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Editorial da Voz de Lamego: Para que tenham vida em abundância!

É o programa de vida de Jesus. Não tem outro. Realizar a vontade do Pai. É o Seu alimento, o Seu propósito, a Sua vida. Qual é a vontade do Pai? Que ninguém se perca. Nem um só dos Seus filhos! E, por isso, Jesus é o enviado do Pai, fazendo-Se um de nós, tornando-Se um dos nossos. Por amor. Somente amor. Para nos reconduzir ao Pai. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Para entrarmos na comunhão com o Pai, com a Santíssima Trindade, temos de nos assumir, antes de mais, como irmãos, filhos do mesmo Pai, deixando-nos mover pelo Espírito de Amor que estabelece e garante a comunhão.

No Evangelho de São João, Jesus apresenta-Se como o bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas, e como a Porta, pela qual entram as ovelhas. Jesus conclui dizendo: “Eu vim para que tenham a vida e a vida em abundância” (Jo 10, 10). O Seu discurso está em sintonia com a Sua postura, em cada olhar e em cada palavra, em cada gesto e em cada prodígio, Jesus traduz e concretiza o amor de Deus para connosco, para com todos, especialmente para com os mais desfavorecidos, pobres, doentes, pecadores, publicanos, camponeses e pecadores, mulheres e crianças, estrangeiros!

Jesus não desiste de ninguém. Não desiste de Judas, nem de Pedro, nem dos demais apóstolos; não desiste da mulher acusada de adultério nem da prostituta que lhe lava os pés com as lágrimas; não desiste de Mateus, chefe de publicanos, nem de Lázaro, o amigo que morreu! Jesus vai até ao fim, até onde tem de ser. Já o dissemos, a vida não é um absoluto, mas é um direito inalienável, que vem antes e está acima dos demais, é fundamento e substrato de todos os direitos e garantias. Absoluto, na vida de Jesus, na minha e na tua vida, porque somos Seus discípulos missionários, é o amor.

O amor faz-nos pobres, faz-nos servos, não por obrigação, mas por opção.

O amor faz-nos pobres… quem ama, dá e dá-se por inteiro, predispõe do que tem e do que é para que a pessoa amada se sinta agraciada. Vejam-se os pais em relação aos filhos… deixam de comer e de comprar roupa e calçado para que os filhos comam melhor e possam comprar aquela peça de roupa ou aquelas sapatilhas! Como não lembrar as mães que na hora da refeição não se sentavam à mesa, dizendo que já tinham comido para que não faltasse aos filhos…

O amor faz-nos servos… isto é, filhos! O filho do Homem veio para servir e não para ser servido! Já não vos chamo servos mas amigos! O filho do dono da casa serve os seus comensais e convidados. E não se sente secundarizado ou menosprezado, pelo contrário, o filho também é dono na casa. Como é que nos sentimos? Filhos (donos da casa) ou convidados? Se somos filhos amados é com alegria que acolhemos e servimos os “convidados”, as visitas! Como não recordar a parábola do Pai misericordioso e do filho pródigo? A um momento, cada um dos filhos se sentiu, em relação ao Pai, como empregado, não como filho! É o amor do Pai que salva, é o amor de nos sentimos filhos que nos salva. Preenchidos de amor, estamos disponíveis para nos gastarmos em prol da vida dos outros, independentemente das pandemias.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/32, n.º 4567, 7 de julho de 2020

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