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Archive for the ‘Leituras’ Category

Um livro do nosso Diretor: AO RITMO DO TEMPO. Olhar a atualidade

Joaquim Dionísio decidiu-se pela publicação de um livro, pois «a vida de um jornal impresso é curta», diz ele na Abertura. Na verdade, um jornal lê-se e arruma-se quando não se lhe dá outro lugar menos próprio para o seu muito ou pouco valor; o livro lê-se e guarda-se na estante da casa, normalmente em lugar digno num escritório ou mesmo numa sala.

O leitor de VL vai lendo, certamente, em cada semana, o texto que facilmente se descobre como sendo da autoria do seu Director; só que, e acontece a todos, já não se lembrará do que ele nos quis dizer e comunicar; daí o nascer de uma decisão, agora tomada.

Chega até nós como verdadeira prenda de Natal e estamos certos de que muitos dos seus leitores o quererão ter ao seu lado, na mesa de trabalho e em lugar de fácil acesso, para uma leitura mais repousada e melhor aproveitamento de uma palavra, que se define como um olhar a atualidade, seguindo o ritmo do tempo.

Não querendo fazer trocadilhos com as palavras do título, lembro um professor estrangeiro que dizia que o título de um livro devia ser sempre apelativo; aqui, o apelo está feito pela realidade do jornal, onde o Diretor segue o ritmo do tempo para estar em sintonia com os seus leitores.

Ao começar pela história do automobilista que segue em contramão, mas não se importa com os que lhe buzinam, pois se crê fazer a viagem pela pista certa, diz que «às vezes, nos comportamos como este condutor incauto»,e aí encontra o motivo para as duas primeiras páginas, onde nos diz que o Advento nos coloca no rumo certo, enquanto «tempo de espera atenta e activa…, na certeza de que a vida está sempre adiante».

A partir daí, cabe ao leitor descobrir o rumo a tomar numa vida que não se quer ao acaso, mas segura, porque se segue na via certa que nos leva onde queremos chegar.

Podemos orientar-nos na caminhada pelo «ritmo» indicado no título do livro. Aceite, amigo, a leitura deste livro, pelo qual damos os parabéns a Joaquim Dionísio, o Diretor de VL, que entra no rumo e no ritmo de quem quer ser útil aos seus leitores. Começar é difícil; continuar é mais fácil e isso vai acontecer, certamente; o saber e a força de vontade que norteiam  Joaquim Dionísio em ajudar os outros , num tempo em que as dúvidas aparecem de todos os lados, é garantia de que estamos em presença  de um autor que não deixará os seus trabalhos em favor e ao serviço da comunidade onde estamos inseridos.

Por isso e mais uma vez, os parabéns ao autor.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 88/06, n.º 4443, 9 de janeiro de 2018

Livro do Pe. Fabrício: Pastoral do Encontro e nova Evangelização

Análise da Paróquia de Penajóia

Vivemos num tempo marcado pela pobreza relacional onde o anonimato, a solidão, a individualidade e a incomunicabilidade se fazem sentir.

No trabalho (livro) apresentado pelo bispo da nossa Diocese, D. António Couto), no passado dia 16 de dezembro, tive como objetivo, abordar a Nova Evangelização como a capacidade de ir ao encontro de todos, dos homens e das mulheres do nosso tempo, para dar continuidade ao anúncio de Jesus Cristo.

Para tal tive a preocupação de analisar alguns conceitos que deveremos ter em conta, nomeadamente, o conceito de Ação Pastoral, de Evangelização e de Encontro. Conceitos estes que, de algum modo, são para nós desafios, os quais, nos foram propostos pelo Concílio Vaticano II e que nunca chegarão ao seu termo, pois são estímulos que devem estar sempre em constante desenvolvimento e atualização, em permanente aggiornamento como tão, belamente, caracterizava Sua Santidade João XXIII.

