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Archive for the ‘Notícias’ Category

Peditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro começa na quinta-feira

Porque muitas das iniciativas que a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) organizava não puderam decorrer por causa da pandemia de covid-19, e porque o apoio aos doentes e famílias está muito mais dependente do peditório nacional, a LPCC apela à generosidade dos portugueses para o peditório nacional que arranca na próxima quinta-feira, dia 29 de outubro, e termina na segunda-feira, 2 de novembro.

Os voluntários que em Moimenta da Beira andarão no terreno, cumprirão, como se impõe, todas as medidas de proteção de modo a impedir o contágio por causa da pandemia.

— 

Rui Bondoso

(Gabinete de Comunicação)
Câmara Municipal de Moimenta da Beira
www.cm-moimenta.pt

Depressão Bárbara: Município de Lamego apela a cuidados redobrados

O Município de Lamego alerta que a depressão “Bárbara” vai atingir Portugal a partir de hoje, pelo que as condições meteorológicas vão agravar-se, trazendo chuva intensa e ventos fortes que podem chegar aos 100 km/hora. 
Por esta razão, apela a todos os cidadãos que adotem cuidados redobrados nas próximas horas e especial atenção nas zonas com risco de cheias e inundações rápidas em meio urbano.

O Município de Lamego alerta também para o piso rodoviário escorregadio e a eventual formação de lençóis de água, danos em estruturas montadas ou suspensas, possibilidade de queda de ramos ou árvores e deslizamentos de terra.
Na sequência do mau tempo, aconselha também a adoção de uma condução defensiva e os automobilistas a ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atentos para a possibilidade de queda de ramos e árvores.
O distrito de Viseu estará sob aviso laranja entre as 18h de hoje e as 03 horas de terça-feira, devido à previsão de chuva forte e persistente e vento forte.
O Município de Lamego, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, estará a acompanhar em permanência o evoluir da situação. 

Ricardo Pereira
Gabinete de Comunicação: ricardo.pereira@cm-lamego.pt
Câmara Municipal de Lamego
Av. Padre Alfredo Pinto Teixeira • 5100-150 Lamego
+351 254 609 600 • +351 969 528 766
geral@cm-lamego.pthttp://www.cm-lamego.pt
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A revolução liberal duzentos anos depois

No dia em que se assinalam 200 anos da revolução liberal, 24 de agosto, crónica do reverendo Pe. Joaquim Correia Duarte:

Muitos de nós conhecemos, na cidade do Porto, o “Campo 24 de Agosto”.

O nome pretende recordar e lembrar um dos grandes acontecimentos que marcaram para sempre a nossa história coletiva: a revolução liberal de 24 de Agosto de 1820.

O local, que antes se chamou Mijavelhas, Poço das Patas e Campo Grande, só foi batizado com este nome por edital da Câmara, em 1 de agosto de 1860.

Não foi aí que eclodiu a citada revolta, mas sim no Campo de Santo Ovídeo, hoje Praça da República.

Foi nesse dia e neste último local que a guarnição militar do Porto, doutrinada e impelida pelo Sinédrio, desembainhou as espadas e apontou os mosquetes, para proclamar extinto o antigo regime, absolutista, e implantado o novo regime, constitucional.

Pretendia-se ultrapassar a situação de um país pobre e devastado pelas invasões francesas, excluir da gestão do reino o domínio da Inglaterra na pessoa do General Beresford, fazer regressar a Portugal o rei ausente no Brasil, implementar no país o regime saído da revolução francesa, assentando teoricamente na igualdade de direitos de todos os cidadãos, na separação e na divisão de poderes – legislativo, executivo e judiciário – e tornando a lei, já não a vontade do soberano como no despotismo esclarecido, mas o resultado da vontade do povo, declarada e expressa pelos seus representantes nas Cortes.

