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Eng. Fernando Santos: “Evangelizar é uma das minhas vocações”

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No passado dia 21 de outubro, o nosso selecionador nacional, Fernando Santos, esteve na paróquia da Mêda para partilhar o seu testemunho vocacional. O encontro, marcado para as 19h contou ainda com a presença do nosso bispo, D. António Couto, alguns sacerdotes, seminaristas, irmãs religiosas, bem como outros fiéis leigos que, em grande número, se quiseram associar a este evento para escutar as suas palavras. O encontro teve como pano de fundo uma das expressões do Eng. Fernando Santos: “Evangelizar é uma das minhas vocações”.

Após as palavras de boas-vindas do Pe. Basílio, pároco da Mêda, as crianças da paróquia interpretaram a música “passo a passo” e entregaram um ramo de flores ao nosso selecionador e ao nosso bispo. Logo de seguida houve mais um momento musical, em que os nossos ouvidos foram convidados a escutar alguns fados protagonizados pelo Pe. Abel e acompanhado à viola pelos padres Carlos e Chico, sacerdotes da nossa diocese. Finalmente, o moderador, Pe. Amadeu deu a palavra ao selecionador nacional, Eng. Fernando Santos que, em breves minutos, fez um resumo do seu percurso de vida.

Embora o tenha reconhecido muito mais tarde salienta que foi com o seu batismo que o Espírito Santo começou a atuar nele. Salientou também a necessidade que sentiu em casar pela Igreja, assim como o batismo dos filhos. Aliás Fernando Santos contou que a própria formação dos filhos ocorreu num colégio católico. Um outro marco fundamental na sua vida é no momento do sacramento da confirmação da filha. Fernando Santos reconhece que se aproximou mais da Igreja e sentiu a necessidade de se aproximar de alguém. Foi neste momento da sua vida que recorreu ao sacramento da reconciliação.

Contudo, o marco que mudou toda a sua vida foi através dos Cursos de Cristandade. Vivia um período bastante difícil, pois tinha acabado de ser despedido do seu emprego no Estoril. Neste sentido, após várias insistências de alguns amigos, Fernando Santos decide participar num destes cursos e é aqui que se dá toda a transformação na sua vida. Fernando Santos refere que teve a sorte de encontrar Cristo e perceber que Ele está vivo em cada um de nós. É neste momento que o engenheiro tira uma cruz do bolso e afirma “Ele está comigo e conta comigo”. Salienta que desde essa altura esta cruz acompanha-o sempre e desta forma reconhece que à semelhança de São Paulo, também ele foi “agarrado por Cristo”.

O selecionador nacional dá um novo rumo à sua vida, ou melhor foi Cristo que mudou toda a sua vida. Começa a participar nas eucaristias diariamente e refere que o faz não pelo sacerdote, ou somente “só por ir”, mas sim para participar na paixão, morte e ressurreição de Cristo. Quase a terminar o seu discurso conta-nos mais uma experiência que o marcou bastante e que se passou no Santuário de Fátima. Fernando Santos rezava a via-sacra e sem que ele percebesse alguém o viu. Mais tarde recebe uma carta em que explicava todo o contexto e no final dizia: “muito obrigado por me ajudar a encontrar a minha fé”. Isto tudo para afirmar que rezar também é uma forma de evangelizar. É esta a nossa missão – evangelizar! Na mesma linha e ao concluir refere que não devemos guardar só para nós o tesouro que Cristo nos deu, mas sim transmiti-lo aos outros. “Ai de mim se eu não evangelizar”.

Após o seu testemunho, o nosso bispo tomou a palavra. Começou por afirmar, fazendo referência ao que Fernando Santos partilhara, que “Paulo não caiu do cavalo, mas sim de si mesmo, do seu orgulho, da sua inteligência judaica”. Afirma ainda que “não foi São Paulo que encontrou Cristo, mas sim Cristo que encontrou São Paulo”. É neste sentido que D. António Couto, salientando a Carta Pastoral proposta para este ano, abordou a necessidade de evangelizar nos nossos dias. É importante que tomemos consciência que a nossa missão “só pode seguir em frente” se estivermos com Cristo, que, ao lutar connosco, vence e reclama para ele a nossa vida toda.

Em jeito de conclusão, o nosso pastor exortou-nos a que anunciemos e sintamos necessidade de anunciar este Evangelho que é Cristo, não porque seja bonito e “fique bem” mas antes por nos sentirmos necessitados desse anúncio, dessa dinâmica que antes de partir de cada um de nós parte do outro que é Jesus Cristo, Este que nos “agarra” muito antes de nós o “agarrarmos” a Ele.

Terminadas as duas principais intervenções houve um tempo para perguntas, seguido de mais um momento de belo fado pelos mesmos três padres, e encerrou-se o encontro com uma sessão de autógrafos. Por fim, para restaurar as forças, deslocámo-nos a Longroiva para jantar.

 

Diogo Martinho

Vítor Carreira

in Voz de Lamego, ano 86/49, n.º 4385, 1 de novembro de 2016

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