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Archive for Novembro, 2017

SERVIDORES DA FESTA | Editorial Voz de Lamego | 14 de novembro

SERVIDORES DA FESTA

Estamos a viver a Semana dos Seminários, este ano sob o lema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Conhecemos estas palavras do episódio bíblico das “bodas de Caná”. São proferidas por Maria, a Mãe de Jesus, e dirigidas aos serventes presentes na festa. Não sabemos os seus nomes, nem se todos foram diligentes a obedecer. A verdade é que, logo a seguir, a bebida chegou às mesas e surpreendeu pela qualidade. O vinho novo é obra do Senhor, mas foram os discretos serventes que o distribuíram aos convivas.

Os nossos padres também andam por aí, quais serventes, a esforçarem-se por estar junto de quem lhes foi confiado, a cumprir o que deles se espera, a obedecer ao Senhor que os chamou e enviou, a servir a humanidade… De vez em quando alguns são notícia, mas a grande maioria continuará anónima.

Apesar dos limites e tentações, dos muitos ou poucos talentos, em meios mais ou menos acolhedores e gratos, com sorrisos e também com lágrimas, a verdade é que os nossos sacerdotes contribuem decisivamente para o anúncio da Palavra, a celebração da Fé e o testemunho da Caridade.

Como os serventes de Caná, podem ser discretos e anónimos, mas contribuem para a festa e para a alegria dos convivas, distribuindo as graças de Deus.

E os Seminários alegram-se com isso, porque, de alguma maneira, foram decisivos para a existência destes humildes servidores, a quem acolheu quando jovens, a quem formou e preparou, a quem continua a acompanhar e por quem continuamente reza para serem os “serventes” a quem o Senhor Se confia e entrega para chegar à vida e à mesa de todos.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/50, n.º 4436, 14 de novembro de 2017

Mensagem de D. António Couto para a Semana dos Seminários 2017

 

