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SANTOS ANÓNIMOS | Editorial Voz de Lamego | 25 de outubro

The fresco at Holy Trinity Church in Lorain, photographed after Wednesday morning mass, August 26, 2009. The church is scheduled to close December 13th, and the future of the fresco, painted by Romeo Celleghin, remains up in the air. (Gus Chan / The Plain Dealer)

Nas páginas centrais da edição da Voz de Lamego desta semana, o destaque para as Visitas Pastorais em Fráguas e em Vila Nova de Paiva, bem como o testemunho de fé e de vivência cristã do Selecionador Nacional, Eng. Fernando Santos, no Arciprestado da Mêda, Penedono, São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa. A abrir o jornal, o destaque a solenidade de Todos os Santos e dos Fiéis defuntos. É também esta a temática proposta pelo nosso Diretor, Pe. Joaquim Dionísio.

SANTOS ANÓNIMOS

Os católicos iniciam o penúltimo mês do ano com uma festa em honra dos que passaram pela vida “fazendo o bem”. No dia 1 de novembro celebramos a Solenidade de Todos os Santos, com origens no séc. IV e que, depois de várias datas, foi fixada neste dia, no séc. IX.

A festa da santidade enaltece o testemunho responsável e livre. Por isso, lembrar os santos não é apenas recordar exemplos de vida, mas também comprometer-se com uma resposta ao chamamento divino. A santidade é para todos e está ao alcance de todos.

Um teólogo católico do século passado falou de “cristãos anónimos” para referir todos os homens e mulheres de boa vontade que, não tendo tido acesso à revelação de Jesus Cristo, vivem a sua vida de acordo com os princípios evangélicos. A intuição valeu-lhe muitas críticas, mas serviu também para alargar horizontes.

Na festa da santidade, poderíamos também falar dos “santos anónimos”, aqueles de quem não sabemos o nome, que nada escreveram e que jazem em campa rasa, mas que neste dia honramos e que, na comunhão dos santos, nos acompanham:

  • os que se fizeram próximos de todos;
  • os pais que, com maior ou menor dificuldade, se empenharam na defesa e promoção da vida;
  • os fiéis leigos que, vencendo o comodismo, se esforçaram na transmissão da fé e na edificação das comunidades;
  • os ministros ordenados que se doaram ao povo que lhes foi confiado;
  • crianças, jovens e adultos a quem a doença abreviou a vida e que, sem culparem Deus, permaneceram fiéis;
  • as vítimas da intolerância, do egoísmo, da exploração e da indiferença que viveram sem sorrisos e sem liberdade…

Porque a santidade não é resultado de um processo canónico, mas fruto de uma vida singular.

in Voz de Lamego, ano 86/48, n.º 4384, 25 de outubro de 2016

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