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Archive for the ‘Oração’ Category

Aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego

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Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego, celebra o seu aniversário natalício.

Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.

Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Falecimento do Padre Henrique Paulo da Fonseca | 1936-2019

Padre Henrique Paulo da Fonseca nasceu a 22 de abril de 1936, na paróquia de Santa Margarida de Póvoa de Penela. Filho de Luís Manuel da Fonseca e Maria Rosa Martins, foi criado no seio de uma família cristã junto com mais 9 irmãos.

Depois de completar a instrução primária da sua terra natal, fez a sua formação sacerdotal nos seminários diocesanos de Lamego, Seminário Menor Resende e Seminário Maior de Lamego.

Foi ordenado sacerdote na capela do Semanário Maior de Lamego, a 15 de agosto de 1959, pelas mãos do Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves, junto com mais 6 colegas de curso.

Em setembro de 1959 foi nomeado pároco das paróquias de Horta do Douro e Numão, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e posteriormente da paróquia dos Pereiros, do concelho de São João da Pesqueira. Paroquiou também temporariamente a paróquia de Custóias, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e de Vilarouco, no concelho de São João da Pesqueira.

Nestas paróquias do Alto-Douro vinhateiro ofereceu e gastou a sua vida sacerdotal, como pastor e pároco, junto dos seus paroquianos ao longo de 54 anos.

Foi o grande responsável pela construção da nova igreja paroquial da Horta do Douro, cuja primeira pedra foi benzida a 10 de março de 1976 e sagrada pelo bispo de Lamego D. António de Castro Xavier Monteiro, a 15 de agosto de 1984 e das construções das residências paroquiais da Horta e de Numão.

O papa Bento XVI, no ano de 2009, ano das suas bodas de ouro sacerdotais, nomeou-o Monsenhor com o título de Capelão de Sua Santidade.

Jubilou-se das funções paroquiais em setembro de 2013, regressando para a sua terra natal, para junto da sua família onde colaborou na vida paroquial.

Acompanhou-o sempre a sua irmã Utília de Nazaré Sousa Fonseca, que com ele viveu o seu sacerdócio até aos momentos finais da sua vida.

Faleceu no dia de 10 de agosto 2019, no Centro Pastoral da diocese de Viseu, onde viveu o último ano da sua vida com a idade 84 anos.

Exéquias…

O seu corpo estará em câmara ardente na Capela do Centro Pastoral de Viseu, a partir das 15 horas.

Amanhã, a partir das 13 horas, estará em câmara ardente na Igreja da Paróquia de Numão, onde será celebrada Eucaristia de corpo presente, pelas 16 horas. No final, o seu corpo será levado para a sua terra natal, Póvoa de Penela.

Ficará em câmara ardente na Igreja Matriz, onde, pelas 20 horas, será celebrada Eucaristia de corpo presente.

A Eucaristia exequial será na próxima segunda-feira, pelas 11 horas, presidida pelo bispo da Diocese de Lamego, D. António Couto, indo a sepultar no jazigo da família no cemitério da Paróquia de Póvoa de Penela.

Paz à sua alma.

Pe. Luciano Moreira

Falecimento do Pai do Padre Aniceto Morgado

Deus Pai de Bondade infinita, fez regressar à Casa definitiva, ao Seu Coração eterno, o Sr. Manuel da Costa Morgado, pai do Pe. Aniceto da Costa Morgado, Pároco de Nossa Senhora da Conceição de Arnas, São Facundo de Cunha e Santo António de Tabosa da Cunha; Capelão de Ponte do Abade.

D. António Couto, Bispo de Lamego, conjuntamente com o presbitério diocesano, endereça sentidas condolências ao reverendo Pe. Aniceto e demais familiares e amigos, rezando ao Deus da Vida, que, ressuscitando Jesus, Seu Amado Filho, também nos ressuscitará, assumindo-nos como filhos no Filho. Oração para que os familiares na fé e na Palavra de Deus encontrem o conforto para esta hora de luto, na esperança firme da ressurreição e da vida eterna, da qual passa a fazer parte o Sr. Manuel Morgado.

A Missa Exequial, de corpo presente, será celebrada amanhã, dia 29 de julho, às 18h00, na Igreja Matriz de Pretarouca.

Falecimento de Monsenhor Germano José Lopes | 1921-2019

Germano José Lopes.

Nasceu a 20 de fevereiro de 1921, na freguesia de Goujoim, no concelho de Armamar.

Filho de Joaquim José Lopes e de Deolinda da Conceição.

Foi batizado a 27 de abril de 1921, na Igreja de Goujoim.

Frequentou os Seminários diocesanos.

Foi ordenado diácono a 27 de junho de 1943 e ordenado sacerdote a 28/11/1943, na Capela do Seminário, por D. Agostinho de Jesus e Sousa, então Bispo de Lamego.

Pároco de Arcos de Nagosa e de Longa, na Zona Pastoral de Tabuaço. Arcipreste de Tabuaço, de 1945 a 1951.

