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CONVENÇÃO – CONVICÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 21 de fevereiro

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A edição desta semana da Voz de Lamego destaca, a partir da capa, o encontro dos Jovens Sem Fronteiras, em Vila da Ponte, com outros encontros de jovens realiazados na última semana, destacando no interior a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia do Mezio e a vivência do Dia Mundial do Doente, no Hospital de Lamego. Mas há muitas razões para folhear e ler a Voz de Lamego, artigos de opinião/reflexão, variados nos colaboradores e nos temas, notícias da Igreja e do mundo, da diocese e da região.

A abrir, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, que nos desafia a viver de convicções…

CONVENÇÃO – CONVICÇÃO

Na véspera da V Conferência Latino-Americana, Bento XVI dirigiu-se aos participantes para dizer também que “A Igreja é a nossa casa” (Aparecida, 12/05/2007), convidando cada um a sentir-se à vontade, consciente do seu lugar e pertença, identificado e próximo de todos, em segurança e com esperança. É sempre bom estarmos em casa!

No livro A Vitalidade da Bênção, de Elmar Salmann, a propósito desta pertença e presença na Igreja, diante do conteúdo da fé e da sua celebração, o autor pergunta: “Onde nos sentiríamos em casa?”

Ou seja, apesar de “estarmos em casa”, como dizia o Papa, é também necessário “sentirmo-nos em casa”, como afirma este beneditino. E compreendemos a não coincidência: quantas vezes “estamos” em algum lugar, conversa, reunião, convívio, celebração… sem nos “sentirmos” verdadeiramente presentes?

O mesmo se passa na vivência da fé e na participação eclesial (paróquia, grupo, presbitério…): podemos estar sem sentir e vice-versa. Mas será que podemos estar verdadeiramente sem que tal se sinta ou podemos sentir sem o esforço para estar?

Daí que diante da indiferença que cresce, da não vontade em aprofundar a fé, do desleixo diante da transmissão do Evangelho, do comodismo que se instala, do descomprometido consumismo de alguns sacramentos… aquele autor questione: “Haverá ainda algo de precioso para nós, capaz de nos tocar a alma, algo que nos torne totalmente presentes, que nos abra a inteligência e o coração?”

Que “lugares teológicos” privilegiar para ajudar à experiência do divino? Mais profecia? Mais mística? Como ir além da mera sensibilidade para a religião? Ou, como diz o nosso bispo, como passar da convenção à convicção?

Diariamente testemunhamos uma Igreja que, pela voz e acção dos seus pastores, sente dificuldade em apresentar o cristianismo como motivação que desbloqueie a vontade, encoraje a uma nova interpretação da vida e leve a um agir mais espontâneo.

Mas o Senhor está connosco!

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017

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