Essa mudança de regime, que veio trazer a Portugal tantos oportunismos, tantos sofrimentos, tantas divisões e perseguições partidárias, tantos expatriados, e tantos prejuízos (basta referir a guerra civil que dividiu os portugueses ao longo de tantos anos, a extinção das ordens religiosas e a partilha dos seus bens pelos apaniguados do novo regime) trouxe também consigo as primeiras eleições para a escolha dos deputados às Cortes, em 1821, e a elaboração da primeira Constituição, no ano seguinte.

Por detrás de toda esta mudança, estavam as doutrinas iluministas do último quartel do século XVIII defendidas e propaladas pela maçonaria, e as ideias jacobinas trazidas pelas invasões francesas, difundidas entre os novos intelectuais em pasquins volantes, e discutidas nos cafés e nos botequins de vilas e cidades.

A presidir a tudo isto, e a mobilizar as tropas sem as quais nada lhes seria possível, estava o Sinédrio: um grupo de doze burgueses portuenses, a cujo movimento se aliaram alguns comandantes militares do norte, e ainda, D. Frei Francisco de São Luís, que veio a ser mais tarde patriarca de Lisboa, mais conhecido por Cardeal Saraiva.

Entre esses doze burgueses, havia um resendense, Manuel Borges Carneiro, de seu nome.

Nascido na Casa das Cotas, em Cimo de Resende, em 2 de novembro de 1774 e batizado na igreja da paróquia em 17 do mesmo mês, formou-se em Cânones em Coimbra e vivia no Porto nessa ocasião, já que, no início de 1820, fora nomeado Juiz Desembargador da Comarca da Relação do Porto.

Foi ele um dos grandes mentores da revolução liberal e também um dos grandes redatores da primeira Constituição Portuguesa, votada nas Cortes em 1821 e aprovada com a data de 23 de setembro de 1822.

Borges Carneiro era um dos deputados mais escutados nas assembleias das Cortes.

Um escritor italiano no exílio, presente em alguns debates, escreveu sobre ele: “Depois de Fernandes Tomás, levantou-se um orador mais alto em estatura do que ele, pouco rápido a falar, mas impetuoso, quase irresistível nas ideias. Ouvi então murmurar nas galerias o nome de Borges Carneiro. Esse deputado entusiasma frequentemente o auditório, porque as suas moções são sempre ousadas e vêm ao encontro das paixões populares”.

Infelizmente, o homem acabou por morrer cedo, e mal.

Com a ascensão de D. Miguel ao trono, foi preso em Lisboa em 15 de Agosto de 1828 e acabou por morrer de peste na Torre do Castelo de S. Julião da Barra cinco anos depois, apenas com 59 anos de vida, tendo sido sepultado na esplanada do mesmo castelo, como se de um simples animal se tratasse.

São assim as revoluções.

São assim as glórias deste mundo.

Passados duzentos anos, continua a haver na sociedade portuguesa integralistas, legitimistas, monárquicos e republicanos do coração.

O que importa é que todos nos respeitemos, que o país progrida, que todos vejam reconhecidos os seus direitos, que a ninguém falte o necessário, e que todos sejamos felizes.

Música: Vidas suspensas pela pandemia

Por Andreia Gonçalves

A música é a arte que inspira o mundo. E neste momento estamos privados de festas e romarias, de concertos e arraiais. A vida de muitos está suspensa e é por isso que o :Voz de Lamego foi perceber o que vai na alma das vozes daqueles que fariam das festas o seu sustento financeiro e realização pessoal até ao final do verão.

Tiago Sousa – vocalista

Vocalista dos “Império Douro”, músico e um dos fundadores dos “Guitarras D’ouro”.

Tudo parou mas eu consegui tirar pontos positivos mesmo dentro deste problema todo, tive tempo para compor, escrever, dedicar-me mais a fazer originais, também aproveitar pra estudar mais um pouco a guitarra.

