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Archive for Outubro, 2017

Assembleia Geral dos Jovens da Diocese de Lamego

No passado dia 21 de Outubro, realizou-se no Seminário Maior de Lamego a tão esperada Assembleia Geral dos Jovens da Diocese de Lamego que teve como objetivo principal analisar as respostas dadas pelos jovens da nossa diocese ao inquérito preparatório do Sínodo dos Bispos 2018 promovendo uma reflexão conjunta e em pequenos grupos sobre “Os jovens de hoje” e a “Pastoral juvenil numa diocese/paróquia do interior”.

Iniciamos o dia com um acolhimento e a breve apresentação de todos, seguindo-se a oração da manhã. Depois, para melhor compreendermos o 1º tema, tivemos o privilégio de ter como oradora a Diretora do Agrupamento de Escolas de Satão, Prof. Helena Castro. Escutamos e discutimos que, numa sociedade onde quase tudo é tecnológico, imediato e superficial, torna- se mais complicado para os jovens de hoje aceitar e saber lidar com os obstáculos e o sofrimento, desencadeando a frustração e a tomada de novos rumos, longe da “verdadeira felicidade” e do amor, gerando um “vazio disfarçado”. Concordamos que nos dias que correm, cada vez reina mais o individualismo/egocentrismo e que andamos sempre “à volta de nós mesmos”, não deixando muitas vezes espaço para os outros, para Deus e não partilhando com o mundo aquilo que de melhor há em nós. Surgiram então os desafios aos jovens cristãos: o de conhecermos bem a nossa fé para poder transmiti-la, o de sermos ativos mas sempre simples e humildes, de usarmos os valores que seguimos para, dentro de qualquer assunto, conseguirmos atuar da melhor forma, porque só assim somos capazes de construir o Reino de Deus, respeitando as diversas opiniões e partilhando a nossa experiência com outros.

Após uma manhã produtiva e um almoço aconchegante, deparamo-nos com o 2º tema que nos foi muito bem explicado pelo Sr. Padre Tó Jó que é o Diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações e Juventude de Viseu. Com ele, entendemos que, com as novas gerações, torna-se urgente haver um maior acompanhamento individualizado dos jovens, na diocese, paróquia, grupos, para melhor conhecer os seus quotidianos, inquietações e problemas, pois só assim haverá mais proximidade e entreajuda; assim como é importante a presença e incentivo dos pais na vida cristã dos seus filhos, não esquecendo os Animadores dos grupos que precisam cada vez mais de quem os anime, para continuarem o seu trabalho de cativar os jovens que cada vez mais se afastam. Compreendemos que temos de ser jovens com uma presença solidária e todos ligados entre grupos e movimentos para melhor aprendermos uns com os outros, devemos evitar a “síndrome do teleférico”, como nos dizia o Pe. Tó Jó, pois não devemos estar só de passagem, de “monte em monte”, mas procurar viver ativamente a essência da nossa vocação na nossa paróquia e diocese.

Ao longo de todo o dia, tivemos uma dinâmica onde pudemos preencher alguns ramos com folhas onde deixamos escrita a nossa opinião sobre os defeitos e qualidades dos jovens de hoje, quais as maiores dificuldades com que se depara a pastoral juvenil numa diocese/paróquia no interior e as grandes oportunidades a aproveitar, o que completou toda a restante reflexão obtida. Esta foi uma atividade necessária e enriquecedora, uma vez que nos levou a refletir que há muito por fazer e vários aspetos melhorar. Regressamos a casa com a esperança de que o Sínodo dos Bispos 2018 seja uma “alavanca” que nos desinstale e nos capacite para tomarmos as rédeas da História.

Inês Gonçalves, Almacave Jovem, in Voz de Lamego, ano 87/47, n.º 4433, 24 de outubro 2017

CONTINUAR A REFORMA | Editorial Voz de Lamego | 24 de outubro

CONTINUAR A REFORMA

No último dia deste mês assinalam-se os 500 anos das famosas “95 teses” do monge Martinho Lutero, as tais que, habitualmente, são apresentadas como causa para a Reforma que se seguiu.

Contudo, tal afixação, na porta da igreja do castelo de Vitemberga, não tinha como objectivo a desestabilização social que se seguiu nem indiciava, da parte do autor, qualquer vontade de ruptura eclesial. O propósito era convidar para uma disputa académica, comum naquele tempo. O professor universitário de Sagrada Escritura queria contribuir para a renovação da Igreja, a começar pelas cúpulas romanas, bem como afrontar a acomodação e denunciar certas práticas.

Nessa altura, e como noutros momentos da história da Igreja, Lutero começou por querer imitar o protagonismo de tantos que, pelo ensino proferido e pelo testemunho vivido, motivaram mudanças na vivência da radicalidade evangélica.

Desenvolvimentos posteriores e circunstâncias diversas levaram a que tal vontade se diluísse e fosse orientada para outras direcções, a que o próprio autor não conseguiu resistir. A ruptura impôs-se, com as consequências que todos conhecemos.

Ao assinalarmos tal data, duas notas.

Em primeiro lugar, o convite para alguma leitura que permita conhecer melhor o que se passou e favoreça a compreensão da realidade. Por aqui passa, também, a disponibilidade para participar no diálogo ecuménico e na oração pela unidade dos cristãos.

Depois, e bem longe de enaltecer as divisões que se seguiram, importa sublinhar a disponibilidade inicial de Lutero para denunciar determinadas práticas, participar no debate e apelar à conversão.

O confronto vivido no diálogo e preocupado com a verdade ajuda à clarificação de posturas e ensinamentos, corrigindo desvios ou aprofundando caminhos. Porque a fé e a sua vivência inscrevem-se no tempo e não são imunes ao desenrolar histórico da sociedade. Uma missão reformadora que continua.

