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Archive for the ‘Formação’ Category

Formação de Catequistas para o Arciprestado de Cinfães – Resende

Este sábado, dia 18, às 9h30, no Seminário de Resende, o Secretariado Diocesano da Catequese irá organizar uma formação para as/os catequistas de Resende e Cinfães, dando início a um ciclo de “Formações itinerantes”, muito práticas e explícitas, que não substituem as formações mais generalistas e alargadas que são disponibilizadas a nível de arciprestado, diocese ou nacionais, antes as complementam dum modo mais íntimo, restrito e mais próximo das paróquias.

Com o objetivo de ajudar a organizar uma sessão de catequese, com todos os desafios que as crianças e a realidade que vivemos representam para as/os catequistas, preparou-se o seguinte programa:

09:30  – Acolhimento

09:45  – Início dos trabalhos

10:30  – Trabalho de grupo

11:30  – Intervalo

11:50  – Envio

O tema – base será a parábola do Bom Samaritano ( Lc 10, 29-37).

Pedimos que não se esqueçam da Bíblia, material de escrita  e muito entusiasmo.

As inscrições são importantes, em particular para quem pretender almoçar, mas não deixe de vir se sentir “a chamada” na véspera…

BENVINDAS/OS.

in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

SERVIDORES DA FESTA | Editorial Voz de Lamego | 14 de novembro

SERVIDORES DA FESTA

Estamos a viver a Semana dos Seminários, este ano sob o lema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Conhecemos estas palavras do episódio bíblico das “bodas de Caná”. São proferidas por Maria, a Mãe de Jesus, e dirigidas aos serventes presentes na festa. Não sabemos os seus nomes, nem se todos foram diligentes a obedecer. A verdade é que, logo a seguir, a bebida chegou às mesas e surpreendeu pela qualidade. O vinho novo é obra do Senhor, mas foram os discretos serventes que o distribuíram aos convivas.

Os nossos padres também andam por aí, quais serventes, a esforçarem-se por estar junto de quem lhes foi confiado, a cumprir o que deles se espera, a obedecer ao Senhor que os chamou e enviou, a servir a humanidade… De vez em quando alguns são notícia, mas a grande maioria continuará anónima.

Apesar dos limites e tentações, dos muitos ou poucos talentos, em meios mais ou menos acolhedores e gratos, com sorrisos e também com lágrimas, a verdade é que os nossos sacerdotes contribuem decisivamente para o anúncio da Palavra, a celebração da Fé e o testemunho da Caridade.

Como os serventes de Caná, podem ser discretos e anónimos, mas contribuem para a festa e para a alegria dos convivas, distribuindo as graças de Deus.

E os Seminários alegram-se com isso, porque, de alguma maneira, foram decisivos para a existência destes humildes servidores, a quem acolheu quando jovens, a quem formou e preparou, a quem continua a acompanhar e por quem continuamente reza para serem os “serventes” a quem o Senhor Se confia e entrega para chegar à vida e à mesa de todos.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Secretariados Diocesanos do Ensino Religioso reúnem-se em Fátima

O Secretariado Nacional da Educação Cristã convidou os Secretariados Diocesanos a refletir sobre a atualidade da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e a sua transversalidade e operacionalização na escola (a nova flexibilidade curricular); as aprendizagens essenciais, desafio lançado pelo Ministério da Educação; e as atividades para os alunos de EMRC. Além disso, foi recordada a memória de D. António Francisco dos Santos, que tanto se esforçou por defender e promover a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Num momento de acolhimento em Fátima, o responsável do Secretariado Nacional da Educação Cristã, professor Fernando Moita, teceu algumas considerações sobre a realidade e os desafios da disciplina tendo em consideração a flexibilidade do currículo nas escolas. Para abordar este tema foram convidadas duas diretoras de escolas do Ribatejo que ajudaram os professores de EMRC a refletir sobre esta nova realidade.

Num primeiro momento fez-se uma abordagem à (re)organização da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica tendo em consideração as aprendizagens essenciais.

A flexibilidade do currículo é uma nova realidade que obriga a mudar a mentalidade, olhando para a escola como um todo, com o objetivo de mudar uma mentalidade onde o projeto de aprender e o projeto de ensinar são o mesmo projeto na sua conceção, reorganização operacionalização e avaliação. Na sua conceção importa olhar para o essencial e deixar de lado o que não é essencial. Na operacionalização, importa saber como vamos fazer, valorizando, na sua avaliação, quais os conteúdos adquiridos e os conteúdos não adquiridos. Com este feedback do que está correto e incorreto, faz-se uma avaliação positiva onde as aprendizagens que não estão tão assimiladas são reformuladas até que todas as aprendizagens sejam absorvidas e aprendidas pelo aluno.

Este novo projeto de flexibilidade do currículo é um desafio para os professores de EMRC onde a presença ativa na escola é fundamental. Este desafio não é difícil para o professor de EMRC porque sempre foi uma presença ativa em articulação com os outros professores. Mas, nesta flexibilidade do currículo, exige-se mais ao professor. Para isso, o professor de EMRC tem de saber mais em pormenor os conteúdos de outras áreas disciplinares para que possa ir à aula de outra disciplina para dar uma aula, por exemplo, ir a uma aula de Filosofia falar sobre ética. Esta realidade vai estar presente nas escolas.

