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Archive for 12/10/2016

ASSEMBLEIA DO CLERO: Sacerdote para levar Cristo às pessoas

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Aproveitando o feriado comemorativo da implantação da República (05/10/1910), o clero da nossa diocese reuniu em assembleia, no Seminário Maior.

Como esperado, o tema proposto e previamente divulgado aos sacerdotes, por carta, versava sobre a vivência do ministério sacerdotal. O objectivo era convidar cada um, individualmente e em grupo, a identificar as situações diárias causadoras de alegria ou de mágoa que se vão experimentando na relação com os fiéis leigos, com o presbitério e com o bispo. Ler mais…

Centenário da presença franciscana em Lamego – 4 de outubro

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No dia 4 de outubro, a Igreja celebra a memória litúrgica de São Francisco, o jovem de Assis que não teve medo de mudar de rumo e que continua a marcar a comunidade dos discípulos de Jesus Cristo.

Nesse dia, em Lamego, a comunidade franciscana associou a esta festa a comemoração do centenário da sua presença entre nós (1916 – 2016), finda que foi a ausência forçada pela expulsão dos religiosos (1834) e pela implantação da República (1910).

A igreja de S. Francisco, na paróquia de Almacave, acolheu muitos para a festa. Não faltaram os fiéis que habitualmente ali rezam e celebram a fé, os padres franciscanos que servem esta comunidade, Frei Amador Carreira e Frei Arnaldo Taveira, o nosso bispo, D. António Couto, Mons. Joaquim Rebelo e Pe. João Morgado, Vigário Geral e Pró-Vigário, D. Jacinto Botelho, vários sacerdotes do arciprestado lamecense e uma assinalável comitiva franciscana vinda de outras terras, com destaque para o actual Ministro Provincial da Ordem Franciscana e para o bispo emérito de Bragança-Miranda, D. António Montes. Particular referência é devida também aos membros da Ordem Terceira, proprietária daquela igreja, que se destacaram na animação litúrgica da celebração e em tantos trabalhos que contribuíram para a festa.

Recorde-se que a presença franciscana em Lamego já leva quase oito séculos, ao longo da qual se notabilizaram pela disponibilidade para servir a Igreja, acolher todos e com todos seguir Jesus Cristo. Ainda hoje, a igreja de S. Francisco é sinónimo de oração, de celebração da Eucaristia e da Reconciliação, mas também de discernimento e acompanhamento espirituais. Nesse sentido, trata-se de uma presença reconhecida, estimada e desejada.

Na homilia proferida por D. António Couto, que presidiu à celebração, não faltaram referências a S. Francisco, “pura transparência de Jesus”, o jovem que aceitou o encargo de “reconstruir a Igreja” e de levar todos “aos ombros e no peito” para Deus. Lembrou ainda três importantes afirmações daquele santo, recolhidas e estimadas como parte do seu testamento espiritual: “amem-se sempre uns aos outros”; amem sempre nossa senhora, a santa pobreza”; “sejam sempre fiéis e submissos aos prelados e ministros da Igreja”.

Nas palavras proferidas, saudou também a presença e acção franciscana nos séculos que passaram e nos dias que correm: “Lamego precisa da vossa agenda diária, do acolhimento, bênção, ternura, paz…”. E terminou com a afirmação de que Francisco recebeu uma “enxurrada” do amor de Deus e que, por isso, dava Deus, desejando que o mesmo se repita com os baptizados de hoje.

Antes da bênção final, o Ministro Provincial saudou e agradeceu a presença de todos, lembrando que os franciscanos estão a assinalar a chegada à terra lusitana, há 800 anos, e que tal ocasião deve servir para redescobrir a alegria e a confiança. A propósito do centenário assinalado em Lamego, apresentou-o como dom de Deus e apelo para servir Deus, o mundo e a Igreja.

Após a bênção, os presentes tiveram a oportunidade de oscular a relíquia de S. Francisco, bem como de escutar das palavras de gratidão do Padre Amador.

A festa continuou nos espaços ocupados actualmente pela Messe de Sargentos (CTOE) e que, até 1834, tinham sido pertença dos padres franciscanos. Ali se escutou o Pe. Arnaldo a propósito de alguns dados cronológicos daquele espaço que podem ser lidos no livro que o mesmo preparou para este dia: “Vida e acção dos Franciscanos em Lamego”.

A propósito deste livro, Frei Isidro Lamelas, franciscano natural de Penude, sublinhou a presença e missão dos franciscanos por terras da nossa diocese, onde surgiram tantas vocações. E conluia com a afirmação de que tal presença é sinónimo de “ilha de misericórdia” na cidade e na diocese, contribuindo para a presença de S. Francisco.

JD, in Voz de Lamego, ano 86/46, n.º 4382, 11 de outubro de 2016

MISSÃO E MISERICÓRDIA | Editorial Voz de Lamego | 11 de outubro

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Como destaque da capa da edição da Voz de Lamego desta semana, a Peregrinação Diocesana do Movimento da Mensagem de Fátima ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa e o Centenário do regresso dos Franciscanos a Lamego, mas basta abrir e folhear o jornal que outros temas, notícias, acontecimentos, eventos, relacionados com a diocese e com a região, com a sociedade e com a Igreja e, riqueza deste semanário, as reflexões que nos apontam a viver melhor.

Porta de entrada, o Editorial da Voz de Lamego, do seu Diretor, Pe. Joaquim Dionísio, que liga a Missão à Misericórdia, tendo em conta o Ano Santo da Misericórdia e o Dia Mundial das Missões que se aproxima.

MISSÃO E MISERICÓRDIA

No penúltimo domingo de Outubro, a Igreja vive o Dia Mundial das Missões, instituído há 90 anos (1926) pelo Papa Pio XI. “Igreja Missionária, testemunha da misericórdia”é o título da Mensagem papal deste ano.

A Igreja, “missionária por natureza”, não pode ser senão “testemunha da misericórdia” para ser fiel ao Senhor que a convoca e envia. Porque, na sua acção de anunciar Jesus Cristo, de convidar para o Reino, de acolher sem distinção, de ensinar sem descanso… a Igreja é expressão do desejo salvífico de Deus para todos e deve ser no mundo, tal como escreveu o Papa Francisco, “sinal eloquente do amor materno de Deus”.

E como a Igreja é a assembleia de todos os baptizados, então aquilo que se espera dela deve ser encontrado no agir de cada um dos seus membros que, neste “mês missionário”, são particularmente convidados a sair de si, a alargar horizontes e a olhar o mundo inteiro como campo de missão.

Mas o convite para ir mais longe, “fazer-se ao largo”, não significa esquecer o testemunho diante de quem está próximo. Se a preocupação e interesse pelo distante é salutar, não se pode excluir o olhar atento e disponível para quem está perto. A correcta articulação permite evitar uma certa “filantropia telescópica” de que já se falou aqui. Para que não aconteça connosco como com certo escritor, de quem se dizia que gostava da humanidade em geral, mas que não apreciava ninguém em particular!

Por mais discreto e humilde que seja o testemunho de cada cristão, inspirado nas obras de misericórdia, será sempre uma semente que atrairá a atenção de alguém, contribuindo para a edificação de uma Igreja que, por natureza, é missionária e que tem por missão testemunhar a misericórdia divina.

in Voz de Lamego, ano 86/46, n.º 4382, 11 de outubro de 2016