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Archive for the ‘Liturgia’ Category

Editorial Voz de Lamego: Sob a proteção da Imaculada Conceição

No dia 8 de dezembro, assinalamos a celebração festiva da Imaculada Conceição, Padroeira e Rainha de Portugal, fazendo sobressair a ligação afetiva dos portugueses à Virgem Imaculada.Como em tantas outras referências religiosas, culturais, políticas, com as novas gerações atenuam-se as pertenças e, por vezes, os motivos originários de uma tradição, de uma comemoração, a razão de ser de um feriado ou de um dia santo. O dia 8 e dezembro enraíza-se na história de Portugal e, claro, na identidade religiosa e cultural do povo português, mesmo com a vontade de alguns blocos quererem disfarçar, esconder, apagar tudo o que possa ter referências religiosas, excetuando nos momentos de aproximação eleitoral, onde é necessário não fazer muitas ondas.No dia 25 de março do ano de 1646, D. João IV, numa cerimónia solene, em Vila Viçosa, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, depunha a coroa a favor de Nossa Senhora. A partir de então o Rei não mais colocaria a coroa. Em contrapartida, a coroa era colocada num trono, ao lado do trono real, relembrando que Nossa Senhora da Conceição era a Padroeira e Rainha de Portugal.O Rei assinalava a forte devoção dos portugueses. Os acontecimentos que conduziram o país a recuperar a soberania, com a coroação de D. João IV, a 15 de dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, estão fortemente ligados à devoção de Nossa Senhora. O Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira (São Nuno de Santa Maria), artífice da vitória de Portugal sobre os nossos vizinhos espanhóis, fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, oferecendo também a imagem de Nossa Senhora da Conceição.É uma devoção que vem de longe, sancionada em definitivo a 8 de dezembro de 1954, pelo Papa Pio IX, rodeado por 92 bispos, 54 arcebispos, 43 cardeais e uma imensa multidão, definiu como dogma de fé o grande privilégio da Virgem:“A doutrina que ensina que a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada imune de toda mancha de pecado original no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus todo-poderoso, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, é revelada por Deus e por isso deve-se crer firme e constantemente por todos os fiéis”O projeto de Deus é concretizável pela resposta humana, por esta primeira resposta de Maria. Maria acolhe a Palavra de Deus e fá-la crescer no seu ventre e na sua vida.A condição para sermos morada do Deus altíssimo é imitar Maria, em humildade e prontidão para servir: realize-se em mim a Tua vontade. Vem, nasce em mim, ilumina-me com a Tua bondade, dá-me o Teu perdão, guia-me para Ti, faz-me reconhecer-Te e a amar-Te em cada irmão.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/02, n.º 4488, 4 de dezembro de 2018

Editorial da Voz de Lamego: Santos que nos batem à porta

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Sede santos como o vosso Pai celeste é santo. Interpelação de Jesus aos discípulos. Sede misericordiosos como o Vosso Pai do Céu é misericordioso. A santidade passa pela misericórdia, pela compaixão, pela ternura. A santidade não é, definitivamente, uma atitude passiva, de quem não faz bem nem mal, mas a decisão firme de seguir as pegadas de Jesus, fazendo-se próximo, apostando na docilidade, gastando-se a favor dos outros.

A vocação primeira do cristão é ser santo. Podemos dizê-lo de outra maneira: a vocação primeira do cristão é seguir Jesus, amar Jesus, viver Jesus, testemunhar Jesus. Ora, Jesus trouxe-nos a santidade de Deus, humanizando as relações entre as pessoas, devolvendo a dignidade aos excluídos daquele tempo, sarando os corações dilacerados pela discórdia, curando as enfermidades do corpo e da alma, espalhando ternura!

O Vaticano II veio sublinhar a vocação universal dos cristãos à santidade. Esta não é um “privilégio” ou compromisso dos religiosos ou dos padres e bispos, mas de cada e de todo o batizado: identificação da própria vida a Jesus Cristo. Mesmo que não possamos afirmar como o Apóstolo “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim” (Gál 2,20), esse há de ser o propósito de toda a nossa vida, presente nas nossas escolhas diárias. Na verdade, no batismo fomos introduzidos na santidade de Jesus, na vida divina, tornamo-nos novas criaturas, morremos para o pecado, fomos retirados às trevas e imersos na luz do Espírito Santo. É como “santos”, como eleitos, que nos pertencemos a Cristo e ao Seu Corpo que é a Igreja.