 

Pe. Joaquim Dionísio, in Voz de Lamego, ano 87/47, n.º 4433, 24 de outubro 2017

Um reparo: justiça

A expressão “operação marquês”, usada para identificar uma investigação em curso, tornou-se habitual nas notícias, nos comentários e nas conversas dos últimos anos. Durante meses abundaram relatos de buscas, interrogatórios, fugas de informação, desmentidos, acusações, circuitos de dinheiro, esquemas de corrupção… com imagens dos investigados, alguns deles figuras públicas conhecidas noutras circunstâncias.

Quatro anos depois, o país acordou com a notícia do volumoso (4 mil páginas) despacho final do inquérito e a acusação de vários arguidos, entre os quais um antigo primeiro-ministro. Se o caso tem “pernas para andar”, só os próximos tempos o dirão. Se os agora acusados virão um dia a ser condenados ou não, só um julgamento justo o poderá determinar. Segue-se o trabalho das respectivas defesas e, posteriormente, a decisão de um juiz sobre o avançar ou não para julgamento que, a concretizar-se e segundo os entendidos, só terá início lá para 2019.

Contra a opinião de quantos duvidavam da capacidade da justiça investigar e acusar determinadas figuras, aí está a resposta. E esta pode ser uma primeira nota a reter: a justiça começa a não ter medo de investigar determinados esquemas que privilegiam alguns e de acusar os seus protagonistas, apesar do poder que os acompanha. Tal como na sua representação, a justiça deve ser cega.

Por outro lado, e segundo as previsões, o julgamento poderá prolongar-se por mais de uma dezena de anos. E as perguntas surgem de imediato: será que alguém se vai manter atento ao desenrolar do processo? As figuras envolvidas tenderão a perder visibilidade mediática, alguns poderão morrer antes do desfecho, outras notícias aparecerão na primeira página, a memória dos actuais leitores e espectadores vai perdendo capacidades… Mas tanto tempo significa que, mesmo inocente, o arguido terá a vida em suspenso. Será isso justo?

JD, in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

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XXIX Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar

Nos próximos dias 11 e 12 de novembro realizam-se, em Fátima, as XXIX Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar, subordinadas ao tema “O Evangelho da Família, Alegria para o Mundo”.

Esta iniciativa decorre no Edifício Paulo VI, Salão do Bom Pastor e está aberta a todo o Povo de Deus. Deseja-se que constituam o “grande plenário nacional da Pastoral Familiar, pelo bem pastoral e espiritual que podem proporcionar às nossas famílias.”

As inscrições, individuais ou em grupo, devem ser efetuadas através do e-mail pastoralfamiliar@diocese-lamego.pt , impreterivelmente até ao dia 25 de outubro, através da ficha incluída no folheto anexo. Este folheto, que contém o programa, um conjunto de informações, os custos das várias opções, a ficha de inscrição e um texto de apoio, foi já remetido às Paróquias e Departamentos Diocesanos. Está também disponível no sítio http://www.leigos.pt.

Estamos disponíveis para outros eventuais esclarecimentos.

 

 

Pelo Departamento Diocesano da Pastoral Familiar

 

in Voz de Lamego, ano 87/46, n.º 4432, 17 de outubro 2017

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017

Queridos irmãos e irmãs!

O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão? Ler mais…

CEFECULT – Centro de Estudos Fé e Cultura – início das atividades

HOJE, sexta-feira, dia 20 de outubro de 2017, iniciamos um percurso formativo que intitulámos Curso Básico de Formação Religiosa. Decorrerá no Seminário de Lamego, à sexta-feira, entre as 20h30 e as 22h20. Algumas dezenas de inscrições foram recebidas, mas há sempre lugar para mais alguém.

Peregrinação Diocesano do MMF à Lapa – Temos Mãe

No passado sábado, dia 14 de Outubro, o Movimento da Mensagem de Fátima viveu a sua habitual Peregrinação Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa. Como sempre, mais uma multidão veio dos diversos recantos e paróquias da Diocese juntamente com os seus párocos e outros sacerdotes, Diácono, seminaristas, e Irmãs religiosas, que quiseram estar presentes, participando e colaborando neste evento tão marcante e muito significativo para o MMF. Vieram tomar parte também nesta nossa peregrinação o Assistente Espiritual Nacional do Movimento, Padre Manuel Antunes, juntamento com mais dois responsáveis do Secretariado Nacional. Infelizmente não pode estar presente a Presidente do Secretariado Diocesano, Maria Isabel Figueiredo, por motivos familiares.

Depois da saudação a Nossa Senhora, no Santuário, preparada e apresentada por alguns adolescentes e adultos da paróquia de Mezio, Castro Daire, seguiu-se a caminhada em direção ao recinto da celebração da Eucaristia, rezando e reflectindo à volta de algumas dimensões mais relevantes de todo o conteúdo e espiritualidade da Mensagem de Fátima. A Eucaristia, presidida pelo Bispo Emérito, D. Jacinto, foi introduzida por uma admonição geral, saudando e dando as boas vindas a todos os Mensageiros e outros, fazendo o enquadramento e contexto em que acontece esta Peregrinação. Destacou-se a vivência do Ano Centenário das Aparições em Fátima e que teve o seu termo no dia 13 deste mês. Salientou-se, neste particular, a Peregrinação dos dias 12 e 13 de Maio, com a vinda o Papa Francisco a Fátima, como Peregrino “da esperança e da paz” e a canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Fez-se referência ao plano diocesano para o novo ano pastoral de 2017/2018, lembrando o convite que D. António Couto faz a todos os diocesanos, partindo da parábola do Bom Samaritano: “Vai, e faz tu também do mesmo modo!” Ler mais…