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Entrevista de Andreia Gonçalves a Catarina Narciso, Mrs. Portugal

“PARA MIM O NATAL SIGNIFICA FAMÍLIA”

Entrevista conduzida por Andreia Gonçalves

A Miss Viseu 2019, Catarina Narciso, de 27 anos, foi eleita, no início deste mês, na Gala Final da Miss Queen Portugal “Mrs. Portugal”. Foi um presente de Natal antecipado?

Sem dúvida. Foi o melhor presente que me poderiam dar! Será algo que ficará para sempre na minha memória.

A Catarina é açoriana e vem ganhar um concurso de beleza a Viseu. Como surgiu esta oportunidade?

Sou natural dos Açores, vim para Coimbra tirar a minha licenciatura e no seguimento do estágio vim para Viseu, durante um mês, e foi uma cidade que me cativou desde o primeiro momento. Para além disso, o amor da minha vida é de Viseu e algumas das minhas melhores amigas. Após terminar o curso ainda fui um ano para os Açores, no entanto tinha deixado uma parte de mim em Viseu. Lutei, regressei e com o incentivo do Diretor do Grupo Peixoto, Nuno Peixoto, decidi inscrever-me no concurso Miss Viseu 2019. Acabei por ganhar o título e assim realizei um sonho de menina. tornar um sonho em realidade.

Quais são as expectativas da nossa Mrs. Queen Portugal para a representação que fará do nosso País, no próximo ano, na Malásia?

As expectativas são muito altas, pois para alem de querer superar-me quero honrar o nosso país, a minha cidade e todas as pessoas que confiaram e confiam no meu trabalho. Acho que essa é a melhor forma de agradecimento a todas as pessoas que me apoiam diariamente. Quero por isso vencer e trazer para Portugal, e mais concretamente para Viseu, um motivo de orgulho.

Qual é o seu objetivo mais ambicioso para a carreira de modelo?

Neste momento já estou a realizar um dos meus objetivos, que era conseguir ganhar um título que me levasse a poder representar Portugal, internacionalmente. A partir daí um dos principais objetivos é ficar bem classificada e conseguir levar Portugal o mais longe possível. Outro objetivo pessoal é poder ser a Voz das Mulheres e poder representar a nossa força e capacidade de luta.

Certamente que tem princípios que a guiam neste percurso. O que pode aconselhar a jovens que sonham com o difícil mundo da moda?

Antes de mais gostava de explicar a diferença entre ser Miss e ser modelo de passerelle. Apesar de haver uma associação entre ambas, o conceito e o objetivo são distintos. De forma abreviada, uma modelo “utiliza” o seu corpo e o seu desfile para dar visibilidade a uma marca, um produto. Já uma Miss, “utiliza” a sua visibilidade, a sua voz, a sua postura, conhecimentos, entre outros para tornar este um mundo melhor. A busca pela Mulher que possa servir como referência na sociedade atual em campos diversos tais como defesa ambiental, das causas sociais e da promoção da saúde. A Embaixadora Portuguesa em todo o Mundo. Dito isto, para além de gostar mesmo muito deste mundo e de tudo que o envolve, o facto de podermos aplicar a nossa “Beleza pelo Bem” torna-o ainda mais especial, poder representar a Mulher, a sua força, é um orgulho para mim. Eu aconselho a todas as meninas que tenham o sonho de serem a cara e a voz de uma causa, a deixarem o medo de lado e a inscreverem-se, por exemplo no concurso Miss Viseu 2020, cujas inscrições já estão abertas. Aproveito para lhes dizer sejam fortes e acreditem que é possível tornar todos os nossos sonhos realidade.

Quem lhe dá a maior motivação para continuar, com garra e determinação, neste percurso?

A minha família é essencial, o meu companheiro, os meus amigos e a minha agência, Grupo Peixoto. São pessoas que me motivam imenso e que me ajudam a ter confiança fazendo com que acredite que tudo é possível. Devo dizer que ter o apoio de pessoas que não me conhecem pessoalmente, também me motiva. Encoraja-me receber mensagens das pessoas com palavras simpáticas e de incentivo.

Como estamos nesta época tão especial. Qual é o significado do Natal para si?

Para mim o natal significa família, acima de tudo. Estar com a minha família, estarmos todos juntos e criarmos momentos para a posterioridade. A vida passa demasiado rápida e se não aproveitarmos esses momentos, mas tarde iremos arrepender-nos.

Qual foi o presente de Natal que mais gostou de receber, quando era criança?

Um presente em específico não tenho, pois tanto eu como a minha irmã nunca fomos de pedir muito e ficávamos felizes por qualquer coisa que nos dessem. Da infância o que mais recordo, e o que mais gostávamos, era de ouvir o sininho do Pai Natal, pois aí sabíamos que “ele” estava em nossa casa a deixar as nossas prendinhas.

O que faz parte da sua tradicional ceia de Natal?

O camarão e o bacalhau não pode faltar, no entanto não gosto de bacalhau e então fazem sempre um “prato especial” para mim, que costuma ser lombo assado com batata-doce. A minha avó é apaixonada pela arte de cozinhar, então temos uma mesa sempre muito bem recheada. Ter os meus sobrinhos pequenos torna a noite de natal ainda mais mágica, pois “obriga-nos” a criar o ambiente para a chegada do Pai Natal. É para mim uma noite muito feliz.

Imagine que tinha o poder de cuidar do nosso País por um ano. Quais seriam os seus raios de ação e porquê?

Na minha opinião, pequenos gestos fazem a diferença!

A base de tudo está na Educação, é fundamental ensinar as crianças a cuidar do nosso planeta,

nomeadamente, a reciclar, a não deitar lixo para o chão. Campanhas de sensibilização, organizar grupos para limpar praias, florestas, criar mais pontos com ecopontos, fornecer a todos os residentes caixotes de lixo de reciclagem. Acredito que desta forma não haveria desculpas para não reciclar. Poderíamos também criar alternativas ao plástico, algo que já estamos a fazer, o caso do uso de sacos de pano, garrafas reutilizáveis, entre outros, mas com mais força, ainda.

Contudo e devido ao fator do nosso país ser muito afetado pelos incêndios, é importante, na minha opinião, investir na plantação de árvores e claro tendo sempre em conta as espécies mais recomendadas para o determinado solo que será reflorestado, bem como, a identificação do clima e altitude. Mas se cada um de nós pensar nos seus atos e corrigir algo que está a fazer de forma incorreta, acredito que já estaremos a fazer a diferença, pois somos uma comunidade e cada um de nós, fazendo o seu papel, terá um futuro melhor.

in Voz de Lamego, ano 90/04, n.º 4539, 17 de dezembro de 2019

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