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Archive for Março, 2017

Diácono Luís Rafael: Dissertação de mestrado | Anunciar Deus

No passado dia 15, pelas 10 horas da manhã, na faculdade de teologia de Braga, começou, na sala D. Eurico, a defesa de dissertação, que iria ser o culminar e a recompensa de todo o trabalho desenvolvido pelo sr. diácono Luís Rafael Teles Azevedo ao longo de dois anos. Durante este período de tempo, o novo mestre em teologia procurou encontrar uma abordagem exegético-pastoral para uma passagem de 18 versículos de um dos livros da Bíblia: o discurso de Paulo no Areópago (Atos 17, 16-34).

O nosso diácono mostrou-nos, com estes dois anos de profundo estudo, que só um Deus desconhecido se pode ir fazendo um “Deus-conhecido”. De outra forma não se entenderia um Deus-Amor que se quer relacionar connosco, com a nossa inconstância, as nossas mudanças, as nossas pluralidades. Assim, torna-se necessário o nosso envolvimento na economia da Revelação. Torna-se necessária a nossa presença nos Areópagos hodiernos, onde já não se conhece Deus e onde se quer escolher, fazendo-nos testemunhas vivas de Cristo Ressuscitado.

Por fim, sublinha-se que o orientador deste trabalho foi o professor doutor João Alberto Correia e contou também com a avaliação dos professores doutores Bernardo Corrêa d’Almeida e Luís Miguel Rodrigues. O trabalho foi magistralmente avaliado com 18 valores.

Diogo Martinho, in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017

Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de Anreade

VISITA PASTORAL DE SUA EXCELÊNCIA REVERENDÍSSIMA, O SENHOR BISPO DE LAMEGO, D. ANTÓNIO JOSÉ DA ROCHA COUTO, À PARÓQUIA DE S. MIGUEL DE ANREADE, DA ZONA PASTORAL DE RESENDE.

“Quero com esta visita pastoral, dar o meu contributo para que todos possam verdadeiramente sentir a alegria de Evangelizar.”

(excerto da mensagem de D. António Couto às comunidades da zona pastoral de Resende)

Nos dias 17, 18 e 19 de março, a paróquia de São Miguel de Anreade recebeu, com muita alegria, a Visita Pastoral de Sua Excelência Reverendíssima, o  Senhor Bispo D. António José da Rocha Couto, venerando Bispo da Diocese de Lamego.

No espírito da mensagem cujo excerto foi acima transcrito e depois de uma preparação próxima de toda a comunidade paroquial de S. Miguel de Anreade, esta visita, inserida num calendário de visitas pastorais às paróquias da Zona Pastoral de Resende e com um programa organizado pelo Conselho Pastoral Paroquial, teve início no dia 17, com a visita domiciliária do Senhor Bispo, acompanhado do Pároco, a cerca de duas dezenas de paroquianos cuja idade avançada ou doença os impedia de participar activa e presencialmente nos encontros e nas celebrações da visita. Assim, percorreu os quatro cantos da freguesia, desde os Altos à Ribeira e de Mosteirô a Caldas de Aregos, concluindo-se as actividades desse dia com um  encontro na Capela de Santa Maria Madalena de Caldas de Aregos, com os paroquianos residentes nesse lugar. Ler mais…

CAMINHADA QUARESMA- PÁSCOA | 4.º Domingo da Quaresma

A diferença do olhar de Deus em relação ao nosso é que nós só conseguimos ver as aparências e Ele consegue ver o coração (1 Sam 16,7). É esta faculdade de Deus que indica a Samuel quem é que deve ungir como rei de Israel.

No evangelho Jesus liberta o cego de nascença da sua prisão física. E isso permite-lhe ver quem o curou, quem o salvou. Na cruz será colocada a palavra cegueira, a simbolizar as nossas tantas incapacidades de ver Deus no mundo criado, no que Ele nos oferece cada dia e na pessoa de cada um dos nossos irmãos. Estas cegueiras não são dos olhos, mas do coração.

4.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação: Imprimir a oração anexa no esquema da caminhada e recorta-la em pequenos pedaços para serem distribuídas
Momentos da Eucaristia: – Depois da homilia

– Ofertório

– Pós-comunhão

 

 

Gesto:

A seguir à homilia, colar na cruz a palavra: CEGUEIRA

– Nos cestos do ofertório mandar as orações recortadas para que cada pessoa possa retirar um papel

No momento pós comunhão todos recitam em conjunto, em voz alta, a oração que receberam no ofertório

in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017

CONVERSAS FINAIS | Editorial Voz de Lamego | 21 de março de 2017

A peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima, nos próximos dias 12 e 13 de maio, vai tomando conta das notícias, ocupando um espaço cada vez maior e mais frequente. A Voz de Lamego tem procurado fazer o seu trabalho de informação e e formação à volta da Peregrinação Papal, do Centenário das Aparições, da Mensagem de Fátima.

