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FESTAS DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

Lamego viveu as suas Festas

Convenhamos que não é fácil descrever Festas que não se viveram no seu dia-a-dia, mas sabemos que é imperioso para um jornal da Cidade dizer um mínimo do que se passou nas Festas de 2017.

Continuando a crónica da semana passada, não deixamos de referir os programas da TV, a actuação de artistas consagrados, o Folclore sempre presente e que atrai um público numeroso e desejoso de ver a actuação dos grupos visitantes e que respondem ao convite do Rancho Regional de Fafel, que retribuirá com a sua actuação nos próximos tempos, se é que ainda o não fez; Fados por uma artista local, Helena Sarmento, muito aplaudida no Parque Isidoro Guedes, dois cantores famosos na actualidade, o Ralph estrangeiro e o português T. Carrera, este a atrair gente que veio de perto e de longe, Marchas e Corridas, Música Moderna de Lamego, com o nome pomposo de ZIGURFEST, Rua da Olaria e Ponte de Pau a reunir os seus homens de ontem e amigos de sempre, ARTDANCE a mostrar-se em vários locais; mais, muito mais!

E chegaram os momentos fortes das Festas de Lamego; a Marcha Luminosa na noite do dia 6, com vários motivos relativos a Lamego, mas com a intromissão de mau gosto de uma figura notória a nível mundial e cuja apresentação mereceu uma palavra crítica do nosso Bispo no final da Procissão do dia 8; se a Batalha das Flores é repetição, durante o dia, da Marcha Luminosa que tem lugar à noite, sabemos que são os primeiros números da Festa a arrastar multidões que não dispensam a sua presença, seja qual for o dia da semana em que se realizem.

E a grande Noite da Romaria de Portugal continua com o seu nome em grande e a sua realização cada vez mais distante dos bons e ainda não muito velhos tempos; os grupos de Bombos fazem muito barulho na Avenida e as velhas «rusgas» de concertinas e cantares ao desafio, por isso ou porque também já não existem, são cada vez menos numerosos; pudemos ouvir dois, um bem recheado de executantes, outro de menos tocadores; eram a vida da grande Noite, são a saudade da arte popular que talvez desapareça bem depressa. A pedir e merecer a atenção da Comissão no futuro.

E o fogo da Noite? Os «Minhotos Marotos» iam animando os foliões do costume, mas o primeiro foguete anunciou o arraial. Outra saudade de tempos não muito distantes, e o arraial já não merece a «quente» salva de palmas, pois as três partidas de fogo foram substituídas por uma, agora contada em minutos; e ouvia-se a palavra «doze», a significar que qualidade e quantidade só «rimam» no arraial dos dicionários; agora só rimam com saudade de tempos e festas que já lá vão.

MAJESTOSA PROCISSÃO DE TRIUNFO

A multidão veio, ocupou os seus lugares habituais e preferidos para ver, mas muitos, muitos, participaram pessoalmente na Procissão em honra de Nossa Senhora; abria com a imagem da Senhora de Fátima, vinda da Penajóia, e continuava com os outros quatro andores, repetindo o da Assunção da Senhora e, este é que não pode faltar, o de Nossa Senhora dos Remédios.

Muitas figuras alegóricas, destacando-se as que representavam a Senhora dos Remédios, mas também se destacava a multidão que se apinhava ao longo do percurso habitual; da igreja das Chagas até à Rua Cardoso Avelino não se via um palmo livre de pessoas que rezavam, choravam, pediam, agradeciam, olhando a Senhora na atitude de quem precisa e também confia; e mesmo a parte final estava bem recheada de fiéis, cristãos que não esquecem que «temos Mãe, temos uma Mãe», como nos lembrou repetidamente o Papa Francisco em Fátima. E não esquece Lamego, nem tantos e tantos que aqui acorrem neste dia, que Maria é a Mãe sempre presente, Aquela por quem podemos chamar a cada instante, porque sempre nos ouve e ajuda.

Presidiu o nosso Bispo, participaram alguns sacerdotes do Concelho, as Autoridades Civis e Militares da Cidade e a garbosidade dos nossos soldados mostra bem o que Maria representa para eles; e com que carinho, cuidado e atenção seguem o final da Solene Procissão na parada de Santa Cruz; as Bandas Musicais saudaram Nossa Senhora e d’Ela nos ajudaram  a despedir; os morteiros da praxe militar anunciaram ao longe e ao largo que a Procissão terminou, não sem uma palavra do nosso Bispo que agradeceu a presença e colaboração de todos, sem deixar de verberar a atitude tomada na Marcha com a figura do Papa Francisco.

E a Senhora caminhou até ao seu Santuário, muitos A acompanharam; nem Ela nos deixou, nem nós A deixámos; é que nunca mais podemos esquecer que «temos Mãe» e também com o título de Nossa Senhora dos Remédios, a MÃE está sempre connosco.

P.e Armando Ribeiro, in Voz de Lamego, ano 87/42, n.º 4427, 12 de setembro 2017

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