O Papa Francisco dirigiu à Igreja a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e exultai), de que já demos nota na Voz de Lamego, precisamente como chamamento à santidade no mundo atual. Um dos incisivos assenta nos santos que nos batem à porta ou que encontramos na nossa vida quotidiana, nas nossas famílias e nas nossas comunidades. Diz-nos o Papa que “o Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus… Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade ‘ao pé da porta’, daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da ‘classe média da santidade’”.

Solenidade de Todos-os-Santos e comemoração dos Fiéis Defuntos: a fidelidade a Jesus conduzem à santidade.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 88/46, n.º 4483, 30 de outubro de 2018

Acólitos da Sé de Lamego na Peregrinação Nacional

Foi um dia de festa e  reencontro o que viveram os acólitos da paróquia da Sé a 1 de Maio.

Reencontro com a Sra de Fátima e os milhares de acólitos portugueses que se reuniram no local que Ela escolheu para nos visitar. Foi a Peregrinação Anual dos Acólitos Portugueses.

São Pedro brindou-nos com um dia de sol, mas não muito quente, perfeito quer para a viagem quer para as atividades realizadas no recinto.

Após uma viagem animada em que a conversa nos aproximou mais como irmãos e amigos e afastou os últimos vestígios de sono, chegamos ao centro Paulo VI tinha justamente sido iniciado o acolhimento e animação – com cânticos e anedotas fomos ficando todos super animados e respondemos entusiasticamente á chamada pelas nossas dioceses ( o grupo da Sé foi um digno representante da diocese de Lamego, mas esperamos ter a companhia de muitas mais paróquias em próximas peregrinações…). Ler mais…

FIDELIDADE E TESTEMUNHO | Editorial Voz de Lamego | 27.03.2018

FIDELIDADE E TESTEMUNHO

A Semana Santa começa com a celebração do Domingo de Ramos e termina na noite pascal, dando-nos a oportunidade de comemorar a refeição da Ceia, a Paixão de Cristo e a sua morte na Cruz. E com a festa da Páscoa, que celebra a Ressurreição, estes dias formam o núcleo central de todo o ano litúrgico.

Nas nossas comunidades cristãs, mais ou menos numerosas, organizam-se as celebrações, preparam-se os espaços, multiplicam-se os convites, alarga-se a participação, acolhem-se familiares e amigos que vêm “passar a Páscoa”, aumenta o ritmo, cumprem-se as tradições …

Há a vida de tantos que se manifesta e observa, mas há, sobretudo, a vida de Alguém que se celebra. É verdade que o sofrimento, a injustiça, a tristeza e a morte estão presentes, mas somos testemunhas da alegria, do serviço, da verdade e da vida que Jesus Cristo protagoniza. Há um caminho marcado por estações (paragens) diversas, mas há, antes de tudo, a meta da eternidade, à luz da qual tudo adquire sentido.

Viver os dias e celebrar os acontecimentos da Semana Santa com os olhos na Ressurreição é sinónimo de seguimento de Jesus Cristo e de disponibilidade para assumir a vida de todos os dias, apesar das contrariedades.

O Papa Francisco afirmou um dia que a Igreja precisa de membros decididos no seguimento e audazes no testemunho, mais do que “cristãos de pastelaria”, disponíveis apenas para momentos sem dor ou vivências não contrariadas. Não duvidamos que viver definitivamente com o Senhor será a tal “pastelaria eterna” que todos anseiam, mas tal não se atinge sem provas de fidelidade, quando as “estações” também trazem desencontros, injustiças, perseguições, insucessos ou exigem contrariar o comodismo e a facilidade.

A festa espera-nos, mas não há verdadeira alegria sem ultrapassar a dor.

Pe, Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/17, n.º 4454, 27 de março de 2018

PROXIMIDADE – AUTORIDADE | Editorial Voz de Lamego | 13-03-2018

PROXIMIDADE – AUTORIDADE

Na próxima segunda-feira, dia 19, evocamos a figura de S. José, patrono da Igreja universal, e celebramos o Dia do Pai, atendendo a que José foi o escolhido por Deus para guiar o Filho segundo a carne, na caminhada da Sua humanidade.

A propósito, os bispos portugueses dirigiram uma mensagem de saudação a todos os pais, enaltecendo a sua missão e agradecendo todo o empenho na tarefa, nem sempre fácil, de educadores. E apontam a proximidade como forma de concretizarem a missão com doçura e firmeza. Porque é preciso estar perto para escutar, ver, ajudar, acompanhar, ensinar, corrigir, testemunhar…

A figura do pai é desconsiderada em certos ambientes, originando uma crise que abrange jovens criados em famílias monoparentais e em lares divididos, e que é motivada por pais ausentes, desqualificados, que se comportam como “irmãos mais velhos” e descartam a figura de autoridade, mas também pela diversidade de referências paternas (o que gera, o que educa, o que abandonou, o que adopta) e a erosão de tantos casamentos. E como a paternidade tem um efeito cumulativo de uma geração à outra, quem não teve um verdadeiro pai terá mais dificuldade em assumir-se na missão paterna.

