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Archive for the ‘Falecimento’ Category

Falecimento do Cónego António Sousa Pinto

Deus de Misericórdia Infinita, na Sua imensa sabedoria e benevolência, fez regressa à Casa Paterna, o seu filho, e nosso irmão, Cónego António de Sousa Pinto, natural de Vila da Rua, nascido 10 de junho de 1929.

Filho de João de Sousa Júnior e de Maria José Pinto de Sousa.

Batizado na Igreja da Vila da Rua. Ordenado Diácono a 16 de março de 1957, na Capela Seminário de Lamego e ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1957, também na Capela do Seminário, pelo então Bispo de Lamego, D. João da Silva Campos Neves.

Fez o curso dos seminários diocesanos.

Foi professor, prefeito e ecónomo do Seminário de Resende.

Posteriormente foi nomeado pároco de Leomil e simultaneamente professor de inglês no Seminário de Lamego, bem como confessor auxiliar da Direcção espiritual no mesmo seminário.

Depois professor no Externato e no Ciclo preparatório de Moimenta da Beira.

A 21 de setembro de 1976 foi-lhe confiada a paróquia de Moimenta da Beira.

Vigário Episcopal de Zona Riba Távora em 12 de março de 1982. Foi nomeado cónego honorário em 11 de fevereiro de 1988. A 2 de março de 1996 foi nomeado cónego capitular.

A 20 de janeiro de 2002 foi nomeado pároco de Nagoselo, 

A 20 de janeiro de 2002 foi nomeado pároco de Aldeia de Nacomba, do Arciprestado de Moimenta da Beira, cargo que desempenhou até 2 de Outubro de 2002.

Vivia na Paróquia de São Tiago de Leomil, da qual foi pároco durante muitos anos. Será celebrada Missa na Igreja Matriz de Leomil, pelas 10h30 e na Igreja Matriz de Vila da Rua, pelas 18h00.

Unindo-nos em oração aos familiares em luto, agradecemos a Deus o dom da sua vida, da sua vocação e do seu ministério sacerdotal. Em nome e em comunhão com toda a Diocese, o Sr. Bispo, D. António Couto, manifesta as condolências, sublinhando a graça do encontro com Deus na ressurreição dos mortos, na vida eterna, deste nosso irmão, com quem nos encontraremos em definitivo quando chegar a nossa hora.

Deus lhe dê o eterno descanso, à família o consolo da fé, a todos a sabedoria para valorizarmos a vida como dom e como bênção.

Falecimento de Joaquim Macedo, Pai do João Pedro Borges

O Senhor Deus, Pai de infinita Sabedoria e Amor, chamou à Páscoa eterna o Dr. Joaquim Borges Macedo, nascido em 24 de dezembro de 1943, Pai do João Pedro Borges, membro da Equipa dos Convívios Fraternos e do Departamento Diocesano da Catequese. Residia em Meridãos, na paróquia de Tendais, Cinfães, onde se realizará o funeral, a 26 de abril, sexta-feira, pelas 15h30, na Igreja Matriz de Tendais. Encontra-se, em velório, no Centro Paroquial.

Ao João Pedro, à família e aos amigos, a nossa comunhão e as nossas condolências. Une-nos a oração, a amizade e a certeza, pela fé, que o caminho prossegue na eternidade. A dor faz o seu caminho, a fé abre-nos à esperança firme do encontro em Deus.

Que descanse em paz e que o Deus da Vida o guarde até ao dia da nossa chegada.

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Padre Isidro Ribeiro da Silva | 1936-2019

O Padre Isidro Ribeiro da Silva nasceu a 20 de julho de 1936 em Magueija, Lamego.

De 1948 a 1953 fez os então chamados Estudos Preparatórios na Escola Apostólica da Província Portuguesa da Companhia de Jesus, em Macieira de Cambra. Entrou no Noviciado da Companhia de Jesus, no Seminário da Torre, Soutelo (Braga), no dia 7 de Setembro de 1953, emitindo os primeiros votos a 8.9. 1955. Fez ali também os três anos de Juniorado (curso de Humanidades) de 1955 a 1958.

Licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia de Braga, de 1958 a 1961, com a tese “O antipsicologismo nas Investigações lógicas de Husserl”, publicada na Revista Portuguesa de Filosofia, em 1962.

Fez três anos de magistério em Soutelo-Braga, ensinado Latim e Grego, com as respetivas literaturas, aos juniores, Latim aos noviços e por algum tempo, Francês aos irmãos noviços coadjutores, de 1961 a 1964.

Estudou Teologia em Roma, na Universidade Gregoriana, e na Faculdade de Teologia de Granada, Espanha.

Foi ordenado sacerdote em Fátima em 15.7 1967, por D. João Pereira Venâncio, Bispo de Leiria, no cinquentenário das aparições.

