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Conheces Jesus? – Retiro de Páscoa GJS 2018

Que temos a dizer sobre a Páscoa, além de que este ano calhará no Dia das Mentiras? Retirando as piadas, o cabrito e o chocolate, fica-nos o fulcral: a Ressurreição de Cristo. De facto, chegando esta época chega também nova oportunidade de reflexão sobre Jesus, o que fez por nós, e a relação que com Ele temos. Com o objectivo de tirar partido dessa oportunidade, realizou-se neste fim-de-semana de 17/18 o Retiro de Páscoa anual do GJS, hospedado no Seminário Maior de Lamego. Partilhamo-lo agora – sucintamente – neste curto artigo.

A manhã de Sábado iniciou-se, após devida acomodação dos jovens (era suposto uma pessoa por quarto… pois…) com dois jogos didácticos conhecidos de todos e qualquer um: “Quem é Quem” e um quizz. Oi? Num Retiro? Acontece que o “didáctico” se encontra ali por um motivo. Os jogos tiveram como tema a vida pública de Jesus, servindo de ponto de partida para se aprofundar o conhecimento sobre o que a Bíblia nos indica, e mesmo o que é alegado por alguns teólogos. Ademais, que maneira mais eficaz de memorizar algo do que com um “Não acredito que errei esta!”?

Há razão, contudo, em considerar que a reflexão e a oração não deixam nunca de ser o cerne, no que a esta actividade diz respeito: e ambas fizeram-se presentes durante a tarde de Sábado. Partindo do texto bíblico, e divididos em grupos menores, foi dado tempo de reflectir as palavras do Pai Nosso e seu significado, assim como no que consiste Perdoar. As partilhas que se seguiram revelaram diferentes perspectivas que acabaram por se aproximar no essencial, mas que, acima de tudo, demonstraram a seriedade com que o momento foi tratado. Foram, também, o mote para a Via-Sacra: narrada, rezada, reflectida e cantada. O Seu último dia.

Após o jantar, seguiu-se a “sessão de cinema” já habitual, tendo recaído a escolha deste ano em Somos Todos Iguais (Same Kind of Difference as Me), cuja trama despoleta questões sobre o perdão, a caridade, a confiança, a persistência e novas oportunidades… E a revolta que é por vezes sentir-se uma injustiça que não se consegue controlar.

E apenas agora, com o intervalo de uma noite sem percalços (ninguém se atreveu a desafiar o Poderoso Vigia), chegamos a Domingo. Em seguimento do dia anterior, tornou-se altura de reflectir sobre o “e agora?” que segue a morte de Jesus. Que pediu Cristo a quem o seguia, insistente, ainda antes do seu calvário? Que pediu quando retornou? Ide, e fazei discípulos. Mas que significa isto? Que diferença é este entre apóstolos e discípulos? Quando deixamos “apenas” de seguir para também divulgar?

E, por fim, qual a importância que deve a Eucaristia ter na nossa vida, atendo a que nossa Fé se apoia em comunidade? Como considerar o dever versus o querer? Reforçando esta última reflexão, cada grupo responsabilizou-se por um momento eucarístico da celebração que encerrou o Retiro. Os resultados tornaram a Eucaristia num momento único e íntimo, onde tanto a introspecção quanto a ligação com o outro se fizeram sentir.

Chegaram assim ao fim dois dias marcados pela diferença da rotina, onde a chama pôde ser reavivada, e a Páscoa encarada com nova consciência.

Inês Montenegro

GJS

in Voz de Lamego, ano 88/16, n.º 4453, 20 de março de 2018

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