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Archive for the ‘Ano da Vida Consagrada’ Category

Ano da Vida Consagrada | Testemunho da D. Fernanda

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Neste dia de Festa da Senhora dos Remédios, os consagrados de Lamego foram convidados a participar na Procissão. Foi uma feliz ideia, mas notou-se a falta de participantes das Instituições; talvez porque parte avisados à última da hora.

Neste ano da vida consagrada, há que unir esforços e testemunhar ao mundo as razões de viver, numa entrega a Jesus, ao serviço dos irmãos: pela causa do Reino, liberdade e gratuidade. “Ninguém ama o que não conhece.”

E o Senhor continua a chamar, porque Deus é sempre o mesmo de todos os tempos…

O Papa Francisco pede-nos para sermos fiéis ou dóceis ao Espírito Santo, sendo coerentes na nossa vida, com coragem, vigilância e firmes na fé…

No longo percurso da Procissão, senti que estar ali era uma graça de Deus, acompanhada por tão grande multidão: adultos, idosos, jovens e crianças. Vindos de longe e de perto, alguns choravam, esperando para verem passar a Mãe e os abençoar…

Perante tudo isto pensava: quem sou eu para ir aqui no meio desta assembleia? Senti alguma responsabilidade, mas ao mesmo tempo ia elevando ao Céu uma prece por todos. Em especial pelas famílias, que tantas dificuldades enfrentam. Sim, a família tem que retomar os verdadeiros valores, e sobretudo viver a presença de Deus, colaborando com Ele na criação de novas vidas, formando e educando os filhos para que a sociedade se valorize e assim o mundo se torne melhor… O mundo que Deus criou belo para o homem ser feliz. É das famílias cristãs que nascem as vocações para o matrimónio, o sacerdócio ou a vida consagrada.

Que a Senhora dos Remédios a todos abençoe, a cada um na sua missão, na fidelidade e esperança em Deus que é a nossa força.

Maria Fernanda Costa, Instituto Secular das Cooperadoras da Família,

in Voz de Lamego, ano 85/42, n.º 4329, 15 de setembro

Bicicleta de 12 lugares com religiosos a pedalar por Portugal

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A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) apresentou hoje um ‘velocípede de 12 lugares’ do Ano da Vida Consagrada, em Vila Nova de Gaia. “Para além de ser um excelente e saudável meio de transporte, de (des)encontros, este velocípede de 12 lugares evocará outro grupo de apóstolos. Vai congregar consagrados(as) que desejem e puderem afetiva e efetivamente pedalar pelos caminhos lusitanos humano-divinos”, explica o presidente da CIRP.

Segundo o responsável, a bicicleta de 12 lugares é um “sinal itinerante” que “ousa facilitar novos diálogos” nos lugares da vida quotidiana dos cidadãos. Neste contexto, os Institutos Religiosos e Seculares querem “ousar romper preconceitos” sobre quem são e o que fazem testemunhando a “genuína fraternidade, a desafiante multiculturalidade” e a “enriquecedora complementaridade na diversidade” através da “alegria” de seguirem Jesus Cristo.

Em pleno Ano da Vida Consagrada, vivido com o lema ‘Vida Consagrada na Igreja Hoje: Evangelho, Profecia e Esperança’, os religiosos vão manifestar a sua “dedicação ao próximo, exercitando a gramática da proximidade e contagiando o abraço de Deus para todos/as e para cada pessoa”, acrescenta o padre Artur Teixeira.

Confiantes na “proteção de Nossa Senhora de Fátima”, a meta desta viagem é o santuário mariano da Cova da Iria, onde esperam chegar a 7 de fevereiro de 2016, coincidindo com a peregrinação nacional de encerramento do Ano da Vida Consagrada em Portugal.

Uma iniciativa que pretende especificamente até 2 de fevereiro de 2016 ajudar institutos religiosos e seculares a concretizarem três grandes objetivos: “Fazer memória agradecida do passado; abraçar o futuro com esperança e viver o presente com paixão.”

in Voz de Lamego, ano 85/39, n.º 4326, 25 de agosto

Mosteiro das Irmãs Dominicanas | Festa de São Domingos

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MOSTEIRO DAS IRMÃS CONTEMPLATIVAS DE NOSSA SENHORA DA EUCARISTIA

A nossa comunidade celebrou no passado sábado, dia 8 de Agosto,a festividade do nosso pai S. Domingos. A eucaristia foi celebrada por Sua Excelência Reverendíssima D. António Couto tendo como concelebrantes o Sr. D. Jacinto, Bispo Emérito, o Sr. Padre João Carlos, nosso capelão, e outros presbíteros a quem agradecemos a estimada presença.

