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Dia Mundial do Doente no Hospital de Lamego

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No passado dia 15 de fevereiro a Diocese de Lamego celebrou, pela primeira vez e com a presença do Sr. Bispo D. António Couto, o Dia Mundial do Doente. Envolvidos pelo tema que o Papa Francisco propôs para o dia 11 de fevereiro, Dia Mundial do Doente: “Admiração pelo que Deus faz: o Todo Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc, 1,49), viveu-se a celebração deste dia no Hospital de Proximidade de Lamego. A celebração do Dia Mundial do Doente foi proposta pelo Papa João Paulo II e celebrado pela primeira vez em 1992. Este é já o 25º Dia Mundial do Doente.

O serviço da Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego, coordenado pelo P. José Fernando e em parceria com o P. Ricardo Silva, do Serviço de Capelania do Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro, decidiram celebrar o Dia do Doente na Unidade Hospitalar de Lamego. Os hospitais, lares de idosos, centros de dia e os serviços de internamento dos cuidados paliativos ou de cuidados continuados, são as catedrais onde habitam as pessoas fragilizadas pela doença ou idade. Por isso, faz todo o sentido que o Dia Mundial do Doente, seja celebrado na proximidade daqueles que cuidam e dos que se encontram doentes.

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A celebração deste dia começou com a celebração do sacramento da Reconciliação dos doentes internados, onde contamos com preciosa a ajuda e compreensão dos enfermeiros, médicos e auxiliares de internamento. A celebração da Eucaristia teve lugar por volta da 11 horas na capela do hospital, presidida pelo Sr. Bispo de Lamego, e com a presença de dois membros do Conselho de Administração do Centro Hospitalar, o presidente, Dr. João Oliveira e o enfermeiro diretor, Enfº Júlio Azevedo, assim como, a enfermeira chefe do serviço internamento do hospital de lamego, cuidadores, Liga dos Amigos do Hospital de Lamego, doentes, auxiliares, técnicos e algumas religiosas que prestam apoio aos doentes.

Na partilha da palavra o Sr. D. António, referindo-se ao contributo de LaínEntralgo (1908-2001) e Edmund Pellegrino (1981) na humanização do exercício da medicina, reforçou que o ato médico não se centra apenas na cura ou no olhar da patologia que fragiliza o corpo, mas num diálogo gerador de empatia terapêutica, próximo e de atenta escuta do médico para com o doente. O doente não é só corpo, mas também espírito, revestido de dignidade, ainda que vulnerável, impondo-se como uma obrigação moral para que todos os cuidadores, formais e informais, voltem o seu olhar para um cuidar por amor e serviço. Cuidar é promover vida, saúde e salvação. O cuidado precisa de um encontro interpessoal que envolve, não um sujeito (médico, cuidador…) e um objecto (corpo do doente), mas dois sujeitos que se modificam um ao outro. No final da homilia, relembrou ainda a expressão de DesAulniers (1996), afirmando que “vivemos numa sociedade de coisas e de consumo, em que tudo segue o seu curso até ao fim, e depois se deita fora. Não se pára em nenhum momento para pensar, dizer ou rezar… É assim que surge a morte a “trèsgrandvitesse” ou a “trésgrand vide”, a morte TGV.” Queremos curar rápido, a grande velocidade, nem que para isso se defenda uma morte rápida, assumindo uma vida ou uma morte sem dor. Na verdade, não há salvação, saúde, vida, sem a experiência humana da dor e da morte.

A comemoração do Dia mundial do Doente, na Unidade Hospitalar de Lamego, serviu também para reforçar a importância do acompanhamento religioso nos diversos hospitais através da missão do capelão. A presença de um capelão nos hospitais está regulamentada e é um compromisso de apoio que o Estado assume perante a Igreja e pessoas doentes. Numa perspectiva holística da condição humana, a Fé e a espiritualidade são uma dimensão nevrálgica na cura integral daquele que se encontra doente e/ou hospitalizado. Que todos saibamos promover, valorizar e dignificar o papel e a missão do capelão hospitalar.

O serviço da Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego agradece a todas as pessoas que tornaram possível esta celebração do dia Mundial do Doente: conselho de administração do Centro Hospitalar, serviço de capelania, enfermeiros, médicos, auxiliares, voluntários do Hospital de Lamego e às religiosas das Servas de Nossa Senhora de Fátima, Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus e Filhas de São Camilo que animaram a celebração litúrgica. É nesta atitude de partilha e de serviço que tornamos admiráveis as pequenas coisas da vida.

Serviço da Pastoral da Saúde da Diocese de Lamego

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

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