Mas como é óbvio sinto falta do palco. Todo este cenário deixa- me um pouco triste, porque a música é uma arte que transporta muito sentimento para as pessoas quer na alegria quer na tristeza. E este tempo sem haver concertos deixa um vazio enorme.

Com as devidas regras e se toda a gente se proteger, corretamente, penso que as coisas poderão começar, novamente, a curto prazo, a andar. Não sabemos como vai ser o futuro mas temos de manter a esperança.

Márcio Pereira – cantor

Nos meses de março e abril a media seria de 13 concertos agendados. E de um dia para o outro a pandemia COVID-19 cancelou todos eles sem sequer estarmos à espera. Numa questão de horas, dias estes cancelamos propagaram-se para maio, junho, julho, agosto. E assim se perdeu a esperança de qualquer tipo de trabalho na área da música nesta época que se adivinhava tao rica na minha carreira.

Inicialmente a sensação foi de calma como se de umas ferias se tratasse. Mas rapidamente o sentimento passou a desespero. Tanto pela falta de dinheiro como por falta de trabalho, pois não se sabe quando poderei voltar á minha rotina normal.

No entanto foram saindo leis que nos dão alternativas ou soluções (dizem eles) mas não deixa de ser uma luz ao fundo do túnel. O segredo? Não desistir, persistir e acima de tudo readaptarmo-nos à nova realidade da forma mais profissional possível.  O futuro? É a questão mais incerta que tenho neste momento. Tudo pode acontecer como não acontecer.

Filipe Sequeira – Cantor, vocalista kmusic e locutor de rádio

A pandemia veio prejudicar completamente o meio artístico. Um ano que prometia ser dos melhores, mas do dia pra noite, conseguiu ser dos piores. Ficamos todos sem trabalho, investimentos que ficaram sem efeitos, e tudo o que preparamos para este ano foi em vão.

Mesmo com todas essas dificuldades, eu continuei a trabalhar, e 2020, será dos anos especiais. Já me encontro em estúdio, com o José Carlos Monteiro, a gravar os meus primeiros singles. Com parceria do Zezito, onde já lançamos dois temas em conjunto, até um deles, gravamos um vídeo-clip na cidade de lamego.

Não será a pandemia que me irá assustar, porque tenho esperança, que para o ano, podermos voltar aos palcos e mostrar a nossa boa disposição. E dar ao público o carinho que nos merece. Sempre foi assim, e continuará a ser. Até porque a esperança é sempre a última a morrer.

Fábio Abrunhosa – Banda SPS – técnico de som

Depois que começou esta pandemia, vi tudo a ser adiado, todos os espetáculos que tinha.  Mas com o passar do tempo, os espetáculos foram mesmo, cancelados, é claro não sabia quando isto acabaria….

Em termos financeiros, aquele extra que estava à espera e que já tinha destino, desapareceu.

Depois há́ a outra parte que é não pode mos estar juntos, pois tivemos muito tempo em confinamento.

Agora já́ é um bocadinho diferente.

A vida “artística”, não é só́ espetáculos!

É o convívio, o publico, a adrenalina, a confusão, a pressa para ter tudo pronto.

E que agora não se sente há́, sensivelmente, 4 meses.

Rúben Rodrigues – Empresário e técnico de som Grupo Arkádia

De facto, fora os espetáculos que representam 60% a 80% do meu suporte financeiro tenho um pequeno espaço comercial ligado, também, à música…  Resumindo, em poucas palavras, fui afetado em 100%.

Pois, não há espetáculos, não há vendas, não há “som” para fazer, parei completamente, sendo empresário em nome individual, nem ajudas sequer foi possível ou existem sequer.

 Com esta pandemia fiquei sem espetáculos e sem vendas, pois não se consegue vender nem instrumentos nem acessórios não havendo “música”… é isto reduzido ao que estamos neste momento a passar.

