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Almacave: ação de graças pela vida de D. António Francisco

COMUNIDADE PAROQUIAL DE SANTA MARIA MAIOR DE ALMACAVE

AÇÃO DE GRAÇAS PELA VIDA DE D. ANTONIO FRANCISCO

(Eucaristia de 7.º dia)

A Comunidade Paroquial de Almacave, reuniu-se para louvar e dar graças a Deus pela vida de D. António Francisco dos Santos que, nesta Paróquia viveu em Equipa Sacerdotal durante largos anos, com Monsenhor Simão Botelho e Monsenhor José Guedes.

Muitas vezes ele nos dizia que tinha pena de não ter mais tempo para a ação pastoral na Paróquia, devido aos seus múltiplos afazeres e ia pedindo, a nós leigos, que continuássemos a apoiar os sacerdotes, nomeadamente o seu amigo Pe José Guedes, que ele sabia ir ficar muito desamparado com a sua ausência, aquando da sua ordenação episcopal.

 No entanto, no tempo que por aqui passou deixou a sua marca indelével de humildade, de serenidade, de solidariedade silenciosa junto dos que precisavam, sempre ao serviço do outro (e bastava vê-lo trazendo um disfarçado saco de medicamentos para umas determinadas pessoas que assistia).

Mesmo nos momentos de maior sofrimento com a situação de saúde de sua mãe, nunca deixou de ter um sorriso, ainda que débil da sua tristeza interior, ou de ter uma alegria mais efusiva quando connosco participava em festas da Catequese ou de celebrações paroquiais.

Nunca na sua relação deixou de cumprimentar ricos ou pobres, de acompanhar muitas famílias que se tornaram dependentes na amizade e no aconselhamento, de manifestar uma palavra de conforto e de procurar arranjar soluções em muitas situações.

Em todas as nossas celebrações do dia 8 de Dezembro, Dia da Unidade Paroquial, e da ordenação dos sacerdotes que com ele iniciaram missão, Pe José Guedes e Pe Adriano Cardoso, entre outros, nunca deixou de estar presente e, quando não o podia fazer sempre enviava uma mensagem. Este ano será uma mensagem do Céu que enviará, de certeza.

Foi com o seu apoio e dos sacerdotes da Paróquia que o Centro Social Paroquial de Almacave se iniciou e a sua motivação ajudou à sua concretização, mesmo de longe.

Muitas palavras foram de si ouvidas dentro das paredes desta Igreja Matriz em que nos encontramos, e a muitos marcou pelos seus pensamentos. Muitos de nós que hoje servimos nesta Paróquia de Almacave fomos influenciados pelas suas palavras de mestre nos Cursos de Cristandade, nos Casais de Nossa Senhora, em outros grupos de pastoral ou noutras formações a que assistimos em várias ocasiões.

Nos seus muitos escritos, nas suas palavras, nos seus pensamentos sempre se notou a sua humildade e o reconhecimento da sua indignidade para as missões que tinha de assumir, nomeadamente na do episcopado onde se colocou nas mãos de Deus e de Maria “In manus tuas”, como indicava o seu lema, como entrega e doação.

 Hoje, passados estes anos e lida a sua vida nas dioceses por onde passou pôde notar-se o carinho, a amizade e o reconhecimento que tantos lhe prestaram e dedicaram.

Um grande Homem nunca se esquece, mas menos se esquecerá um Homem testemunha de bondade e amor incondicional à sua missão, que viveu como Dom de Deus. Nos nossos olhos pode passar uma lágrima e no coração a saudade mas temos em nós a memória da sua vida, que não se apagará.

A nossa Comunidade Paroquial de Almacave dá graças a Deus pelo Dom de ter consigo convivido e dele ter aprendido o valor da amizade, da simplicidade e humildade mas, acima de tudo da sua doação até ao final da sua vida. Que Deus agora o tenha junto de Si e que ele possa interceder por nós nos momentos difíceis da nossa vida e da nossa Paróquia.

A ele se dedicava um poema no Jornal Voz de Lamego, em 15 de Março de 2005, de autoria do Pe João António Teixeira, à data da sua Ordenação Episcopal, que se apresenta novamente em sua homenagem:


“Contigo Sempre!

Eras nosso, aqui te vimos nascer,

crescer,

sorrir,

estudar,

rezar,

pregar.

Este chão, em que te vais prostrar

E que se estende de Cinfães até Foz Côa

E do Montemuro até ao Alto Douro,

Tem as marcas da tua presença,

O selo do teu trabalho

E o lustro da tua dedicação.

Neste chão, vais, uma vez mais, consagrar-te

a Deus

 

És d’Ele

De alma e coração,

 

Sem reservas nem cálculos

Como Moisés ao descer do monte

Também o teu rosto brilha,

Deixando resplandecer a luz divina

 

As tuas mãos são mãos para unir e consagrar;

Os teus pés são pés para chegar e partir;

Os teus lábios são lábios para anunciar e propor;

Os teus ouvidos são ouvidos para acolher e guardar;

O teu coração é um coração para dar e sentir.

Vais partir

Mas permanecerás em nós, connosco.

 

Eras nosso

E nosso continuarás a ser.

 

Onde quer que estejas,

Estaremos sempre contigo:

pela força da oração,

pelo íman da amizade

E pelo elo de uma comunhão

Que nada nem ninguém poderão destruir!

 

Isolina Guerra, in Voz de Lamego, ano 87/43, n.º 4428, 19 de setembro 2017

  1. Maria Mais
    23/09/2017 às 11:18

    Este poema retracta o bom pastor que o Sr Dom António foi, mas tenho a certeza que do Céu continuará a olhar por nós. Como sentimos a falta desse doce olhar na nossa Diocese do Porto. Até já D António.

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