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ASSEMBLEIA DO CLERO: Sacerdote para levar Cristo às pessoas

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Aproveitando o feriado comemorativo da implantação da República (05/10/1910), o clero da nossa diocese reuniu em assembleia, no Seminário Maior.

Como esperado, o tema proposto e previamente divulgado aos sacerdotes, por carta, versava sobre a vivência do ministério sacerdotal. O objectivo era convidar cada um, individualmente e em grupo, a identificar as situações diárias causadoras de alegria ou de mágoa que se vão experimentando na relação com os fiéis leigos, com o presbitério e com o bispo.

Dizer e dizer-se

A primeira nota serve para louvar a disponibilidade e a alegria dos presentes que, vindos de longe e de perto, souberam articular a agenda para viveram, em presbitério, este encontro fraterno, concretizando a comunhão e a unidade, bem como a vontade de caminhar juntos.

Apesar de ser feriado, de ser apensa uma manhã, de não haver aulas nem actividades paroquiais próprias de um dia santo ou de um fim-de-semana, registaram-se muitas ausências. Cada um saberá porque não apareceu, mas uma assembleia anual bem merecia o esforço para estar com os irmãos sacerdotes e com o bispo diocesano, rezar com todos e por todos, reflectir sobre o tema proposto e dizer na primeira pessoa o que sente e pensa, o que vive e observa, o que está mal ou bem, a mudança pretendida ou a sugestão de melhoria.

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Servir Jesus

A recitação da Hora Intermédia marcou o inicio do encontro, a que se seguiu uma breve saudação e alocução de D. António Couto. Tinham-lhe sido pedidas algumas palavras que introduzissem ao tema, fundamentadas na observação feita nos quase cinco anos que leva de vida entre nós.

Depois de referir a alegria de nos “reunirmos em presbitério” e de sublinhar a oportunidade do encontro e do convívio, D. António afirmou que “o essencial da vida sacerdotal é servir Jesus Cristo no Povo de Deus”. Isto é, “a missão dos presbíteros não é a realização de tarefas, mas as pessoas; a vida sacerdotal deve ser preenchida com o levar Cristo às pessoas”.

Falando da identidade sacerdotal, afirmou que o padre não é “um animador ou um monitor”, mas transparência e testemunha fiel de Jesus Cristo, lembrando que “uma vida de serviço e simplicidade é a melhor pregação”. Por outro lado, a crise de vocações não pode pôr em causa a natureza, a missão e o modelo do sacerdote.

Corresponsabilidade

Sublinhando a esperança que o anima e que encontra pela diocese que percorre, o nosso bispo referiu a abertura, a dedicação e o afecto que encontra em todos. Mas não deixou de apelar aos sacerdotes para movimentarem outros no serviço ao Evangelho, convidando e provocando. Mas neste serviço contínuo protagonizado pelo sacerdote, é necessário que este se alimente da Palavra e do contacto com o Mestre.

D. António lembrou a importância da comunicação para que os paroquianos não ignorem as iniciativas diocesanas e apelou à diminuição das ausências dos padres nas reuniões onde a comunicação é feita e onde a comunhão se experimenta.

Por outro lado, não deixou de referir alguns pedidos feitos por alguns leigos que encontra e que sempre reclamam a presença do pároco, transparência de Jesus para ensinar, celebrar, testemunhar. A este propósito, afirmou que quanto mais dinâmica for uma comunidade, mais exigente será com o seu pároco.

Por último, falou também da corresponsabilidade. Já em 2007, na visita ad limina dos bispos portugueses ao Vaticano, Bento XVI falava da falta de participação laical na vida comunitária eclesial. D. António apelou a um agir sacerdotal que favoreça a presença activa de fiéis leigos na vida comunitária, favorecendo a sua afirmação como sujeitos eclesiais.

Caridade fraterna

Após um breve intervalo, os sacerdotes reuniram-se em grupos e dialogaram sobre o tema do dia, nomeadamente sobre o relacionamento de cada um com os paroquianos, o presbitério e o bispo. O resultado dessa partilha foi depois divulgado no plenário que se seguiu.

Neste particular, e sem qualquer intuito de divulgar o que foi dito, destaque para a franqueza, a frontalidade e a caridade com que tudo foi afirmado e assumido. É sempre oportuno e salutar dizer e dizer-se, sem rodeios ou intermediários, longe do anonimato ou das distâncias, conscientes de que estamos todos a caminho. O secretário do Conselho de Presbíteros não deixará, certamente, de juntar tais contributos para a necessária análise.

O encontro caminhava para o fim. Antes do almoço ainda houve tempo para uma breve apresentação, feita pelo técnico responsável, de um programa informático para a gestão paroquial.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/46, n.º 4382, 11 de outubro de 2016

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