Nesta flexibilidade, o professor não é o detentor do saber mas um orientador que ajuda o aluno a aprofundar as suas aprendizagens. É a mudança para um novo paradigma, onde o professor não ensina sempre os mesmos conteúdos mas novos conteúdos e muito mais diferenciados, onde o professor não ensina mas orienta o aluno a aprofundar os novos conteúdos. A realidade de ser professor vai alterar-se onde a transversalidade e a operacionalidade vai ser uma grande aposta. A escola vai mudar as dimensões do currículo onde o perfil do aluno tem de ser conhecido, onde o aluno tem de se perceber a si próprio, entender a escola e conhecer a comunidade onde está inserido. Neste novo paradigma urge mudar mentalidades.

O professor de EMRC tem um papel importantíssimo nesta nova flexibilidade do currículo porque o professor de Educação Moral e Religiosa Católica está habituado a trabalhar em articulação com outros grupos disciplinares.

Mário Rodrigues, SDER Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Tabuaço: Formação coral-litúrgica com o Padre Marcos Alvim

No passado dia 4 de novembro, na paróquia de Tabuaço realizou-se um encontro de formação coral-litúrgica com o Pe. Marcos Alvim, responsável pelo Departamento Diocesano de Música Sacra. O encontro destinava-se sobretudo aos membros do grupo coral, mas aberto a toda a comunidade. O Pe. Marcos explicou a importância destes encontros de formação, o lugar do grupo coral na assembleia, a preocupação de celebrar a fé e de ajudar a celebrar e a testemunhar a fé. O grupo coral nasce da assembleia e é parte da assembleia. Na celebração o coro deve ajudar a assembleia, de que faz parte, a cantar melhor, a sentir-se mais segura, com alegria, com preparação adequada, sem atropelos, transparecendo a melodia e a letra, que pertence à Sagrada Escritura ou nela é inspirada.

O Pe. Marcos lembrou alguns vícios ou tentações do grupo coral: de se sentir à parte, fora da assembleia, dos seus membros quererem fazer sobressair a voz acima dos companheiros, de pertencerem ao coro para uma exibição pessoal ou quererem que a participação coral seja sobretudo um concerto e não a vivência e celebração da fé. Os membros do coro, antes de mais, são cristãos que vivem a fé. A inserção no grupo coral há de ser natural ao crescimento da fé.

Entre outros aspetos sublinhou também a necessidade de preparar bem os cânticos, respeitar os ritmos e o sentido dos cânticos, cantar harmoniosamente, nem muito lento nem muito apressado, não martelar as palavras, mas que o texto saia límpido, que os cânticos sejam escolhidos de acordo com o tema da liturgia da palavra e com os tempos litúrgicos. A postura corporal de quem canta, a respiração, a projeção da voz foram outros aspetos sublinhados. O uso dos instrumentos como apoio à voz e não para se sobreporem e a abafarem; tal como o coro é apoio à assembleia, pelo que os cânticos hão de facilitar a participação da assembleia, também os instrumentos são apoio à voz, à melodia, ao texto.

Salmos, cânticos e hinos de louvor, com a harpa e com a lira… Num dos momentos, o Pe. Marcos fez-nos percorrer a Sagrada Escritura (Antigo e Novo Testamento), mostrando como a Bíblia estava ritmada pela música, mormente nos Salmos. A propósito, o salmo 150, referiu, é uma verdadeira orquestra… Quando um solista canta deve lembrar-se que a Palavra não é sua, pelo que a deve pronunciar bem, para que os outros A compreendam e A possam acolher.

Uma das notas bem sublinhadas foi que o grupo coral é um ministério, um serviço em Igreja, está ao serviço da celebração da fé. Os membros do grupo coral têm como missão, antes de mais louvar a Deus em e com a comunidade reunida em assembleia.

No final do encontro a certeza da necessidade de outros encontros de formação, agradecendo ao Pe. Marcos a disponibilidade, a presença e os desafios que nos deixou.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Jornadas Nacionais de Catequistas: Mediadores do encontro com Ele

Do dia 3 ao dia 5 de novembro, tiveram lugar em Fátima, as Jornadas Nacionais de Catequistas, com a presença do Sr. D. António Moiteiro, Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.  Da nossa Diocese participaram seis catequistas e na organização dos trabalhos colaboraram dois elementos do secretariado diocesano.

Os trabalhos começaram no dia 3 com uma reflexão orientada pelo Sr. Padre Mário de Sousa, da diocese do Algarve, sobre “A alegria do encontro com o ressuscitado”. No dia 4 decorreram duas conferências: uma orientada pelo Sr. D. António Moiteiro sobre Linhas programáticas para a catequese e outra pelo Sr. Padre José Frazão, da companhia de Jesus, sobre O encontro com Jesus Cristo. Na tarde do dia 4 e dia 5 realizaram-se partilhas em grupo sobre os lugares, destinatários e mediadores da catequese que nos são apresentados na carta pastoral “Catequese: a alegria do encontro com Cristo”.

