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Archive for the ‘Oração’ Category

Editorial Voz de Lamego: Mês das almas, da ressurreição e da vida

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As nossas comunidades cristãs continuam a cadenciar o tempo, dias e meses, com dedicações especiais, mês do Sagrado Coração de Jesus e mês de Maria, mês do Rosário e das Missões, novenas aos padroeiros, à Imaculada Conceição e ao Menino Jesus. Em novembro, a dedicação começa nos santos e situa-nos de imediato nos nossos familiares e amigos que já partiram para a Casa do Pai, onde repousam, glorificando a Deus, em alegria plena e definitiva e para onde um dia também nós seremos levados.

A memória agradecida compromete-nos com os nossos antepassados. Há que viver bem o tempo presente e fazer com que valha a pena o que nos deixaram em herança, sobretudo o que nos ensinaram a ser.

Para alguns, o cemitério é o definitivo, a última morada. Pronto, acabou. Não há mais nada a fazer. Se tivesses vivido antes! Aproveitemos enquanto há tempo, depois a escuridão, a morte, o esquecimento para sempre. As palavras, contudo, parecem ser uma fuga, um apelo, um desejo de que não seja verdade o que verbalizam, esperança que haja ainda alguma coisa, a oportunidade para um novo encontro. Mesmo para aqueles em que prevalecem as dúvidas, o cemitério é um desafio, uma provocação, para aproveitar o tempo para o que lhes faz bem e os faz sentir ligados aos outros, amanhã pode ser tarde!

Há animais de estimação que voltam aos lugares onde foram “mimados” pelos donos, alguns deitam-se durante horas e dias onde sentem o cheiro do dono. Há mesmo alguns animais que definham com a morte dos donos e acabam também por morrer! Então, voltar ao cemitério, ainda que por um dia ao longo do ano, faz-nos sentir agradecidos por aqueles que nos fizeram bem e que marcaram a nossa vida.

Para nós cristãos, porém, há de prevalecer a esperança na vida eterna, a fé na ressurreição dos mortos, a certeza de que os que morrem em Cristo, com Cristo ressuscitarão. Aliás, já fomos introduzidos na ressurreição de Jesus pelo Batismo. Na água e no Espírito Santo, tornámo-nos novas criaturas, partícipes da vida divina. Cabe-nos, ao longo da nossa vida, fazer transparecer a beleza e a bondade de Deus, para que não estranhemos o momento em que tivermos de nos encontrar em definitivo com Jesus Cristo. Por conseguinte, o mês das almas, a Eucaristia pelas almas do Purgatório, pregões ou padre-nossos, responsos, remetem-nos para a ressurreição, a de Cristo e a nossa, para a vida que será eterna, mas que inicia já, no serviço aos irmãos.

Numa das comunidades que me está confiada, Pinheiros, a Visita Pascal também se faz no Cemitério, rezando por aqueles cujo corpo ali foi depositado, partilhando o anúncio da ressurreição de Jesus, professando a fé que se encontram vivos e ressuscitados junto de Deus.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/47, n.º 4484, 6 de novembro de 2018

Editorial da Voz de Lamego: Santos que nos batem à porta

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Sede santos como o vosso Pai celeste é santo. Interpelação de Jesus aos discípulos. Sede misericordiosos como o Vosso Pai do Céu é misericordioso. A santidade passa pela misericórdia, pela compaixão, pela ternura. A santidade não é, definitivamente, uma atitude passiva, de quem não faz bem nem mal, mas a decisão firme de seguir as pegadas de Jesus, fazendo-se próximo, apostando na docilidade, gastando-se a favor dos outros.

A vocação primeira do cristão é ser santo. Podemos dizê-lo de outra maneira: a vocação primeira do cristão é seguir Jesus, amar Jesus, viver Jesus, testemunhar Jesus. Ora, Jesus trouxe-nos a santidade de Deus, humanizando as relações entre as pessoas, devolvendo a dignidade aos excluídos daquele tempo, sarando os corações dilacerados pela discórdia, curando as enfermidades do corpo e da alma, espalhando ternura!

