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Archive for the ‘Deus’ Category

As Paróquias de Arícera e Goujoim prestam homenagem ao seu Pároco

As paróquias de S. Cristóvão de Arícera e de Santa Eulália de Goujoim, do arciprestado de Armamar e Tarouca, uniram-se no domingo, 10 de Setembro, na celebração das bodas de ouro de vida sacerdotal e paroquial do Rev. P. Artur Mergulhão. Associaram-se à homenagem os presidentes, vereadores e membros da Câmara Municipal de Armamar e da Junta da União das Freguesias de Arícera e Goujoim.

Às 12.00h, na igreja paroquial de Arícera, reuniram-se os fiéis das duas comunidades, para a celebração da Eucaristia. Este foi o momento alto de ação de graças a Deus e de gratidão dos paroquianos pela vida do sacerdote e pároco que os vem servindo ao longo de cinquenta anos. Um período de tempo da vida do P. Artur marcado pela presença física, assistência espiritual e proximidade familiar, com um dinamismo pastoral e social, imprimido desde o início da sua missão. A homenagem continuou num almoço de alegre convívio, servido num restaurante da região, com todos os que quiseram associar-se a esta manifestação de apreço.

Na Missa e no almoço, em plena comunhão entre os fiéis das duas comunidades e destes com o seu pároco, houve intervenções que, pela palavra e pelas ofertas, expressaram o reconhecimento agradecido, recordando momentos vividos desde os primeiros tempos de vida paroquial e lembrando os traços humanos e sacerdotais que caracterizam o P. Artur Mergulhão. Ler mais…

GRATIDÃO E BONDADE | Editorial Voz de Lamego | 19.setembro.2017

A morte de D. António Francisco dos Santos marcou estes últimos dias. Quando a edição da Voz de Lamego da semana passada já estava em andamento, a notícia da morte do Bispo do Porto, natural da nossa diocese, veio alterar a composição do mesmo. Uma semana depois é possível a recolha de muitos outros testemunhos, a começar pelo Editorial, do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego e o atual Reitor do Seminário Maior de Lamego:

GRATIDÃO E BONDADE

A morte privou-nos da presença, da palavra e do saber de D. António Francisco dos Santos, falecido aos 69 anos. Nas horas que se seguiram à fatídica e inesperada notícia, foram muitos os que partilharam e expressaram gratidão pelo muito que fez por onde passou, deixando elogios à bondade, disponibilidade e sabedoria com que estava, liderava e acompanhava.

Em pouco mais de três anos, os diocesanos do Porto puderam aperceber-se das suas qualidades e deixaram-se cativar pelo seu exemplo. Uma missão exigente que assumiu por obediência à Igreja e que cumpriu com distinção, até ao limite das suas forças.

Inicialmente, talvez a nomeação deste bispo, discreto e mediaticamente pouco reconhecido, tenha surpreendido muitos diocesanos portuenses, mas, rapidamente, a sua forma de ser e de estar mostrou ter sido uma escolha acertada. Tal como ficou devidamente ilustrado na celebração exequial, com a presença de milhares de pessoas, centenas de sacerdotes e dezenas de bispos, a que se associaram as mais altas figuras do Estado.

A nossa diocese também sofre com a sua partida. Aqui caminhou e amadureceu a sua vocação sacerdotal; aqui foi ordenado e daqui partiu para servir a Igreja. Aqui regressava, de quando em vez, sempre a correr, para participar em alguma celebração ou partilhar momentos com os amigos que granjeou e não esqueceu.

Enquanto formador no Seminário Maior e Pró-Vigário Geral da diocese marcou uma geração de padres do nosso presbitério: pela forma como ensinava e motivava, pela atenção amiga com que ouvia, pela serenidade com que dialogava e pela sabedoria com que aconselhava. E, com alegria e saudável regozijo, sempre o acompanhámos, de perto e de longe, na sua missão episcopal.

