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Archive for the ‘Família’ Category

Um reparo: VIDA

Nestes dias quentes, longe das paisagens do litoral e dos “famosos” que preenchem os alinhamentos noticiosos, também o nosso interior apresenta mais vida.

É verdade que não há areais extensos para estender toalhas, mas há miradouros e sombras que convidam a demorar-se diante de paisagens singulares. É verdade que não há “festivais” que congregam milhares de jovens, mas há festas nas aldeias, vilas e cidades que, para lá da música, promovem o convívio e fortalecem amizades. É verdade que por estes lados não haverá muitos centros comerciais ou grandes eventos, mas há fontes de água que saciam, caminhos de infância que vale a pena percorrer, mesas com petiscos que esperam ser saboreados. É verdade que haverá milhares e milhares a querer chegar ao mar, mas também há muitos que, vindos do estrangeiro ou de outros pontos do país, aqui são esperados com carinho…

À nossa volta há vida a acontecer. Não apenas incêndios que destroem, acidentes que matam ou agressões que ferem. Há famílias reunidas, mesas maiores, crianças que são baptizadas, matrimónios que são celebrados, convívios familiares e comunitários que aguardaram por estes dias.

As lojas aumentam vendas, há filas nas caixas dos supermercados, os restaurantes servem mais refeições, as esplanadas dos cafés enchem-se de gente sequiosa que não olha para o relógio, o som dos foguetes propaga-se, as bandas percorrem ruas decoradas, os grupos musicais convidam à dança…

E também a vida paroquial se anima. Há igrejas e capelas que se enchem e voltam a ouvir o som de crianças, padroeiros que são festejados, tradições que se mantêm…

E há belezas para serem admiradas, melhoramentos que esperam ser valorizados, paisagens para contemplar, histórias que merecem ser ouvidas, guardadas e transmitidas…

A vida nunca esteve longe. Mas a presença de mais vidas dá-lhe som e cor.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/38, n.º 4423, 1 de agosto 2017

Categorias:Família, Igreja, Vida Etiquetas:

SEMANA DA VIDA – 14 a 21 de Maio de 2017

A Nota Pastoral “A Família e a Vida”, de 1 de Maio de 1994, refere que João Paulo II, aquando do encerramento do Sínodo da Europa, em 1991, propôs que, em todos os países do mundo, a Igreja promovesse a celebração de um Dia ou uma Semana da Vida, todos os anos.

Os Bispos portugueses, em resposta a este apelo, decidiram, em Ano Internacional da Família – 1994 – instituir a Semana da Vida, na terceira semana de Maio, o que aconteceu, pela primeira vez, de 15 a 22 de Maio de 1994, e se tem repetido todos os anos, sob a organização da Comissão Episcopal competente para a área da Família. Ler mais…

Equipas de Nossa Senhora em dia de reflexão

No passado sábado, 8 de Abril, as Equipas de Nossa Senhora reuniram-se no Lar de São Pedro de Penude para um dia de reflexão, orientado pelo senhor Padre Dr. Adriano Cardoso.

À luz da “Amoris Laetitia” – Segunda Exortação Apostólica do Papa Francisco, a reflexão incidiu principalmente sobre o capítulo IV – O Amor no Matrimónio e no capítulo IX – Espiritualidade Conjugal e Familiar.

A forma simples e objectiva como foram tratados os temas, enriqueceram-nos humana e espiritualmente, nesta Quaresma, em que o nosso Movimento nos convida a parar para reflectir. O dia terminou com a Eucaristia vespertina.

 

in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

Semana da Bíblia em Valdigem, Figueira e Queimadela

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Entre 22 de janeiro e 12 de Fevereiro as comunidades paroquiais de Valdigem, Figueira e Queimadela tiveram a oportunidade de viver a Semana da Bíblia. Para lá das celebrações eucarísticas de abertura e encerramento, formaram-se, em cada comunidade, diversos grupos que se reuniram em algumas casas, durante vários dias, com o fim de refletir, partilhar e sobretudo rezar alguns textos da Sagrada Escritura.

Com a Bíblia nas mãos, as pessoas foram convidadas a ler e refletir, num primeiro encontro, nos dois relatos da criação, orientado pelo pároco destas comunidades: Cón. José Manuel Melo. A ideia fundamental que se tentou transmitir é que o primeiro relato não é mais importante que o segundo e vice-versa. Ambos são relevantes, por isso estão os dois colocados na Sagrada Escritura. Uma outra ideia que foi bem reforçada é que não importa muito saber a ordem da criação do universo, ou se de facto aconteceu mesmo nos sete dias, incluindo o dia do descanso. Importa sim saber que foi e é Deus o Criador de todo o Universo e que o ser humano tem nele um estatuto especial.

