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Archive for the ‘Opinião’ Category

Um reparo: Água

Na nossa região, como em tantas do país, as consequências da seca prolongada vão sendo sentidas e comentadas. Não por falta de assunto, mas porque a situação é preocupante. A chuva tarda, as reservas de água nas albufeiras vai escoando e o sofrimento aumenta.

As previsões indicam que a seca vai continuar, que a chuva andará ausente e que, quando vier, será reduzida.

No fundo, todos sofrem com esta realidade que afecta a produção agrícola e a torna mais dispendiosa (captação e transporte de água, reservatórios, electricidade e outros combustíveis, etc), se reflecte no bolso dos consumidores (produtos mais caros) e no meio ambiente (desertificação, incêndios…).

As alterações climáticas estão a acontecer e a motivar mudança de certos hábitos, já que os recursos não são ilimitados. Multiplicam-se os estudos, as previsões e os apelos para uma utilização mais responsável dos meios disponíveis.

É verdade que o calor que se faz sentir proporciona dias de praia e o prolongar da pele bronzeada, que a ausência de frio motiva o passeio, o sair de casa e o adiar da compra de roupa mais quente, que os locutores deixaram de falar na chuva como algo triste e ruim… Mas os nossos agricultores desesperam e vão mostrando e denunciando prejuízos nas suas colheitas e plantações.

Por outro lado, há populações que já dependem da água potável que alguns carros-cisterna lhes levam, provocando o racionamento da mesma e alterando hábitos de vida. Neste particular, só as torneiras secas nos ajudarão a valorizar devidamente o precioso líquido! Porque, como a experiência nos ensina, só a ausência nos faz valorizar a presença e só a carência nos motivará a agradecer a abundância.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

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Um reparo: resultados eleitorais

Os eleitores foram às urnas de voto e escolheram os responsáveis pelo poder local para os próximos quatro anos. Se a alguns foi renovada a confiança para permanecerem nos cargos, a outros foi dada a possibilidade de concretizar promessas feitas, numa natural rotatividade democrática. E isso aconteceu um pouco por todo o lado.

Na cidade de Lamego, das cinco candidaturas à presidência do Município, apenas três delas foram contempladas com lugares na Vereação: 3 lugares para a lista vencedora, cujo candidato era apoiado pelo PS, dois lugares para a lista do candidato do PPD/PSD e dois para a lista da coligação CDS-PP/PPM.

Tais resultados não deram maioria absoluta ao vencedor, o que deixa antever negociações ou possíveis coligações, senão permanentes pelo menos pontuais, para determinadas decisões e aprovações. Se tal situação aparenta contratempo para quem anseia decidir rápido, a verdade é que a busca de consensos pode beneficiar um leque mais alargado de propostas e de destinatários. Ler mais…

Um reparo: as eleições

O período de campanha eleitoral para as eleições autárquicas iniciou-se, oficialmente, ontem, o que nos recorda que estamos a poucos dias de eleger os responsáveis autárquicos dos próximos quatro anos.

Apesar dos debates televisivos não contemplarem meios pequenos como os nossos, os eleitores têm facilidade em conhecer os candidatos, as suas ideias e propostas. Desde há várias semanas que, nas ruas, em locais de passagem, nas caixas de correio, em encontros alargados ou convívios partidários os candidatos se mostram e procuram cativar a atenção dos eleitores.

A diversidade de candidaturas é um sinal da democracia em que vivemos e a serenidade com que todo o processo é encarado mostra maturidade e cultura democráticas. No entanto, em ambientes pequenos como são as nossas aldeias, nem sempre os tempos que se seguem à disputa eleitoral trazem normalidade: a pertença a listas diferentes pode originar e alimentar divisões, com consequências na vida familiar e, até, paroquial!

Lamego tem quatro candidatos, apoiados pelas respectivas listas, a concorrer à presidência da autarquia. Vamos ver como se dividem os votos e como se repartem os mandatos.

No dia um de outubro, à noite, alguns estarão a festejar, outros procurarão perceber o que falhou; uns serão felicitados, outros confortados; uns terão o sorriso próprio dos vencedores, outros o semblante dos vencidos; uns começarão a estabelecer contactos e a agendar iniciativas, outros retomarão as suas ocupações habituais…

Em democracia, os eleitores escolhem livremente e se a glória coroa os vencedores, também a honra é devida aos menos votados. Porque se apresentaram, defenderam um projecto e se disponibilizaram para servir a “coisa pública”.

No imediato, os candidatos aspiram à vitória, mas importa saber que só o serviço que vierem a prestar os tornará verdadeiros vencedores.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

Almacave: ação de graças pela vida de D. António Francisco

COMUNIDADE PAROQUIAL DE SANTA MARIA MAIOR DE ALMACAVE

AÇÃO DE GRAÇAS PELA VIDA DE D. ANTONIO FRANCISCO

(Eucaristia de 7.º dia)

A Comunidade Paroquial de Almacave, reuniu-se para louvar e dar graças a Deus pela vida de D. António Francisco dos Santos que, nesta Paróquia viveu em Equipa Sacerdotal durante largos anos, com Monsenhor Simão Botelho e Monsenhor José Guedes.

Muitas vezes ele nos dizia que tinha pena de não ter mais tempo para a ação pastoral na Paróquia, devido aos seus múltiplos afazeres e ia pedindo, a nós leigos, que continuássemos a apoiar os sacerdotes, nomeadamente o seu amigo Pe José Guedes, que ele sabia ir ficar muito desamparado com a sua ausência, aquando da sua ordenação episcopal.

