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Archive for 22/02/2017

Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia de São Miguel do Mezio

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Pelas quinze horas do dia 14 de fevereiro de 2017, a comunidade escolar do Mezio – crianças da educação pré-escolar, meninos e meninas do primeiro ciclo do ensino básico, respetivas assistentes operacionais, educadoras e professores, aguardavam a chegada do seu pastor diocesano – D. António Couto. Acompanhado pelo pároco, o senhor bispo era aguardado pelo senhor diretor do Agrupamento de Escolas de Castro Daire e pela Junta de Freguesia da União de Freguesias do Mezio e Moura Morta. Dava-se início à Visita Pastoral à paróquia de S. Miguel do Mezio. Entretanto, da Câmara Municipal de Castro Daire, chegava, também acompanhado, o seu distinto presidente, cuja presença  muito honra proporcionava.

Abençoado tempo! Embora, no exterior invernoso chovesse, como era agradável e bom estar ali! A sala, a transbordar de pequenas e maravilhosas estrelas, abarrotava de gente miúda e graúda em contexto formativo. As crianças motivadíssimas (permitiriam ouvir uma mosca que passasse se as houvesse!) acompanhavam, em silêncio e ansiosamente curiosas, o desenrolar do vídeo prévia e meticulosamente elaborado. Identificada com as atuais armas da diocese, a esmerada coleção de curtos vídeos, didaticamente elaborada com a imprescindível colaboração dos discentes, era uma viva alusão individual  e personalizada  da perceção da pessoa  e da missão do bispo diocesano. Muito do conteúdo do trabalho pedagógico produzido foi, de facto, confirmado, em presença, pelo visado. Os pequenos aprendentes, com a sua própria e incipiente bagagem cultural eram (e sentiam-se) os verdadeiros protagonistas. Considerável, empenhado e tecnologicamente atualizado trabalho educativo / escolar de excelente qualidade daquela harmoniosa e integradora equipa docente, não docente e discente! Ler mais…

CONVENÇÃO – CONVICÇÃO | Editorial Voz de Lamego | 21 de fevereiro

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A edição desta semana da Voz de Lamego destaca, a partir da capa, o encontro dos Jovens Sem Fronteiras, em Vila da Ponte, com outros encontros de jovens realiazados na última semana, destacando no interior a Visita Pastoral de D. António Couto à Paróquia do Mezio e a vivência do Dia Mundial do Doente, no Hospital de Lamego. Mas há muitas razões para folhear e ler a Voz de Lamego, artigos de opinião/reflexão, variados nos colaboradores e nos temas, notícias da Igreja e do mundo, da diocese e da região.

A abrir, o Editorial do Pe. Joaquim Dionísio, Diretor da Voz de Lamego, que nos desafia a viver de convicções…

CONVENÇÃO – CONVICÇÃO

Na véspera da V Conferência Latino-Americana, Bento XVI dirigiu-se aos participantes para dizer também que “A Igreja é a nossa casa” (Aparecida, 12/05/2007), convidando cada um a sentir-se à vontade, consciente do seu lugar e pertença, identificado e próximo de todos, em segurança e com esperança. É sempre bom estarmos em casa!

No livro A Vitalidade da Bênção, de Elmar Salmann, a propósito desta pertença e presença na Igreja, diante do conteúdo da fé e da sua celebração, o autor pergunta: “Onde nos sentiríamos em casa?”

Ou seja, apesar de “estarmos em casa”, como dizia o Papa, é também necessário “sentirmo-nos em casa”, como afirma este beneditino. E compreendemos a não coincidência: quantas vezes “estamos” em algum lugar, conversa, reunião, convívio, celebração… sem nos “sentirmos” verdadeiramente presentes?

O mesmo se passa na vivência da fé e na participação eclesial (paróquia, grupo, presbitério…): podemos estar sem sentir e vice-versa. Mas será que podemos estar verdadeiramente sem que tal se sinta ou podemos sentir sem o esforço para estar?

Daí que diante da indiferença que cresce, da não vontade em aprofundar a fé, do desleixo diante da transmissão do Evangelho, do comodismo que se instala, do descomprometido consumismo de alguns sacramentos… aquele autor questione: “Haverá ainda algo de precioso para nós, capaz de nos tocar a alma, algo que nos torne totalmente presentes, que nos abra a inteligência e o coração?”

Que “lugares teológicos” privilegiar para ajudar à experiência do divino? Mais profecia? Mais mística? Como ir além da mera sensibilidade para a religião? Ou, como diz o nosso bispo, como passar da convenção à convicção?

Diariamente testemunhamos uma Igreja que, pela voz e acção dos seus pastores, sente dificuldade em apresentar o cristianismo como motivação que desbloqueie a vontade, encoraje a uma nova interpretação da vida e leve a um agir mais espontâneo.

Mas o Senhor está connosco!

in Voz de Lamego, ano 87/15, n.º 4400, 21 de fevereiro de 2017