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Archive for 11/09/2019

Aniversário natalício de D. Jacinto Botelho, Bispo Emérito de Lamego

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Hoje, dia 11 de Setembro, o Senhor D. Jacinto Tomás de Carvalho Botelho, Bispo Emérito de Lamego, celebra o seu aniversário natalício.

Nasceu em Prados de Cima, freguesia de Vila da Rua, concelho de Moimenta da Beira, Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço, no ano de 1935, completando 80 anos de idade.

Entrou para o Seminário de Resende em 1946 e foi ordenado, no dia 15 de agosto de 1958, ano em que morreu o Papa Pio XII. Celebrou os 50 anos de Sacerdócio no dia 15 de agosto de 2008. Depois da Ordenação foi estudar para Roma.

Concluídos os estudos em História da Igreja, regressou à Diocese de Lamego, concretamente ao Seminário Maior, sendo professor e integrando-se na Equipa Formadora, vindo a assumir a responsabilidade do Seminário. Entretanto, assumiu outras missões, como Vigário Geral Adjunto e Vigário Geral da Diocese. Durante algum tempo foi pároco de Sande (Lamego).

Foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga e a sua ordenação Episcopal, na Sé Catedral de Lamego, foi no dia 20 de janeiro de 1996, dia de S. Sebastião, Padroeiro de Lamego.

Depois da morte de D. Américo Couto de Oliveira, Bispo antecessor, viria a assumir a responsabilidade da Diocese, tomando posse no dia 19 de março de 2000. No dia 8 de julho de 2000, seria ordenado o primeiro padre, na Diocese, pelas suas mãos, e que é o Pároco de Tabuaço, Pe. Manuel Gonçalves.

Parabéns D. Jacinto e que a Senhora dos Remédios, a Senhora da Lapa, a Senhora da Conceição, a Senhora da Assunção, a Mãe de Jesus Cristo, continue a velar pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Atualmente a residir na cidade de Lamego, é Bispo Emérito deste nossa Diocese, desde o dia 29 de janeiro de 2012, dia da tomada de posse de D. António Couto, como Bispo de Lamego.

Editorial Voz de Lamego: Maria, modelo da Igreja em saída

“A Igreja negligencia algo que lhe é mandado se não louva Maria. Quando o louvor de Maria nela emudece, a Igreja afasta-se da palavra bíblica. Quando isso acontece também não louva a Deus de forma suficiente…. Maria foi uma dessas pessoas que se inserem de forma muito especial no nome de Deus, tanto que não O louvamos suficientemente quando A pomos de parte” (Cardeal Ratzinger / Bento XVI).

Em cada ano pastoral, Maria terá que ser, sempre, uma figura visivelmente presente. Ela ensina-nos a dizer sim, mesmo quando os nossos passos são vacilantes ou incertos. Ela dá-nos Jesus. Gera-O no seu sim e no seu ventre. Ela mostra-nos Jesus. Ela guia-nos para Jesus. Ela manda-nos obedecer a Jesus: Fazei tudo o que Ele vos disser. Com São José, ensina-nos a procurar Jesus, caso nos desencontremos d’Ele. Nos momentos de maior tensão, quando Jesus é acossado de variadas maneiras, Maria ensina-nos a persistência do caminho. Não se afasta. Vai para o meio da multidão. Segue Jesus de perto, mesmo que sujeita a injúrias ou ao destino do Filho. Prevalece a maternidade, a ligação umbilical, o amor, o sim a Deus. Hão de ter havido momentos em que Maria não podia mais: os maus tratos infligidos a Jesus, as agressões, o chorrilho de calúnias, o Seu corpo dilacerado pelas chicotadas, pelo peso da cruz e, para concluir, a crucifixão, em carne viva, quase irreconhecível… Maria, como Mãe, não vacilou, manteve-Se perto, como tantas Mães para as quais não há limites para protegerem os filhos ou respeitarem (em silêncio) as suas opções… E o reconhecimento vem também do alto da Cruz: eis o teu filho, eis a tua Mãe… e a partir dessa hora, o discípulo predileto recebeu-A em sua casa. Se queremos ser hoje os discípulos prediletos, já sabemos quem temos de levar/trazer para casa, e para a Igreja.

A Diocese de Lamego dá tom ao ano pastoral que se avizinha com o lema: Igreja em caminho e em comunhão. A dinâmica, de sempre, sublinhada nos últimos anos na diocese, e com insistência no magistério do Papa Francisco, faz-nos tomar consciência de somos Igreja em saída, que caminha ao encontro dos outros, sobretudo dos que estão nas margens sociais, religiosas, culturais, políticas e económicas, para com eles construirmos fraternidade, comunhão dos irmãos que reconhecem o mesmo Pai, assumindo-se como irmãos em Jesus Cristo. Maria é paradigma e modelo desta Igreja em saída para fomentar a comunhão: sai da sua vida calma para ser Mãe de Deus; apressa-se em ir em auxílio de Isabel, levando a alegria da salvação; nas Bodas de Canaã, sai da descrição de convidada para interceder pelos noivos; na Cruz, passa da sua casa para a casa de cada um de nós; depois da morte de Jesus, mantém a comunhão da comunidade, em oração e em espera.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/38, n.º 4525, 10 de setembro de 2019