Mais uma vez registamos com alegria a presença de alguns irmãos/irmãs que pela primeira vez fizeram questão de estarem presentes, além desses demos conta da presença de muitos dos nossos amigos e colaboradores, que Graças a Deus são em número sempre crescente.

A todos o nosso bem-haja.

Monjas Dominicanas, in Voz de Lamego, ano 85/38, n.º 4325, 18 de agosto

ANO DA VIDA CONSAGRADA | Encontro e Oração

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Os constantes apelos do nosso Bispo, D. António Couto, em relação ao ano dos consagrados, para que demos testemunho dos nossos carismas ao povo de Deus, na Diocese em que estamos inseridas, entusiasmaram-nos a corresponder como a um convite de Deus.

Despertar nas famílias a beleza da vida consagrada, nos diferentes carismas, grande riqueza da Igreja de Jesus Cristo, para que o conhecimento deste especial chamamento suscite mais vocações ao serviço dos irmãos, era e é o objetivo de qualquer ação, neste ano proposto pelo Papa Francisco.

Assim, a fraternidade das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, ao serviço do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, de acordo com o nosso Reitor, Sr. Dr. João António, aproveitou a data do nascimento da sua Fundadora, Beata Maria Clara do Menino Jesus – 15.06.1843 – para glorificar a Deus e Sua mãe, através da homenagem à Beata Maria Clara. Não podíamos celebrar sós, portas adentro… pois, tornava-se imperativo partilhar a nossa alegria e agradecera Deus, esta portuguesa que tudo deixou para, em Seu nome, legar à sua nação e ao mundo, uma congregação dedicada ao serviço de todos, especialmente dos mais pobres.

Convidados os amigos, colaboradores no serviço do Santuário e o povo da cidade de Lamego, realizou-se a celebração dessa data tão importante para nós, para a Igreja e para o mundo. Com o Santuário repleto, diante do Santíssimo Sacramento exposto, sob a presidência do nosso Reitor, iniciou-se a oração do terço, com uma liturgia apropriada, enriquecida com leituras do evangelho, relatos de testemunhos de vida da Beata Maria Clara, proclamados pelos consagrados/as de diversos Carismas, Sacerdotes, Seminaristas, sr. Comissário da Irmandade de Nossa Senhora dos Remédios, adolescentes, jovens, Liga dos Amigos Pró Canonização e leigos. Foi abrilhantada pelo coro do Santuário que lhe imprimiu solenidade profundamente espiritual.

Tudo decorreu num ambiente de partilha e compromisso de melhor servir, louvar e dar glória a Deus que nos oferece o testemunho dos Santos, que não são pertença de ninguém em particular, mas de Deus e da sua Igreja.

Após esse alimento espiritual, os participantes foram convidados a tomar parte num lanche/convívio fraterno, na casa das Irmãs Franciscanas, que decorreu duma forma muito familiar e alegre, onde reinou o espírito de hospitalidade e alegria cristã, tal como poderia ter sido no tempo da Fundadora, Beata Maria Clara.

CONFHIC Lamego, in Voz de Lamego, n.º 4320, ano 85/33, de 30 de junho de 2015

Congregação Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus

Vida Consagrada

Vida Consagrada

A Congregação das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, tem a sua origem, no Porto, a 25 de Março de 1931, com a aprovação da Santa Sé e ereção canónica pelo então Bispo dessa Diocese, D. António Augusto de Castro Meireles. Por decreto da Congregação para os Religiosos e Institutos Seculares, obteve a aprovação pontifícia a 7 de Outubro de 1987.

A nossa Congregação, fundada por D. Moysés Alves de Pinho e D. Maria das Dores Pães de Sande e Castro (Madre Maria da S. Trindade), é um Instituto religioso de direito pontifício. As Irmãs emitem votos públicos de castidade, pobreza e obediência, têm vida comum e dedicam-se às obras apostólicas.

