Arquivo

Archive for 08/11/2017

Visita Pastoral de D. António Couto em Nogueira e Piães

Visita Pastoral de D. António Couto às Paróquias de São Cristóvão de Nogueira e São Tiago de Piães

De 1 a 5 de novembro as paróquias de São Cristóvão de Nogueira e São Tiago de Piães (Cinfães) receberam a Visita Pastoral do seu Pastor Diocesano, D. António Couto.

Em dia de Todos os Santos estas comunidades acolheram com grande alegria D. António Couto que com elas louvou a Deus pela e na Comunhão dos Santos. A todos convidou à santidade e este povo na sua simplicidade, diversidade, beleza e cor confirmou com a sua presença e fé a determinação de prosseguir o caminho da Santidade. Aqui, as crianças e adultos encheram o caminho até às Igrejas Paroquiais de variadíssimas flores com diferentes tonalidades.  Havia beleza no chão ornamentado, mas também, e melhor ainda, havia amor e alegria no coração das pessoas que recebiam o seu Bispo. No fim da tarde, os crismandos reuniram-se para escutar a palavras sensíveis, encorajadoras e esclarecedoras daquele que os desafiou a serem “Cristos” porque vão ser Crismados.

O dia 2 foi destinado à comunidade de São Tiago de Piães. No início da tarde, visitamos a Junta de freguesia. De seguida, houve celebrações na Igreja Paroquial, capela de Vilar de Arca e capela de Sanfins. Nestes três centros de culto foi possível viver serenamente o sacramento da Santa Unção.

O dia 3 foi passado com a comunidade de São Cristóvão de Nogueira. Iniciamos com a celebração no Lar de São Sebastião e administração da Santa Unção. Após o almoço visitou a Junta de freguesia. Durante a tarde percorremos os diversos centros de culto, tais como, capela da Ponte, capela de Vilar do Peso e Igreja Paroquial.

Nestes dois dias todos puderam receber essa “carícia de Deus” e sentir como Deus quer estar onde nós moramos. Alguns dos lugares das paróquias recebiam pela primeira vez a visita do Bispo da Diocese de Lamego. A proximidade e alegria, o carinho por tão ilustre presença era percetível em todos os rostos, desde os mais pequeninos aos mais idosos. No fim do dia, houve a oportunidade de encontro com os agentes da pastoral paroquial da comunidade de São Cristóvão de Nogueira.

O dia 4 foi o momento em que o Sacramento da Confirmação foi administrado na Igreja paroquial de São Tiago de Piães. Pelas 15h00 os 38 crismandos receberam a unção do Crisma, sinal de maturidade na fé, consciência da graça e fortaleza para o compromisso. No fim, reuniram-se os responsáveis dos diversos sectores e ministérios desta comunidade com o seu Bispo. Nestes encontros todos foram convidados a serem mais participativos, a gerarem dinâmicas de testemunho de Cristo vivo, de amor diário aos irmãos e a sermos uma verdadeira família.

No dia 5 a comunidade de São Cristóvão de Nogueira mais os 18 crismandos viveram com entusiasmo o sacramento da Confirmação.

Ao Senhor D. António as duas comunidades estão gratas pela oportunidade, presença, proximidade, testemunho, dom e afeto que receberam e sentiram.

As paróquias de São Cristóvão de Nogueira e São Tiago de Piães

in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

AMNÉSIA E CULTURA | Editorial Voz de Lamego | 7 de novembro

AMNÉSIA E CULTURA

O teólogo W. Kasper fala da “tradição” como a possibilidade do homem se alavancar nos ombros da geração anterior que o acolhe, protege, acompanha, apoia e lhe proporciona conhecimentos, técnicas e experiências. Dito de outra maneira, cada geração beneficia das vivências, descobertas e avanços das gerações anteriores.

No entanto, ao olharmos para a sociedade actual, somos capazes de a perceber como uma sociedade que se caracteriza como “pós-tradicional” (D. Hervieu-Leger), marcada pela “cultura da amnésia” (J. B. Metz) que a leva a esquecer-se de que o homem não é apenas a sua própria experiência, mas também a sua memória.

Numa época marcada pela diversidade, pelos desenvolvimentos tecnológicos e pelo ambiente urbano, as tradições perdem relevância, tal como as instituições que as defendem e promovem (família, Igreja…). Importa o momento presente, a ânsia de esgotar todas as possibilidades, a diversão constante, o gozo individual e a possibilidade de esquecer rapidamente (factos e pessoas).

Mas se a amnésia se impõe face ao acontecido, também se pode vislumbrar uma certa desresponsabilização diante das gerações futuras, a quem caberá “desenrascar-se” a seu tempo. E esta postura de quem vive como se não existisse um antes e um depois, leva a falar do “homo clausus”, ou seja, “de homem que vive para si mesmo, isolado, como mónada separado do mundo exterior” (L. Manicardi).

O mês de novembro (também) pode ajudar a contemplar as gerações passadas, a admirar os seus feitos e a valorizar o seu legado, ao mesmo tempo que convidará a sair de si e a olhar para diante, a descobrir-se limitado, mas capaz de contribuir para a geração futura. Uma rápida visita ao cemitério aviva a memória e convida a ultrapassar algum individualismo.

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/49, n.º 4435, 7 de novembro de 2017

Categorias:Editorial Etiquetas:,