Pároco de Sernancelhe, Ponte do Abade, Sarzeda e do Granjal, Zona Pastoral de Sernancelhe. Arcipreste de Sernancelhe.

Pároco de Penude (1978 a 1996), Arciprestado de Lamego. Arcipreste de Lamego. Pároco do Mezio e de Bigorne, durante 2 anos.

Foi Diretor Espiritual do Seminário Maior e professor de Liturgia, durante 4 anos. A partir de 1969, Secretário das Missas diocesanas. Diretor da União Reparadora dos Sacrários. Assistente Diocesano da JEC (Ação Católica), do Apostolado de Oração.

A 19 de maio de 1985 foi nomeado Cónego Capitular da Sé. Foi cerimoniário da Mitra. Professor de Português e Latim no Liceu, durante 18 anos. Bibliotecário do Seminário Maior. Em 1990, foi nomeado Vigário Episcopal da Zona Centro e também nesse ano Vice-Chanceler. Em 16 de maio de 2000, foi nomeado Chanceler da Cúria Diocesana, cargo exercido até 16 de abril de 2015.

Ultimamente vivia no Lar das Filhas de São Camilo, em Lamego.

Faleceu a 19 de julho e foi a sepultar no dia 20 de julho, na sua terra natal, Goujoim.

Falecimento do Cónego António Sousa Pinto

Deus de Misericórdia Infinita, na Sua imensa sabedoria e benevolência, fez regressa à Casa Paterna, o seu filho, e nosso irmão, Cónego António de Sousa Pinto, natural de Vila da Rua, nascido 10 de junho de 1929.

Filho de João de Sousa Júnior e de Maria José Pinto de Sousa.

Batizado na Igreja da Vila da Rua. Ordenado Diácono a 16 de março de 1957, na Capela Seminário de Lamego e ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1957, também na Capela do Seminário, pelo então Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves.

Fez o curso dos seminários diocesanos.

Foi professor, prefeito e ecónomo do Seminário de Resende.

Posteriormente foi nomeado pároco de Leomil e simultaneamente professor de inglês no Seminário de Lamego, bem como confessor auxiliar da Direcção espiritual no mesmo seminário.

Depois professor no Externato e no Ciclo preparatório de Moimenta da Beira.

A 21 de setembro de 1976 foi-lhe confiada a paróquia de Moimenta da Beira.

Vigário Episcopal de Zona Riba Távora em 12 de março de 1982. Foi nomeado cónego honorário em 11 de fevereiro de 1988. A 2 de março de 1996 foi nomeado cónego capitular.

A 20 de janeiro de 2002 foi nomeado pároco de Nagoselo, 

A 20 de janeiro de 2002 foi nomeado pároco de Aldeia de Nacomba, do Arciprestado de Moimenta da Beira, cargo que desempenhou até 2 de Outubro de 2002.

Vivia na Paróquia de São Tiago de Leomil, da qual foi pároco durante muitos anos. Será celebrada Missa na Igreja Matriz de Leomil, pelas 10h30 e na Igreja Matriz de Vila da Rua, pelas 18h00.

Unindo-nos em oração aos familiares em luto, agradecemos a Deus o dom da sua vida, da sua vocação e do seu ministério sacerdotal. Em nome e em comunhão com toda a Diocese, o Sr. Bispo, D. António Couto, manifesta as condolências, sublinhando a graça do encontro com Deus na ressurreição dos mortos, na vida eterna, deste nosso irmão, com quem nos encontraremos em definitivo quando chegar a nossa hora.

Deus lhe dê o eterno descanso, à família o consolo da fé, a todos a sabedoria para valorizarmos a vida como dom e como bênção.

Editorial Voz de Lamego: A vida em leilão

A Igreja em Portugal viveu a Semana da Vida (12 a 19 de maio), como habitualmente na terceira semana de maio. A iniciativa visa celebrar a vida, chamando a atenção para os perigos de a tornar comerciável. Mandatada por Jesus Cristo, a Igreja propõe a defesa da vida e da dignidade das pessoas em todas as circunstâncias. A fragilidade física ou mental não diminui a dignidade da pessoa, nem lhe retira direitos. A vida a caminho do mundo, a idade avançada ou a doença crónica não são razões para descapacitar a dignidade desta ou daquela pessoa. Como não lembrar a história do conferencista que pegou numa nota de 500 euros e perguntou quem a queria, amarrotou-a, perguntou novamente, pisou-a e deitou-a ao caixote do lixo. Os ouvintes perceberam que a nota valia o mesmo estivesse nova ou estivesse no lixo!