A reparação é a dimensão essencial do nosso carisma e a razão de ser da Congregação.

A Congregação encontra a sua inspiração original e a sua vitalidade no amor do Senhor, simbolizado pelo Seu Coração.

Com o espírito de identificação com Jesus Cristo, a Congregação tem por divisa as palavras de S. Paulo “Para mim viver é Cristo”.

A nossa missão principal é a evangelização, que consiste no anúncio da Boa Nova da Salvação.

No âmbito da ação evangelizadora da igreja, e porque a catequese tende a desenvolver a inteligência do mistério de Cristo, à luz da Palavra, a fim de que a pessoa toda seja por ela impregnada, dedicando-nos à catequese a todos os níveis etários.

A 28 de Outubro de 1950, vésperas de Cristo Rei, a pedido do Bispo da Diocese, D. João da Silva Campos Neves, as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, vieram para a Meda, dar continuidade à obra que a D. Maria do Carmo Lacerda Faria já tinha iniciado, tais como: Jardim Infantil, Escola de formação domestica e cantina. Em Outubro de 1975 deu-se início à valência da creche para todas as famílias da paróquia.

Mais tarde a nossa Fundadora (D. Maria das Dores Pais de Sande e Castro) fundou a Associação das Filhas de Maria Imaculada, grande fonte de espiritualidade para as raparigas.

Atualmente na paróquia a comunidade das Irmãs têm ao seu encargo, a catequese, os doentes, acólitos, leitores, grupos corais e jovens, ajudando-os assim a melhor se identificarem com Cristo e a empenharem-se com mais responsabilidade na igreja local à qual pertencem.

COMUNIDADE DE SÃO COSMADO

No dia 27 de Setembro, dia de São Cosme e São Damião, padroeiro desta paróquia, 4 irmãs das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, vieram para São Cosmado, formando assim a comunidade. As irmãs tinham a seu cargo crianças do jardim infantil, catequese a todos os níveis, a escola de formação e a doméstica.

Como naquela época havia muita pobreza, as Irmãs coziam fornadas de pão e assim era distribuído com a sopa dos pobres. As Irmãs também ajudavam aquela gente dando-lhes trabalho na quinta que possuíam, pagando-lhes o devido salário, era assim uma forma de ajudar toda aquela gente.

Uma das Irmãs trabalhava a tempo inteiro na pastoral, catequese a crianças, a adultos e a grupos de jovens em várias paróquias. Uma outra, trabalhava no Lar em Armamar para aí dar apoio aos idosos.

A casa das Irmãs tinha um bom espaço ao ar livre, por isso era muito procurada para retiros, onde jovens e outros grupos procuravam usufruir desse espaço para oração e reflexão.

Atualmente as Irmãs dedicam-se à catequese, acompanham grupos familiares e dão assistência aos doentes.

ANO DOS CONSAGRADOS

Fizeste-me para Ti, Senhor,
Infinito é o Teu Amor!
Deste-me a vida
E és o meu Pão de cada dia.
Louvar-Te quero sem cessar,
Irradiar Tua Paz e Tua Luz,
Doar-me inteiramente, ó Jesus,
Ao mais pequenino.
Dizer-lhe do coração:
Estou contigo, meu irmão.
Para que todos tenham Vida.
Irmã Otília Cerveira, RSCM

in Voz de Lamego, n.º 4316, ano 85/29, de 2 de junho de 2015

Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição

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  1. Presença

Já andam pela diocese de Lamego desde 1881, quando foram chamadas para o Asilo de Nossa Senhora de Lourdes, em Resende. D. Maria José Pereira dos Santos Fornelos e sua irmã, desejavam estabelecer, na sua enorme casa, um Colégio-asilo para meninas. Chamaram para o dirigir as Irmãs franciscanas hospitaleiras das Trinas. Encerrado, por morte da fundadora da casa, em 1903, ficou o registo de que “sob muitos aspectos, a passagem destas religiosas por esta terra foi muito meritória e benemérita”. Regista ainda a II Crónica do Centenário, (pág. 794) que “a implantação desta obra, em Resende, despertou muitas e boas vocações para a Congregação”. Trinta e seis anos depois, 1939, voltam a prestar os seus serviços no Hospital da Misericórdia e no Asilo de Mendicidade que lhe ficou anexo. Deixados em 1974.