  1. Acabados de sair da celebração do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, mas sem perder de vista a figura tutelar de Maria, eis-nos já outra vez à entrada da Semana dos Seminários que, neste ano da graça de 2017, se celebra de 12 a 19 de novembro, e surge subordinada ao tema «Fazei o que Ele vos disser».
  1. Trata-se de um dizer de Mãe atenta, da Mãe de Jesus que, no decurso das bodas de Caná e numa situação de falta de vinho, que afetaria negativamente o andamento da festa, indica aos serventes (diákonoi), isto é, aos discípulos de ontem e de hoje, a quem devem estar atentos, para quem devem olhar, a quem devem escutar, que ordens devem cumprir. É claro que ela fala para os discípulos, mas aponta para Jesus, em quem devem pôr toda a atenção, porque é Ele que tem a solução para aquele problema e para todos os problemas.
  1. Estava lá a «Mãe de Jesus», a quem Jesus trata por «Mulher», para a vincular à Mulher da esperança, esposa de Deus e mãe dos filhos de Deus, que atravessa em contraluz a Escritura inteira. E estavam lá também «seis talhas», grandes e vazias, que representam o velho judaísmo e os seus rituais de purificação, tudo vazio, à espera do tempo novo da realização da esperança. Mãe e Mulher da esperança, talhas vazias, mas que, por ordem de Jesus, os serventes, os discípulos, encherão de esperança até ao cimo, até transbordar. É delas que, dando cumprimento às ordens novas de Jesus, jorrará o vinho novo e bom, até agora guardado para nós. Tempo novo e pleno do Amor de Deus, que manda agora servir o banquete de carnes suculentas e vinhos deliciosos, já anunciado em Isaías 25,6. É claro que o «chefe-se-mesa», que representa o velho e vazio judaísmo não podia compreender «de onde» vinha este vinho novo. Nem o noivo antigo. A quem se dirige. Só o sabem o Noivo novo, que é Jesus, e os seus discípulos ou serventes.
  1. Aí está então o banquete Novo, Bom e Último do Reino de Deus, com o Vinho Bom e Último, até agora guardado na esperança, e que é agora cuidadosamente servido. É sabido que a tradição judaica descrevia com muito vinho o tempo da vinda do Messias, referindo que, nesse tempo, cada videira teria mil ramos, cada ramo mil cachos, cada cacho mil bagos, cada bago daria 460 litros de vinho! Que saber e sabor é o nosso? Sabemos e saboreamos a Alegria do Banquete nupcial? Servimos para servir este Amor, esta Alegria? Não esqueçamos que é este o «terceiro Dia!» (João 2,1), que agrafa esta Alegria à Alegria nova da Ressurreição ao «terceiro Dia», «sinal» para a Glória e para a Fé (João 2,11). E os serventes são os discípulos, cuja missão é servir esta Alegria.
  1. É para preparar estes serventes ou discípulos que servem os nossos Seminários. E esta semana, de 12 a 19 de novembro, serve para voltarmos os nossos corações para os nossos Seminários, e para pedirmos ao nosso bom Deus, Senhor do banquete e do vinho novo da Alegria, e a Jesus, o Noivo novo, que faz jorrar o vinho novo e bom, e a Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, que olhem para os nossos seminaristas com particular desvelo, e os «arrastem com carinho» (cf. Jeremias 31,3; João 6,44) pela vida fora.
  1. Os nossos seminaristas frequentam, de momento, o Seminário de Lamego e o Seminário Interdiocesano de S. José, sediado em Braga, para possibilitar aos nossos Seminaristas poder frequentar a Faculdade de Teologia da Universidade Católica.
  1. Lembro ainda que estão a decorrer obras no nosso Seminário de Lamego, para podermos também transformar alguns dos seus espaços numa casa aberta e acolhedora, capaz de oferecer aos fiéis leigos da nossa Diocese mais e melhores tempos de formação, convívio e oração.
  1. Enquanto erguemos o nosso coração em oração até este Pai bom misericordioso, levando até ao coração de Deus os nossos seminaristas, peçamos-lhe também, com insistência, por intercessão de Maria, nossa Mãe sempre atenta, que «arraste» outros jovens para os nossos Seminários, para que amanhã não nos faltem os sacerdotes de que necessitamos para servir da melhor maneira o vinho nova da Alegria ao Povo de Deus da nossa Diocese de Lamego e da Igreja inteira.
  1. Peço, então, uma vez mais que, sendo generosos na oração, o sejamos também na dádiva de nós próprios, concretizada no ofertório de Domingo, dia 19, que será destinado, na sua inteireza, para as necessidades dos nossos Seminários que, neste tempo, servem, não apenas os seminaristas, mas também os fiéis leigos. Isto é, servem o Povo de Deus.

 

Que Deus nos abençoe e guarde em cada dia, e faça frutificar o labor dos nossos Seminários.

Lamego, 1 de novembro de 2017, Solenidade de Todos os Santos

+ António, vosso bispo e irmão

UM REPARO: APOIOS

A chuva, ainda que pouca para as necessidades, foi suficiente para a descida da temperatura e para controlar a vaga de incêndios que assolou o país e deixou rastos de morte e destruição. No rescaldo da tragédia, o Presidente da República passou e, entre um abraço e outro, pediu a atenção do Governo para a situação, bem como celeridade na atribuição dos apoios. O Governo também passou e, pela voz de vários responsáveis, deixou palavras de estímulo e promessas de medidas e de verbas.

Entretanto, o tempo vai passando, o frio aproxima-se e muitos dos que tudo perderam ainda não foram contactados para eventuais ajudas. Enquanto isso, a atenção mediática volta-se para a discussão do orçamento, para uma das regiões de Espanha e uma ou outra notícia.

Por causa da pouca celeridade no reconhecer da situação de muitas vítimas e na atribuição dos prometidos apoios, Jerónimo de Sousa desafiava, ontem, os responsáveis governamentais a adoptarem o mesmo ritmo acelerado com que foram em auxílio de certos bancos e banqueiros. E não deixa de ser oportuno tal desafio. Se para uns há milhões, para as vítimas dos recentes incêndios não deveriam faltar os tostões.