Contudo sempre com esperança que dias melhores virão e que o mais breve possível se consiga recompor tudo…

in Voz de Lamego, ano 90/33, n.º 4568, 14 de julho de 2020

Dia Mundial da Saúde da Mulher

No Dia Mundial da Saúde da Mulher, que se assinala no próximo dia 28 de maio, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) relembra a prevalência da dor crónica nas mulheres que, apesar dos elevados números, permanecem subdiagnosticadas e sem tratamento adequado às suas necessidades.

Na Europa e em Portugal verifica-se que a dor crónica é mais prevalente no sexo feminino. Isto deve-se, sobretudo, ao facto de estar associada a condições ou doenças que são mais frequentes nas mulheres que advém da própria gravidez ou desencadeadas por infeções ou outras doenças.

“Neste Dia Mundial da Saúde da Mulher é fundamental compreender que existe uma necessidade urgente no acesso ao tratamento e gestão da dor das mulheres para que estas possam melhor a sua saúde e qualidade de vida”, afirma Dra. Ana Pedro, Presidente da APED.

Entre os tipos de dor que afetam o género feminino e que têm um impacto significativo na sua qualidade de vida, destaca-se a dor ginecológica, uma dor sentida na região pélvica ou sacrolombar, cuja intensidade, duração e localização é variável de pessoa para pessoa e que é um dos motivos mais frequentes das consultas ginecológicas.

Esta pode caracterizar-se por dor pélvica crónica, dismenorreia, doença inflamatória pélvica e síndrome pré-menstrual.

•           A dor pélvica afeta mais as mulheres do que os homens porque o organismo destas está sujeito a mais alterações, como mudanças hormonais cíclicas, alterações durante a gravidez, o stress psicossocial, outras modificações durante e depois da gravidez e os ajustes que ocorrem durante a menopausa.

•           A dismenorreia, por sua vez, afeta entre 16 a 91% das mulheres férteis e é uma dor pélvica mais intensa do que o mal-estar que acontece habitualmente durante a menstruação.

•           A doença inflamatória pélvica ocorre quando microrganismos patogénicos, habitualmente de transmissão sexual, atravessam as barreiras naturais da vagina e o colo do útero e chegam à cavidade uterina, causando endometrite (infeção do endométrio), salpingite (infeção das trompas de Falópio) e abcessos tubo-ováricos.

•           A síndrome pré-menstrual afeta entre 30 a 40% das mulheres em idade reprodutiva e ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual, ou seja, 14 dias antes da menstruação.

Também na gravidez, o corpo da mulher passa por muitas alterações físicas e, consequentemente, podem ocorrer dores localizadas ou generalizadas, que aparecem e desaparecem, ou que podem persistir ao longo de toda a gestação. A maioria destas dores são fisiológicas e surgem na sequência da própria gravidez. Mas outras dores podem ser patológicas e desencadeadas por infeções ou doenças causadas, ou não, pela gravidez. As dores mais habituais são as cefaleias, dor na parte inferior do abdómen ou virilhas, dor de costas, dor e mal-estar nas pernas e nos pés, dor mamária e dor uterina.

A fibromialgia, em que 80 a 90% dos casos diagnosticados são mulheres, a lombalgia, a artrite reumatoide, a osteoartrose, a disfunção da articulação temporomandibular e as cefaleias são também muito prevalentes na população feminina.

Sobre a APED

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem como objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor em Portugal, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela International Association for the Study of Pain e pela Organização Mundial de Saúde. Para mais informações: www.aped-dor.org.

