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Archive for the ‘Ano Pastoral’ Category

Peregrinação da Zona Pastoral da Pesqueira ao Santuário de Fátima

Na data prevista, dia 17 de junho, devido à falta de autocarros disponíveis,os fiéis da Zona Pastoral de S. João da Pesqueira não puderam viver,com os demais fiéis da nossa Diocese, o Dia da Família Diocesana em ano do Centenário das Aparições.

Neste sentido, os párocos dessas comunidades agendaram uma data posterior e, no passado dia 23 de julho, peregrinaram até ao Santuário de Fátima para assim viverem esse dia em espírito de comunidade e para o celebrar com Jesus e na presença da Mãe de Deus.

Saídos das diversas comunidades e chegados ao Altar do Mundo, pude presenciar, com imensa alegria, a ânsia que todos tinham de, em primeiro lugar, visitar a Mãe, rezar ao Senhor, cumprir as suas promessas ou agradecer todas as graças concedidas, até à hora da Eucaristia, prevista para as 12h 30 min. Ler mais…

Peregrinação Nacional do Movimento da Mensagem a Fátima

O homem é um peregrino sobre a Terra.

A Peregrinação é uma experiência religiosa universal, é a expressão típica da religiosidade popular. Pressupõe uma caminhada de conversão em direção a Deus, desde a sua preparação à viagem e, por fim após a chegada, ao dia a dia e vida daquele que a fez – o peregrino.

As suas raízes encontram-se na própria Bíblia. Desde Abraão que deixa a sua terra, a casa paterna e se põe a caminho para o lugar que Deus lhe indica, a terra de Canaã. O Povo de Deus caminhou em direção à terra prometida. O fenómeno das peregrinações está presente em toda a história do cristianismo. Nos nossos dias faz-se, sobretudo, em direção aos santuários. Ler mais…

Almacave Jovem  Porque não Taizé? 

Em pleno Verão, depois dos exames e das frequências nas faculdades, são milhares os jovens portugueses que participam de um modo exuberante nos vários Concertos Alive que proliferam desde o norte ao sul do país. Para alguns, há outras “fugas” que arrastam igualmente muitos deles, durante o mês de Agosto, ao encontro de outras melodias musicais e que, por isso, optam por outros “concertos” a transbordar de alegria e cheios de vida, onde a música é também silêncio, as palavras não fazem barulho e o estar com outros tem a marca da fraternidade e da comunhão ecuménica.

Taizé é esse lugar de eleição.

Porquê esta aventura de peregrinar até Taizé?

Estar em Taizé, durante uma semana, é fazer a experiência de uma vida simples e pobre, partilhada com jovens de todo mundo sem preconceitos étnicos, ideológicos e religiosos, sem alienações e sem a tentação do isolamento que descompromete. Aqui, esquecemos o viver carregado de stresses, as futilidades, as crispações de toda a ordem, e os temores que nos tolhem, hoje mais do que nunca, a serenidade do nosso dia-a-dia. Ir a Taizé é sentir-se acolhido por uma comunidade ecuménica marcada por duas aspirações: avançar numa vida de comunhão com Deus e com os outros, através da oração, da reflexão e do silêncio, e assumir a responsabilidade de se ser hoje no mundo, no nosso país e nas nossas paróquias, fermento de paz, de confiança e de misericórdia. As pessoas que aqui se cruzam connosco, sejam de outros países ou de outras culturas, ou até de diferentes confissões religiosas, conseguem transmitir alegria, tranquilidade, esperança, paz e simplicidade: esta é a única linguagem descodificada, sem tradutores, que se fala em Taizé.

Ao contrário do que se poderia esperar, a vida em Taizé não é monótona: as orações comunitárias três vezes ao dia são momentos marcantes no ritmo diário dos jovens ; as reflexões de textos bíblicos por grupos etários são enriquecedoras e orientam para a partilha da vivência da fé, e o trabalho de voluntariado tem sempre a alegria do servir o outro.

Porque precisamos todos os anos deste “concerto alive”, também com canto e música, mais uma vez um grupo de jovens e adultos da Paróquia de Almacave parte no dia 4 de Agosto rumo à Comunidade Ecuménica de Taizé, na Borgonha-França. Regressaremos à nossa Paróquia com a alma cheia de melodias com outras pautas, para sermos semeadores da paz, da simplicidade e misericórdia, e mais comprometidos com a missão de saber falar de Deus, com linguagens novas, aos jovens das nossas paróquias.

SF,  in Voz de Lamego, ano 87/38, n.º 4423, 1 de agosto 2017

7.º Verão é Missão | Encontro de Jovens em Vila da Ponte

No passado dia 15 de Julho de 2017, realizou-se o 7.º “Verão é Missão”, mais uma vez organizado pelos Jovens Sem Fronteiras de Vila da Ponte.