A Igreja perdeu um pastor, Lamego um dos seus ilustres filhos e muitos de nós um amigo. Resta a gratidão diante da sua memória e a vontade de imitar a sua bondade.

in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

Ordenações Sacerdotais | Presbitério de Lamego com novos membros

Ordenações sacerdotais

 A nossa diocese viveu com alegria a ordenação sacerdotal dos Padres Ângelo Santos, Diogo Rodrigues e Luís Rafael. Aconteceu no passado domingo, dia 02, e a multidão encheu a Sé para louvar o Senhor e testemunhar o sim daqueles jovens.

Desde há alguns anos a esta parte que, quando há ordenações sacerdotais, a celebração decorra no primeiro domingo de julho. E assim foi. Às 16h já a Sé estava preparada para ver entrar aqueles que, neste mesmo local, na última Solenidade de Cristo Rei do Universo, haviam sido ordenados Diáconos.

Nos dias que antecederam o grande dia estiveram no Mosteiro beneditino de Singeverga, acompanhados pelo Dom Abade e pelo Prior, no seu retiro espiritual. Dias de silêncio, de oração e interioridade para, diante do Senhor, mais intensamente se prepararem para dizer sim ao apelo de Deus para servir, em Igreja, o mundo.

Nos primeiros bancos sentaram-se os familiares dos três eleitos, vivendo com alegria e acompanhando com emoção todos os gestos e palavras daqueles que viram crescer. Estiveram também presentes muitos amigos e conterrâneos, bem como fiéis das comunidades paroquiais onde, nos últimos meses, viveram o seu estágio pastoral. Recorde-se que o Ângelo esteve por terras de Penedono e Sernancelhe, acompanhado pelos Padres Carlos Carvalho e Francisco Marques, o Diogo nas paróquias de Alvite, Leomil e Sever, acompanhado pelos Padres Bráulio Carvalho e Jorge Giroto, o Luís Rafael na paróquia de Almacave e na Pastoral Juvenil, acompanhado pelos Padres José Guedes e José Abrunhosa.

A par dos muitos fiéis leigos que encheram a Sé, também o nosso bispo emérito, D. Jacinto Botelho, e cerca de sete dezenas de sacerdotes estiveram presentes. No início da cerimónia e também no final, o Pe. José Miguel Loureiro, responsável pelo Departamento da Pastoral Vocacional, dirigiu-se à assembleia para apresentar os futuros sacerdotes, manifestar a alegria de todos perante a disponibilidade dos eleitos e deixar agradecimentos às famílias e a quantos participaram na caminhada dos novos sacerdotes. O canto esteve a cargo do Coro da Catedral, sob a orientação do Padre Marcos Alvim.

Na homilia, comentando os textos bíblicos proclamados, D. António Couto sublinhou a singularidade dos pequeninos no projecto de Deus, convidando os futuros sacerdotes a assumirem com paixão a missão de acolher e acompanhar todos, bem como a manterem vivo o desejo de anunciar o Evangelho a “toda a criatura”. É o Senhor que chama e envia, que promete estar presente e fortalecer todos os dias a vontade de edificar a Igreja e de concorrer para a santificação da humanidade.

Antes da bênção, o nosso bispo convidou a assembleia a saudar os novos sacerdotes com uma salva de palmas, o que foi de imediato e de forma efusiva testemunhado. E como habitualmente, após a celebração, os novos sacerdotes dirigiram-se para o claustro da Sé, onde foram saudados pelos presentes.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/34, n.º 4419, 4 de julho 2017

À conversa com os nossos Diáconos Ângelo, Diogo e Luís Rafael

Para os nossos leitores, quem sois vós?

Ângelo: “Porque eu sou, junto de Vós, um peregrino, um caminhante como os meus antepassados” (Sl 38,13). Um peregrino em rumo à pátria do amor trinitário. Frequentei o Seminário Maior de Lamego durante seis anos (2009-2015). No período de 2015-2016 fiz uma paragem para uma etapa diferente no percurso vocacional. Durante esta etapa estive ligado a uma Organização Não-Governamental de inspiração cristã, chamada Leigos para o Desenvolvimento.

