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Editorial Voz de Lamego: Totus tuus – Todo teu, Maria

Karol Wojtyła nasceu a 18 de maio de 1920, em Wadowice, na Polónia. Em 1942, entrou no seminário clandestino de Cracóvia e a 1 de novembro de 1946 foi ordenado sacerdote. A 4 de julho de 1958, Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Como lema episcopal escolheu a expressão mariana “Totus tuus” de são Luís Maria Grignion de Montfort.

Tornou-se arcebispo de Cracóvia a 13 de janeiro de 1964 e a 26 de junho de 1967 foi criado cardeal por Paulo VI. Na tarde de 16 de outubro de 1978, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa. Foi Papa quase 27 anos. Faleceu a 2 de abril de 2005. Bento XVI, o seu Sucessor, proclamou-o beato a 1 de maio de 2011, e Francisco canonizou-o a 27 de abril de 2014.

Os Papas mostram uma grande carinho e proximidade a Nossa Senhora. Talvez seja também por isso que o Espírito Santo inspira os Cardeais para a eleição de cada Papa. João Paulo II colocou no lema episcopal e papal esse amor à Virgem Maria. “Totus tuus”, todo teu, Maria. A expressão deve-se São Luís Maria Grignion de Montfort: “Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt” (Eu sou todo teu, e tudo o que é meu te pertence). No brasão de João Paulo II, destaca-se a Cruz (de Cristo) e o M (de Maria).

A mão materna de Maria desvia a bala que se destinava a matar o Papa, a 13 de maio de 1981, na Praça de São Pedro. A partir de então a devoção a Nossa Senhora acentua-se numa ligação estreita às aparições de Fátima. João Paulo II pede para que lhe façam chegar a terceira parte do segredo de Fátima.

“…Um Bispo vestido de Branco ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’… subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontravam pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas” (posto por escrito, em Tuy, a 3.1.1944, pela Irmã Lúcia. Colocamos o texto em português atual).

Em 7 de junho de 1981, João Paulo II faz a consagração da Igreja e do mundo ao Imaculado Coração de Maria, pedido de Nossa Senhora aos Pastorinhos, em 13 de maio de 1917. Renovará a consagração em 25 de março de 1984.

O bispo vestido de branco, o Santo Padre, que é morto, pode referir-se especificamente a João Paulo II. Na interpretação do segredo de Fátima, sublinha o então Cardeal Ratzinger: “Na Via Sacra deste século [séc. 20], tem um papel especial a figura do Papa. Na árdua subida da montanha, podemos sem dúvida ver figurados conjuntamente diversos Papas, começando em Pio X até ao Papa atual [João Paulo II], que partilharam os sofrimentos deste século e se esforçaram por avançar, no meio deles, pelo caminho que leva à cruz”. E como não lembrar o Papa Francisco, vacilante, a subir a Praça de São Pedro, no passado dia 27 de março? Todo teu, ó Maria. Saibamos, como ela, também hoje, confiar: faça-se a Tua vontade.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 90/25, n.º 4560, 19 de maio de 2020

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