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Centenário das Aparições | Protagonistas

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Numa Europa marcada pelos horrores da guerra e num país a digerir ainda uma revolução que instaurou a República e pôs fim à Monarquia, num pequeno canto esquecido do nosso país, três crianças anunciam terem sido contempladas com a visão de Nossa Senhora.

O anúncio surpreendeu todos, as perguntas multiplicaram-se, as respostas e os devotos foram aparecendo, as dúvidas de muitos persistiram, a Igreja foi observando e discernindo… Apesar dos limitados meios de comunicação e do ambiente político adverso, os factos difundem-se e serão aos milhares os peregrinos e curiosos que rapidamente aparecem. Um movimento que não mais parou.

Mas no início de tudo encontramos três crianças…

No dia 13 de Maio de 1917, um domingo, Lúcia (10 anos), Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos) guardam algumas ovelhas nuns terrenos pobres da Cova da Iria, pertencentes ao pai de Lúcia, onde se vêem algumas oliveiras e carrasqueiras / azinheiras. Num tempo de pouca escolarização, estas crianças seguem o ritmo de tantas outras, participando nos trabalhos agrícolas e contribuindo para a economia familiar. Enquanto não têm idade nem forças para trabalhos mais exigentes, acompanham e guardam as ovelhas.

De acordo com os relatos de Lúcia, após um como que clarão de relâmpago, num céu luminoso e sereno, sobre uma carrasqueira de metro e pouco de altura apareceu-lhes a Mãe de Deus. Era “uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”. O seu semblante era de uma inenarrável beleza, nem triste, nem alegre, mas sério, talvez com uma suave expressão de ligeira censura. Como descrever em pormenores os seus traços? De que cor os olhos, os cabelos dessa figura celestial? Lúcia nunca o soube dizer ao certo!

As fotos destas crianças são amplamente conhecidas e nelas podemos contemplar a fisionomia séria e sofrida que os singulariza, deixando antever uma vida exigente e repleta de dificuldades. Aliás, logo na segunda aparição, Lúcia, marcada pelas agruras da vida e diante da perspectiva celestial, pede à Virgem que os levasse para o Céu!

Mais de um ano após as aparições, os dois irmãos, Francisco e Jacinta, adoecem gravemente, afectados pela bronco-pneumonia que os levaria em breve “para o Céu”. Francisco morrerá no dia 04 de Abril de 1919 e Jacinta a 20 de fevereiro de 1920. Os seus restos mortais repousam na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, e os dois foram beatificados a 13 de Maio de 2000.

A Lúcia, depois de ter ingressado nas Irmãs Doroteias e ter vivido alguns anos em Espanha, regressa a Portugal e, após a devida autorização, torna-se Carmelita e entra no Carmelo de Coimbra, onde permanecerá durante 58 anos. Faleceu a 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos de idade, e os seus restos mortais foram trasladados para Fátima no ano seguinte.

Ao longo dos anos escreveu as suas memórias e contribuiu decisivamente para a divulgação da mensagem de Fátima, que importa realmente conhecer.

JD, in Voz de Lamego, ano 87/13, n.º 4398, 7 de fevereiro de 2017

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