O segundo e terceiro encontro foram orientados por Animadores de Grupos Familiares. O segundo encontro teve como tema: “Encontrar-se com Jesus na sabedoria dos idosos”. Tendo como base o texto de Lc 2, 21-40, as pessoas foram convidadas a refletir apenas no papel de duas personagens presentes nesta passagem: Simeão e Ana. É importante salientar que sob a inspiração do Espírito Santo, a vida destas personagens cruzam-se, no templo de Jerusalém, com a vida de Jesus. Também nós somos convidados a estar atentos aos sinais de Deus, à semelhança do “velho” Simeão e de Ana. Este encontro terminou com um texto do papa Francisco, proferido na praça de São Pedro, em Roma, em 28/10/2014, dirigido aos idosos e avós presentes.

O terceiro encontro teve como tema “encontrar-se com Deus na natureza”. Foi mais um outro olhar sobre a Criação, agora na perspetiva de cultivar em todos atitudes de apreço e contemplação pela maravilha da natureza, bem como ajudar a crescer na consciência da responsabilidade humana no cuidado da mesma.

A Semana da Bíblia terminou com um encontro geral para todos os grupos em cada paróquia, onde se refletiu na passagem da queda de Adão e Eva, orientado pelo reitor do Seminário Maior de Lamego: Pe. Joaquim Proença Dionísio. Foram muitos os que se movimentaram ao longo desta semana com o objetivo de melhor conhecer a Palavra de Deus. É necessário que estes encontros continuem, pois nos tempos que correm é urgente para nós cristãos conhecer cada vez mais e melhor as Escrituras.

Vítor Teixeira Carreira

VI ano, SML, in Voz de Lamego, ano 87/16, n.º 4401, 28 de fevereiro de 2017

CPM – Curso de Preparação para o Matrimónio

Microsoft Word - CPM 2017 - cartaz A4.doc

A preparação para o matrimónio, para a vida conjugal e familiar, é de importância relevante para o bem da Igreja. De facto, o sacramento do Matrimónio tem um grande valor para toda a comunidade cristã e, em primeiro lugar, para os esposos, cuja decisão é tal que não poderia ser sujeita à improvisação ou a escolhas apressadas.

Hoje, em não poucos casos, assiste-se a um acentuado deterioramento da família e a uma certa corrupção dos valores do matrimónio. O problema da preparação para o sacramento do Matrimónio, e para a vida que se lhe segue, emerge como uma grande necessidade pastoral antes de mais para o bem dos esposos, para toda a comunidade cristã e para a sociedade. Por isso crescem em toda a parte o interesse e as iniciativas para fornecer respostas adequadas e oportunas à preparação para o sacramento do Matrimónio.

O noivado inscreve-se no contexto de um denso processo de evangelização. De facto, vêm confluir na vida dos noivos, futuros esposos, questões que incidem sobre a família. Eles são, por isso, convidados a compreender o que significa o amor responsável e maduro da comunidade de vida e de amor que será a sua família, verdadeira igreja doméstica, que contribuirá para enriquecer toda a Igreja.

in Voz de Lamego, ano 87/12, n.º 4397, 31 de janeiro de 2017

Faleceu o médico e bioeticista Daniel Serrão

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Reconhecido pelo seu trabalho no campo da ética e da bioética, morreu na madrugada deste domingo, dia 8 de janeiro, o professor Daniel dos Santos Pinto Serrão, com a idade de 88 anos, especialista em ética da vida e conselheiro papal na qualidade de membro da Pontifícia Academia para a Vida.

Professor catedrático e investigador reconhecido dentro e fora do país no âmbito da anatomia patológica. Viu reconhecidos os seus méritos nestas temáticas quando se tornou conselheiro do Papa, passando a integrar, no Vaticano, a Pontifícia Academia para a Vida.

A propósito do seu livro de reflexões, com acento na sabedoria, disse:

“Até aos 75 anos procurei passar o mais despercebido possível. Por vários motivos, até por feitio. Sempre tive pudor em aparecer, impor-me. Tinha o laboratório privado de anatomia patológica e parecia que andava a fazer propaganda. Quando fechei o laboratório, fiquei livre. Mas se calhar a velhice também muda as pessoas e eu hoje tenho algum gosto em ter alguma presença pública, e até quem sabe menos autocrítica.”.

Nos anos de reflexão sobre bioética, julgou que a questão mais difícil foi o estatuto ético do embrião humano por ser o que suscita maior emotividade, talvez por nos lembrar que todos estivemos naquele estado durante horas. E, questionando-se se o embrião merece um respeito absoluto, inferiu que “tem direito absoluto à vida, como todas as outras formas de vida”.

– Porém, não considerava a eutanásia como igualmente problemática. Aduziu que “é uma questão que só se deve levantar no interior dos cuidados de saúde” e raciocinou assim: “Uma pessoa não pode pedir a outra para a matar. Só há eutanásia quando uma pessoa pede a outra, de uma forma clara e responsável, que a mate. Não se aplica, por exemplo, quando se recusa um tratamento e o médico diz que se não o fizer vai morrer. Há uma diferença no juízo ético entre a recusa do tratamento e a eutanásia.”.