Ainda bem que alguns políticos passam pelos locais, arrastando consigo grupos de jornalistas que dão visibilidade à paisagem destruída e voz às vítimas. Mas é necessário que pressionem os responsáveis após a passagem e incomodem os governantes.

As instituições locais vão ajudando, a partilha de bens minimiza a dor, as paróquias fazem peditórios, mas determinadas obras precisam de outros apoios.

Há famílias desesperadas, pequenas empresas que desapareceram, explorações agrícolas destruídas, animais sem alimento… à espera de respostas e de apoios para recomeçar ou continuar.

Os dias correm e só promessas não chegam para manter viva a esperança.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

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FEJ 2017: Eis que faço novas todas coisas

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap.21, 5) foi o lema do Fórum Ecuménico Jovem (FEJ para o amigos) de 2017. E antes de mais: ecumé-quê? Ecuménico significa algo universal… mas de maneira mais simples podemos dizer que esta palavra se refere à reunião de pessoas de diversas Igrejas Cristãs tendo em vista a busca da unidade. Assim sendo, o FEJ surge da organização dos Departamentos Juvenis das Igrejas Católica, Lusitana (Comunhão Anglicana), Metodista e Presbiteriana. Realizado em Braga, no Seminário Menor, o Fórum deste ano atendeu aos 500 anos desde a publicação das 95 Teses de Martinho Lutero: um marco na História da Igreja Cristã, com uma percepção nova do que era então vigente.

“Reforma há 500 anos… E hoje?” foi, exactamente, a premissa da apresentação da manhã. Tendo decorrido após a Celebração Inicial – uma Cerimónia de e para Cristãos, que teve lugar na Capela “art nouveau simplificada” do Seminário –, abordou não apenas a visão histórica, como levantou também as questões do presente. O que poderemos fazer para renovar, para não cair em comodismo? Uma questão em que cada resposta é uma acção a necessitar de reflexão.

Após o almoço partilhado, a tarde preencheu-se com a divisão de workshops: pintura, ciência, política, teatro, desenho… em relação com a Fé e com a Palavra. Pelas apresentações feitas no Auditório aquando a reunião, os workshops revelaram-se tanto divertidos quanto produtivos. Numa visão mais pessoal, posso dizer que aquele onde me inseri – uma abordagem a Taizé – foi dirigido de forma informativa, capaz de manter o interesse, e (não propositadamente) aliciante, onde muito foi levantado em pouco tempo, sem que se tornasse demasiado.

Terminou-se o evento com a Celebração de Envio, onde orações, cânticos e Leitura do Evangelho mantiveram “Eis que faço novas todas as coisas” na consciência de cada elemento presente. Atendendo ao renovar cíclico, e à realidade que vivemos, foi oferecido um pinheiro a cada um antes de se dar por encerrado este primeiro dia de FEJ: uma lembrança viva daquilo a retirar.

Inês Montenegro, Grupo de Jovens da Sé

in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Secretariados Diocesanos do Ensino Religioso reúnem-se em Fátima

O Secretariado Nacional da Educação Cristã convidou os Secretariados Diocesanos a refletir sobre a atualidade da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e a sua transversalidade e operacionalização na escola (a nova flexibilidade curricular); as aprendizagens essenciais, desafio lançado pelo Ministério da Educação; e as atividades para os alunos de EMRC. Além disso, foi recordada a memória de D. António Francisco dos Santos, que tanto se esforçou por defender e promover a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Num momento de acolhimento em Fátima, o responsável do Secretariado Nacional da Educação Cristã, professor Fernando Moita, teceu algumas considerações sobre a realidade e os desafios da disciplina tendo em consideração a flexibilidade do currículo nas escolas. Para abordar este tema foram convidadas duas diretoras de escolas do Ribatejo que ajudaram os professores de EMRC a refletir sobre esta nova realidade.

Num primeiro momento fez-se uma abordagem à (re)organização da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica tendo em consideração as aprendizagens essenciais.