Para mais informações, contacte:

ATREVIA Lisboa

Tel. 21 324 02 27 | M. 914 027 303; 914 027 327

Maria João Serra, mmoreira@atrevia.com

Carina Monteiro, cmonteiro@atrevia.com

Marta Ribeiro, mribeiro@atrevia.com

Há outros vírus a combater…

Utente recuperada no Lar de Idosos da Misericórdia de Lamego 


A Santa Casa da Misericórdia de Lamego registou esta quinta-feira, dia 30, o primeiro caso de recuperação de COVID-19 num utente do Lar de Idosos de Arneirós. Após ter testado positivo ao novo coronavírus, a mulher, de 88 anos, permaneceu em isolamento numa ala desta estrutura residencial reservada às pessoas infetadas, período durante o qual a sua situação clínica manteve-se estável.
“É uma notícia que nos deixa muito animados, enquanto aguardamos que nos próximos dias os restantes casos efetuem novos testes de despistagem. Quero mais uma vez reafirmar que a Misericórdia de Lamego está a envidar todos os esforços para salvaguardar a saúde dos nossos idosos e dos nossos colaboradores”, afirma o Provedor António Marques Luís.
Na fase inicial do processo de contaminação do Lar de Idosos de Arneirós, treze utentes e dois profissionais testaram positivo à COVID-19.

RICARDO PEREIRA

Assessor de Imprensa, Santa Casa da Misericórdia de Lamego

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COVID-19 – EMERGÊNCIA SOCIAL – Cáritas Portuguesa

  • Cáritas Portuguesa abre resposta de emergência social
  • 130 mil euros para apoio na aquisição de alimentos e bens essenciais a 2 000 pessoas

A Cáritas e a Igreja Católica não fecharam portas e estão comprometidas com a procura de soluções.
Face à emergência sanitária, a rede Cáritas em Portugal assumiu, em primeiro lugar, a preocupação de manter ativos todos os serviços essenciais à população implementando medidas de autoproteção nas respostas onde os utentes estão presentes e sem retaguarda familiar.

Hoje a Cáritas Portuguesa dá início a uma nova etapa na resposta à emergência social. A Cáritas Portuguesa disponibiliza uma verba de apoio às Cáritas Diocesanas que identificaram, neste momento, como principal dificuldade o acesso a bens alimentares. O atual programa de apoio terá um orçamento de 130.000,00€, proveniente de fundos próprios da Cáritas Portuguesa, dividido da seguinte forma: 100.000,00 € para vales e 30.000,00 € para apoios a situações pontuais urgentes. Este Programa de Resposta Social irá funcionar através da atribuição de vales de aquisição que permitam acesso de forma imediata a alimentos e bens essenciais.

“Acreditamos estar, desta forma, a dar um sinal à sociedade de que estamos atentos às suas dificuldades e poderemos apoiar a nossa rede agilizando a logística e a segurança das Cáritas Diocesanas no apoio às pessoas que as procuram e, ao mesmo tempo, a salvaguarda a dignidade, autonomia e privacidade dos beneficiários.” Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

A rede nacional Cáritas irá continuar a trabalhar para que todos os que estão em situação de maior vulnerabilidade tenham condições para uma subsistência com dignidade. A preocupação da Cáritas é proteger a dignidade das pessoas mais vulneráveis e garantir que tudo é feito para que estas possam recuperar a sua vida ou redesenhar o seu caminho.

“É um trabalho que nenhuma organização faz de forma isolada. Apoiamos as famílias em complementaridade com aquilo que é feito pelas autoridades nacionais e locais, bem como outras entidades, através de respostas de apoio social.

Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

Desde o início da atual crise provocada pela propagação do novo Coronavírus – COVID-19, que as 20 Cáritas Diocesanas sentem um aumento na procura de ajuda em cinco grupos considerados de apoio prioritário: população sénior, famílias e crianças em situação de vulnerabilidade, pessoas em situação de sem-abrigo, reclusos ou ex-reclusos em situação de inserção, migrantes em situação de vulnerabilidade social. Estima-se que esta medida chegue a 2 000 pessoas em todo o país.

A rede nacional Cáritas dá, anualmente, resposta a cerca de 100 mil pessoas no atendimento nacional e 40 mil pessoa em respostas sociais. Á maior preocupação é não deixar ninguém para trás!