Este ano o encontro teve como tema central a passagem bíblica em que Jesus acalma a tempestade (Mc 4, 35-41). Depois de um breve acolhimento e da oração da manhã, era hora de colocar os pés a caminho e ir subindo até ao Santuário de Nossa Senhora das Necessidades. Ao longo do percurso os jovens tiveram a possibilidade de participar em 5 workshops missionários onde, através de várias dinâmicas, foram desafiados a “acordar” e a entrar na barca de Jesus, sem medo das tempestades que podem surgir, porque quem navega com Ele nunca se perderá nas ondas. Ao longo da caminhada os jovens foram encontrando várias peças de um puzzle nas quais estavam escritos alguns tópicos para meditação pessoal servindo de preparação para celebração o Sacramento da Reconciliação. Após o almoço realizou-se o 2º “Quintatlo Missionário” com jogos bastante divertidos e de seguida, à sombra de um castanheiro, celebramos a Eucaristia. Como habitual, depois da digestão feita, o convívio continuou na praia fluvial onde a maior parte não resistiu a dar uns mergulhos. Ler mais…

Comunidade do Seminário em Penedono: um dia histórico

A convite do Pe. Luciano Moreira, pároco de Penedono, Penela da Beira, Granja e Póvoa de Penela, no passado dia 27 de junho, a comunidade do Seminário Maior de Lamego teve a oportunidade de visitar algumas comunidades da nossa diocese.

Chegamos a Penedono por volta das 9h e o primeiro local a visitar foi a capela da Ssenhora do Viso, em Custóias, Vila Nova de Foz Côa. Aqui tivemos a oportunidade de vislumbrar a magnífica paisagem do Douro Vinhateiro. Seguimos viagem por Olas e Arnozelo e fomos até Numão. Depois do “café da manhã” oferecido pelo Pe. António Júlio, na residência paroquial, visitámos o castelo desta mesma localidade.

Após uma pausa para o almoço deslocamo-nos até à Estação Arqueológica do Prazo, que é mais um verdadeiro exemplar de uma Vila Romana que teve a sua ocupação entre o séc. I e o início do séc. V d.C. Como o tempo ia passando, a visita prosseguiu até à Coriscada, mais precisamente ao sítio arqueológico do Vale da Moura. Atrever-me-ia a dizer que é um local ainda desconhecido para muitos, uma vez que as escavações iniciaram apenas no ano de 2003. Mas, depois de descoberto, as palavras faltam-nos para descrever a beleza que ali podemos encontrar: vestígios de balneários romanos, cerâmicas e diz-se ainda que foram já encontradas bastantes moedas. Passamos ainda em Marialva, aldeia com um significado histórico bastante profundo e relevante, uma vez que as suas origens remontam aproximadamente ao séc. VI a.C.

Regressamos a Penedono e dirigimo-nos ao Santuário de Santa Eufémia, onde tivemos a oportunidade não só de visitar, mas também de rezar diante da imagem da virgem e mártir, agradecendo ao Senhor o dia que nos proporcionou. Após uma visita rápida ao castelo da vila dirigimo-nos para a igreja paroquial onde celebramos a Eucaristia. Nesta celebração, para além de outras intenções, recordamos o Pe. Manuel João, sacerdote natural desta paróquia, que faleceu a 22 de setembro de 2015 com 30 anos. Seguidamente visitamos ainda Penela da Beira nomeadamente o dólmen da capela de Nossa Senhora do Monte. O nosso dia de visita terminou com o jantar no hotel rural de Penedono.

Desde já agradecemos ao Pe. Luciano Moreira não só pelo convite que nos fez, mas sobretudo pelo dia que nos proporcionou. Um dos objetivos propostos para os alunos do 6.ºano de Teologia é precisamente o “sair”, para visitar as comunidades da nossa diocese, “ir” ao encontro dos párocos e ouvir as suas histórias e experiências. Foi um dia cheio, cheio de história, cheio de descobertas.

Vítor Teixeira Carreira,  in Voz de Lamego, ano 87/35, n.º 4420, 11 de julho 2017

Conselho Diocesano de Pastoral – 1 de julho de 2017

No passado sábado, 01 de julho, no Seminário Maior de Lamego, reuniu o Conselho Diocesano de Pastoral, sob a presidência de D. António Couto e com a presença da maioria dos conselheiros.

A agenda de trabalho estava dividida em duas grandes áreas: olhar para o percurso feito para identificar o mais e o menos conseguido; perspectivar algumas linhas de orientação para o próximo ano pastoral.

