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Editorial Voz de Lamego: À Porta do Natal

Estamos temporalmente às portas do Natal e, o que será preocupante, podemos ficar à porta (religiosa e espiritualmente), à porta do Natal. A Voz de Lamego, através de crónicas habituais ou pontuais, sublinha o risco de celebrarmos o Natal sem o aniversariante, Jesus, sem a adequação da vida ao mistério de abaixamento e proximidade de Deus, que, em Jesus, Se faz irmão, Se faz igual a nós.

Numa partilha das redes sociais – nas quais cabe a cada um optar pela positividade ou pela maledicência –, apareceu a seguinte publicação: “No Natal lembra-te que o aniversariante não desceu por uma chaminé para te dar presentes… passou pela CRUZ para te dar a salvação”.

Pessoas simples (e sábias, em muitas ocasiões) dizem que tudo é necessário. Com conta peso e medida. A festa e a feira. O trabalho e o sacrifício.

Por todo o lado se veem luzes, pais-natais, enfeites, feiras, promoções de Natal. Dar presentes. Surpreender o outro. Apreciar o melhor da vida. E até antecipar rendimentos! Podemos valorizar o Pai Natal e ficarmo-nos pelas chaminés. Podemos ficar com as luzes, vivendo sem luz e sem brilho no nosso interior e na relação com os outros. Como diz o poeta, Natal pode ser todos os dias. Como dirão os cristãos, Natal é quando Deus quer. E Deus sempre quer nascer no mundo, fazer-Se presente, e assumir-nos como irmãos em Jesus, o Deus-Menino.

As luzes da árvore de Natal podem remeter-nos para a verdadeira Luz que vem ao mundo iluminar todo o homem, como ainda há dias sublinhava o Santo Padre. Mas será importante nunca descurar a beleza, a pobreza e a simplicidade do Presépio; a grandeza que Se manifesta na fragilidade de um bebé e no despojamento de uma manjedoura.

Natal é a festa da família e tudo o que faça apelo à família, à fraternidade, ao amor e ao calor que nos aproxima será positivo! Se encontrarmos uma razão extra para estarmos com a família, ainda bem, também aí Deus poderá desafiar-nos a encontrar outras oportunidades. Se nos tornarmos especialmente solidários nesta época, ainda bem, pode ser que Deus nos desperte para a fragilidade do nosso semelhante!

Neste Natal podemos ficar à porta da Igreja, no adro, maravilhados com as luzes, mas sem tempo para a Luz, sem tempo para a festa de Natal com Jesus… Mas quem sabe, se ao aproximar-nos tanto das portas da Igreja, Deus não nos abre o coração e nos impulsiona a entrar?!

Santo Natal a todos os que fazem a Voz de Lamego (na edição, publicação, colaboração de textos, notícias e fotos, na publicidade, nas assinaturas, na leitura e nas achegas) e a todas as famílias da nossa mui nobre Diocese de Lamego.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 89/04, n.º 4490, 18 de dezembro de 2018

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