A flexibilidade do currículo é uma nova realidade que obriga a mudar a mentalidade, olhando para a escola como um todo, com o objetivo de mudar uma mentalidade onde o projeto de aprender e o projeto de ensinar são o mesmo projeto na sua conceção, reorganização operacionalização e avaliação. Na sua conceção importa olhar para o essencial e deixar de lado o que não é essencial. Na operacionalização, importa saber como vamos fazer, valorizando, na sua avaliação, quais os conteúdos adquiridos e os conteúdos não adquiridos. Com este feedback do que está correto e incorreto, faz-se uma avaliação positiva onde as aprendizagens que não estão tão assimiladas são reformuladas até que todas as aprendizagens sejam absorvidas e aprendidas pelo aluno.

Este novo projeto de flexibilidade do currículo é um desafio para os professores de EMRC onde a presença ativa na escola é fundamental. Este desafio não é difícil para o professor de EMRC porque sempre foi uma presença ativa em articulação com os outros professores. Mas, nesta flexibilidade do currículo, exige-se mais ao professor. Para isso, o professor de EMRC tem de saber mais em pormenor os conteúdos de outras áreas disciplinares para que possa ir à aula de outra disciplina para dar uma aula, por exemplo, ir a uma aula de Filosofia falar sobre ética. Esta realidade vai estar presente nas escolas.

Nesta flexibilidade, o professor não é o detentor do saber mas um orientador que ajuda o aluno a aprofundar as suas aprendizagens. É a mudança para um novo paradigma, onde o professor não ensina sempre os mesmos conteúdos mas novos conteúdos e muito mais diferenciados, onde o professor não ensina mas orienta o aluno a aprofundar os novos conteúdos. A realidade de ser professor vai alterar-se onde a transversalidade e a operacionalidade vai ser uma grande aposta. A escola vai mudar as dimensões do currículo onde o perfil do aluno tem de ser conhecido, onde o aluno tem de se perceber a si próprio, entender a escola e conhecer a comunidade onde está inserido. Neste novo paradigma urge mudar mentalidades.

O professor de EMRC tem um papel importantíssimo nesta nova flexibilidade do currículo porque o professor de Educação Moral e Religiosa Católica está habituado a trabalhar em articulação com outros grupos disciplinares.

Mário Rodrigues, SDER Lamego,

in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Tabuaço: Formação coral-litúrgica com o Padre Marcos Alvim

No passado dia 4 de novembro, na paróquia de Tabuaço realizou-se um encontro de formação coral-litúrgica com o Pe. Marcos Alvim, responsável pelo Departamento Diocesano de Música Sacra. O encontro destinava-se sobretudo aos membros do grupo coral, mas aberto a toda a comunidade. O Pe. Marcos explicou a importância destes encontros de formação, o lugar do grupo coral na assembleia, a preocupação de celebrar a fé e de ajudar a celebrar e a testemunhar a fé. O grupo coral nasce da assembleia e é parte da assembleia. Na celebração o coro deve ajudar a assembleia, de que faz parte, a cantar melhor, a sentir-se mais segura, com alegria, com preparação adequada, sem atropelos, transparecendo a melodia e a letra, que pertence à Sagrada Escritura ou nela é inspirada.

O Pe. Marcos lembrou alguns vícios ou tentações do grupo coral: de se sentir à parte, fora da assembleia, dos seus membros quererem fazer sobressair a voz acima dos companheiros, de pertencerem ao coro para uma exibição pessoal ou quererem que a participação coral seja sobretudo um concerto e não a vivência e celebração da fé. Os membros do coro, antes de mais, são cristãos que vivem a fé. A inserção no grupo coral há de ser natural ao crescimento da fé.

Entre outros aspetos sublinhou também a necessidade de preparar bem os cânticos, respeitar os ritmos e o sentido dos cânticos, cantar harmoniosamente, nem muito lento nem muito apressado, não martelar as palavras, mas que o texto saia límpido, que os cânticos sejam escolhidos de acordo com o tema da liturgia da palavra e com os tempos litúrgicos. A postura corporal de quem canta, a respiração, a projeção da voz foram outros aspetos sublinhados. O uso dos instrumentos como apoio à voz e não para se sobreporem e a abafarem; tal como o coro é apoio à assembleia, pelo que os cânticos hão de facilitar a participação da assembleia, também os instrumentos são apoio à voz, à melodia, ao texto.

