presbítero | Pe. Amadeu Gonçalo Vaz Lino

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No passado dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, a Igreja ficou mais enriquecida com a ordenação de seis novos sacerdotes na Diocese de Beja. Entre eles está o Pe. Amadeu Gonçalo Vaz Lino, nascido em Lisboa, vivendo com seus pais Joaquim Lino e Laurinda Vaz, e seus irmãos na paróquia de Lazarim, da nossa diocese de Lamego. Estudou no nosso Seminário Maior até ao 6º ano e depois foi para terras mais planas, o Alentejo. Terminou os seus estudos em Lisboa  e foi ordenado sacerdote com mais seis colegas

A ordenação presbiteral deste seis presbíteros, teve lugar na Capela do Seminário de Beja, pequena para tantos  fiéis que participaram na  Eucaristia, presidida por D. António Vitalino e o Bispo seu sucessor  – D. João Marcos.

A presença de meia centena de Sacerdotes, mostrou bem a comunhão sacerdotal  e a alegria de ver  aumentar o número de Sacerdotes nessa diocese alentejana.

Como é belo pensar que a Igreja não é fechada a uma paróquia, a uma diocese, a um país. Ela é aberta a todo o Mundo, porque é Universal. Nenhum dos seis  novos presbíteros tinham raízes familiares em Beja, ou até no Alentejo; três vieram do Brasil, um da Nigéria, um de Lisboa e o Pe. Amadeu da nossa Diocese.

Na homília o Senhor D. António Vitalino, agradeceu a Deus o chamamento destes novos servidores, de origens diferentes, chamados do meio do povo, em lugares diferentes e distantes, não para serem servidos mas para servir, serem enviados em serviço para o povo de Deus.  Ser « um serviço de alta qualidade, pois não possuem prata ou ouro, mas o Espírito de Jesus, que oferece a sua vida pelo povo, para que este tenha vida e a tenha em abundância» (Cf At 3,6).

Louvo também o Senhor, pelo facto do Pe. Amadeu ser meu paroquiano e agora vê-lo e tê-lo como meu colega e trabalhador na mesma vinha do Senhor.  A localização da vinha é diferente porque não tem tantos montes e vales como na nossa diocese, mas a planície do Alentejo, faz ver que a vinha é enorme e que os filhos e filhas de Deus estão prontos a acolher o mensageiro do Amor de Deus, dispensador da Misericórdia e do Perdão.

Parabéns Pe. Amadeu e que Mossa Senhora te ajude sempre a caminhar nesse longo e belo Alentejo, amando sempre Jesus Cristo no amor aos irmãos.

Pe. Agostinho Ramalho, in Voz de Lamego, ano 85/54, n.º 4341, 15 de dezembro