Desta formação importa reter e referir alguns princípios e propósitos que nos foram deixados nas intervenções do Sr. D. António Moiteiro e do Sr. Padre José Frazão. Ambos referiram uma ideia fundamental, “ o catequista só pode ser verdadeiro mediador do encontro com Jesus Cristo quando experimentar este encontro”. Referiu ainda o Sr. D. António Moiteiro que é importante que “a catequese se baseie hoje no despertar da fé e não tanto na transmissão da fé. Portanto na boca do catequista deve ressoar o primeiro anúncio, o Kerigma.” Por fim referiu ainda que a vocação do catequista é “ o conhecimento amoroso de Cristo que brota do desejo de o anunciar”. Neste sentido só podemos, enquanto catequistas, ser verdadeiros anunciadores de Cristo quando chegarmos ao verdadeiro encontro com Ele. Assim o Sr. Padre José Frazão referiu que a missão do catequista é “retirar os obstáculos ao encontro com Cristo”. Na sua intervenção deixou-nos ainda 5 elementos que, segundo ele, são importantes para que haja este encontro: “reconhecimento de Cristo como vida da minha existência; ser capaz de suscitar a adesão da minha inteligência e do meu afeto; acolher a verdade que é Jesus no nosso corpo e na nossa alma; Jesus que confirma a expectativa de felicidade e de bem e assim dará uma forma à nossa vida e à nossa existência”.

Estas jornadas ajudaram a perceber que é fundamental o verdadeiro encontro com Cristo para podermos conduzir os nossos catequizandos a este encontro. Portanto, como referiu o Sr. Padre José Frazão, o catequista deve ser “o barqueiro e remover de obstáculos” que interrompem o encontro com Jesus Cristo.

SDEC, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Reunião do Secretariado Diocesano da Catequese

No passado sábado, 28 de outubro, reuniu-se no Seminário de Resende o Secretariado Diocesano da Catequese, constituído por quatro elementos leigos (Emília, Isilda, Eduardo e João) coordenados pelo Sr. Padre António José Ferreira.

Após uma reflexão sobre o que a sociedade e a Igreja querem da catequese de hoje – com base na Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa  “Catequese: a alegria do encontro com Jesus Cristo”, Maio 2017 – foram discutidas as principais dificuldades encontradas atualmente pelos catequistas:

  • adaptação da catequese aos tempos que vivemos, no modo e na forma de transmitir a Mensagem Cristã, sem a deturpar e sensibilizando as novas gerações para uma adesão plena à Palavra
  • formação das/dos catequistas de modo  a que possam desempenhar a sua missão com confiança, dignidade, segurança e satisfação
  • dificuldade em envolver a comunidade cristã nas atividades catequéticas, em particular nos meios pequenos, rurais, do interior, onde o número de crianças é reduzido

Desta discussão/ reflexão saíram duas decisões sobre o que é mais urgente implementar:

  1. Ir ao encontro das comunidades de catequistas para facilitar a formação nas suas próprias paróquias (“formação itinerante”)
  2. Criar um grupo alargado de colaboradores (” elementos ponte”) que possam fazer transitar a informação com mais celeridade entre o Secretariado, as paróquias e as comunidades de catequistas.

O empenho e o dinamismo foi tal, que no final da reunião existia já uma formação pré-preparada e 3 datas para a apresentar em 3 comunidades da nossa diocese cujo pedido de formação nos tinha sido comunicado previamente, 2 delas já durante o mês de novembro.

Esperamos que a comunidade cristã reaja favoravelmente e com grande adesão, e muitas paróquias se dinamizem , quer criando localmente condições para receber a formação do Secretariado de modo mais particular e informal, quer participando nas formações mais alargadas a nível diocesano ou nacional.

A Deus pedimos que nos indique o caminho e nos dê forças para o fazer.

As sugestões de todos serão agradecidas e podem ser enviadas para o Seminário de Resende ou para a Voz de Lamego.

IM, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Arciprestado de Lamego: A caridade no coração da catequese

Foi este o tema que juntou cerca de 60 catequistas do arciprestado de Lamego no Seminário maior, no sábado dia 4, entusiasmados por se encontrarem (reencontrarem, quase todos !)  para passar a manhã em ambiente de aprendizagem, oração e louvor a Deus.

E foi orando que iniciamos os trabalhos , preparando-nos espiritualmente para o Encontro com Ele.

Assumindo e testemunhando a CARIDADE como indissociável da vida cristã, caridade e catequese são também inseparáveis.

Como integrar esta realidade na catequese ministrada nos dias de hoje em diferentes registos sociais, económicos e familiares foi o desafio que tentamos ultrapassar com a preciosa ajuda do P. Ângelo, do P. Aniceto e do P. José Fernando; á mesa presidiram o Sr Cónego Assunção e o Sr Cónego Melo. Ler mais…