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Archive for the ‘Museu Diocesano de Lamego’ Category

FRAGMENTOS MEDIEVAIS: Vestígios do canto hispânico

Estas palavras foram título para se dar a conhecer nas páginas do nosso jornal uma preciosidade cultural, o exemplar único de um códice existente no Arquivo Diocesano de Lamego, documento que ali chegou como capa de um livro de registo de casamentos, algures na Diocese.

O comunicado/avisopara uma presença no acto de uma apresentação e explicação do que o documento representa não era bastante «chamativo» para essa presença, sobretudo uma presença numerosa na sessão que o explicou e deu a conhecer numa das salas de exposição do Museu Diocesano.

E no dia 20 de Abril não era realmente numeroso o grupo que ali marcou presença, para ouvir a Dra. Raquel Rojo Carrilo, venezuelana, que integra um grupo de estudiosos, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, que se dedica ao estudo de verdadeiras preciosidades histórico-culturais que se vão encontrando. E uma foi encontrada, por acaso ou sorte, no Arquivo Diocesano de Lamego. Ler mais…

Transumância: a sua última rota

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O tema parecia condenado a um fracasso, mesmo depois de uma exposição no Museu Diocesano de Lamego, propaganda feita em desdobráveis, palavras sobre o tema, mas… ele tinha desaparecido com o tempo e a memória dos homens parece muito curta. Assim não pensou Albino José Poças, que em Castro Daire procura reavivar uma memória que fala de rebanhos que vinham de longe, ou para longe se dirigiam, à procura de melhores pastos, quando estes faltavam no seu ambiente natural.

Imagens, música e palavras juntaram-se e um belo sarau foi realizado e bem conseguido no Auditório do Museu Diocesano, em Lamego; as imagens iam aparecendo projectadas no «écran», a música, toda ela de carácter tão simples como belo, ressoou aos ouvidos dos presentes, privilegiando o tema da ovelha ou do cordeirinho, se bem que um poema de Fausto José sobre o Doiro e musicado pelo P.e Dr. Marcos Alvim fosse o tema de abertura, depois de uma entrada do Grupo do Coro da Universidade Sénior, sob a regência do seu Maestro, José Resende; foi este Coro que preencheu a primeira parte musical do Sarau, mas o «Cordeirinho Branco», com  letra de Fausto José e música do P.e Marcos Alvim, depressa entrou no ouvido dos presentes, bem como outras peças musicais, a que sucedeu a voz e a guitarra do P.e Marcos, onde um pequeno poema e música inéditos foram logo assimilados pelos presentes.

À palavra inicial de apresentação do P.e Dr. João Carlos juntou-se a de Albino Poças, o grande entusiasta do tema da Transumância, que nos deu a conhecer muitos dos meandros de que se ouvia falar, mas que se ignorava nas suas raízes e razões de ser. Tema antigo que não se limitava a rebanhos de ovelhas que vinham de longe para a Serra do Montemuro, pois se estendia ao gado bovino e num movimento que era um vai-vém, de harmonia com as necessidades de alimentação de bovinos ou ovelhas.

Só que os milhares de ovelhas, mais visíveis do que as pachorrentas vacas, foram rareando por vários motivos até que, em finais do século passado, teve lugar a «última rota», a que deu lugar ao trabalho agora desenvolvido por Albino Poças e que ele pretende reorganizar no espaço restrito de Castro Daire, juntando rebanhos ainda existentes na zona, dando lugar a um evento já conhecido além fronteiras e que se realiza em finais de Julho, para o qual teve a gentileza de convidar os presentes.

As suas palavras provocaram o interesse, que não só curiosidade, dos presentes que fizeram perguntas e desfizeram dúvidas, mesmo as que dizem respeito ao «lobo mau», que não podia faltar em temas de conversa e diálogo sobre cordeiros, ovelhas e rebanhos, a «pastorinha por ele comida e… aparecida viva no dia seguinte»; jornais do tempo, à mistura com as notícias dadas e desmentidas, mas que ainda hoje fazem parte das nossas histórias à volta de cordeiros e ovelhas, rebanhos e pastores, onde não pode faltar o tal «lobo mau», que até aparecia e assaltava ovelhas e cabras no meu pátrio Douro, onde os rebanhos não abundavam, mas onde uns e outros eram bem conhecidos.