A cidade de Lamego conhece-as, em 1883. Pedidas para o Hospital de D. Luis ou da Misericórdia, são cinco religiosas que chegam a 12 de fevereiro, para assumirem o serviço da instituição.

No ano imediato, novo grupo dá entrada no então chamado Asilo da Infância Desvalida e aí permanece treze anos. Mais tempo ficaria, se a Mesa administrativa confiasse um pouco mais na visão da Superiora Geral e aceitasse a transferência de quem lhe parecia insubstituível… Dois anos depois, é a vez do Asilo de Mendicidade ficar sob a orientação e desempenho da terceira fraternidade de Irmãs.

Sempre os lamecenses tiveram em grande apreço o trabalho destas obreiras do bem. Se dissermos que, nestes 134 anos de permanência, não houve interrupção de presença, apenas fazemos jus à história que registou a sua continuidade até aos nossos dias. Se, em 1910, a sanha revolucionária levou as Irmãs do Asilo de Mendicidade a um hiato de meia dúzia de anos (para reabrir, depois, em Arneirós), não se conhece afastamento das Irmãs do Hospital, nem mesmo durante o período reacionário. É que a população não “permitiu que os fanáticos republicanos tocassem no seu prestígio e as incomodassem na sua ação”. Aguentar-se-ão, ainda, por mais de seis décadas, saindo no decurso da nacionalização do hospital, por março de 1979.

Não foram apenas estas três obras a usufruir do trabalhos das hospitaleiras.

Um pouco mais brandos os ventos republicanos, em fevereiro de 1927, nova fraternidade ruma até Lamego. Por ter obtido um velho solar, doado à Diocese, para, entre outro clausulado, aí ser aberto um colégio para meninas, o Bispo D. Agostinho de Jesus e Sousa pede à Congregação Irmãs para ocupar o imóvel. Não obstante todas as deficiências e dificuldades, o Colégio que iria chamar-se da Imaculada Conceição, entrou em funcionamento com poucas alunas internas e algumas externas. Após seis anos de exercício, a Diocese, por documento assinado pelo Bispo supracitado, com algumas cláusulas, cede o edifício à Congregação.

Entretanto, a fraternidade havia assumido outra instituição anexa – o Patronato Nun’Álvares -, obra que o pároco da Sé, Padre Aníbal Bastos, sonhava para acolher crianças pobres, de idade escolar. Ensinava-se ali a instrução primária, a boa educação e a instrução religiosa, destacando-se, muito depois e por cerca de 40 anos, a Irmã Alda que, na sua dedicação, exerceu de uma forma brilhante, abnegada e generosa, o cargo de docente e diretora escolar.

Um Colégio que sempre deu prestígio a Lamego, enalteceu a educação em Portugal e honrou a Congregação. Em tempo de crise vocacional, por falta de sangue novo, não sem dor, em 2008 o discernimento ditou a retirada das Irmãs, passando a obra para outras mãos. Todavia, embora modificada a fraternidade, as Irmãs não se retiraram de Lamego. Subiram o escadório do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios e ali continuam em serviço, oferecendo o apoio requerido e possível que a comunidade se empenha em prestar.

Depois de 1927, a diocese de Lamego recebe outra fraternidade, em 1966. Entra a serviço do Hospital Sub regional de Armamar. 25 anos depois, também porque, já então, os noviciados eram mais reduzidos, as Irmãs terão de abandonar este campo de evangelização.

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  1. Congregação

A Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição foi fundada em Lisboa, a 03 de Maio de1871, pelo Padre Raimundo dos Anjos Beirão (1810-1878) e Madre Maria Clara do Menino Jesus – Libânia o Carmo (1843-1899), teve os seus Estatutos assinados pelo Governo português, como simples Associação de Beneficência, a 22 de Maio de 1874. A 27 de Março de 1876, era aprovada pelo Papa Pio IX, como Congregação de direito pontifício.

O seu fim específico é tornar visível no mundo a ternura e a misericórdia de Deus, servindo a humanidade sofredora, de preferência os mais pobres, exercendo para com todos as obras de misericórdia.

