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Archive for the ‘Liturgia’ Category

Acólitos da Sé de Lamego na Peregrinação Nacional

Foi um dia de festa e  reencontro o que viveram os acólitos da paróquia da Sé a 1 de Maio.

Reencontro com a Sra de Fátima e os milhares de acólitos portugueses que se reuniram no local que Ela escolheu para nos visitar. Foi a Peregrinação Anual dos Acólitos Portugueses.

São Pedro brindou-nos com um dia de sol, mas não muito quente, perfeito quer para a viagem quer para as atividades realizadas no recinto.

Após uma viagem animada em que a conversa nos aproximou mais como irmãos e amigos e afastou os últimos vestígios de sono, chegamos ao centro Paulo VI tinha justamente sido iniciado o acolhimento e animação – com cânticos e anedotas fomos ficando todos super animados e respondemos entusiasticamente á chamada pelas nossas dioceses ( o grupo da Sé foi um digno representante da diocese de Lamego, mas esperamos ter a companhia de muitas mais paróquias em próximas peregrinações…). Ler mais…

FIDELIDADE E TESTEMUNHO | Editorial Voz de Lamego | 27.03.2018

FIDELIDADE E TESTEMUNHO

A Semana Santa começa com a celebração do Domingo de Ramos e termina na noite pascal, dando-nos a oportunidade de comemorar a refeição da Ceia, a Paixão de Cristo e a sua morte na Cruz. E com a festa da Páscoa, que celebra a Ressurreição, estes dias formam o núcleo central de todo o ano litúrgico.

Nas nossas comunidades cristãs, mais ou menos numerosas, organizam-se as celebrações, preparam-se os espaços, multiplicam-se os convites, alarga-se a participação, acolhem-se familiares e amigos que vêm “passar a Páscoa”, aumenta o ritmo, cumprem-se as tradições …

Há a vida de tantos que se manifesta e observa, mas há, sobretudo, a vida de Alguém que se celebra. É verdade que o sofrimento, a injustiça, a tristeza e a morte estão presentes, mas somos testemunhas da alegria, do serviço, da verdade e da vida que Jesus Cristo protagoniza. Há um caminho marcado por estações (paragens) diversas, mas há, antes de tudo, a meta da eternidade, à luz da qual tudo adquire sentido.

Viver os dias e celebrar os acontecimentos da Semana Santa com os olhos na Ressurreição é sinónimo de seguimento de Jesus Cristo e de disponibilidade para assumir a vida de todos os dias, apesar das contrariedades.

O Papa Francisco afirmou um dia que a Igreja precisa de membros decididos no seguimento e audazes no testemunho, mais do que “cristãos de pastelaria”, disponíveis apenas para momentos sem dor ou vivências não contrariadas. Não duvidamos que viver definitivamente com o Senhor será a tal “pastelaria eterna” que todos anseiam, mas tal não se atinge sem provas de fidelidade, quando as “estações” também trazem desencontros, injustiças, perseguições, insucessos ou exigem contrariar o comodismo e a facilidade.

A festa espera-nos, mas não há verdadeira alegria sem ultrapassar a dor.

Pe, Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/17, n.º 4454, 27 de março de 2018

PROXIMIDADE – AUTORIDADE | Editorial Voz de Lamego | 13-03-2018

PROXIMIDADE – AUTORIDADE

Na próxima segunda-feira, dia 19, evocamos a figura de S. José, patrono da Igreja universal, e celebramos o Dia do Pai, atendendo a que José foi o escolhido por Deus para guiar o Filho segundo a carne, na caminhada da Sua humanidade.

A propósito, os bispos portugueses dirigiram uma mensagem de saudação a todos os pais, enaltecendo a sua missão e agradecendo todo o empenho na tarefa, nem sempre fácil, de educadores. E apontam a proximidade como forma de concretizarem a missão com doçura e firmeza. Porque é preciso estar perto para escutar, ver, ajudar, acompanhar, ensinar, corrigir, testemunhar…

A figura do pai é desconsiderada em certos ambientes, originando uma crise que abrange jovens criados em famílias monoparentais e em lares divididos, e que é motivada por pais ausentes, desqualificados, que se comportam como “irmãos mais velhos” e descartam a figura de autoridade, mas também pela diversidade de referências paternas (o que gera, o que educa, o que abandonou, o que adopta) e a erosão de tantos casamentos. E como a paternidade tem um efeito cumulativo de uma geração à outra, quem não teve um verdadeiro pai terá mais dificuldade em assumir-se na missão paterna.

A missão do pai é fazer viver, crescer, iniciar. O pai não é um “especialista” nem a paternidade uma profissão que assenta numa técnica, mas um caminhar juntos que se aprende e se realiza no tempo, por osmose (pelo exemplo), transmitindo uma arte de viver.

E toda a paternidade se funda sobre um princípio educativo que é o da autoridade. Mas uma autoridade de serviço, muito mais que um abuso de poder ou realidade castradora.

A paternidade é uma passagem de testemunho. O mundo precisa de ser guiado pelo exemplo.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/15, n.º 4452, 13 de março de 2018

Paróquia da Mêda – “Fazer-se ao próximo”

O Papa Francisco, na sua mensagem do passado dia 11 de fevereiro – Dia Mundial do Doente, dirigiu “um pensamento especial aos doentes que, em todas as partes do mundo, para além da falta de saúde, sofrem muitas vezes com a solidão e a marginalização”.