Salmos, cânticos e hinos de louvor, com a harpa e com a lira… Num dos momentos, o Pe. Marcos fez-nos percorrer a Sagrada Escritura (Antigo e Novo Testamento), mostrando como a Bíblia estava ritmada pela música, mormente nos Salmos. A propósito, o salmo 150, referiu, é uma verdadeira orquestra… Quando um solista canta deve lembrar-se que a Palavra não é sua, pelo que a deve pronunciar bem, para que os outros A compreendam e A possam acolher.

Uma das notas bem sublinhadas foi que o grupo coral é um ministério, um serviço em Igreja, está ao serviço da celebração da fé. Os membros do grupo coral têm como missão, antes de mais louvar a Deus em e com a comunidade reunida em assembleia.

No final do encontro a certeza da necessidade de outros encontros de formação, agradecendo ao Pe. Marcos a disponibilidade, a presença e os desafios que nos deixou.

Pe. Manuel Gonçalves, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Jornadas Nacionais de Catequistas: Mediadores do encontro com Ele

Do dia 3 ao dia 5 de novembro, tiveram lugar em Fátima, as Jornadas Nacionais de Catequistas, com a presença do Sr. D. António Moiteiro, Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.  Da nossa Diocese participaram seis catequistas e na organização dos trabalhos colaboraram dois elementos do secretariado diocesano.

Os trabalhos começaram no dia 3 com uma reflexão orientada pelo Sr. Padre Mário de Sousa, da diocese do Algarve, sobre “A alegria do encontro com o ressuscitado”. No dia 4 decorreram duas conferências: uma orientada pelo Sr. D. António Moiteiro sobre Linhas programáticas para a catequese e outra pelo Sr. Padre José Frazão, da companhia de Jesus, sobre O encontro com Jesus Cristo. Na tarde do dia 4 e dia 5 realizaram-se partilhas em grupo sobre os lugares, destinatários e mediadores da catequese que nos são apresentados na carta pastoral “Catequese: a alegria do encontro com Cristo”.

Desta formação importa reter e referir alguns princípios e propósitos que nos foram deixados nas intervenções do Sr. D. António Moiteiro e do Sr. Padre José Frazão. Ambos referiram uma ideia fundamental, “ o catequista só pode ser verdadeiro mediador do encontro com Jesus Cristo quando experimentar este encontro”. Referiu ainda o Sr. D. António Moiteiro que é importante que “a catequese se baseie hoje no despertar da fé e não tanto na transmissão da fé. Portanto na boca do catequista deve ressoar o primeiro anúncio, o Kerigma.” Por fim referiu ainda que a vocação do catequista é “ o conhecimento amoroso de Cristo que brota do desejo de o anunciar”. Neste sentido só podemos, enquanto catequistas, ser verdadeiros anunciadores de Cristo quando chegarmos ao verdadeiro encontro com Ele. Assim o Sr. Padre José Frazão referiu que a missão do catequista é “retirar os obstáculos ao encontro com Cristo”. Na sua intervenção deixou-nos ainda 5 elementos que, segundo ele, são importantes para que haja este encontro: “reconhecimento de Cristo como vida da minha existência; ser capaz de suscitar a adesão da minha inteligência e do meu afeto; acolher a verdade que é Jesus no nosso corpo e na nossa alma; Jesus que confirma a expectativa de felicidade e de bem e assim dará uma forma à nossa vida e à nossa existência”.

Estas jornadas ajudaram a perceber que é fundamental o verdadeiro encontro com Cristo para podermos conduzir os nossos catequizandos a este encontro. Portanto, como referiu o Sr. Padre José Frazão, o catequista deve ser “o barqueiro e remover de obstáculos” que interrompem o encontro com Jesus Cristo.

SDEC, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017