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UM REPARO… Corrigir… sobre os incêndios…

Os portugueses continuam a chorar as vítimas mortais do recente incêndio florestal, ao mesmo tempo que se solidarizam com aqueles que perderam os seus bens. A partilha atenta e oportuna já começou e vai crescer.

A esse propósito, esperemos que o Estado e as instituições bancárias não apliquem as habituais taxas, o que seria duplamente triste e penalizador: privaria as vítimas de mais alguma ajuda e atentaria contra a vontade dos doadores.

A nível eclesial, os nossos bispos optaram por atribuir à Cáritas nacional a coordenação na angariação e distribuição das verbas recolhidas. E convidaram todas as comunidades a doarem, para aquele efeito, os ofertórios das celebrações do próximo dia 2 de julho. É verdade que a Cáritas de Lisboa foi há pouco tempo alvo de notícias menos positivas, mas a Cáritas nacional é independente e tem condições para levar a bom termo o trabalho que lhe foi atribuído. E porque de donativos se trata, ficamos à espera que a mesma Cáritas divulgue, atempada e globalmente, os montantes recebidos e distribuídos.

Por outro lado, e em virtude das notícias e comentários que se vão fazendo, os portugueses começam a sentir algum desconforto ao serem informados das possíveis falhas que levaram à morte de 64 pessoas naquele incêndio. Para lá de qualquer oportunismo político, é importante determinar responsabilidades e fornecer respostas. O respeito pela vida assim o exige.

A investigação inicial rapidamente fixou o início do fogo numa árvore atingida por um raio, determinando um raio como causa. Mas tarda-se em explicar a demora da chegada dos meios de combate ao fogo, a desorientação das forças de segurança, o não funcionamento dos meios aéreos, a inoperância das comunicações, a falta de material num centro de saúde próximo, etc. Daí que o prematuro o anúncio presidencial, de que tudo tivera sido feito, fosse prontamente contrariado pelos testemunhos dos sobreviventes e, infelizmente, pelo número de mortos.

Apurar as falhas não trará vida a quem a morreu nem irá repor os valores devidos a quem muito perdeu, mas pode corrigir procedimentos e contribuir para melhores desempenhos futuros. Para isso é importante que as responsabilidades se assumam e não se repita o que habitualmente acontece: por falta de pretendentes, a responsabilidade tenderá a ficar solteira!

JD, in Voz de Lamego, ano 87/33, n.º 4418, 27 de junho 2017

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