O encontro, cujo início estava marcado para as 9h30, começou com um tempo de oração, seguido de breve meditação do nosso bispo, a que se seguiu a aprovação da acta da reunião anterior. Depois, cada um dos presentes foi convidado a olhar para o ano prestes a findar e a identificar factos, etapas ou iniciativas que contribuíram para o concretizar do proposto e para o alcançar da meta geral fixada. O balanço identificou o muito conseguido, mas também o menos, sublinhando a importância de continuar no rumo proposto que é o da evangelização. A este propósito, D. António Couto não deixou de apontar para os evangelhos e para o exemplo de tantos, onde se encontram apelos e testemunhos de uma total dedicação ao Senhor que quer tudo e todos e não se contenta com calculismos e apenas alguns pormenores.

Em relação ao próximo ano, dentro das temáticas antes propostas, o tema geral andará à volta da caridade, sendo que ainda se esperam contributos de outros organismos diocesanos. A este propósito, ficou marcado um encontro para responsáveis de departamentos, serviços, movimentos e grupos com vista à elaboração do próximo plano pastoral.

Ainda houve uns minutos para sublinhar a oferta do Curso Básico de Formação Religiosa e outras oportunidades formativas possíveis.

A palavra final foi de D. António que, mais uma vez, agradeceu a presença e o esforço de todos, a quem apelou para continuarem a dar o seu melhor pela causa do Evangelho. O almoço encerrou os trabalhos.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/34, n.º 4419, 4 de julho 2017

Ordenações Sacerdotais | Presbitério de Lamego com novos membros

Ordenações sacerdotais

 A nossa diocese viveu com alegria a ordenação sacerdotal dos Padres Ângelo Santos, Diogo Rodrigues e Luís Rafael. Aconteceu no passado domingo, dia 02, e a multidão encheu a Sé para louvar o Senhor e testemunhar o sim daqueles jovens.

Desde há alguns anos a esta parte que, quando há ordenações sacerdotais, a celebração decorra no primeiro domingo de julho. E assim foi. Às 16h já a Sé estava preparada para ver entrar aqueles que, neste mesmo local, na última Solenidade de Cristo Rei do Universo, haviam sido ordenados Diáconos.

Nos dias que antecederam o grande dia estiveram no Mosteiro beneditino de Singeverga, acompanhados pelo Dom Abade e pelo Prior, no seu retiro espiritual. Dias de silêncio, de oração e interioridade para, diante do Senhor, mais intensamente se prepararem para dizer sim ao apelo de Deus para servir, em Igreja, o mundo.

Nos primeiros bancos sentaram-se os familiares dos três eleitos, vivendo com alegria e acompanhando com emoção todos os gestos e palavras daqueles que viram crescer. Estiveram também presentes muitos amigos e conterrâneos, bem como fiéis das comunidades paroquiais onde, nos últimos meses, viveram o seu estágio pastoral. Recorde-se que o Ângelo esteve por terras de Penedono e Sernancelhe, acompanhado pelos Padres Carlos Carvalho e Francisco Marques, o Diogo nas paróquias de Alvite, Leomil e Sever, acompanhado pelos Padres Bráulio Carvalho e Jorge Giroto, o Luís Rafael na paróquia de Almacave e na Pastoral Juvenil, acompanhado pelos Padres José Guedes e José Abrunhosa.

A par dos muitos fiéis leigos que encheram a Sé, também o nosso bispo emérito, D. Jacinto Botelho, e cerca de sete dezenas de sacerdotes estiveram presentes. No início da cerimónia e também no final, o Pe. José Miguel Loureiro, responsável pelo Departamento da Pastoral Vocacional, dirigiu-se à assembleia para apresentar os futuros sacerdotes, manifestar a alegria de todos perante a disponibilidade dos eleitos e deixar agradecimentos às famílias e a quantos participaram na caminhada dos novos sacerdotes. O canto esteve a cargo do Coro da Catedral, sob a orientação do Padre Marcos Alvim.

Na homilia, comentando os textos bíblicos proclamados, D. António Couto sublinhou a singularidade dos pequeninos no projecto de Deus, convidando os futuros sacerdotes a assumirem com paixão a missão de acolher e acompanhar todos, bem como a manterem vivo o desejo de anunciar o Evangelho a “toda a criatura”. É o Senhor que chama e envia, que promete estar presente e fortalecer todos os dias a vontade de edificar a Igreja e de concorrer para a santificação da humanidade.

Antes da bênção, o nosso bispo convidou a assembleia a saudar os novos sacerdotes com uma salva de palmas, o que foi de imediato e de forma efusiva testemunhado. E como habitualmente, após a celebração, os novos sacerdotes dirigiram-se para o claustro da Sé, onde foram saudados pelos presentes.

 

JD, in Voz de Lamego, ano 87/34, n.º 4419, 4 de julho 2017