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Archive for the ‘Idosos’ Category

Encontro de Cuidadores – Cuidar com dignidade

No passado dia 29 de Setembro, tal como foi anunciado no artigo anterior foi promovido o Encontro de Cuidadores, intitulado por “Cuidar com Dignidade” no auditório do Centro Paroquial de Almacave, com início às 9h30. O Sr. Padre José Fernando, responsável pela Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego e também promotor deste Encontro, fez a respetiva apresentação dos oradores. O Sr. Bispo D. António Couto fez uma breve nota introdutória ao tema e ainda parabenizou o Centro Social Filhas de São Camilo pelos 25 anos de existência na Diocese de Lamego, pela assistência humana realizada aos utentes da mesma, sempre com o espírito de São Camilo.

O encontro contou como moderador o Sr. Doutor António Jácomo, sacerdote da Diocese de Viana do Castelo, Doutorado em Filosofia e Letras, investigador do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, o mesmo fez o enquadramento geral dos temas a tratar no encontro, expondo vários conceitos ligados ao cuidar do sofrimento com arte.

De seguida tomou a palavra a Doutora Eugénia Magalhães, Psicóloga e Presidente do Instituto de Estudos Avançados Catolicismo e Globalização, nomeando alguns conceitos e princípios do envelhecimento positivo. Envelhece-se logo quando se nasce, não se trata de uma doença, pois há idosos cheios de esperança e com vivência espiritual. A oradora alertou para o facto de que se deve ter sempre em conta a história de vida do idoso, bem como a importância de o cuidador amar, pois só dessa forma conseguirá ser um bom cuidador. Ler mais…

EUTANÁSIA – VIDA | Editorial Voz de Lamego | 8 de maio de 2018

EUTANÁSIA – VIDA

Entre os dias 13 e 20, ligando as solenidades da Ascensão e do Pentecostes, viveremos a Semana da Vida. O tema escolhido, “Eutanásia… o que está em jogo?”, não é alheio ao debate já iniciado por quem anseia aprovar legislação favorável.

Eutanásia poderá traduzir-se por “boa morte” e ser compreendida como um acto médico que provoca intencionalmente a morte de um paciente com a finalidade de lhe aliviar o sofrimento, seja agindo com esse fim (eutanásia activa), seja abstendo-se de agir (eutanásia passiva).

Os seus defensores dirão sempre que a possibilidade legal não obriga a quem pensa de maneira contrária e não deixarão de sublinhar a liberdade individual.

Os que pensam de maneira contrária rejeitarão tais medidas legislativas e condenarão tais práticas, referindo-se-lhe como um homicídio e propondo a existência de cuidados paliativos acessíveis a todos.

Trata-se de evitar o “dever de matar” quando alguém propõe o “direito de morrer”, valorizando todas as vidas, também as que estão marcadas pela doença, pela deficiência ou pela idade. Porque a dignidade do ser humano se assegura com a vida e não com a morte. Por isso, enveredar por esta via pode apenas significar que a sociedade se demite de tratar os seus.

E se o médico se enganar no diagnóstico? A eutanásia poderá ou não fragilizar o doente e abalar a sua confiança nos hospitais? Um doente, um idoso ou limitado físico tenderá a ver-se como um fardo para alguém? Haverá tentações economicistas? Irão os cuidados paliativos ser incrementados ou deixarão de ser a primeira opção? Que consequências para a sociedade?

Há uns anos, “morrer com dignidade” seria ter acesso aos cuidados paliativos; hoje será um pedido de morte. Ao mesmo tempo que se cultiva a beleza, a festa, o corpo ou a eterna juventude, temos dificuldade em aceitar a fraqueza e a fragilidade.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 88/23, n.º 44589, 8 de maio de 2018

Eucaristia pelos benfeitores do Centro Diocesano de Promoção Social

“Em Vida, Irmão, em Vida”

Honrando o nosso princípio católico, o Centro Diocesano de Promoção Social, no passado dia 6 de novembro, juntou todas as suas respostas sociais, na tradicional Eucaristia pelos Benfeitores da Instituição.

Ao longo destas cinco décadas de existência, foram muitos os que por nós passaram, uns passageiramente, outros, à instituição, dedicaram toda a sua vida. Alguns ainda estão entre nós, outros já partiram. Não sendo possível nomear cada um deles, celebrámos a memória dos muitos colaboradores, professores, alunos e dirigentes, que fizeram do CDPS o que é hoje, uma instituição de referência, alargada a vários setores da comunidade, desde as crianças, passando pelos jovens até aos idosos. De modo mais particular, lembrámos neste momento de partilha, o nosso fundador, Monsenhor Ilídio Fernandes, o empreendedor, aquele que plantou a semente e transformou a ideia em realidade. A essência do CDPS é a ele que a devemos, ao homem, que no seu tempo, sonhou para lá dos horizontes estipulados. Outra memória presente foi a de D. António Francisco dos Santos, também ele presidiu aos destinos da nossa instituição. Foi o unificador. Os valores de solidariedade, bondade e partilha, base da nossa fundação, foram amplamente difundidos por si, em todas as suas ações. Ler mais…

PRESENÇA E FIDELIDADE | Editorial Voz de Lamego | 1 de agosto

PRESENÇA E FIDELIDADE

No dia em que o calendário litúrgico recorda os pais de Nossa Senhora, as famílias louvaram e celebraram a vida dos Avós.

Mas 26 de julho recorda, também, o dia em que dois terroristas entraram numa igreja francesa e degolaram um sacerdote (quase 90 anos) que presidia à Eucaristia para uma assembleia diminuta e idosa. Foi há um ano.

Nos últimos anos não têm faltado imagens e sons para descrever o terror semeado pelos terroristas. O Padre Hamel foi uma vítima entre muitas. Quantas vidas aniquiladas e famílias desfeitas, sonhos e vidas interrompidos, perseguições e dores infligidas, património destruído e silêncio imposto?

E se aqui se recorda o facto é, sobretudo, para louvar a sua fidelidade. E aproveitar para lembrar tantos padres idosos que, pelo mundo e na nossa diocese, querem permanecer fiéis ao Senhor da Messe. Apesar da idade, continuam a celebrar, mesmo que seja para um pequeno grupo de gente idosa que teima em continuar nas suas terras e junto das suas memórias.

Como acontece a tantos avós, também os padres mais velhos sentem o distanciamento e sofrem com a ingratidão de alguns paroquianos que rapidamente esquecem as graças e o testemunho recebidos.

Por isso, uma palavra de louvor aos netos que recordam e agradecem, todos os dias, o carinho e os ensinamentos dos seus avós. Mas também para os paroquianos que não esquecem quem muito se empenhou pela edificação da comunidade: celebrando, ensinando, testemunhando, caminhando… e que, diante das forças que vão faltando, continuam a admirar e a agradecer a fidelidade dos seus párocos.

Aos mais críticos fica o convite para não desperdiçarem a oportunidade participar nas Missas que eles celebram e, em vez de maldizer os tempos que correm e a ausência do sagrado, darem, pela participação na oração da Igreja, um sentido ao tempo que passa.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/38, n.º 4423, 1 de agosto 2017

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