Era de parecer que se deviam repensar “os tratamentos excessivos, fúteis e inúteis”, sendo que “o médico resiste muito a fazer a avaliação da situação terminal e tem de aprender a fazê-lo”.

Relativamente à crise na bioética, acusou a “apetência da política, da religião, da economia para absorver a palavra”. Assumiu que a bioética “é uma reflexão livre dos seres humanos, a partir da sua inteligência, a partir da sua capacidade de apreciação do mundo e transformação da perceção em significados a que chamamos valores”. Sendo o valor “o sentido que se atribui, pode ser estético, ético, pode ser bom ou mau, ou pode ser estúpido ou inteligente a um nível racional”. Porém, segundo Serrão, “não pode ser um poder porque, no momento em que se transforma num poder, perde a possibilidade de se exercer reflexão livre dos cidadãos, cede a condicionantes”. Ou seja, “a ética ou a bioética devem ser prescritivas, não executivas”.

Sobre a sua ligação ao Vaticano, era membro da Pontifícia Academia para a Vida, criada por João Paulo II – uma academia com poucas pessoas, que funcionou bem durante um primeiro tempo e depois deixaram de ser reuniões fechadas onde as pessoas estavam à vontade para discutir o seu próprio pensamento e o Papa pedia para que se pronunciassem sobre determinados assuntos.

Confessou que, estando a caminho do 4.º ano de Medicina, pusera da hipótese de ser padre. Ora, “ser médico venceu” e disso não se arrependeu, na convicção de que enquanto médico podia “realizar algumas das aspirações” que achava ter “como monge beneditino, que era o serviço para os outros”. E, de facto, esteve “sempre ligado à Igreja”.

No respeitante à vida política, à vida pública, opinou que “a maior parte das pessoas” que se ouvem falar “falam não para o país, mas em defesa dos seus interesses”.

Em relação à sabedoria da velhice, dizia que era importante “chegar a uma idade que permite olhar para trás e fazer uma perspetiva de absoluto, não de relativo, porque vivemos sempre a relativizar as coisas”: “cada um, na sua intimidade mais íntima”, vendo-se a si próprio, “descobre o espírito”. Depois, “ou acha que é só esse espírito que existe, a autoconsciência, em que nos podemos ver como um outro”, ou entende que “esse espírito é parte do transcendental”. Achava que “é uma espécie de intuição”, sendo que “os neurobiologistas começam a ver se haverá algum suporte neurobiológico para o conhecimento intuitivo”; e, “se houver, pode ser essa a subtileza da fé”.

Louro de Carvalho, in Voz de Lamego, ano 87/09, n.º 4394, 10 de janeiro de 2017

Vigília de Oração pelas Famílias – 30 de dezembro de 2017

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No passado dia 30 de dezembro, o Departamento Diocesano da Pastoral Familiar promoveu, na Igreja Catedral de Lamego, a celebração de uma Vigília de Oração pelas Famílias.

A celebração foi presidida pelo nosso Bispo, D. António Couto, acompanhado pelo Pró-Vigário Geral, Padre João Morgado, pelo Pároco da Sé, Cónego José Ferreira, pelo Diretor da Comissão Diocesana para o Laicado e Família, Padre Adriano Assis, e das famílias que, apesar do frio que se sentia, quiseram estar presentes.

Com o Senhor Sacramentado sobre o Altar e depois de proclamada a Palavra, as famílias consagraram-se a Deus, num ato significativo de oferecimento e a manifestação da vontade de serem d’Ele e Lhe pertencerem por inteiro. Na expressão visível deste compromisso, cada uma das famílias presentes inscreveu o seu nome num cartão colorido que colocou depois na “Árvore das Famílias”. A cada uma das famílias (foram 36 as que colocaram o seu cartão na “Árvore das Famílias), foi entregue, como lembrança, uma pequena imagem da Sagrada Família.

Este momento de oração culminou com a Bênção do Santíssimo Sacramento.

 A diocese de Lamego assinalou assim o dia da Sagrada Família com este momento de oração pelas famílias.  Celebrar a sua festa é recordar que o amor familiar é a experiência humana do amor infinito do Deus da Vida. Nesta Vigília, pedimos de modo especial que a Sagrada Família de Nazaré, pela fidelidade com que viveu a missão recebida de Deus, seja o modelo inspirador de todas as famílias.

Um agradecimento muito especial ao Grupo de Jovens da paróquia da Sé por, mais uma vez, ter dado resposta pronta e ter animado, tão bem, esta celebração.

Pelo Departamento Diocesano da Pastoral Familiar,

in Voz de Lamego, ano 87/08, n.º 4393, 3 de janeiro de 2017