O Vaticano II veio sublinhar a vocação universal dos cristãos à santidade. Esta não é um “privilégio” ou compromisso dos religiosos ou dos padres e bispos, mas de cada e de todo o batizado: identificação da própria vida a Jesus Cristo. Mesmo que não possamos afirmar como o Apóstolo “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim” (Gál 2,20), esse há de ser o propósito de toda a nossa vida, presente nas nossas escolhas diárias. Na verdade, no batismo fomos introduzidos na santidade de Jesus, na vida divina, tornamo-nos novas criaturas, morremos para o pecado, fomos retirados às trevas e imersos na luz do Espírito Santo. É como “santos”, como eleitos, que nos pertencemos a Cristo e ao Seu Corpo que é a Igreja.

O Papa Francisco dirigiu à Igreja a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e exultai), de que já demos nota na Voz de Lamego, precisamente como chamamento à santidade no mundo atual. Um dos incisivos assenta nos santos que nos batem à porta ou que encontramos na nossa vida quotidiana, nas nossas famílias e nas nossas comunidades. Diz-nos o Papa que “o Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus… Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade ‘ao pé da porta’, daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da ‘classe média da santidade’”.

Solenidade de Todos-os-Santos e comemoração dos Fiéis Defuntos: a fidelidade a Jesus conduzem à santidade.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/46, n.º 4483, 30 de outubro de 2018

Falecimento da Mãe do Pe. Carlos Carvalho

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Senhor da vida e da morte, Deus chamou à Sua presença a Sra. D. Ermelinda de Jesus Rodrigues, Mãe do reverendo Pe. Carlos Manuel Rodrigues de Carvalho, Pároco de Antas (São Miguel), de Aveloso (Nossa Senhora do Pranto), da Beselga (Santa Cruz), de Ourozinho (Senhora da Assunção), de Prova (São João Baptista), de Seixo (Santa Maria Madalena) e de Sernancelhe (São João Baptista).

O Senhor Bispo de Lamego, D. António Couto, em nome do Presbitério de Lamego que encabeça e da Diocese de Lamego a que preside no pastoreio, manifesta a comunhão com o reverendo Padre Carlos e com os restantes familiares e amigos, confiando a D. Ermelinda à misericórdia benevolente de Deus Pai.

O funeral realizar-se-á no sábado, 13 de outubro, pelas 10h30, na Igreja Paroquial do Souto.

Unimo-nos em oração ao Pe. Carlos e, com  fé na ressurreição, confiamo-la a Deus na eternidade.

Aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego

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Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego celebra o seu aniversário natalício.

Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.

Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Falecimento do Irmão dos Padres Manuel e José Manuel Ramos

Faleceu no dia 2 de Setembro, o  irmão dos reverendos Padres José Manuel Ramos e Manuel Francisco Ramos, o Sr. Francisco José Ramos, aos 59 anos de idade, no Hospital de Penafiel, concelho onde vivia.

Em Penafiel, celebrou-se a Missa de corpo presente, seguindo o cortejo fúnebre para Ferreirim de Sernancelhe, de onde era natural, com a celebração da santa Missa, seguindo-se o sepultamento no cemitério local.

Em comunhão com o Sr. Bispo, D. António Couto, associamo-nos ao luto dos nossos irmãos sacerdotes e demais familiares e amigos, rezando ao Senhor da Vida, esperando a misericórdia eterna para o Sr. Francisco José.

Festa em Valclaro, na Paróquia da Penajóia

Fé e História de mãos dadas

Ainda bem que a vida não pára, seja a nível mundial seja a nível de uma pequena comunidade, que encontra um motivo para se apresentar aos seus cidadãos e amigos, em celebrações de Fé e de História, que a fizeram nascer para marcar um ritmo de vida ao lado de outras comunidades, construtoras e continuadoras da mesma Fé e da mesma História.

Assim aconteceu no dia 12 de Agosto, na povoação de Valclaro, que faz parte da freguesia e paróquia da Penajóia. Com um jornal paroquial que é um reflexo da sua vida, procurando na sua breve história, dar conta de outra grande História, que bem merece uma maiúscula, ao tentar narrar a vida da aldeia/paróquia. É que há páginas da vida que não chegam à grande informação, mas passam também pela história da sua vida, narrada por um jornal local, marcada por bons ou maus momentos da sua vida.