Diogo: Bem, penso que nós não somos os melhores a falar de nós mesmos… Sou um diácono, natural de um lugar chamado Mazes, pertencente à Paróquia de S. Miguel de Lazarim. Depois de ter frequentado os Seminários da nossa Diocese, estou a fazer o estágio pastoral com o Pe. Bráulio Carvalho e o Pe. Jorge Giroto, nas Paróquias de Alvite, Leomil e Sever. E, juntamente com dois diáconos da nossa Igreja de Lamego, preparo-me para a Ordenação Presbiteral.

Luís: Sou aquele menino que cresceu junto às águas do Távora, em Vila da Ponte. Sou aquela criança irrequieta que nem sempre se portava bem na catequese mas gostava muito de vestir a alva e ajudar o Senhor Padre na Missa. Sou aquele adolescente aventureiro que encontrou no Seminário de Resende uma nova casa. Sou aquele Jovem Sem Fronteiras que sempre procurou “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Sou aquele estudante de teologia… seminarista… filho… amigo… diácono… discípulo-missionário… embalado pelo Amor de Deus.

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Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na Sé de Lamego

Deus é amor. O amor é de Deus. O amor vem de Deus.

Coração de Jesus

No dia 23 deste mês, a Igreja viveu a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o que habitualmente acontece na sexta-feira após a oitava do Corpo de Deus. O nosso bispo presidiu à Eucaristia celebrada, na Sé, às 18h30, bem como à consagração de todos os diocesanos ao Coração de Jesus.

A preparação desta festa, na paróquia da Sé, é particularmente assumida e vivida, pelos Associados do Apostolado da Oração, com um tríodo eucarístico. Ao longo desse tempo, o ritmo é marcado pelas celebrações eucarísticas, pela adoração ao Senhor, pela oportunidade de Reconciliação, pela escuta da Palavra e pela presença de um pregador convidado. Este ano esteve presente o Padre José Miguel Loureiro, a quem o pároco, Cón. José Ferreira, agradeceu no final.
D. António Couto, acompanhado por D. Jacinto Botelho e por um grupo de fiéis que não enchia a Sé, presidiu, às 18h, à adoração eucarística e à Bênção do Santíssimo Sacramento, encerrando o referido tríodo preparatório.
Mas, antes da bênção e como habitualmente, consagrou toda a diocese ao amor misericordioso e sempre atento do Coração de Jesus a quem pediu graças e protecção.
Na homilia da Eucaristia que se seguiu, o nosso bispo convidou todos a perderem-se no refúgio do Coração de Jesus, a alegrarem-se e a darem graças ao Amor celebrado, uma presença sempre vida e sublime, ao mesmo tempo que recordava a jaculatória tantas vezes repetida: “Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.
Recordando a história recente desta festa e das protagonistas que incentivaram à sua vivência, D. António sublinhou as afirmações do Apóstolo João, que não se cansou de dizer o quanto o Amor de Deus é primeiro e como está sempre onde é preciso: “Deus é Amor. O Amor é de Deus. O Amor vem de Deus”. E convidou a imitarmos Deus: a estar primeiro e a imitar o amor solícito de Jesus.
E responder a um amor assim exigirá a atenção aos mais fracos e pobres, os socialmente esquecidos.

União Eucarística

No final da homilia e antes da profissão de fé, a assembleia testemunhou a presença e o compromisso de novos membros da União Eucarística Reparadora. A todos foi proferida uma breve nota histórica e, logo de seguida, se procedeu ao chamamento dos novos membros que, em uníssono, assumiram o seu compromisso de adorar o Senhor e de levar até ao Senhor todos quantos mais precisam. Foi distribuída uma insígnia, benzida pelo presidente da celebração, que os novos associados colocaram ao pescoço.
Este movimento eclesial foi fundado por um bispo espanhol na primeira metade do século passado, Manuel Gonzalez (falecido em 1940), recentemente canonizado, e era também conhecido como “Marias dos Sacrários-Calvários”.
O objectivo primeiro desta obra é promover a adoração e o aperfeiçoamento espiritual de quantos a assumem, nomeadamente através da visita regular aos sacrários e ao Senhor que ali está e nunca deixa de escutar as súplicas e os louvores dos seus amigos visitantes. Como escreveu o seu fundador, trata-se de “procurar a agradável e fiel companhia ao abandono mais injusto, mais cruel, mais transcendente de todos os abandonos – o do Coração de Jesus nos seus Sacrários”.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

Pentecostes: Fortalecidos pelo Espírito Santo para testemunhar

Os cristãos crêem em um só Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. A Solenidade de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, celebra a vinda do Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho sobre os Apóstolos, e o nascimento da Igreja. O acontecimento não pode ser compreendido senão em ligação à Páscoa e à Ascensão: Jesus morreu pela salvação do mundo (Sexta-feira Santa), ressuscitou (domingo de Páscoa) e partiu ao encontro do Pai (Ascensão). Esta festa encerra as sete semanas do tempo pascal.