Face a tanta miséria, para a qual era urgente remédio eficaz, o Padre Raimundo, juntamente com D. Libânia do Carmo e um grupo de senhoras terceiras seculares de São Francisco de Assis, recolhidas no Convento de São Patrício, em Lisboa, começaram a ocupar-se da educação de meninas pobres, as mais miseráveis da capital. Havia, porém, necessidade absoluta de cuidar os doentes abandonados em suas casas e pelas ruas.

Assim foi crescendo o projeto de fundar uma Congregação religiosa que se ocupasse destes desvalidos, com total gratuidade, por amor de Deus. Como em Portugal se mantinha a proibição de emitir votos religiosos, recorreram a uma Congregação francesa. Em 1870, seguiu para França um pequeno grupo de senhoras, tendo à frente a Irmã Maria Clara do Menino Jesus (Libânia do Carmo). Feito o noviciado e emitida a profissão, em Calais, regressaram a Lisboa, a 01 de Maio de 1871. A Irmã Maria Clara tomou, então, posse do cargo de Superiora da Casa de S. Patrício, onde começou imediatamente a estabelecer e organizar uma Congregação autónoma, genuinamente portuguesa. Obtida a aprovação pontifícia, foi nomeada Superiora Geral e considerada, desde então, como Fundadora.

Em l878, após a morte do Padre Raimundo Beirão, assumiu totalmente o governo da Congregação, dando-lhe um tal impulso, que, no espaço de 20 anos, encheu Portugal de lés a lés com o serviço dedicado de suas Irmãs, transformando-as, também, nas primeiras missionárias portuguesas. As Hospitaleiras chegaram a Angola em 1883, à Índia, três anos depois, à Guiné-Bissau e a Cabo Verde, em 1893.

Após a Revolução republicana de outubro de 1910, a Congregação, expulsa de Portugal, continuou a expandir-se, a partir de Espanha, encontrando-se hoje em quatro continentes e 15 países: Europa: Portugal, Espanha, Itália; África: Guiné, S. Tomé, Angola, Moçambique, África do Sul; Ásia: Índia, Filipinas, Timor Leste, Indonésia; América: Brasil, Califórnia, México.

Irmã Maria Lucília de Carvalho, Fhic

in Voz de Lamego, n.º 4313, ano 85/26, de 12 de maio de 2015

PAULUS LIVRARIA RECEBE D. ANTÓNIO COUTO

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Quase meia centena de pessoas estiveram esta quinta-feira na PAULUS Livraria de Fátima para escutar D. António Couto a falar sobre a Vida Consagrada. O bispo de Lamego e membro da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização apresentou A Essência da Vida Consagrada.

«Penso que este livro nos lembra o essencial da Vida Consagrada» e que a vida consagrada está no centro da Igreja. Segundo D. António Couto os consagrados deverão, primeiro que tudo, «deixar Deus atuar na sua vida». «Primeiro Deus» recordou com insistência aos presentes. Segundo o prelado «o livro ajudará todas as pessoas que o lerem a situarem a sua vida consagrada e a verificarem que Deus continua a assistir a sua Igreja dando-lhe também carismas de vida consagrada».

Também presente neste encontro, o Pe. Rui Tereso, Diretor-Geral da PAULUS Editora, agradeceu a disponibilidade de D. António Couto para a apresentação deste livro, bem como o «excelente texto» de que é autor sobre a fundamentação bíblica da vida consagrada.

D. António Couto terminou dando os parabéns à PAULUS Editora por se ter lembrado de editar este livro e de ter convidado os autores a escreverem os textos que o compõem.

Este livro é como que um mapa do ADN da vida consagrada, mostrando os seus elementos essenciais de uma maneira sucinta mas muito profunda. Ao longo dos oito capítulos é apresentado tudo o que todos os consagrados devem recordar a cada dia, aquilo que os motiva, anima, enche de “alegria, paixão e esperança”. Apresenta também tudo aquilo que a Igreja de Cristo, todo o povo de Deus, deve reconhecer nos seus consagrados, um estilo de vida que, como afirmou o Papa João Paulo II na Vita consecrata e reforçou o Papa Francisco na sua carta apostólica, «é dom feito à Igreja: nasce na Igreja, cresce na Igreja, está totalmente orientado para a Igreja».