Márcia Carvalho | marciacarvalho@caritas.pt

Entrevista de Andreia Gonçalves a Catarina Narciso, Mrs. Portugal

“PARA MIM O NATAL SIGNIFICA FAMÍLIA”

Entrevista conduzida por Andreia Gonçalves

A Miss Viseu 2019, Catarina Narciso, de 27 anos, foi eleita, no início deste mês, na Gala Final da Miss Queen Portugal “Mrs. Portugal”. Foi um presente de Natal antecipado?

Sem dúvida. Foi o melhor presente que me poderiam dar! Será algo que ficará para sempre na minha memória.

A Catarina é açoriana e vem ganhar um concurso de beleza a Viseu. Como surgiu esta oportunidade?

Sou natural dos Açores, vim para Coimbra tirar a minha licenciatura e no seguimento do estágio vim para Viseu, durante um mês, e foi uma cidade que me cativou desde o primeiro momento. Para além disso, o amor da minha vida é de Viseu e algumas das minhas melhores amigas. Após terminar o curso ainda fui um ano para os Açores, no entanto tinha deixado uma parte de mim em Viseu. Lutei, regressei e com o incentivo do Diretor do Grupo Peixoto, Nuno Peixoto, decidi inscrever-me no concurso Miss Viseu 2019. Acabei por ganhar o título e assim realizei um sonho de menina. tornar um sonho em realidade.

Quais são as expectativas da nossa Mrs. Queen Portugal para a representação que fará do nosso País, no próximo ano, na Malásia?

As expectativas são muito altas, pois para alem de querer superar-me quero honrar o nosso país, a minha cidade e todas as pessoas que confiaram e confiam no meu trabalho. Acho que essa é a melhor forma de agradecimento a todas as pessoas que me apoiam diariamente. Quero por isso vencer e trazer para Portugal, e mais concretamente para Viseu, um motivo de orgulho.

Qual é o seu objetivo mais ambicioso para a carreira de modelo?

Neste momento já estou a realizar um dos meus objetivos, que era conseguir ganhar um título que me levasse a poder representar Portugal, internacionalmente. A partir daí um dos principais objetivos é ficar bem classificada e conseguir levar Portugal o mais longe possível. Outro objetivo pessoal é poder ser a Voz das Mulheres e poder representar a nossa força e capacidade de luta.

Certamente que tem princípios que a guiam neste percurso. O que pode aconselhar a jovens que sonham com o difícil mundo da moda?

Antes de mais gostava de explicar a diferença entre ser Miss e ser modelo de passerelle. Apesar de haver uma associação entre ambas, o conceito e o objetivo são distintos. De forma abreviada, uma modelo “utiliza” o seu corpo e o seu desfile para dar visibilidade a uma marca, um produto. Já uma Miss, “utiliza” a sua visibilidade, a sua voz, a sua postura, conhecimentos, entre outros para tornar este um mundo melhor. A busca pela Mulher que possa servir como referência na sociedade atual em campos diversos tais como defesa ambiental, das causas sociais e da promoção da saúde. A Embaixadora Portuguesa em todo o Mundo. Dito isto, para além de gostar mesmo muito deste mundo e de tudo que o envolve, o facto de podermos aplicar a nossa “Beleza pelo Bem” torna-o ainda mais especial, poder representar a Mulher, a sua força, é um orgulho para mim. Eu aconselho a todas as meninas que tenham o sonho de serem a cara e a voz de uma causa, a deixarem o medo de lado e a inscreverem-se, por exemplo no concurso Miss Viseu 2020, cujas inscrições já estão abertas. Aproveito para lhes dizer sejam fortes e acreditem que é possível tornar todos os nossos sonhos realidade.

Quem lhe dá a maior motivação para continuar, com garra e determinação, neste percurso?

A minha família é essencial, o meu companheiro, os meus amigos e a minha agência, Grupo Peixoto. São pessoas que me motivam imenso e que me ajudam a ter confiança fazendo com que acredite que tudo é possível. Devo dizer que ter o apoio de pessoas que não me conhecem pessoalmente, também me motiva. Encoraja-me receber mensagens das pessoas com palavras simpáticas e de incentivo.