Foi neste contexto, que a convite do Sr. Pe. Basílio Firmino, o Pe. José António – Capelão dos Hospitais da Universidade de Coimbra e Assistente Espiritual de doentes e famílias que por ali passam, (há já 17 anos), nos conferenciou situações e formas como lidar com o doente e nos tornarmos mais próximos dele. Esta conferência, enquadrada nas chamadas “Escolas da Fé” da nossa paróquia de Meda, teve lugar no Salão Polivalente do Patronato, no passado dia 11 de fevereiro, e teve como principal objetivo salientar o papel do visitador na vida do doente. O pároco desta comunidade, Sr. Pe. Basílio, no início do ano pastoral, e tendo presente o lema do plano da nossa diocese “vai e faz tu do mesmo modo”, informou a comunidade que ao longo deste ano pastoral iria ter em consideração a vivência da caridade em três camadas: as crianças e adolescentes da catequese e suas famílias com a celebração do Dia Mundial da Família e preparação das festas da catequese no mês de Maio; os jovens com a Missão País e a Páscoa jovem em que cerca de 80 jovens virão testemunhar a sua vivência cristã junto dos nossos jovens; e finalmente os doentes com a criação do grupo dos visitadores dos doentes e esta conferência debruçada sobre o tema do cuidado a ter com os doentes. Ler mais…

Dia Mundial do Doente na Paróquia de Almacave

Ao cuidar dos doentes, a Igreja serve o próprio Cristo presente nos irmãos que sofrem, seguindo o exemplo de Jesus Cristo que “passou fazendo o bem e curando a todos” (Act 10, 30) e cumpre o mandato do Senhor deixado aos seus discípulos na Última Ceia (Jo 13, 34-35). A parábola do Bom Samaritano, que suporta o lema do nosso Plano Pastoral, é o ícone atraente do Amor de Deus que cada um de nós deve testemunhar junto dos irmãos que mais sofrem e que impõe a cada cristão, também, respostas operativas capazes de rasgarem tanta indiferença e insensibilidade perante o sofrimento dos outros.

Esta solicitude pastoral torna-se também visível, não só visitando os doentes, mas igualmente confortando-os com os sacramentos da Santa Unção e da Eucaristia.

O Conselho Pastoral Paroquial, através das Conferências Vicentinas, propôs à comunidade paroquial celebrar o Dia Mundial do Doente, no próprio dia 11 de fevereiro, numa celebração eucarística comunitária na Igreja da Graça, com a administração do Sacramento da Santa Unção a todos os doentes que não se encontram acamados e às pessoas de idade, cuja fragilidade física se vai acentuando. A celebração deste Sacramento da Unção dos Enfermos foi preparada nas homilias que antecederam o dia desta celebração e em encontros de reflexão, aprofundando junto dos paroquianos a eficácia da graça deste sacramento instituído por Cristo e confiado à igreja, destinado especialmente a reconfortar não apenas os que estão no fim da vida, mas também os que se encontram sob a provação de uma doença e do peso da idade. Não foram celebradas todas as eucaristias dominicais, para que a comunidade pudesse participar e acompanhar, como Família Paroquial, os irmãos doentes, na celebração destes sacramentos, a Eucaristia e a Santa Unção. Ler mais…

TEMPO DE QUARESMA: Um tempo com características próprias.

A Quaresma é o tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa. Tempo de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do Batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de recurso mais frequente às “armas da penitência cristã”: a oração, o jejum e a esmola (Mt 6,1-6.16-18).

Tal como o povo de Israel que peregrinou durante quarenta anos pelo deserto para chegar à terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, afastarmo-nos de tudo aquilo que separa do Plano de Deus, e por conseguinte, da nossa felicidade e realização pessoal. Ler mais…

ESCLEROCARDIA – HUMILDE | Editorial Voz de Lamego | 13/02/2018

ESCLEROCARDIA – HUMILDE

Amanhã iniciamos o tempo litúrgico da Quaresma, durante a qual a Igreja dedica particular atenção ao arrependimento, convidando a enfrentar a “esclerocardia”, a dureza de coração ou incapacidade de nos arrependermos, tendo como finalidade última a conversão. Como alguém escreveu, “ninguém pode ser grande sem tomar consciência da sua miséria”.

E anunciar um tempo de arrependimento é mais do que um convite às lágrimas diante do mal feito; significa anunciar uma esperança: o mal não vencerá, o homem é maior que o seu pecado.

Diante da certeza de que é amado e destinado a algo grandioso, embora consciente dos limites que o acompanham e da impossibilidade de chegar à meta apenas com as próprias forças, o homem é convidado a protagonizar a humildade, a aceitar-se pequeno e a acolher o perdão de Deus.

A humildade, indispensável ao arrependimento, não pode entender-se como autodesprezo, mas como a serena aceitação de que somos pó, frágeis e limitados, mas que, apesar de tudo, somos amados e salvos.

A Quaresma surge, então, como a oportunidade para assumir que não existe mal irreversível, que não existe culpa imperdoável. Para isso, o arrependimento é fundamental, fruto de uma culpa responsavelmente assumida e da tomada de consciência do amor do Pai. Um amor que perdoa e restabelece a relação afectada pelo pecado, conduzindo à salvação. E esta é a boa nova do Evangelho: Deus é Pai e liberta-nos do sentimento de culpa.

Animados pela esperança que o amor do Pai nos concede e humildemente arrependidos, somos convidados a avançar e a mudar. Porque, como nos disse D. António Couto na recolecção da última sexta-feira, não basta acreditar que é possível ser melhor, é preciso que tal se concretize.

A Quaresma serve para nos recordar que o mal pode ser vencido.

in Voz de Lamego, ano 88/11, n.º 4448, 13 de fevereiro de 2018