Há, porém, espaço e tempo para outras notícias, outras reflexões, outros temas. O Diretor da Voz de Lamego, o Pe. Joaquim Dionísio, faz eco das Conversas Finais com o Papa (Emérito) Bento XVI, entrevista-livro que agora chega às bancas nacionais.

CONVERSAS FINAIS

Apesar de publicado em setembro último, só hoje aparece, em português, o livro “Conversas finais”, fruto da mais recente entrevista que Bento XVI concedeu ao alemão Peter Seewald. E são já quatro as entrevistas destes protagonistas que deram outros tantos livros.

O título é sugestivo, não porque inviabilize novas conversas, mas porque revela a serenidade do ancião que se sabe mais próximo do encontro com o Criador. Com naturalidade, sem desespero ou saudosismo, Bento XVI sabe que os seus 89 anos o fazem olhar mais de perto a finitude desta vida, ele que vive uma situação inédita: um Papa reformado!

O livro pode ser encarado como uma espécie de balanço do seu pontificado (2005-2013), sem esquecer as razões da renúncia, a opinião sobre o sucessor ou o futuro da Igreja, ao mesmo tempo que surge como oportunidade para Bento XVI falar de si e dos seus, partilhar memórias e explicar opções, recordar pessoas e factos.

Um dos grandes teólogos do nosso tempo que, apesar da personalidade reservada que o caracteriza, soube aliar humildade e sabedoria. Pode discordar-se das suas posições, criticar-se a sua actuação ou questionar opções, mas não poderá negar-se a singularidade do seu pensamento, a forma didáctica como se expressou e a disponibilidade para servir a Igreja.

E serviu-a quando se apresentou como o “humilde servo da vinha do Senhor”, mas também quando resignou, mostrando que sair pode não ser sinónimo de desistir ou abandonar, mas ser uma outra forma de permanecer e de ser fiel (amar).

Após a renúncia, soube preservar-se de qualquer tentação para aparecer ou fazer-se ouvir, não acompanhando aqueles que se opõem à linha do Papa Francisco e que, possivelmente, gostariam de o ter como “porta-voz”.

in Voz de Lamego, ano 87/19, n.º 4404, 21 de março de 2017

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES | APELO PROFÉTICO

Em texto anterior, aqui se recordou que a “mensagem de Fátima” traz “apelos do Céu” que procuram orientar a humanidade no caminho da paz, da adoração a Deus e da fraternidade. Nada inovando face ao Evangelho, a mensagem procura servir a fé com os humildes apelos que deixa para chegar mais longe e mais alto, anunciando um Deus próximo e compassivo e denunciando caminhos que afastam do amor de Deus e destroem pontes entre os homens.

As palavras que os Pastorinhos ouviram e nos transmitiram são uma interpelação que deve ser escutada e compreendida à luz das circunstâncias em que apareceu. Nesse sentido, e como no-lo recorda o atual bispo de Leiria-Fátima, “Fátima apresenta-se como um sinal de Deus para a nossa geração, uma palavra profética para o nosso tempo, uma intervenção divina na história da humanidade mediante o rosto materno de Maria”.

A propósito das “revelações privadas”, o teólogo K. Rahner referia-se-lhes como um “carisma”, um dom de Deus concedido a alguém para benefício de todos, vendo-as como um imperativo evangélico para ajudar a compreender e a avançar. E, como lembrou, em 1997, João Paulo II: “Esta mensagem destina-se de modo particular aos homens do nosso século, marcado pela guerra, pelo ódio, pela violação dos direitos fundamentais do homem, pelo enorme sofrimento de homens e nações e, por fim, pela luta contra Deus até à negação da sua existência”.

Daí que possamos escutar a “mensagem de Fátima” como um “apelo profético”, na medida em que algo de importante se diz a uma humanidade que apresenta expectativas e não esconde a sede de esperança que anima os seus membros. Assim, falar de profecia nada tem a ver com o desvendar do futuro, mas com o chamamento à vivência responsável do presente, tendo Deus por companhia e a salvação por horizonte.

