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CORREÇÃO FRATERNA | Editorial Voz de Lamego | 14 de fevereiro

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O Jornal Diocesano é um belíssimo instrumento de informação, de formação, de reflexão, de aproximação de pessoas e comunidades, fazendo memória, desafiando o anúncio do Evangelho e vivência da fé pela caridade. Alguns temas em destaque: a carta do Papa Francisco aos jovens, a Visita Pastoral de D. António Couto em São Martinho de Mouros, a Festa do Seminário de Nossa Senhora da Lourdes e muitas outras notícias da Diocese e da região.

No Editorial, o Diretor da Voz de Lamego fala-nos da correção fraterna, sempre tão necessária, quando é correção e é fraterna, para crescimento, para maior bem e agindo com respeito e caridade…

CORREÇÃO FRATERNA

Protagonizando o que recomendava aos outros, a correcção fraterna, o apóstolo Paulo enfrentou o apóstolo Pedro para lhe censurar determinado comportamento (Gal 2, 11-14). O conselho e o exemplo continuam válidos e vão-se concretizando, na medida das possibilidades e capacidades. Quantas vezes foi notícia o que o Papa Francisco disse sobre determinadas posturas e opções?

Mas, nos últimos tempos e de forma mais visível, também têm surgido notícias do descontentamento de alguns diante da maneira de ser e de estar do Papa. A situação não é nova e não será encerrada com este pontificado. Exceptuando a uniformidade requerida quanto ao depósito da fé, sabemos que sensibilidades distintas proporcionarão posturas diferentes. O próprio Papa, no cumprimento da sua missão, estará marcado pela formação recebida, pela experiência de vida, pela sensibilidade própria e pelo contexto actual.

Contudo, Francisco não se furta à denúncia de escândalos e de infidelidades, na Igreja e no mundo, nem abdica de sugerir mudanças e de agir, repudiando o “lavar de mãos” do auto-dispensado Pilatos. Talvez certas denúncias e decisões ocasionem ressentimentos, já que nem sempre sobra humildade para aceitar mudar.

Apesar de considerado e apreciado, Francisco sabe-se sujeito aos limites, às imperfeições ou às possíveis críticas. Daí que, desde o início, tenha pedido orações por si e não tenha escondido que é “alguém que ri, que chora, que dorme tranquilo e que tem amigos, como toda a gente”. E num célebre discurso à Cúria romana aconselhou a não “divinizar” os chefes, já que a mensagem transmitida será sempre mais importante que a notoriedade ou carisma do mensageiro.

Tal como evidenciado por Paulo, a oportunidade da crítica é inquestionável quando nasce do amor à verdade e à coerência. Mas perde vigor e lugar quando resulta do desconforto pela perda de poder ou de privilégios.

in Voz de Lamego, ano 87/14, n.º 4399, 14 de fevereiro de 2017

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