E com o poema e música do «Cordeirinho branco de macio arminho, perfumado em rosas e a rosmaninho…» se encerrou o sarau que encantou pela sua beleza, leveza e, também, conhecimentos que nem sempre aparecem em momentos de verdadeira riqueza cultural como este. Encerrou o sarau o P.e Dr. Joaquim Rebelo, Vigário-Geral da diocese, e deixou um «obrigado» aos responsáveis e participantes no Sarau.

E agora, amigo leitor, se ainda a não fez, faça uma visita à Exposição patente no Museu Diocesano da Lamego, frente à Sé; há-de gostar, como eu gostei.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 87/04, n.º 4389, 29 de novembro de 2016

Paróquia de Souselo no Museu Diocesano

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No passado sábado, 16 de Julho, o Museu Diocesano de Lamego acolheu o Sr. Pe António de Almeida Morgado, juntamente com um grupo de cerca de 60 pessoas da Paróquia de Souselo para desfrutarem de uma visita guiada, com a nova estagiária do Museu Diocesano, Letícia Branco, às três exposições que o compõem.

Primeiramente, visitaram a exposição “Oração e Misericórdia” sendo que esta está dividida em 3 módulos: Paramentaria (com os principais paramentos que se usam na liturgia e que mostram as diferentes funções litúrgicas), Oração (composta por objetos litúrgicos com que se celebra na Igreja) e Misericórdia (constituída por santos que praticaram o evangelho nas suas vidas).

Em seguida tiveram a oportunidade de conhecer a exposição temporária de Ana Teixeira, pintora e fotógrafa natural de Lamego, intitulada, “Romarias aqui no coração da vida”,com temas de várias Romarias que esta foi fazendo ao longo da sua vida, tais como “Festa de Nossa Senhora dos Remédios”, “Senhor da Boa Morte”, “Nossa Senhora do Almurtão”, “Romaria a Cavalo”, entre outras.

Para finalizar a visita ao Museu Diocesano de Lamego, desfrutaram de uma visita guiada à exposição“Iconóstase”, com peças doadas por Mons. Arnaldo Cardoso. Esta exposição é composta por ícones, provenientes de vários países que integravam a antiga União Soviética, sendo que os temas dos ícones incidem sobretudo sobre a Trindade, a Virgem, os Anjos e os Santos. O motivo mais presente nesta exposição é o Pantocrator (omnipotente), representando Cristo e pretendendo combater a heresia ariana segundo a qual o Filho seria inferior ao Pai.

Após a visita ao Museu, seguiram para a Sé de Lamego para poderem ver a continuação da exposição “Oração e Misericórdia” que se encontra no coro alto, onde se encontram as 14 Obras de Misericórdia, pinturas incorporadas no cadeiral, de estilo barroco, do século XVIII.

Letícia Branco, in Voz de Lamego, ano 86/36, n.º 4372, 19 de julho de 2016

Exposição no Museu Diocesano: Romarias AQUI no Coração da Vida

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No passado dia 25 o Museu Diocesano inaugurou a exposição “Romarias AQUI no Coração da Vida” da autoria da artista Ana Teixeira, natural de Lamego, filha do falecido Professor Teixeira, ilustre lamecense, a quem a filha quis homenagear pelo seu testemunho de fé, como regista na dedicatória que abre o catálogo da exposição.

O evento teve a parceria do Museu Diocesano, da Câmara Municipal de Lamego e do Núcleo do Porto da Associação de Antigos Estudantes de Lamego. Pelas 11h30 o Teatro Ribeiro Conceição acolheu os participantes para uma sessão solene onde usou da palavra o Dr. José Manuel Pinheiro da Mota, em nome da associação dos antigos estudantes, para dar as boas vindas aos presentes e saudar a Mesa de Honra composta pelo Sr. D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego, a Srª Vereadora da Cultura, Drª Andrea Santiago, o director do Museu Diocesano e o Doutor Agostinho Ribeiro, director do Museu Grão Vasco que proferiu uma brilhante palestra sobre “ O Sagrado e o profano no património edificado e artístico de Lamego.” Encerrou a sessão o Sr. D. Jacinto para homenagear o Professor Teixeira, relatando episódios da relação pessoal que manteve com o homenageado, que conheceu desde este presidiu ao júri do seu exame da antiga “Quarta Classe”.

