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Archive for the ‘Evangelho’ Category

MISSÃO . PEREGRINOS | Editorial Voz de Lamego | 17 de outubro

MISSÃO . PEREGRINOS

 

O próximo domingo, penúltimo de Outubro, é Dia Mundial das Missões e, como habitualmente, o Papa escreveu uma mensagem, este ano intitulada “A missão no coração da fé cristã”, na qual convida todos a serem protagonistas na missão eclesial de anunciar o Evangelho e testemunhar Jesus Cristo. Porque uma fé que não influencia a vida do crente, os seus gestos e opções está adormecida e precisa acordar para assumir a adesão e concretizar o seguimento.

A missão da Igreja funda-se sobre “o poder transformador do Evangelho” e apresenta o Salvador e Senhor da Vida que continua a missão do bom samaritano nos nossos dias.

O convite não é novo, mas apela para uma missão sempre nova e exigente, a cumprir-se num mundo em devir, onde o sofrimento põe em causa a existência de Deus, as guerras adiam sonhos e encurtam vidas e as quimeras abundam e confundem.

Por outro lado, a mensagem papal sublinha também a espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos que a missão inspira. Isto é, a missão ajuda-nos a perceber que estamos de passagem e, nessa medida, desinstala-nos e provoca-nos a olhar as exigências do caminho, a dependência diante de Deus, a brevidade da vida e a necessidade de dar frutos.

A consciência de que somos peregrinos, convidados a ultrapassar dificuldades e a socorrer quem está no caminho, leva-nos a evitar parar, a olhar para o lado ou a perder tempo, a saber ver os sinais, a aproveitar dons e oportunidades, a não desperdiçar graças, a relativizar o acessório, a construir pontes…

Todo o baptizado é um missionário a caminho. E enquanto caminha tem sempre oportunidade de testemunhar as “razões da sua esperança” ao mundo que o cerca e aos irmãos que encontra.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Almacave: ação de graças pela vida de D. António Francisco

COMUNIDADE PAROQUIAL DE SANTA MARIA MAIOR DE ALMACAVE

AÇÃO DE GRAÇAS PELA VIDA DE D. ANTONIO FRANCISCO

(Eucaristia de 7.º dia)

A Comunidade Paroquial de Almacave, reuniu-se para louvar e dar graças a Deus pela vida de D. António Francisco dos Santos que, nesta Paróquia viveu em Equipa Sacerdotal durante largos anos, com Monsenhor Simão Botelho e Monsenhor José Guedes.

Muitas vezes ele nos dizia que tinha pena de não ter mais tempo para a ação pastoral na Paróquia, devido aos seus múltiplos afazeres e ia pedindo, a nós leigos, que continuássemos a apoiar os sacerdotes, nomeadamente o seu amigo Pe José Guedes, que ele sabia ir ficar muito desamparado com a sua ausência, aquando da sua ordenação episcopal.

 No entanto, no tempo que por aqui passou deixou a sua marca indelével de humildade, de serenidade, de solidariedade silenciosa junto dos que precisavam, sempre ao serviço do outro (e bastava vê-lo trazendo um disfarçado saco de medicamentos para umas determinadas pessoas que assistia).

Mesmo nos momentos de maior sofrimento com a situação de saúde de sua mãe, nunca deixou de ter um sorriso, ainda que débil da sua tristeza interior, ou de ter uma alegria mais efusiva quando connosco participava em festas da Catequese ou de celebrações paroquiais. Ler mais…

Homilia na Missa exequial de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto

Irmãos caríssimos

Surpreendido ainda pelo súbito falecimento do Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, nosso irmão e amigo, correspondo à indicação que me foi feita para presidir a esta Santa Missa Exequial.

Com simplicidade e emoção o faço. Longos anos de amizade, a coincidência de idade e de percurso eclesial, tudo me aproximou do Senhor D. António Francisco, em muitos encontros institucionais e pessoais, projetos e desafios das nossas missões e tarefas. Sempre nele encontrei disponibilidade e competência, além da muita estima recíproca.

Num momento como este, são muitas as palavras possíveis, como aliás têm sido proferidas por grande número de pessoas da Igreja e da sociedade, não faltando o depoimento de altas figuras da vida nacional e local. Todas aliam sentimentos de admiração e já saudade pela grande figura pessoal, eclesial e social que entre nós viveu e verdadeiramente conviveu, pois grande e marcante era a sua capacidade de estar com os outros e, ainda mais, de estar para os outros. Ler mais…

Dia da Bíblia

O Pe. Mário José dos Santos, natural da nossa diocese, de Tabuaço, é membro da família Paulista e escreveu-nos para divulgar uma iniciativa prevista para o dia 01 de outubro, na nossa Sé, em Lamego.

Nessa data, logo a seguir à festa de S. Jerónimo, o grande biblista e tradutor da Palavra de Deus (Vulgata), e com a presença de D. António Couto, celebrar-se-á um pontifical para assinalar o Dia da Bíblia, sugerido pelo Papa Francisco, mais concretamente “Entronização da sagrada Escritura e celebração do primeiro Domingo da Bíblia em Portugal”.