 No entanto, no tempo que por aqui passou deixou a sua marca indelével de humildade, de serenidade, de solidariedade silenciosa junto dos que precisavam, sempre ao serviço do outro (e bastava vê-lo trazendo um disfarçado saco de medicamentos para umas determinadas pessoas que assistia).

Mesmo nos momentos de maior sofrimento com a situação de saúde de sua mãe, nunca deixou de ter um sorriso, ainda que débil da sua tristeza interior, ou de ter uma alegria mais efusiva quando connosco participava em festas da Catequese ou de celebrações paroquiais. Ler mais…

DEVOÇÃO E DIVERSÃO | Editorial Voz de Lamego | 29 de agosto

Regresso do Jornal Diocesano, Voz de Lamego, ao nosso convívio, depois de duas semanas de descanso dos que o produzem. Regressa com a imagem gráfica renovada, com a preocupação de levar aos diocesanos notícias, reflexões, eventos, envolvendo todos na vida da Igreja e da sociedade.

Como editorial, o Pe. Joaquim Dionísio, a contextualização e o diálogo da devoção com a diversão.

DEVOÇÃO E DIVERSÃO

As festas da cidade de Lamego estão a decorrer, motivando a participação dos locais e de tantos que acorrem de perto e de longe. E, como habitualmente, muitas são as propostas agendadas para promover a diversão, proporcionar o convívio e testemunhar a alegria.

Mas o centro será sempre aquela que associamos a Lamego, Nossa Senhora dos Remédios, com o belo santuário onde se venera, a imponente escadaria que convida a subir ou o verde e arejado parque onde o repouso se experimenta.

É verdade que, também nestes dias, alguns poderão passar e festejar sem lembrar a Mãe: porque o olhar não contemplou mais alto, porque a diversão esgotou o tempo, porque a fé anda algo adormecida, porque Deus pode perturbar a autonomia, porque a opinião dos outros conta demais, porque a aflição já passou, porque a gratidão não se assume, porque isso de rezas é para os outros…

Mesmo assim, a Mãe não os esquecerá. E, por isso, continuará atenta e solícita a tantas situações de vida, acompanhando e intercedendo.

Mas importa também louvar e agradecer o belo testemunho de tantos e tantos que, a sós ou em grupo, na flor da idade ou já marcados pelo tempo, a qualquer hora do dia, em voz alta ou em silêncio, com sorrisos ou em lágrimas, com movimentos rápidos ou gestos pausados se assumem na sua fé e demonstram a sua devoção filial.

Talvez façam menos ruído e os cartazes não divulguem os seus rostos, mas estes peregrinos de Nossa Senhora dos Remédios sabem que só assim poderão viver plenamente a festa, sem deixar de participar noutros eventos e de viver com alegria outros momentos.

A fé cristã e a devoção que a habita não excluem a sã diversão.

in Voz de Lamego, ano 87/40, n.º 4425, 29 de agosto 2017

UM REPARO: ORÇAMENTO

As notícias sobre as alterações climáticas repetem-se, tal como os apelos para cuidar da Terra, a casa comum. Mas há ainda os alertas sobre a diminuição dos recursos naturais.

Esta semana foi notícia o anúncio de que se teriam esgotado, no dia 2 de Agosto, “os recursos disponíveis para 2017”. Tal como numa família, em que o orçamento que deveria dar para um mês acaba na terceira semana! Quanto tempo aguentará a viver do crédito?

A notícia não é nova, já que assim acontece há mais de 40 anos. O facto relevante está no contínuo antecipar da data; cada vez se esgotam mais cedo os recursos necessários para cada ano.

O estudo baseia-se em dados como os da emissão de gases causadores do efeito estufa, os recursos consumidos pela pesca, pecuária e agricultura, bem como as construções e o uso de água.

As consequências estão à mostra e com tendência para se agravarem: escassez de água, desertificação, erosão do solo, queda da produtividade agrícola e das reservas de peixe, desmatamento, desaparecimento de espécies. Isto é, a natureza não é uma jazida da qual possamos extrair recursos indefinidamente.

A tentativa de fazer face à situação já motivou cimeiras mundiais, tal como a última, em Paris (2015), antecedida por um texto papal sobre o tema (Laudato Si).

Apesar dos sinais, alguns líderes mundiais teimam em adiar medidas que dificultem tal degradação. Mas a verdade é que as próximas gerações vão enfrentar maiores dificuldades.

Os ambientalistas propõem medidas como a extensão dos tempos de vida dos bens e equipamentos, ultrapassando a prática do “usar e deitar fora”. Também falam de uma “economia circular”, procurando a utilização e reutilização de recursos, bem como um maior investimento na mobilidade, diminuindo o número de carros.

Mesmo que pouco, cada um pode ajudar a melhorar o “orçamento natural anual”.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/39, n.º 4424, 8 de agosto 2017

Por terras da Polónia: Testemunho

Tive por estes dias oportunidade de com um grupo de amigos ir conhecer a Polónia; privilégio desejado por muitos pelo seu Património, História e Natureza, e em particular pelos católicos, por ser o país natal de São João Paulo II, Papa que deixou indeléveis marcas em todos nós e na Igreja Mundial.

Sendo, no entanto, uma admiradora de Ratzinger, com cuja maneira de ser me identifico mais, não fui tanto atrás do Santo, mas mesmo pelo país, que já sabia ser muito bonito e historicamente imperdível.

No entanto, todo o tempo que lá estive foi outra a vertente que me subjugou! A Espiritualidade!

A Natureza, o Património, a História… fantásticos!

São João Paulo… sempre presente!

Mas o Povo, a força espiritual, a religiosidade pura e sincera, o modo simples e inteiro como viviam a Fé…não há palavras! Ler mais…