Fez a chamada “terceira provação” (Espiritualidade e Instituto S.J.) em Gandia, Valença- Espanha, em 1968-69. De seguida frequentou o Instituto Superior de Pastoral Leão XIII da Universidade de Salamanca, entre 1969 e 1971.

Em outubro de 1971, foi destinado à Casa de Escritores S. Roberto Belarmino, em Lisboa, como escritor e redator da Revista Brotéria.

Emitiu os últimos votos em 5.11.1975, no Colégio de S. João de Brito, em Lisboa.

Foi colaborador nos três primeiros volumes da Enciclopédia Verbo de Cultura, e das revistas Magnificat (Braga) e Proyección (Granada-Espanha). Publicou uma antologia de textos extraídos da “Nova Floresta” do Pe. Manuel Bernardes.

Durante alguns anos orientou Exercícios Espirituais, mas, em face da situação difícil da Brotéria, por insistência dos Provinciais da Companhia de Jesus, consagrou-se por inteiro à revista, mantendo a colaboração assídua em paróquias de Lisboa e na margem sul do Tejo.

Dado o fenómeno migratório português, dedicou, ao longo de 28 anos, os meses de verão a substituir párocos estrangeiros, relacionados com capelães de emigrantes portugueses: em França e sobretudo na Alemanha.

Faleceu em Lisboa a 6.4.2019, com 83 anos de idade e 65 anos na Companhia de Jesus.

R.I.P.

in Voz de Lamego, ano 89/19, n.º 4505, 9 de abril de 2019

Nuno de Santa Maria Pascoal… Partiu mais um amigo…

A notícia chegou aos meus ouvidos em momentos de oração na Capela da Obra Kolping e quando um grupo de Sacerdotes se encontrava em Retiro. Ao telemóvel chegou mensagem, mas a vibração deu tempo para sair e ouvir: faleceu o Dr. Nuno de Santa Maria Pascoal…

Interroguei-me sobre a razão da escolha do meu nome para receber e comunicar a notícia a quem e como o fazer naquele momento e a partir daquele lugar; porque era momento de silêncio, informei o Senhor D. Jacinto do que tinha acontecido e pedi as orações dos presentes pelo Dr. Nuno Pascoal. Senti que era meu dever de caridade para com um amigo que partira para Deus e que eu conhecera há muitos, muitos anos, e nunca mais nos esquecemos.

Eu esperava a chegada da camioneta que me levaria ao Pinhão, na ida para o Seminário. Da camioneta sai um jovem, que me informa de que o Seminário de Resende só abria as aulas dali a uma semana, o que acontecia por causa das obras na Casa. Mas lá fui até S. João da Pesqueira, podendo regressar a minha casa, e à tarde, na «carreira» para mais uma semana de férias. E o jovem que me dera a notícia era o então Nuno Pascoal, que me permitiu ser seu amigo ao longo dos anos que se seguiram, ele no Seminário de Lamego e eu no de Resende. Quando eu cheguei a Lamego (1954), já ele abandonara o Seminário (1953); mas a amizade estava encontrada e entrara em acção nunca destruída.

Agora, eram as reuniões da ASEL que permitiam os nossos encontros. E lá estávamos, com outros e outros que acorriam às reuniões/encontros, se saudavam amistosamente e conviviam em mais um dia da sua vida. E o Dr. Nuno Pascoal e eu também éramos assíduos na frequência dos Encontros da ASEL. A notícia do seu falecimento dizia que éramos da mesma terra; não sendo a verdade exacta, esta consistia numa proximidade relativa, a que vai de Longroiva, no concelho da Meda, à Horta, a minha aldeia natal, onde passava a camioneta que nos levaria ao Pinhão. Mas a amizade nasce assim, para nunca mais desaparecer e nem a morte será capaz e destruir. Por isso, posso dizer «Partiu um amigo». Ler mais…

D. Fernanda: uma vida a servir

No dia 22 de dezembro, faleceu a D. Maria Fernanda Souto Costa, aos 75 anos de idade. Natural de Vila Seca, Armamar, pertencia ao Instituto das Cooperadoras da Família. Viveu e cumpriu a sua vida e a sua missão em diferentes locais e serviços, mas uma boa parte foi vivida entre nós, em particular no Seminário, onde a sua presença discreta, orante, atenta e eficiente foi por todos sentida e testemunhada.

Durante trinta anos foi presença no nosso Seminário de Lamego, coordenando serviços, acolhendo quem ali se dirigia e atendendo a quantos telefonavam. Mas também na cidade, em diferentes circunstâncias, marcava presença, apesar de discreta.

Há quase dois anos despediu-se do Seminário, por causa da pouca saúde e foi viver para Coimbra, numa das casas do Instituto a que pertencia. Não partiu sem lágrimas e levou consigo muitas recordações, muitos rostos e vidas, a par de uma grande vontade de voltar. A verdade é que, sem o dizer claramente, sabia que dificilmente voltaria ao seu Seminário para continuar a acompanhar os “seus meninos”. Mas, apesar de longe e fisicamente debilitada, nunca deixou de se informar e interessar por todos. E, mais importante, não nos esquecia nas suas orações e por todos oferecia os seus sofrimentos.