Mas não quer a Paróquia deixar passar o dia 12 de Agosto de 2018 sem dar conta de que, nesse dia, a Fé e a História deram as mãos para poderem viver um dia de muita intensidade, emoção, entusiasmo, amizade e alegria à volta de uma festa em honra de Nossa Senhora da Piedade, ali venerada, invocada e celebrada com esse título.

A história parte de uma data assinalada por umas pedritas que, num conjunto que se pode ver e ler no adro da Capela, mostram uma data: 1918. Cem anos de umas pedras, a suscitar a vontade de as celebrar em 2018; dessa vontade partiu-se para uma festa e da festa se quis e quer fazer memória.

A notícia foi espalhada e teve o condão de acordar muitas vontades de marcar presença; e vieram penajoienses de toda a parte para onde a vida levou uns e outros, na procura de um bem-estar que nem sempre se encontrava na terra natal; vieram, de modo particular, naturais de Valclaro, que deram uma prova de amor à sua terra, ao seu povo, e sobretudo quiseram honrar a Senhora da Piedade; vinte e três anos ali passados nunca me mostraram tanto entusiasmo, vontade de «fazer», ajudar, participar, celebrar, fazer uma festa que, segundo ouvi agora, não se fazia há cinquenta e quatro anos.

Fez-se por entusiasmo de alguns, onde temos de destacar a coragem do Quim de Sousa, que de Ferreirós partiu para outras paragens, outra vida, que nunca o impediu de estar, vir e sentir Valclaro e, sempre, Penajóia; e encontrou a colaboração amiga e prestimosa da comissão que preside à vida da Capela de Valclaro; rejuvenesceu e descobriu-se o amor de muitos, muitos mesmo, que pelo seu lugar, a sua rua, a sua casa, a família que nunca se havia esquecido, os amigos que se reencontravam e agora, em comum, ajudaram, trabalharam, alguns quase até ao limite das suas forças; viam-se rostos cansados, olhos a denotar mais uma necessidade de descansar do que a de trabalhar; mas era preciso avançar: o sonho nascera, a festa marcou-se, os amigos vieram de perto e de longe e Valclaro parecera voltar ao movimento de pessoas que marcaram a sua vida, agora irmanados com os que vieram de toda a Penajóia, Portugal e do mundo da emigração. Também eu cheguei, acorrendo ao convite que me fora feito, diminuído na possível actuação, mas recebido como o amigo de há anos, que nunca esqueceu as paróquias por onde passou e onde volta com muita amizade. Ler mais…

Taizé, um caminho de confiança e alegria

Escrever sobre o que se vivencia em Taizé durante uma semana não é uma tarefa fácil, pois, por um lado, a dimensão e a intensidade do que lá se experiencia não consegue nunca ser traduzida por palavras, faladas ou escritas, e, por outro lado, as expectativas, os anseios, e em consequência, a própria vivência da peregrinação, são tão pessoais que se corre o risco de se apresentar uma visão com um tom demasiado subjetivo no qual nem todos os participantes se revejam. Mas esse é um risco que se corre sempre que comunicamos, seja sobre que assunto for.

Ao partir para Taizé, muitos procuram fazer uma pausa no louco frenesim do mundo, “recarregar baterias” como se costuma dizer, procurar forças renovadas para enfrentar os desafios, ou buscar algo de novo. E também há quem vá em busca de respostas, em momentos difíceis do seu caminho, de como continuar a viver em meio ao sofrimento, até se é possível voltar a amar, ou procure reconfortar a sua fé. Depois de ter vivido Taizé e falado com tantos que lá estiveram, serão raros aqueles que não encontraram nenhuma destas coisas, senão mesmo todas. Julgo que vários aspetos evidentes da dinâmica que se vive em Taizé concorrem para que assim seja, e acho que todos aqueles que lá estiveram os reconhecerão. Ler mais…