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Archive for 14/10/2017

Um reparo: Água

Na nossa região, como em tantas do país, as consequências da seca prolongada vão sendo sentidas e comentadas. Não por falta de assunto, mas porque a situação é preocupante. A chuva tarda, as reservas de água nas albufeiras vai escoando e o sofrimento aumenta.

As previsões indicam que a seca vai continuar, que a chuva andará ausente e que, quando vier, será reduzida.

No fundo, todos sofrem com esta realidade que afecta a produção agrícola e a torna mais dispendiosa (captação e transporte de água, reservatórios, electricidade e outros combustíveis, etc), se reflecte no bolso dos consumidores (produtos mais caros) e no meio ambiente (desertificação, incêndios…).

As alterações climáticas estão a acontecer e a motivar mudança de certos hábitos, já que os recursos não são ilimitados. Multiplicam-se os estudos, as previsões e os apelos para uma utilização mais responsável dos meios disponíveis.

É verdade que o calor que se faz sentir proporciona dias de praia e o prolongar da pele bronzeada, que a ausência de frio motiva o passeio, o sair de casa e o adiar da compra de roupa mais quente, que os locutores deixaram de falar na chuva como algo triste e ruim… Mas os nossos agricultores desesperam e vão mostrando e denunciando prejuízos nas suas colheitas e plantações.

Por outro lado, há populações que já dependem da água potável que alguns carros-cisterna lhes levam, provocando o racionamento da mesma e alterando hábitos de vida. Neste particular, só as torneiras secas nos ajudarão a valorizar devidamente o precioso líquido! Porque, como a experiência nos ensina, só a ausência nos faz valorizar a presença e só a carência nos motivará a agradecer a abundância.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/45, n.º 4431, 10 de outubro 2017

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