De seguida, no Museu Diocesano, procedeu-se à inauguração da exposição, onde depois das palavras de acolhimento do director, Ana Teixeira apresentou as peças, expôs as motivações da temática, da escolha do local, da fé que recebeu do seu pai e das recordações da infância associadas à romaria de Nossa senhora dos Remédios. Agradeceu aos autores dos textos do catálogo, fazendo uma referência especial às homilias do Sr. D. António Couto na Festa de Nossa Senhora dos Remédios.

A mostra apresenta fotomontagens das romarias do Senhor da Boa Morte; de Nossa Senhora de Alcamé; de Nossa Senhora do Almurtão; de Nossa Senhora da Atalaia; de Nossa Senhora da Boa Viagem; da Romaria a Cavalo e, com particular destaque, de Nossa Senhora dos Remédios.

Neste ano jubilar em que as peregrinações e as romarias encontram um significado particular, foi gratificante acolher, no dia seguinte, um conjunto de 80 peregrinos da paróquia de São Tiago de Sande, conduzidos pelo seu Pároco que vindos a pé em romagem à Porta Santa da Catedral, visitaram as exposições do Museu Diocesano como preparação próxima para a entrada na porta jubilar. A mostra está patente ao público até ao dia 11 de Setembro, todos são bem-vindos e acolhidos com alegria como peregrinos que somos, aqui, no coração da vida.

Director do Museu Diocesano de Lamego,

in Voz de Lamego, ano 86/33, n.º 4369, 28 de junho de 2016

Museu Diocesano: a MEMÓRIA DOS DIAS

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No fim-de-semana passado, o Museu Diocesano, acolheu mais uma exposição de pintura, desta vez do pintor António de Matos Ferreira, residente na Lousã. “ Voltar a olhar os quadros de deMatos é como regressar à infância que não foi nossa, ou ao lugar onde a utopia se desmoronou.(…) A sua escola, ganhou-a insistindo, repetindo, alterando, destruindo, reconstruindotrabalho solitário, onde aprendeu a conviver dentro de si, com a arte.” – Carlos Carranca, catálogo da exposição.

Depois de ter passado pela mesma sala deste Museu, a exposição de fotografia Mutações (I) do autor Fausto Marsol, este ao apreciar muito o espaço, foi o elo de ligação entre deMatos e o Museu Diocesano, sendo ele a propor ao pintor a vinda a Lamego para expor algumas das suas obras. DeMatos sem hesitação e com confiança aceitou este desafio.

Foi esta a origem desta exposição “A Memória dos Dias”, título sugerido pelo pintor deMatos explicando que existem quadros pintados antes e depois de problemas de saúde graves que o afectaram de tal forma que ele quis fazer “memória”.

Pela primeira vez desde a sua inauguração, este Museu tem patente uma exposição que teve uma pré-inauguração e uma inauguração oficial e poder-se-á afirmar que foi um sucesso.

A pré-inauguração foi no dia 6, sexta-feira, integrada nas “Tertúlias Gastronómicas – conversas ao redor da mesa”, organizadas pela Confraria Gastronómica de Lamego, pelas 18horas, onde os convidados e participantes puderam disfrutar dos belíssimos quadros expostos. Pelas 20horas seguiu-se um jantar onde o convívio e a fraternidade se fez sentir entre os participantes e confrades de várias confrarias. Enquadrado com as “conversas ao redor da mesa” e como não só de alimentos se sustenta o corpo, Fausto Marsol com o seu saber de escrita e culinária deixou os presentes presos às suas palavras, seguindo-se deMatos, fazendo também uma ligação entre a pintura e a gastronomia.

Já no dia seguinte, sábado dia sete, foi então inaugurada a exposição com abertura ao público em geral. Esteve presente nesta inauguração o Sr. José Redondo, administrador da empresa do Licor Beirão, que patrocinou o catalogo da exposição, onde antes de se subir à sala da exposição, utilizou o auditório do Museu e numa pequena palestra acerca do “Licor de Portugal” criou água na boca para saborear aquele delicioso licor, que foi servido, aquando da tão aguardada abertura.