Como bem recordou o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Card. J. Ratzinger, quando comentou a publicação da “terceira parte do segredo de Fátima” (13/05/2000), “é preciso ter presente que a profecia, no sentido da Bíblia, não significa predizer o futuro, mas aplicar a vontade de Deus ao tempo presente e consequentemente mostrar o recto caminho do futuro. Aquele que prediz o futuro pretende satisfazer a curiosidade da razão, que deseja rasgar o véu que esconde o futuro; o profeta vem em ajuda da cegueira da vontade e do pensamento, ilustrando a vontade de Deus enquanto exigência e indicação para o presente. Neste caso, a predição do futuro tem uma importância secundária; o essencial é a actualização da única revelação, que me diz respeito profundamente: a palavra profética ora é advertência ora consolação, ou então as duas coisas ao mesmo tempo”.

A celebração do Centenário das Aparições, a peregrinação àquele santuário, a leitura de algum texto alusivo… são, pois, uma oportunidade para escutar a “mensagem de Fátima” e o seu apelo profético que interpela e convoca.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/18, n.º 4403, 14 de março de 2017

DIA DA MULHER

Celebrou-se esta semana mais um Dia da Mulher; dos imensos “dias de tudo” que existem, este ainda merece alguma atenção – não pelos jantares, pela distribuição indiscriminada de flores e bombons ou pelos descontos “especiais” do comércio, mas porque, efetivamente, ainda não há igualdade de oportunidades entre os dois sexos. E é a isto que o importante se resume!

Tendo tido início numa tragédia, penso que poucos se lembrarão hoje em dia como começou o dia 8 de Março a ser associado ás Mulheres.

Na América industrial, nos primórdios do trabalho feminino em áreas consideradas masculinas, um grupo de mulheres tentou manifestar-se pela igualdade de salários e condições de trabalho em relação aos seus colegas homens, recusando-se a abandonar as instalações da fábrica e boicotando o seu funcionamento. Ler mais…

Centenário das Aparições de Fátima em Moimenta da Beira

O auditório Pe. Bento da Guia, em Moimenta da Beira, apropriadamente adornado para o efeito, encheu com cerca de 200 pessoas, na passada sexta feira, dia 10 de março, para uma calorosa receção à Irmã Ângela Coelho, postuladora da causa de canonização dos Beatos Jacinta e Francisco Marto e vice-postuladora da causa da beatificação da Irmã Lúcia.

A iniciativa levada a cabo pelo Arciprestado de Moimenta da Beira, Sernancelhe e Tabuaço teve como objetivo uma maior formação e consciencialização da Mensagem e do fenómeno “ Fátima”, neste primeiro centenário das Aparições aos três Pastorinhos.

A criar a ambiência inicial esteve o grupo coral de Moimenta da Beira que interpretou canções de índole Mariana.

A apresentação da ilustre conferencista, freira e médica, coube ao Pe. Diamantino Alvaíde que traçou o seu perfil biográfico, académico e religioso.

“Sem Amor nenhuns olhos são videntes”. Foi a partir desta epígrafe torguiana que a Irmã Ângela construiu, em linguagem clara, viva e concisa, a sua preleção, advertindo que só com Amor se pode ir mais além. Ao apresentar a família dos Pastorinhos chamou a atenção para a importância dos pais e dos avós na educação dos valores da fé na vida das nossas crianças. Explicitou pormenorizadamente traços da infância dos Pastorinhos, da personalidade própria de cada um, um Francisco muito pacífico e a Jacinta muito “ rabita”, que foram mudando e moldando após o contacto com a “ Senhora mais brilhante que o sol”. Como na vida de todos, também neles se operou a conversão, dirigindo as suas vidas para o amor de Deus e da Humanidade, “os pobres pecadores”. Ler mais…

Aprofundar a Mensagem de Fátima com a Irmã Ângela Coelho

O Movimento da Mensagem de Fátima promoveu, no passado sábado, dia 11 de março, no Seminário Maior de Lamego, um encontro de formação de aprofundamento da Mensagem de Fátima. Esteve presente mais de uma centanta de participantes, entre fiéis leigos, um diácono e sacerdotes, de vários arcipreastados e zonas pastorais da nossa Diocese.

A Irmã Ângela Coelho orientou este encontro no qual fez uma bela exposição e apresentação de alguns traços essenciais da Mensagem de Fátima, com simplicidade, beleza e profundidade. Sempre com um sorriso no rosto, próprio de quem reflete a luz da alegria que brota do Evangelho, a Irmã Ângela cativou a assembleia com o seu enorme e fundamentado conhecimento da Mensagem de Fátima.