Defender, acolher, amar, promover e celebrar a vida não é um mandamento negativo: não podes. Não matarás. Não escarnecerás da pessoa débil. É um mandamento positivo: faz ao outro o que gostavas que te fizessem. Ama como Jesus te ama, ao ponto de dar a vida, de a gastar totalmente a nosso favor. Para Jesus não há pecadores, mulheres de má vida, leprosos, coxos, cegos, surdos, mudos, publicanos. Há pessoas. Não valem mais por serem judias, por serem bonitas, por serem saudáveis. Valem porque são pessoas. Valem tudo. Eu vim para os pecadores, para os que precisam de médico, que precisam de encontrar quem os ame, os acolha e os salve!

Bem sabemos que a cultura do nosso tempo promove ideais de saúde e beleza, que levam à “descarte” dos mais frágeis (ainda não nascidos ou cuja debilidade se acentua pela doença e/ou pela idade).

No dia 22 de maio, no Brasil, realizou-se um desfile de crianças para adotar, promovido pela Ordem dos Advogados daquele país. Vamos pensar que a iniciativa resulta da bondade e da generosidade dos seus preponentes. Contudo, não deixa de ser preocupante que as crianças para adoção, depois de alguns traumas de rejeição, sejam sujeitas ao escrutínio em passerelle, como o eram os antigos escravos. Estes eram expostos e avaliados pela sua compleição física, pela saúde que aparentavam e pelas necessidades de quem comprava. Não é a mesma coisa, mas parece. Se agradarem, os adotantes “compram”, levam-nos para casa, se não agradarem, regressam às instituições, como se não tivessem sentimentos, como se fossem mercadoria. Podem até dizer que é divertido, mas a vida não é propriamente um parque de diversões.

É a ponta do icebergue, pois na mesma lógica a escolha do sexo da criança que vai nascer, a cor dos olhos e dos cabelos… e se não agradar ao nascer, e já há países com leis nesse sentido, os pais podem “tirar-lhe” a vida…

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/25, n.º 4512, 28 de maio de 2019

Editorial Voz de Lamego: Jean Vanier

Nasceu em Genebra, em 10 de setembro de 1928, filho de pais canadenses. Foi ficial da Marinha, primeiro britânica, depois canadense. Em 1950, desiste da carreira militar e começa a estudar teologia e filosofia. Sente-se atraído pelo Evangelho. Tornou-se professor na Universidade de Toronto, mas abandona a carreira universitária. Descobre que a sua verdadeira vocação é encontrar Jesus nas pessoas mais fracas e mais abandonadas. Em 1964 funda a Arca e em 1971 contribui para o nascimento do movimento “Foi et Lumiere” (Fé e Luz). Faleceu a 7 de maio, há oito dias.

A “Arca” é uma comunidade que acolhe pessoas com necessidades especiais, com 150 Centros espalhados por todo o mundo. Um dos seus livros, que li, falava de “Adam”, uma criança com autismo profundo, com o qual era muito difícil comunicar, pelo menos através de linguagem verbal. Adam era um desafio e um compromisso. O seu silêncio, um apelo à paciência e à escuta, ao serviço e à delicadeza. Mais do que Adam se adaptar à comunidade, os “cuidadores” é que tinha que se aproximar, perceber e acolher as suas dificuldades. Para lá da linguagem verbal, prevalecia a linguagem dos afetos, da ternura e da meiguice, visível no olhar, no sorriso, na festa com que acolhia Jean Vanier.

O Papa Francisco, na Viagem Apostólica à Bulgária e à Macedónia, não deixou de o propor como exemplo de humanidade, de fé e de serviço. Jean Vanier “trabalhava pelos mais pobres, pelos mais descartados, também por aqueles que no ventre de sua mãe foram sentenciados à morte – às vezes tenta-se convencer os seus pais a tirá-los e não deixá-los nascer. Ele acolheu-os e deu sua vida. Que Jean Vanier permaneça um exemplo para todos nós, que nos ajude do Céu… Na semana passada telefonei-lhe, ouviu-me, mas mal conseguia falar. Quero expressar a minha gratidão por este testemunho, um homem que soube ler a eficiência cristã do mistério da morte, da Cruz, da doença. Do mistério daqueles que no mundo que são descartados. Trabalhou não somente pelos últimos, mas também por aqueles que antes de nascer tem a possibilidade de serem condenados à morte. Ele gastou sua vida assim. Graças a ele e graças a Deus por nos ter dado um homem de tão grande testemunho”.

Tinha 90 anos e estava canceroso. Jean Vanier sobre a sua fragilidade: “Minha esperança e minha oração é que, quando chegar momento de fraqueza, eu possa aceitar e regozijar-me por tudo o que me foi dado. A vida humana começa e termina em fragilidade. Ao longo de nossas vidas somos ávidos por segurança e dependentes de ternura”.

Em Portugal vivemos a Semana da Vida. Este é um belíssimo testemunho de alguém que amou e cuidou da vida humana, na atenção aos mais frágeis. As palavras são sancionadas pela vida.

Pe. Manuel Gonçalves,  in Voz de Lamego, ano 89/23, n.º 4510, 14 de maio de 2019