in Voz de Lamego, n.º 4312, ano 85/25, de 5 de maio de 2015

Vigília de Oração pelas Vocações | Moimenta da Beira

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Vigília de Oração pelas Vocações

«Cada vocação requer um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho” (Mensagem para o 51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações n. 2). Portanto, a chamada a seguir Jesus é entusiasmante e ao mesmo tempo comprometida. Para que se realize, é necessário entrar sempre em profunda amizade com o Senhor para poder viver d’Ele e por Ele. Rezemos para que também neste tempo, muitos jovens ouçam a voz do Senhor, que corre sempre o risco de ser sufocada por tantas outras vozes. Peçamos pelos jovens: talvez aqui nesta praça haja algum que ouve a voz do Senhor que o chama ao sacerdócio; rezemos por ele e por todos os jovens que são chamados.» (Papa Francisco, Regina Coeli 11 de Maio 2014).

Deste modo se iniciou a Vigília de Oração pelas Vocações, no passado sábado dia 25 de abril, na paróquia de Moimenta da Beira. Cada vocação é um chamamento para a vida. Deus chama-nos para a sua messe, pois quer fazer de todos nós (batizados) operários da sua seara. A vocação, como referia o nosso bispo, recebe-se para se dar, dar aos outros, dar pelos outros, por todos aqueles que precisam.

Deus ama-nos e faz desejar viver o amor de uma forma concreta em diferentes caminhos vocacionais. Foi neste sentido que muitos se juntaram para rezar, para interceder, para pedir santas vocações para a Igreja diante de Cristo. A vigília com Exposição do Santíssimo Sacramento foi presidida pelo nosso Bispo, D. António Couto, tendo também parte nela o Sr Vigário Geral, alguns sacerdotes e os dois diáconos, consagrados e consagradas e bastantes leigos que pertencem a esta família que é a Diocese de Lamego.

No final da oração agradeceu-se ao pároco de Moimenta da Beira, Rev. Pe. Manuel Adelino Abrunhosa, bem como a toda a comunidade de Moimenta da Beira e a todos quantos participaram deste momento.

Que nunca faltem os evangelizadores, os servidores, os pastores santos que fazem parte desta nossa Igreja para que de forma alegre possam mostrar, verdadeiramente, a alegria do Evangelho a toda a criatura.

Diác. Fabrício Pinheiro

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Ano da Vida Consagrada

“Um consagrado é como o Santo Sudário, envolvido por Cristo, revela a Sua Imagem para o Mundo”

Nesta última sexta-feira e sábado em Lamego e Moimenta da Beira foram realizadas duas vigílias em torno do grande dom da Vida Consagrada.

Onde podemos reunir as diversas congregações que auxiliam esta diocese , na vivência do seu carisma próprio, a evangelização e o cuidado com os mais carenciados seja física, humana ou espiritualmente.

Rezando e meditando a Palavra de Deus e textos muito bem colocados, diante da presença Eucarística de Jesus, elevamos uma grande acção de graças, por continuar chamando almas para segui-Lo mais de perto e assim contribuir activamente como canais para onde e a quem o Senhor nos enviar.

Partilhamos nossos carismas e missões, alegrando-nos com o “Belo Jardim” tão variado mas tão unido que é a Vida Consagrada à Deus.

Rezamos para que mais jovem decidam-se a ouvir e atender prontamente com um sim generoso a este Deus que continua a dizer no mais profundo de algumas almas “ Vem e segui-me”.

Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus

in Voz de Lamego, n.º 4311, ano 85/24, de 28 de abril de 2015

OS/AS CONSAGRADOS/AS: GENTE DA PALAVRA DE DEUS

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Encontro e Formação

No Sábado passado, dia 11 de Abril, os consagrados das várias Comunidades desta Diocese reuniram-se, na Casa de São José, em formação com o nosso Bispo D. António Couto. A formação radicou-se na Palavra de Deus, de onde transparece a identidade e missão dos consagrados no mundo.