A missão do pai é fazer viver, crescer, iniciar. O pai não é um “especialista” nem a paternidade uma profissão que assenta numa técnica, mas um caminhar juntos que se aprende e se realiza no tempo, por osmose (pelo exemplo), transmitindo uma arte de viver.

E toda a paternidade se funda sobre um princípio educativo que é o da autoridade. Mas uma autoridade de serviço, muito mais que um abuso de poder ou realidade castradora.

A paternidade é uma passagem de testemunho. O mundo precisa de ser guiado pelo exemplo.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/15, n.º 4452, 13 de março de 2018

Paróquia da Mêda – “Fazer-se ao próximo”

O Papa Francisco, na sua mensagem do passado dia 11 de fevereiro – Dia Mundial do Doente, dirigiu “um pensamento especial aos doentes que, em todas as partes do mundo, para além da falta de saúde, sofrem muitas vezes com a solidão e a marginalização”.

Foi neste contexto, que a convite do Sr. Pe. Basílio Firmino, o Pe. José António – Capelão dos Hospitais da Universidade de Coimbra e Assistente Espiritual de doentes e famílias que por ali passam, (há já 17 anos), nos conferenciou situações e formas como lidar com o doente e nos tornarmos mais próximos dele. Esta conferência, enquadrada nas chamadas “Escolas da Fé” da nossa paróquia de Meda, teve lugar no Salão Polivalente do Patronato, no passado dia 11 de fevereiro, e teve como principal objetivo salientar o papel do visitador na vida do doente. O pároco desta comunidade, Sr. Pe. Basílio, no início do ano pastoral, e tendo presente o lema do plano da nossa diocese “vai e faz tu do mesmo modo”, informou a comunidade que ao longo deste ano pastoral iria ter em consideração a vivência da caridade em três camadas: as crianças e adolescentes da catequese e suas famílias com a celebração do Dia Mundial da Família e preparação das festas da catequese no mês de Maio; os jovens com a Missão País e a Páscoa jovem em que cerca de 80 jovens virão testemunhar a sua vivência cristã junto dos nossos jovens; e finalmente os doentes com a criação do grupo dos visitadores dos doentes e esta conferência debruçada sobre o tema do cuidado a ter com os doentes. Ler mais…

Dia Mundial do Doente na Paróquia de Almacave

Ao cuidar dos doentes, a Igreja serve o próprio Cristo presente nos irmãos que sofrem, seguindo o exemplo de Jesus Cristo que “passou fazendo o bem e curando a todos” (Act 10, 30) e cumpre o mandato do Senhor deixado aos seus discípulos na Última Ceia (Jo 13, 34-35). A parábola do Bom Samaritano, que suporta o lema do nosso Plano Pastoral, é o ícone atraente do Amor de Deus que cada um de nós deve testemunhar junto dos irmãos que mais sofrem e que impõe a cada cristão, também, respostas operativas capazes de rasgarem tanta indiferença e insensibilidade perante o sofrimento dos outros.

Esta solicitude pastoral torna-se também visível, não só visitando os doentes, mas igualmente confortando-os com os sacramentos da Santa Unção e da Eucaristia.

O Conselho Pastoral Paroquial, através das Conferências Vicentinas, propôs à comunidade paroquial celebrar o Dia Mundial do Doente, no próprio dia 11 de fevereiro, numa celebração eucarística comunitária na Igreja da Graça, com a administração do Sacramento da Santa Unção a todos os doentes que não se encontram acamados e às pessoas de idade, cuja fragilidade física se vai acentuando. A celebração deste Sacramento da Unção dos Enfermos foi preparada nas homilias que antecederam o dia desta celebração e em encontros de reflexão, aprofundando junto dos paroquianos a eficácia da graça deste sacramento instituído por Cristo e confiado à igreja, destinado especialmente a reconfortar não apenas os que estão no fim da vida, mas também os que se encontram sob a provação de uma doença e do peso da idade. Não foram celebradas todas as eucaristias dominicais, para que a comunidade pudesse participar e acompanhar, como Família Paroquial, os irmãos doentes, na celebração destes sacramentos, a Eucaristia e a Santa Unção. Ler mais…