A Ação Pastoral e, neste caso, a Pastoral do Encontro é a ação de quem tem de guiar, de abrir caminhos, de orientar, de velar, de cuidar, de acolher e de preservar o homem e o mundo como nos diz o Papa Francisco na sua última Carta Encíclica Laudato Si.

Num último momento do trabalho apresento algo mais concreto de uma realidade particular que é a Análise à realidade da Paróquia de Santíssimo Salvador de Penajóia, no desejo de dar a conhecer os seus vários dinamismos, os seus vários vetores de ação pastoral no que diz respeito à prática da Pastoral do Encontro à Nova Evangelização.

É necessária uma grande atitude de humildade e de abertura à renovação da Igreja, sem medos nem preconceitos, é urgente uma transformação do coração do Homem para que este possa, aberta e alegremente aderir a novas renovações que o futuro possa proporcionar.

O Encontro de ontem não é o mesmo de hoje, nem será o mesmo de amanhã. O Encontro deve acompanhar sinais dos tempos, de modo a que prolifere as ações necessárias à Nova Evangelização.

O meu contributo neste trabalho é apenas abrir horizontes de reflexão e ajudar a entender o modo como devemos estar sempre atentos às realidades que nos circundam, de tal forma que sejamos capazes de conseguir fazer chegar a todos os corações a verdadeira Palavra da Salvação que, pela Fé acreditamos ser o próprio Jesus Cristo Encarnado para todos e por cada um de nós.

 

O Autor do Livro: Pe. Fabrício Pinheiro,

in Voz de Lamego, ano 88/06, n.º 4443, 9 de janeiro de 2018

Lançamento do livro: Quintela de Penude

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O Museu Diocesano de Lamego recebeu, no dia 25 de Novembro, a apresentação do livro: “QUINTELA DE PENUDE” de António Costa Gonçalves, feita brilhantemente pelo Dr. Agostinho Ribeiro. Fizeram ainda parte da mesa o Diretor do Museu Diocesano, Padre João Carlos Morgado e o Sr. Presidente da Câmara de Lamego, Dr. Ângelo Moura.

Em ambiente acolhedor de familiares e amigos, em sala cheia, ouvimos, com agrado, a explicação do conteúdo da obra, o que nos despertou o desejo da sua leitura.

António Costa Gonçalves, escritor de primeira viagem, viveu um momento único, acarinhado por todos. Cumpriu a sua tarefa e sentiu-se realizado, deixando aos vindouros a história da sua terra e das suas gentes. A ela ligado desde que nasceu, sentiu necessidade de, após cuidada pesquisa, passar a escrito a história de pessoas e lugares que sempre o enfeitiçaram. E fê-lo com rigor e curiosidade. Aqui, cumpre-me transcrever um pensamento de Jean-Jacques Rousseau: “Só se é curioso na proporção de quanto se é instruído “. E o António Costa Gonçalves é curioso, porque é instruído.

Foi também a saudade que o impeliu para a escrita desta obra. E, como grande amiga, quero dizer-lhe: ” Se me falares da tua saudade, entenderei, mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo “.

Teresa Taveira, in Voz de Lamego, ano 87/52, n.º 4438, 28 de novembro de 2017

Picão – Natureza, História e Memórias do Montemuro

Entre o Montemuro e o Paiva

Corria o ano de 1961. Três seminaristas tinham recebido o Sacerdócio no dia 15 de Agosto e cada um se dispôs a «ir» à Missa Nova dos outros dois. Assim fui a Picão no dia 22 desse mês; era o dia da Missa Nova do Pe. João André.

De Picão todos falávamos então, como se fazia de outras terras; mas as «outras» não tinham sido descritas num romance, que não mencionava o nome de Picão, mas assim se anunciara e assim apareceu, romance que eu comprei logo que ele chegou à Gráfica, como dizíamos naquele tempo.