O Senhor Bispo começou por dizer que os consagrados são gente da Palavra de Deus, dedicados à Palavra de Deus e não às coisas. “Quando nos agarramos às coisas, são elas que nos comandam e não Deus. (…) Nossa Senhora, na oração do Magnificat, nunca se refere ao que ela fez, mas ao que Deus fez – O Senhor fez em mim grandes coisas. A maior heresia do século XX é o ativismo (Pio XII), o fazer, fazer, fazer e não se deixa Deus fazer através de nós. Os santos nunca fazem nada: deixam Deus fazer. Nunca nos devemos antecipar a Deus. O consagrado é alguém que vive no modo passivo, no modo receptivo: deixa Deus fazer nele.”

Citando Bento XVI, o Senhor Bispo disse: “A vida consagrada resplandece em toda a história da Igreja pela sua capacidade de assumir explicitamente o dever do anúncio e da pregação da Palavra de Deus na missão ad gentes e nas situações mais difíceis, mostrando-se disponível também para as novas condições de evangelização, empreendendo com coragem e audácia novos percursos e novos desafios para o anúncio eficaz da Palavra de Deus.” (Exortação Apostólica Verbum Domini, nº 94).

De seguida, concluindo o encontro, a equipa diocesana da CIRP, em articulação com a Comissão Diocesana Vocações e Ministérios, prestou informações e esclarecimentos vários, em especial no que se refere à preparação das atividades da próxima Semana de Oração pelas Vocações e para a continuação da vivência do Ano da Vida Consagrada na Diocese e nas Paróquias.

Pela equipa da CIRP diocesana, Irmã Teresa Maria de Frias, Serva de Nossa Senhora de Fátima

in Voz de Lamego, n.º 4309, ano 85/22, de 14 de abril de 2015

CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS SERVAS DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Comunidade Lamego 06.02.2015

Ano da Vida Consagrada 

Quem Somos: CARISMA

Somos mulheres consagradas a Deus, numa Congregação religiosa, fundada em 1923 por Luiza Andaluz, em Santarém, Portugal, chamada a participar na missão de Jesus Cristo Sacerdote, o enviado do Pai, tendo Maria como exemplo de vida e missão.

O nome de Servas de Nossa Senhora de Fátima foi sentido por Luiza Andaluz, junto do túmulo de S. Pedro, em Roma. De facto, a Congregação nasceu no movimento de recristianização do país que as aparições de Nossa Senhora em Fátima motivaram. As servas, como o Servo de Javé (Is 53, 4ss), animadas pelos sentimentos de Cristo, a Ele se unem, em atitude de adoração, louvor, ação de graças, intercessão e súplica pela humanidade e pelas vocações de serviço na Igreja.

À luz da Palavra de Deus, em convergência de espírito e de ação com o ministério sacerdotal, vivemos e trabalhamos de forma específica a comunhão com todo o povo sacerdotal, sentindo, pensando, sofrendo e trabalhando com ele, na unidade da Igreja Diocesana. Contemplativas na ação e numa contemplação ativa, estamos atentas às situações concretas da Igreja e às exigências dos novos tempos e lugares. Vivemos em pequenas comunidades, inseridas no meio local, para o serviço da Igreja e da Humanidade.

Os traços essenciais do nosso carisma podem resumir-se: na confiança em Deus; no seguimento de Cristo Sacerdote; no amor a Maria, a serva do Senhor; na comunhão eclesial e na incarnação no meio.

Em Maria, vemos o modelo de doação e colaboração no projeto de salvação. O nosso lema é: “EIS A SERVA DO SENHOR, FAÇA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA PALAVRA” (Luc 1, 38).

Com Luiza Andaluz, nossa fundadora, continuamos a desejar: “Que a chama, que temos por emblema, seja luz e calor para todos os que nos rodeiam”. Luiza Andaluz

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Luiza Andaluz, a nossa fundadora

Luiza Andaluz nasceu a 12 de Fevereiro de 1877, em Santarém, filha de pais profundamente cristãos, que a educaram no amor e altruísmo pelos outros. Era visita assídua desta família, D. José Neto, Cardeal Patriarca de Lisboa, que, da pequena Luiza terá dito, que “nunca tinha visto tamanha fé numa criança”. Reconhecendo os seus dons, quando Luiza tinha apenas 14 anos, pede-lhe que ajude uma comunidade de contemplativas Capuchas numa obra social para crianças.
Vivem-se momentos de grande hostilidade à Igreja e, sobretudo, às ordens religiosas, muitas das quais são expulsas aquando da Revolução de 1910. Ler mais…