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Retiro GJS – Maleitas e Curas

O passado fim-de-semana de 8 e 9 de Julho foi para o Grupo de Jovens da Sé (GJS) um retiro marcado pela reflexão, pelo debate, e pela boa disposição, contando já com a presença dos novos membros, “mortinhos” por começar a nova etapa da sua vivência enquanto jovens cristãos. A caminhada física precedeu a caminhada espiritual, partindo o grupo logo pela manhã de Sábado da escadaria d’os Remédios. Nem a torreira matinal, nem o queixume dos músculos impediu a chegada à Quinta da Capela, um local que mais uma vez se mostrou maravilhoso ao “evento” (um agradecimento à família Neto!).

Após o reabastecimento do almoço começaram os trabalhos. Numa sociedade onde os conhecimentos médicos e aquilo que sabemos sobre as doenças que afectam o ser humano, as maleitas, interligadas com textos bíblicos, serviram de ponto de partida à reflexão. Deixando apenas um cheirinho do muito reflectido, quantas vezes espirras bisbilhotice e tosses maldizer? Qual a última vez que padeceste de “martice”? (Referência ao episódio de Marta e Maria, em que Marta se esqueceu que, conquanto importante, para tudo há tempo e lugar.) Nós somos, repetimo-lo em cada Eucaristia, o corpo de Deus. Se um membro desse corpo se encontra doente, todo o corpo se ressente, e desvia os esforços para a cura.

A visualização de “Gran Torino” fechou a noite, incluindo ainda algumas questões de reflexão baseadas no filme: como a mudança, a “cura”, pode chegar de onde menos se espera, quando já não se espera, e como outros caminhos se apresentam a quem está preparado para os procurar. Eram duas (três?) da manhã e estávamos cansados. Dir-se-ia que as emoções deixadas à flor da pele pelo final (in)esperado não ajudavam à coerência de pensamentos – fazê-lo em grupo ajudou a puxar uns pelos outros, tornando a actividade numa das mais marcantes e, espera-se, também as acções que dela advierem.

O Domingo colmatou os trabalhos de Sábado. Onde se fala de doença, também se fala de cura, e a reflexão tomou uma vertente mais centrada nas interacções do próprio grupo, nas relações que temos uns com os outros, e nas relações que queremos ter uns com os outros. Coros e orquestras funcionam bem quando em respeito e harmonia. Não surpreendentemente, grupos de jovens também. Em nenhum caso é necessário sobrepor-se ao outro para mostrar o melhor em si próprio.

Após um almoço farto, cortesia dos anfitriões, o Retiro findou-se com a celebração da Eucaristia, presidida pelo padre Marcos, na capela que dá nome à Quinta. Os seus efeitos, contudo, esperamos que não se “findem”, tornando-se visíveis na rotina e dia-a-dia de cada jovem que nele esteve presente. Pequenos gestos de bom carácter exigem, afinal, uma coragem e força contínuos que “o grande gesto”, por maior e mais visível que seja, nunca chega a pedir. Não serão, por isso, esses “pequenos” de igual valor?

Inês Montenegro, in Voz de Lamego, ano 87/36, n.º 4421, 18 de julho 2017

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