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Zona Pastoral de Penedono reza na Quaresma

“Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação em que se encontre, a renovar hoje mesmo, o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por ele, de o procurar dia a dia sem cessar” – Foram estas as palavras que o Papa Francisco nos dirigiu na sua Exortação Apostólica, Evangelli Gaudium. E nós, povo da Zona Pastoral de Penedono procurámos acatar este convite, respondendo ao apelo dos nossos pastores: Padre Luciano, Padre Carlos, Padre Francisco e Padre Guilherme para percorrermos a Via-Sacra. E á semelhança de anos anteriores, muitos de nós acorremos, no dia 2 de Abril ao bonito Santuário de Santa Eufémia, para seguirmos os passos de Jesus desde a sua condenação até à sua morte no calvário. Com uma preciosa ajuda a Via Sacra do 3° Milénio o Gólgota de Jasna Gora, que o senhor padre Luciano reproduziu e nos mostrou a atualidade da paixão de Cristo, pois como foi referido na oração inicial, essa paixão continua infelizmente “na pessoa dos pobres, dos que sofrem, dos esquecidos e, de uma maneira geral, de todos os injustiçados.” E podemos sentir esta paixão atual, como já referi, nos bonitos quadros do pintor polaco Jerzy Duda Gracz nascido em Częstochowa – Polónia.

Assim sentimos:

A paixão de cristo que continua nos maus juízos que fazemos dos outros, na ação de políticos que procuram desacreditar a fé cristã e provam sistematicamente leis que vão contra a vida, a família, a justiça…

A paixão de Cristo, nas guerras, injustiças, e maldades dos homens.

A paixão de Cristo nas pessoas debilitadas fisicamente.

A paixão de Cristo nas mães que sofrem a perda dos seus filhos…

A paixão de Cristo nos tristes, sofredores, nos desprezados.

A paixão de Cristo que continua no sofrimento de tantas crianças que não chegam a ver a luz do dia, crianças soldados, crianças abusadas sexualmente, crianças despojadas de amor e carinho e lar desfeitos, nas ruas.

A paixão de Cristo na pessoa de tantos mártires dos nossos dias: as vítimas martirizadas nos campos de concentração nazis e tantos, tantos outros que poderíamos referir.

Cristo que continua em agonia na cruz de tantas pessoas sofredoras.

Cristo, que continua a agonizar nas ideologias que destruem a humanidade: comunismo, nazismo, imperialismo, fascismo, consumismo que atentam com a dignidade humana.

Todas as estações desta via-sacra de Duda Gracz, que ele ofereceu ao santuário de Nossa Senhora de Czestochowa que fica no mosteiro de Jasna Gora tiveram a finalidade de nos ajudar a refletir no amor de Deus para connosco e convidar-nos a ajudar Cristo a carregar a sua cruz, que o mesmo é dizer a crus de todos os que sofrem e precisam de auxilio, de razões para viver: os doentes, os tristes, os angustiados, os solitários.

E durante toa a via-sacra fomos confrontados com o pedido de Cristo, pedindo-nos que não deixemos ninguém sem auxílio, que deixemos os nossos egoísmos, o nosso bem-estar e ajudemos todos os sofredores.

Mais uma vez podemos afirmar: valeu a pena participar de novo nesta via-sacra, ouvimos de novo a palavra de Cristo que nos interpela.

Urge dar-lhe resposta, olhando há nossa volta… e partilhar a vida de tantos irmãos nossos precisando de nós.

Além dos quatros que nos mostraram a realidade nua e crua do nosso mundo e porque temos que ajudar sempre com alegria, as estações da via sacra tinham, sempre um cântico adaptado que reforçavam a meditação própria de cada uma e que foram dirigidas pelo senhor Padre Carlos e Padre Francisco que as acompanharam a viola.

Foram duas horas bem aproveitadas. Há que faze-las continuar na nossa vida. E se isso acontecer não terá sido em vão todo o trabalho que foi preciso depender para êxito á via-sacra.

Mais uma vez, valeu a pena!

Prometemos, todos os que participámos, ser fermento que leveda toda a massa, nas nossas paróquias para que vivamos a ultima estação – a Ressurreição de Cristo – com alegria e esperança, já que como diz também o Papa Francisco “ da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído”.

R.C., in Voz de Lamego, ano 87/22, n.º 4407, 11 de abril de 2017

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