Em setembro passado, após internamentos, exames e muitas consultas médicas, foi operada ao coração. A recuperação foi morosa e dolorosa, exigindo novos internamentos. Mas tudo parecia estar melhor e a recuperação era visível. A véspera da sua morte, 21 de dezembro, foi vivida com normalidade e, já de madrugada, ainda deu conta de que alguém fora ao seu quarto ver se estava bem. Perto das 8h, encontraram-na já sem vida.

O seu corpo ficou em câmara ardente na capela da casa onde agora vivia até à manhã de segunda-feira, dia 24, já que em Coimbra não se realizam funerais ao domingo.

Na assembleia que participou na Eucaristia exequial estavam os seus irmãos, cunhados e sobrinhos, um grande número de membros do Instituto, bem como o nosso seminarista mais velho, João Miguel Pereira, e seis sacerdotes da nossa diocese, Cón. José Manuel Melo, Pe. Leontino Alves, Pe. José Manuel Rebelo, Pe. Ângelo Santos, Pe. Joaquim Dionísio e Cón. João Carlos Morgado, que presidiu. Certamente que muitos outros gostariam de ter participado, demonstrando a gratidão devida a quem os serviu, mas a distância e as ocupações não o permitiram. O seu corpo foi sepultado no cemitério de St. António dos Olivais. Ler mais…

Pe. Manuel Pinto Almeida – Partiu um amigo

Corria o ano de 1949 e nova reboada de uns quarenta jovens dirigiu os seus passos para o Seminário de Resende. Vinham dos quatro cantos da Diocese, e já não é fácil dizer de onde vinham todos eles.

Também vinha um chamado Manuel Pinto de Almeida, que descia das alturas da Panchorra, concelho de Resende, que a pé percorreu os caminhos que ali o trouxeram; a serra nada mais oferecia aos que por ela passavam e que dela saíam para outro qualquer lugar. Também eu fazia parte do grupo, mas vindo do outro extremo da Diocese, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.

O grupo foi diminuindo; inadaptação de uns, saudades de outros, passámos ao Seminário de Lamego; tínhamos recebido dois do curso anterior, porque a saúde os reteve em casa; o grupo diminuía, mas ia-se recompondo na vida de cada ano escolar. No oitavo ano (era a contagem dos anos de estudo de então), só quatro entrámos no Curso Teológico: lá estava o Pinto de Almeida. No dia da ordenação sacerdotal, 15 de Agosto de 1961, o grupo de quatro subiu a pé para o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, para a Ordenação Sacerdotal; o grupo, aí, sofreu novo revés, pois um dos quatro não avançou, quando esperávamos o avanço de todos, que não éramos muitos.

Começou, então, nova etapa da vida de um grupo que se foi reduzindo ao longo de doze anos, agora com um futuro que tinha tanto de certo como de incerto; vida pastoral que chamava por nós, às vezes em lugar nunca sonhado, muito menos visitado e conhecido. E o P.e Manuel foi para o concelho da Mêda, num dos extremos da Diocese; para lá dos limites da sua paróquia de residência começava o concelho de Trancoso e a Diocese da Guarda. Casteição e Paipenela eram as suas duas paróquias, a que se juntava o lugar anexo dos Chãos. E lá ficou o nosso antigo companheiro, amigo, padre e pároco, um dos três que chegaram ao fim, receberam o Sacerdócio e partiram para a missão a que foram chamados e para a qual foram enviados, para usar a palavra de agora. Ler mais…

Falecimento do Pe. Manuel Pinto Almeida

O Senhor Deus, Pai de Misericórdia Infinita, chamou à Sua presença, na eternidade, o Pe. Manuel Pinto Almeida.

Natural da Panchorra, concelho de Resende, onde nasceu em 3 de dezembro de 1938. Foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1961. Foi durante alguns anos responsável da Casa de São José, onde passou os últimos meses agora em regime de Lar, mas igualmente sob a tutela da Diocese de Lamego.

Na segunda-feira será celebrada Missa Exequial na Igreja da Graça, em Lamego, pelas 11h00, e seguirá para a Panchorra, onde será celebrada também Eucaristia com o corpo presente, sendo sepultado no cemitério local.

O Senhor Bispo, D. António Couto, em comunhão com todo o presbitério e com a Diocese de Lamego, manifesta aos familiares e amigos do Pe. Manuel as suas condolências, agradecendo o dom da sua vida e da sua vocação e ministério sacerdotais, confiando-o nas mãos de Deus Pai, Senhor da Vida e da Morte.

Que Deus lhe conceda o eterno descanso.