O vento e o fogo

Cinquenta dias depois da Páscoa, na altura em que uma multidão está reunida em Jerusalém para comemorar o dom da Lei concedida ao povo por intermédio de Moisés, ao Apóstolos, Maria e outros discípulos ouviram um ruído “comparável ao de forte rajada de vento” que encheu a casa. Foi o primeiro sinal. O segundo sinal não se fez esperar: “viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles”. E eis que testemunham um terceiro sinal: cheios do Espírito Santo, significado pelo vento e pelo fogo, “começaram a falar outras línguas”. A multidão que festejada estava estupefacta “pois cada um os ouvia falar na sua própria língua”. A situação era tão extraordinária que alguns ouvintes afirmavam que os cristãos estavam “cheios de vinho doce” (Act 2, 1-13). Ler mais…

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES | ESCOLA DE FÉ

O ainda vivo Papa Bento XVI visitou apostolicamente o nosso país em 2010, passando também pelo Santuário de Fátima, como muitos recordarão. Apesar de ter sido essa a única vez que ali veio como responsável máximo pela Igreja, a verdade é que já peregrinara até este santuário noutras ocasiões. E também é verdade que conhecia bem a “mensagem de Fátima” já que, entre outros textos escritos, foi o autor do comentário teológico ao, assim denominado, “segredo de Fátima”, enquanto desempenhava a missão de Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Eleito Papa para suceder a João Paulo II, em 2005, recebeu os bispos portugueses em 2007, na visita “ad limina”. Foram notícia as suas palavras quando, no encontro final, pediu aos nossos bispos para se empenharem na renovação da pastoral das suas dioceses. Mas, entre o muito que disse, estavam também afirmações que, nas vésperas de comemorarmos o primeiro centenário das aparições, poderíamos recordar:

“Amados Bispos de Portugal, há quatro semanas encontrastes-vos no Santuário de Fátima com o Cardeal Secretário de Estado que lá enviei como meu Legado Especial no encerramento das celebrações pelos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora. Apraz-me pensar em Fátima como escola de fé com a Virgem Maria por Mestra; lá ergueu Ela a sua cátedra para ensinar aos pequenos Videntes e depois às multidões as verdades eternas e a arte de orar, crer e amar. Na atitude humilde de alunos que necessitam de aprender a lição, confiem-se diariamente, a Mestra tão insigne e Mãe do Cristo total, todos e cada um de vós e os sacerdotes vossos directos colaboradores na condução do rebanho, os consagrados e consagradas que antecipam o Céu na terra e os fiéis leigos que moldam a terra à imagem do Céu. Sobre todos implorando, pelo valimento de Nossa Senhora de Fátima, a luz e a força do Espírito, concedo-lhes a minha Bênção Apostólica”.

Olhar para Fátima como “escola de fé” e para Maria como mestra é motivador e apresenta-se como oportunidade para caminhar e crescer como crente, indo muito além do mero espaço que se visita, da recordação que se compra, da fotografia que se guarda, da água que se bebe ou das pessoas que ali se encontram. Porque uma “escola” exige disponibilidade para escutar, humildade para aprender, vontade para cumprir, abertura à novidade e disponibilidade para mudar.

As celebrações do centenário, as canonizações anunciadas, a presença do Papa, as multidões esperadas… são factos singulares que ficarão na história humana e sempre serão notícia.

Mas, verdadeiramente, o mais importante será cada um olhar para Fátima com vontade de aprender e contemplar Maria com vontade de avançar.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/24, n.º 4409, 25 de abril de 2017