Nossa Senhora apareceu na Cova da Iria, escolheu três crianças, falou na nossa língua e deixou uma Mensagem para o mundo. Mensagem mística e profética, de misericórdia, de paz e de esperança, que continua atual. O seu conhecimento e aprofundamento tem cada vez mais sentido neste nosso mundo de hoje.

Lembrando e citando a Carta Pastoral no Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, da Conferência Episcopal Portuguesa, intitulada: “Fátima, Sinal de Esperança para o nosso tempo” e a que a Irmã Ângela fez referência, destacamos o que os bispos portugueses dizem: “Ao longo de todos estes cem anos, a peregrinação a Fátima revitalizou a fé de muitos crentes cansados, suscitou a conversão eclesial de muitos batizados desorientados, tornou possível que muitos indiferentes redescobrissem o Evangelho, suscitou uma religiosidade que plasmou a vida de grande parte do nosso povo”( nº 4). Os nossos bispos também referem quase no final da mesma Carta: “Fiéis ao carisma de Fátima, somos chamados a acolher o convite à promoção e defesa da paz entre os povos, denunciando e opondo-nos aos mecanismos perversos que enfrentam raças e nações: a arrogância racionalista e indivudualista, o egoísmo indiferente e subjetivista, a economia sem moral ou política sem compaixão. Fátima ergue-se como palavra profética de denúncia do mal e compromisso com o bem, na promoção da justiça e da paz, na valorização e respeito pela dignidade de cada ser humano” (nº 15).

Conhecer e viver a Mensagem de Fátima deve ser a atitude a tomar durante este Ano do Centenário e, como Ela prometeu a Lúcia: o seu “Coração Imaculado” será sempre o nosso refúgio no tempo das tribulações.

Saibamos pois, como os Pastorinhos, responder aos apelos de Nossa Senhora.

O Secretariado Diocesano

in Voz de Lamego, ano 87/18, n.º 4403, 14 de março de 2017

Semana Nacional Cáritas | Apoio às famílias

A edição deste ano da Semana Nacional Cáritas, entre os dias 12 e 19 de março, é centrada no tema da Família e pretende reforçar o apoio prestado às famílias e pessoas mais carenciadas em todo o país.

Numa mensagem alusiva ao tema da semana o bispo auxiliar de Lisboa, D. José Traquina, apela à ousadia de, a família, “ser verdadeiramente capaz de construir a Paz”.

“Não conheço como gostaria cada uma das realidades familiares das pessoas a quem agora me dirijo. Não sei, por experiência directa, o que é faltar hoje o necessário para comprar mais um livro ou um caderno que é preciso para a escola; ou o exercício que é preciso fazer a meio do mês, com o salário, para que ele possa chegar até ao fim. Mas sei que muitas vezes a vida do dia-a-dia não é fácil. E, por isso, peço licença para lhe poder propor que, como quer que seja a sua realidade, procure dar passos significativos no sentido de a sua família ser efectivamente construtora da Paz”, sugere o membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. Ler mais…

CAMINHADA QUARESMA-PÁSCOA – 3.º Domingo da Quaresma

A sede é um assunto que perpassa a liturgia da Palavra deste terceiro domingo do tempo da Quaresma. O Povo de Deus insurge-se contra Moisés, por não terem água para beber as pessoas e os rebanhos, pondo em questão que Deus estivesse no meio deles. No Evangelho volta a destacar-se a urgência de saciar a sede, aquela de água, mas sobretudo aquela sede da nascente que é Jesus e que jorra para vida eterna (Jo 4, 14).

A palavra sede, colocada na cruz, remete-nos para um problema ainda hoje real em algumas partes do globo terreste mais desérticas ou afetadas pela escassez de recursos económicos. A expressão Sede de Deus, distribuída nos copos, põe-nos diante de uma inquietude do nosso mundo ocidental, tão desenfreado à procura de sentido para a vida.

3.º DOMINGO DA QUARESMA

Preparação:

Arranjar copos de plástico branco e escrever ou gravar nos copos a expressão “Sede de Deus

Momentos da Eucaristia:

– Após a leitura do Evangelho

– No momento pós-comunhão

 Gesto:

A seguir à leitura do Evangelho, antes da homilia, colar na cruz a palavra: SEDE

No momento pós comunhão distribuir a cada uma das pessoas presentes na celebração 1 dos copos de plástico branco com a inscrição Sede de Deus

in Voz de Lamego, ano 87/18, n.º 4403, 14 de março de 2017