Esta exposição estará patente ao público no Museu Diocesano até ao dia 7 de junho, juntamente com as exposições “Iconóstase” e “Oração e Misericórdia”.

Aguardamos a sua visita.

Wilson Teixeira, in Voz de Lamego, ano 86/23, n.º 4362, 10 de maio de 2016

MEMÓRIAS DE TIMOR EM LAMEGO | Exposição

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Até 31 de maio…

O Museu de Lamego e o Museu Diocesano de Lamego inauguraram este sábado, 2 de maio, mais uma exposição ao abrigo do projeto [EM]COMUM. “Memórias de Timor em Lamego” constitui uma oportunidade de viajar pelo artesanato tradicional timorense e por um conjunto de peças habitualmente conservadas nas reservas do Museu de Lamego.

Durante a cerimónia de inauguração, que contou com a presença do coordenador da exposição e técnico do Museu de Lamego, José Pessoa, do Diretor do Arquivo-Museu Diocesano, Pe. João Carlos Morgado e de Artur Pombinho, da Associação dos Amigos do Povo de Timor Lorosae de Lamego, foi unanimemente recordado o lamecense Mário Lemos Pires, General e último governador português de Timor Leste, a quem se deve, em última instância, esta exposição, pela doação ao Museu de Lamego de uma réplica miniatural em filigrana de prata da casa tradicional de Lospalos pela sua viúva em 2012.

Desde então, anualmente, o Museu de Lamego assume o compromisso de expor esta peça por ocasião do aniversário da independência de Timor.

Em 2015, juntam-se à Casa de Lospalos doações mais antigas, estas feitas por “um homem deslumbrado pela beleza oriental”, o Comandante Humberto Leitão, como destacaram os presentes. Mais uma vez, os agradecimentos também se direcionaram para a família Mascaranhas Gaivão que voltou a abrir as portas da sua coleção particular e a partilhar com o público as suas próprias memórias.

Todos os contributos reunidos dão origem a “Memórias de Timor em Lamego”, patente até dia 31 de maio, no Museu Diocesano de Lamego.

in Voz de Lamego, n.º 4312, ano 85/25, de 5 de maio de 2015

ENCONTRO DE COROS

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“Quem bem canta, duas vezes reza” (Stº. Agostinho)

ENCONTRO DE COROS

Decorreu, no dia 31 de Março de 2015, na Catedral de Lamego, em plena Semana Santa, um Encontro de Coros Litúrgicos, organizado pelo Departamento Diocesano de Música Sacra.00

Participaram neste encontro quatro Coros:

– Grupo Coral da Paróquia de S. Pedro de Castro Daire;

– Grupo Coral da Paróquia de Santíssimo Salvador de Resende;

– Grupo Coral da Universidade Sénior Jerónimo Cardoso-Lamego;

– Coro da Catedral de Lamego.

O acolhimento aos participantes aconteceu no Museu Diocesano, com uma palavra de boas vindas proferida pelo Pe. João Carlos, Pró Vigário Geral.

De seguida todos se dirigiram para a Sé, que estava repleta de gente, para escutar as vozes daqueles que louvam a Deus cantando.

O responsável do Departamento Diocesano de Música Sacra, Pe. Marcos Alvim, na palavra de abertura, falou da importância do canto litúrgico e agradeceu a presença de todos.

Cada coro cantou quatro cânticos de natureza litúrgica.

A palavra final foi dirigida pelo Pe. Joaquim Dias Rebelo, Vigário Geral, que se congratulou com a iniciativa, felicitando organizadores e participantes.

No final, todos os elementos cantaram um cântico em conjunto, cuja partitura fora previamente enviada aos diretores de coro para os devidos ensaios.

O objetivo destes encontros é aumentar a partilha e a aproximação entre pessoas que professam a mesma fé e aumentar competências na transmissão da Palavra de Deus pela música e pelo canto.

in Voz de Lamego, n.º 4308, ano 85/21, de 7 de abril de 2015