Como estamos nesta época tão especial. Qual é o significado do Natal para si?

Para mim o natal significa família, acima de tudo. Estar com a minha família, estarmos todos juntos e criarmos momentos para a posterioridade. A vida passa demasiado rápida e se não aproveitarmos esses momentos, mas tarde iremos arrepender-nos.

Qual foi o presente de Natal que mais gostou de receber, quando era criança?

Um presente em específico não tenho, pois tanto eu como a minha irmã nunca fomos de pedir muito e ficávamos felizes por qualquer coisa que nos dessem. Da infância o que mais recordo, e o que mais gostávamos, era de ouvir o sininho do Pai Natal, pois aí sabíamos que “ele” estava em nossa casa a deixar as nossas prendinhas.

O que faz parte da sua tradicional ceia de Natal?

O camarão e o bacalhau não pode faltar, no entanto não gosto de bacalhau e então fazem sempre um “prato especial” para mim, que costuma ser lombo assado com batata-doce. A minha avó é apaixonada pela arte de cozinhar, então temos uma mesa sempre muito bem recheada. Ter os meus sobrinhos pequenos torna a noite de natal ainda mais mágica, pois “obriga-nos” a criar o ambiente para a chegada do Pai Natal. É para mim uma noite muito feliz.

Imagine que tinha o poder de cuidar do nosso País por um ano. Quais seriam os seus raios de ação e porquê?

Na minha opinião, pequenos gestos fazem a diferença!

A base de tudo está na Educação, é fundamental ensinar as crianças a cuidar do nosso planeta,

nomeadamente, a reciclar, a não deitar lixo para o chão. Campanhas de sensibilização, organizar grupos para limpar praias, florestas, criar mais pontos com ecopontos, fornecer a todos os residentes caixotes de lixo de reciclagem. Acredito que desta forma não haveria desculpas para não reciclar. Poderíamos também criar alternativas ao plástico, algo que já estamos a fazer, o caso do uso de sacos de pano, garrafas reutilizáveis, entre outros, mas com mais força, ainda.

Contudo e devido ao fator do nosso país ser muito afetado pelos incêndios, é importante, na minha opinião, investir na plantação de árvores e claro tendo sempre em conta as espécies mais recomendadas para o determinado solo que será reflorestado, bem como, a identificação do clima e altitude. Mas se cada um de nós pensar nos seus atos e corrigir algo que está a fazer de forma incorreta, acredito que já estaremos a fazer a diferença, pois somos uma comunidade e cada um de nós, fazendo o seu papel, terá um futuro melhor.

in Voz de Lamego, ano 90/04, n.º 4539, 17 de dezembro de 2019

Falecimento da Irmã do Pe. Manuel Abrunhosa

Na Sua infinita e benevolente Misericórdia, o Senhor da Vida chamou à Sua presença, no regresso à Casa Paterna, a irmã do reverendo Padre Manuel Adelino Abrunhosa, Pároco in solidum de Santo Adrião de Cabaços e São João Baptista de Moimenta da Beira; Administrador Paroquial do Santíssimo Salvador de Pereiros, de Santa Catarina de Valongo dos Azeites e de São Bartolomeu de Vilarouco; Assistente da Ação Católica, a senhora D. Aida Abrunhosa.

O Senhor Bispo, em seu nome e do presbitério da Diocese de Lamego, a que preside, manifesta as maiores condolências, unindo-se em oração com os familiares, especialmente com o Padre Manuel Abrunhosa, e, na oração, confia esta nossa irmã ao amor de Deus, na eternidade, na esperança da ressurreição em Cristo Jesus.

Funeral na terça-feira, 22 de outubro, em Poço do Canto, pelas 14h30.

Deus lhe conceda o prémio dos justos.