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Editorial Voz de Lamego: Igreja pobre para os pobres

Porque essa foi a opção de Jesus, que sendo rico, sendo Deus, Se fez pobre, humanizando-Se, para nos enriquecer com a Sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9), sendo que a pobreza com que nos enriquece é o Seu Amor que se consome até ao fim, por nós, por mim e por ti, ontem, hoje e em cada dia!

Foram estas as palavras que o Papa proferiu três dias depois de ser eleito, a 16 de março de 2013, no encontro com os representantes da comunicação social. Começou por deixar claro o centro: “Cristo é o Pastor da Igreja, mas a sua presença na história passa através da liberdade dos homens: um deles é escolhido para servir como seu Vigário, Sucessor do Apóstolo Pedro, mas Cristo é o centro. Não o Sucessor de Pedro, mas Cristo. Cristo é o centro. Cristo é o ponto fundamental de referimento, o coração da Igreja. Sem Ele, Pedro e a Igreja não existiriam, nem teriam razão de ser. Como repetidamente disse Bento XVI, Cristo está presente e guia a sua Igreja. O protagonista de tudo o que aconteceu foi, em última análise, o Espírito Santo. Ele inspirou a decisão tomada por Bento XVI para bem da Igreja; Ele dirigiu na oração e na eleição os Cardeais”.

Logo depois vem a explicação da escolha do nome: “Alguns não sabiam por que o Bispo de Roma se quis chamar Francisco. Alguns pensaram em Francisco Xavier, em Francisco de Sales, e também em Francisco de Assis… Na eleição, tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco «perigoso», ele animava-me. E quando os votos atingiram dois terços, surgiu o habitual aplauso, porque foi eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: «Não te esqueças dos pobres!» E aquela palavra gravou-se-me na cabeça: os pobres, os pobres. Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. Em seguida pensei nas guerras, enquanto continuava o escrutínio até contar todos os votos. E Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre… Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres!”

E na continuação dos dias e dos anos, já vamos em 6, o Papa Francisco tem mostrado que a atenção aos pobres implica o bom uso dos bens que lhe/nos são confiados. Estava bem preparado!

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/17, n.º 4503, 26 de março de 2019

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