Mas nesse dia começava o nosso retiro de preparação para o Diaconado e não se podia ler tal «Breviário», nesses dias. Só que viram-me a arrumar o livro, foram à carteira e, no fim do retiro, já quatro ou cinco o tinham lido, às escondidas dos prefeitos de estudo, que não gostavam dessa leitura fora do dia e hora própria para tal. Ler mais…

VOZ DE LAMEGO | PRIMEIRA PÁGINA – edição de 4 de junho de 2017

Apresentação de Livro de Mons. Arnaldo Cardoso

Num lugar favorecido de beleza e adornado de silêncio (só o murmúrio das águas que passam caminhando no leito de um regato o parecem querer quebrar), num templo opulento em arte e recheado de história, beleza que nos encanta, silêncio que nos tonifica, história que nos educa e arte que nos tira quase a respiração, reuniram-se na passada quinta-feira, dia 30, pelas 16 horas, umas dezenas de interessados para assistirem à apresentação de mais uma obra notável de Mons. Arnaldo Cardoso, esta como título “Representações Artísticas do Cântico dos Cânticos em Portugal”.

A presidir, na mesa de honra, para além do autor, D. António Couto, Bispo da Diocese, a quem coube a tarefa da apresentação do livro, o Presidente da Câmara de Tarouca, Valdemar Pereira, D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito, Mons. Joaquim Rebelo, Vigário-Geral, e Zita Seabra, proprietária e directora da Alêtheia Editores, a quem pertence a edição. Ler mais…

CONVERSAS FINAIS | Editorial Voz de Lamego | 21 de março de 2017

A peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, nos próximos dias 12 e 13 de maio, vai tomando conta das notícias, ocupando um espaço cada vez maior e mais frequente. A Voz de Lamego tem procurado fazer o seu trabalho de informação e e formação à volta da Peregrinação Papal, do Centenário das Aparições, da Mensagem de Fátima.

Há, porém, espaço e tempo para outras notícias, outras reflexões, outros temas. O Diretor da Voz de Lamego, o Pe. Joaquim Dionísio, faz eco das Conversas Finais com o Papa (Emérito) Bento XVI, entrevista-livro que agora chega às bancas nacionais.

CONVERSAS FINAIS

Apesar de publicado em setembro último, só hoje aparece, em português, o livro “Conversas finais”, fruto da mais recente entrevista que Bento XVI concedeu ao alemão Peter Seewald. E são já quatro as entrevistas destes protagonistas que deram outros tantos livros.

O título é sugestivo, não porque inviabilize novas conversas, mas porque revela a serenidade do ancião que se sabe mais próximo do encontro com o Criador. Com naturalidade, sem desespero ou saudosismo, Bento XVI sabe que os seus 89 anos o fazem olhar mais de perto a finitude desta vida, ele que vive uma situação inédita: um Papa reformado!

O livro pode ser encarado como uma espécie de balanço do seu pontificado (2005-2013), sem esquecer as razões da renúncia, a opinião sobre o sucessor ou o futuro da Igreja, ao mesmo tempo que surge como oportunidade para Bento XVI falar de si e dos seus, partilhar memórias e explicar opções, recordar pessoas e factos.

Um dos grandes teólogos do nosso tempo que, apesar da personalidade reservada que o caracteriza, soube aliar humildade e sabedoria. Pode discordar-se das suas posições, criticar-se a sua actuação ou questionar opções, mas não poderá negar-se a singularidade do seu pensamento, a forma didáctica como se expressou e a disponibilidade para servir a Igreja.

E serviu-a quando se apresentou como o “humilde servo da vinha do Senhor”, mas também quando resignou, mostrando que sair pode não ser sinónimo de desistir ou abandonar, mas ser uma outra forma de permanecer e de ser fiel (amar).

Após a renúncia, soube preservar-se de qualquer tentação para aparecer ou fazer-se ouvir, não acompanhando aqueles que se opõem à linha do Papa Francisco e que, possivelmente, gostariam de o ter como “porta-voz”.

in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017