O objectivo é “conseguir, em toda a Igreja, a instituição oficial dum Domingo Bíblico e entronizar por todo o lado a Bíblia nas Igrejas à semelhança e com o relevo possível que tem o Sacrário: as 2 mesas! A Palavra é como a Eucaristia: em ambas está a PRESENÇA! É isto o que se pretende incutir no Povo juntamente com a leitura assídua da Bíblia”.

in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017

Festa em honra de Nossa Senhora dos Remédios

Celebrar a fé

A cidade e a região viveu, mais uma vez, as festas da cidade com os olhos postos na Mãe, aqui invocada como Senhora dos Remédios. A novena, a Eucaristia e a Procissão, as ruas iluminadas, os artistas que actuaram, os desfiles, os foguetes e o fogo de artificio, os visitantes que vieram, as famílias que se juntaram, o ruído, o convívio, as fotografias… Tudo contribuiu para a festa!

Caminhar com Maria

A novena em honra de Nossa Senhora dos Remédios decorreu, como habitualmente, entre os dias 30 de Agosto e 07 de setembro, no Santuário e sob orientação do seu Reitor, Pe. João António Pinheiro Teixeira. Nesses dias, entre as 06h e as 08h, a igreja encheu-se de fiéis que, ainda escuro, demandaram o Santuário, a pé ou de carro, de perto e de longe, para louvar a Mãe e escutar a Palavra de Deus. E foram muitos os que o fizeram. Ler mais…

António Francisco dos Santos | 1948-2017

Morreu o bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos

O bispo do Porto, D. António Francisco dos Santos, morreu ontem, dia 11 de setembro, aos 69 anos. Segundo informações publicadas, D. António foi vítima de “um ataque cardíaco fulminante”, na Casa Episcopal, onde residia.

D. António Francisco dos Santos completou 69 anos recentemente, a 29 de Agosto. Estava na diocese do Porto desde Fevereiro de 2014, quando sucedeu a D. Manuel Clemente. Quem o conhecia, destaca a bondade e o seu empenho na denúncia das desigualdades sociais e económicas.

Na sua primeira homilia como bispo do Porto, em 2014, disse: “Os pobres não podem esperar”. Na última, este sábado, em Fátima, defendeu a construção de uma “igreja bela, como uma casa de família”.

De Cinfães ao Porto

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SENTIDO CONVITE | Editorial Voz de Lamego | 12 de setembro

A Edição da Voz de Lamego desta semana foi surpreendida pela morte de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, natural de Tendais, Cinfães, da nossa Diocese de Lamego. Quando o Jornal Diocesana já estava bem alinhado, a notícia que deixou abalados aqueles que o conheciam e se se cruzaram com ele, mas o próprio país. Nesta edição, tornou-se um tema importantíssimo. Outro tema: a Festa de Nossa Senhora dos Remédios.

Mas há muitas outras notícias e muitos motivos para ler a Voz de Lamego. Comecemos pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio

SENTIDO CONVITE

As gentes de Gosende celebraram, no primeiro domingo de setembro, a festa em honra de Nossa Senhora do Fojo. E foram centenas os que se juntaram naquele descampado do Montemuro para louvar a Deus e honrar Maria, conviver com familiares e amigos, cumprir tradições ou passar pelas tendas dos feirantes, sempre atentos para que nada falte!

No final da Eucaristia campal, e já a caminho da capela, umas senhoras transportavam uma grande panela. E logo se ouviu alguém: “como combinado, o arroz já aqui está, Sr. Padre, e sem atraso!”.

Já na sacristia, o pároco, Pe. Diogo Filipe, informou que o arroz era para distribuir pelas gentes que tinha convidado para o almoço, no salão. E acrescentou que as fêveras já deveriam estar a caminho, encomendadas às diversas tendas de comes e bebes presentes. E rematou: “o Papa instituiu o Dia do Pobre, lá para outubro, mas nós já vamos faze-lo hoje!”

Tal como em Gosende e tal como com este pároco, haverá, noutros lugares e com outros protagonistas, iniciativas semelhantes. Mas aqui o destaque vai também para a data: num dia de festa familiar e comunitária, com visitantes de longe e de perto que rezam, convivem, compram e comem… alguém se lembrou daqueles que, nestes dias, quase não se vêem.

No meio de tanta gente e de tantas coisas, os mais pobres tiveram um lugar à mesa e um prato cheio. Talvez tenham tido, no dia seguinte, pratos mais vazios em suas casas, mas naquele dia fizeram festa e deram mais sentido à festa de quem os acolheu.

No meio de tantos dias “disto e daquilo”, o Dia do Pobre deveria ocupar a primazia e desaparecer rapidamente. Seria sinal de que as pessoas estão primeiro e que a sociedade se mobilizou para o esvaziar.

in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017